domingo, setembro 6, 2026
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Como as mudanças na Substituição Tributária do ICMS de São Paulo impactam a cadeia do Cobre

Desde o início do ano, o Governo de São Paulo vem promovendo mudanças no regime de Substituição Tributária (ICMS-ST), com a exclusão de determinados produtos dessa sistemática de recolhimento antecipado. Na prática, isso simplifica a apuração do imposto, evita o acúmulo de créditos fiscais e reduz assimetrias de mercado que impedem a competição justa e igualitária entre empresas.

Para a cadeia do Cobre, que conta com itens de diferentes características físicas, aplicações e etapas de transformação, a mudança representa um importante avanço no campo da tributação e oferece, especialmente aos fabricantes e revendedores, uma oportunidade de tornar mais equilibrada a relação entre os diferentes elos do segmento.

A saída dos tubos de Cobre e suas ligas, com aplicação em instalações de água quente e gás na construção civil e na instalação de ar-condicionado, do regime de Substituição Tributária impacta positivamente as indústrias fabricantes, uma vez que ela retira a margem de valor agregado na venda pelo produtor, que onera o valor total da nota ao pressupor uma tributação por toda uma cadeia que nem sempre corresponde à realidade.

Além disso, a mudança contribui para reduzir situações em que empresas alegam o não enquadramento no regime, mesmo quando a norma exige o recolhimento do imposto considerando a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), e a utilização do produto no segmento destinado à revenda.

Os revendedores e distribuidores, por sua vez, lidam com uma redução dos controles fiscais relacionados aos estoques sujeitos ao tributo e à administração dos créditos. Essa questão tem um peso ainda maior nas operações interestaduais, quando uma mercadoria adquirida com ICMS-ST é comercializada para uma nova revenda em outro estado e o imposto volta a ser devido, agregando sobre o valor adquirido uma nova margem e um novo recolhimento da Substituição Tributária para o estado de destino.

Tributação mais equilibrada para a cadeia

Com o fim da arrecadação antecipada do ICMS por Substituição Tributária, o imposto passa a ser recolhido a cada etapa do processo sobre o valor da operação do documento fiscal. Dessa forma, todo contribuinte, em cada nova comercialização de um produto, fica responsável pelo pagamento do tributo estadual sobre o valor da mercadoria, até a venda final ao consumidor.

Ainda, recentes portarias e protocolos retiraram determinados produtos do regime de ICMS-ST com base em sua classificação por NCM. Isso ocorre pois alguns itens possuem diversas aplicações dentro de um mesmo código NCM, como é o caso do Cobre, que pode ser utilizado pelos setores de construção, energia, indústria, automóveis, equipamentos elétricos, telecomunicações ou infraestrutura digital. Esse fenômeno, historicamente, gerava dificuldades de interpretação e divergências entre contribuintes quanto ao enquadramento da mercadoria no regime de Substituição Tributária.

Considerando as particularidades do setor, este movimento representa uma mudança positiva para o segmento como um todo, porque permite equiparar a tributação em toda a cadeia do Cobre, sem possibilidade de diferentes interpretações sobre a aplicação do ICMS por Substituição Tributária entre os elos.

Uma tributação equilibrada entre fabricantes e distribuidores, entretanto, não significa necessariamente uma redução de custos, mas possibilita maior competitividade entre ambos os lados, justamente pela retirada da margem de valor agregado da saída do fabricante.

Importância do controle fiscal na transição

Embora o novo cenário traga oportunidades, a transição exige atenção das empresas, principalmente os revendedores que adquiriram mercadorias com ICMS ST-já recolhido antecipadamente. Estes componentes da cadeia produtiva devem observar seus estoques e solicitar ao fisco a restituição do imposto pago com antecedência, uma vez que, após a exclusão, as novas vendas terão o imposto normal novamente tributado.

Esse acompanhamento é essencial para reduzir o risco de contingências tributárias durante o período de transição. Além de manter os cadastros atualizados e revisados periodicamente, as empresas precisam monitorar continuamente as alterações na legislação para identificar novos enquadramentos ou desenquadramentos.

Neste contexto, parte essencial da adaptação das empresas, principalmente no que diz respeito aos sistemas de gestão fiscal e ERP, é o mapeamento dos produtos que sofreram alterações e o ajuste dos parâmetros necessários por NCM para garantir a correta tributação nas novas operações, processo especialmente importante porque a mudança não abrange todos os produtos de Cobre e suas ligas. Essa estrutura permite que as modificações sejam incorporadas de forma organizada e possibilita uma transição tranquila e automática para as novas regras.

Benefícios para a cadeia do Cobre

Com a saída dos tubos para o setor de construção civil do regime, as companhias passam a lidar com o ICMS de sua própria operação dentro da sistemática aplicável, em vez de antecipar, pela ST, o imposto relativo às etapas seguintes. Como consequência deste processo, torna-se possível aliviar uma necessidade de desembolso antecipado e melhorar a disponibilidade de caixa, bem como possibilitar uma formação de preços mais diretamente relacionada à realidade comercial de cada etapa.

Para uma indústria que trabalha com grandes volumes de Cobre, essa mudança é fundamental pois estoque e tributação consomem capital simultaneamente. A partir da alteração no regime, recursos que ficavam comprometidos com a antecipação podem, dependendo da operação, permanecer disponíveis por mais tempo para financiar compras, produção, manutenção de estoques ou investimentos com maior previsibilidade.

Ou seja, a retirada de produtos da Substituição Tributária é uma medida que pode beneficiar a cadeia do Cobre, mas não necessariamente pela redução da carga tributária diretamente. Cria-se nas empresas do segmento, portanto, um cenário para reduzir a antecipação de recursos, melhorar o fluxo de caixa, diminuir custos financeiros e aproximar a tributação da realidade de cada operação, ao mesmo tempo que se amplia a competitividade do mercado.

www.termomecanica.com.br

Alexandro Ferreira de Souza é Superintendente de Planejamento Econômico e Financeiro da Termomecanica, empresa líder na transformação de Cobre e suas ligas.

ABB Robotics mostra como robótica, IA e capacitação técnica avançam na indústria brasileira

Empresa conecta capacitação técnica, testes, serviços e aplicações industriais em um momento de expansão dos cobots, da IA física e da modernização de sistemas robotizados

A robotização industrial avança no mundo e traz ao Brasil um desafio estratégico: ampliar o acesso à robótica, apoiar a capacitação técnica necessária para novas demandas fabris e modernizar operações conectando tecnologia, produtividade e pessoas.

É nesse contexto que a ABB Robotics, uma das empresas líderes mundiais em robótica, apresenta parte do ecossistema de soluções que sustenta sua atuação no país. Na unidade de Sorocaba, a companhia mantém um Centro de Treinamento integrado a uma estrutura que inclui oficina de robótica, showroom, áreas de montagem e testes de células robotizadas, armazém e escritório comercial, funcionando como ponto de conexão entre tecnologia global, aplicação local, serviços especializados e capacitação técnica.

O espaço já capacitou mais de 1.000 profissionais em seus três primeiros anos de operação. A estrutura foi projetada para simular aplicações reais da indústria, apoiar treinamentos técnicos, desenvolver projetos de robótica, executar serviços de manutenção e aproximar clientes, integradores, técnicos e engenheiros das tecnologias que vêm transformando plantas industriais em diferentes setores.

Rodrigo Bueno – Diretor ABB Robotics Cluster SAM

“O Brasil tem uma oportunidade importante de acelerar sua competitividade industrial a partir da robótica, e essa agenda precisa ser entendida de forma ampla. Não se trata apenas de instalar robôs. Trata-se de conectar tecnologia, capacitação, serviços, segurança operacional e visão de longo prazo. A estrutura que temos no país representa justamente essa ponte entre inovação global e aplicação prática no mercado brasileiro”, afirma Rodrigo Bueno, Diretor da ABB Robotics para o Cluster South America.

No portfólio da ABB Robotics, essa agenda envolve robôs industriais, robôs colaborativos, robôs móveis autônomos, softwares de simulação e programação, soluções de robótica e automação de máquinas, serviços especializados, treinamento técnico e suporte ao ciclo de vida dos equipamentos. A combinação dessas frentes reforça a mudança na forma como a indústria passa a enxergar a robótica: não apenas como equipamento, mas como parte de uma arquitetura integrada de produtividade, dados, segurança, qualificação e inteligência aplicada à operação.

Esse posicionamento ganha ainda mais relevância com o avanço da IA física, que conecta robôs, softwares, simulação, dados e inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento, o teste e a implementação de aplicações industriais. Para a ABB Robotics, a evolução da robótica passa pela capacidade de aproximar ambientes virtuais e operações reais, permitindo que fabricantes simulem processos, validem soluções e preparem sistemas robotizados com maior precisão antes da implantação em campo.

Um dos exemplos recentes dessa evolução é a linha PoWa™, nova geração de cobots de alta velocidade apresentada globalmente pela ABB Robotics em 2026. A família foi desenvolvida para aplicações que exigem velocidade, capacidade de carga, flexibilidade e implementação simplificada, ampliando as possibilidades de uso de robótica colaborativa em diferentes ambientes produtivos e fora das áreas fabris, como laboratórios e setor de serviços, por exemplo.

Adrian Covi – Gerente da Linha de Negócios Industries ABB Robotics Cluster SAM

“Os cobots ganharam relevância porque aproximam a robótica de novas realidades industriais e não industriais. No Brasil, muitas empresas já identificaram onde poderiam ganhar produtividade, e ainda enfrentam barreiras práticas para iniciar essa jornada. Soluções como a linha PoWa™ ajudam a ampliar esse acesso, combinando desempenho industrial, programação simplificada e flexibilidade para diferentes aplicações”, explica Adrian Covi, Gerente da Linha de Negócios Industries na ABB Robotics América do Sul.

A evolução da robótica também reforça uma mudança importante no debate sobre o trabalho industrial. A tecnologia passa a ser compreendida como ferramenta de apoio à produtividade, à ergonomia, à segurança e à qualificação profissional. Robôs são aplicados em atividades de maior repetição, precisão ou esforço físico, enquanto equipes ampliam sua atuação em funções ligadas à operação, programação, supervisão, manutenção, análise de dados e integração de sistemas.

Essa leitura também se conecta ao setor educacional. Em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, uma escola técnica passa a contar com um robô ABB como recurso de aprendizagem aplicada, aproximando estudantes de tecnologias já presentes em fábricas com maior nível de robotização. O equipamento funciona como ferramenta didática para apoiar demonstrações, práticas de programação, noções de operação, manutenção, segurança e integração de sistemas.

Na indústria automotiva, um dos setores mais tradicionais na adoção de robótica, a transformação também ganha novas camadas. Flexibilidade produtiva, digitalização de fábricas e ciclos mais curtos de desenvolvimento exigem linhas mais adaptáveis e capazes de integrar robôs, sistemas, dados e pessoas em ambientes cada vez mais conectados.

“O setor automotivo continua sendo uma vitrine importante para a evolução da robótica, e o perfil dos projetos vem mudando. As fábricas precisam ser mais flexíveis, preparadas para diferentes plataformas e capazes de responder rapidamente a novas demandas. Essa experiência acumulada no automotivo também influencia outros setores que buscam modernizar suas operações”, afirma Rodrigo Bueno.

A agenda de inovação da companhia também se conecta ao avanço da inteligência artificial aplicada à indústria. Em 2026, a ABB Robotics anunciou uma parceria com a NVIDIA para integrar o RobotStudio® às tecnologias NVIDIA Omniverse, com o objetivo de acelerar a adoção de IA física em escala industrial. A iniciativa permitirá que fabricantes simulem robôs em gêmeos digitais e utilizem dados sintéticos para treinar modelos de inteligência artificial antes da implantação em ambientes reais.

Para a ABB Robotics, o avanço da robótica no Brasil depende da combinação entre tecnologia, serviços, capacitação técnica e visão de ciclo de vida. A robótica tende a ganhar espaço não apenas em grandes linhas produtivas, como também em aplicações mais flexíveis, operações de médio porte e ambientes que exigem maior capacidade de adaptação.

“A indústria brasileira precisa avançar em produtividade, e esse avanço passa necessariamente por pessoas. Robôs, softwares, serviços e inteligência artificial só geram valor quando há profissionais preparados para aplicar essas tecnologias aos desafios reais da operação. Esse é o papel que buscamos fortalecer no Brasil: unir tecnologia global, conhecimento local e capacitação para o futuro da indústria”, conclui Bueno.

ABB Robotics abre suas portas

Em agosto/2026, a ABB Robotics abriu suas portas para um grupo seleto de jornalistas e mídias técnicas da indústria, em sua unidade em Sorocaba (SP), uma das principais operações da companhia na América Latina.

Com objetivo de apresentar, de forma prática, como a ABB  Robotics conecta robôs industriais, cobots, softwares, serviços, treinamento técnico e modernização de sistemas para apoiar a evolução da manufatura no Brasil.

A unidade de Sorocaba reúne Centro de Treinamento, oficina de robótica, showroom, áreas de montagem e testes de células robotizadas, armazém e escritório comercial. O espaço já capacitou mais de 1.000 profissionais em seus três primeiros anos de operação e foi projetado para simular aplicações reais da indústria, apoiar treinamentos e desenvolver projetos de robótica.

Dentro da sua linha de cobertura, acredita que o gancho central é a aplicação prática da robótica em operações produtivas: produtividade, segurança, ergonomia, manutenção, integração de sistemas, células robotizadas, modernização de ativos e suporte ao ciclo de vida dos equipamentos.

Rafael Medina – Gerente da Linha de Negócios Services ABB Robotics Cluster SAM

A visita também abordou a linha PoWa™, nova geração de cobots de alta velocidade da ABB Robotics; a modernização de sistemas robotizados sem substituição completa; e o avanço da IA física por meio da integração entre RobotStudio® e NVIDIA Omniverse.

Wagner Anai – Gerente de Gerenciamento de Projetos Automotive ABB Robotics Brasil

Os principais Executivos da ABB Robotics estiveram disponíveis para conversar e tirar todas as dúvidas sobre adoção de robôs industriais, cobots, AMRs, modernização, manutenção, treinamento técnico, serviços e competitividade industrial.

ABB Robotics

A ABB Robotics, uma das empresas líderes mundiais em robótica, é a única companhia com um portfólio completo e integrado, impulsionado por inteligência artificial, que abrange robôs, cobots e Robôs Móveis Autônomos (AMRs), projetados e gerenciados por nossa avançada plataforma de software, o RobotStudio®. Ajudamos empresas de todos os portes e setores — da indústria automotiva à eletrônica e logística — a alcançar desempenho superior, tornando-se mais resilientes, flexíveis e eficientes. A ABB Robotics lidera o desenvolvimento e a comercialização de uma nova geração de Autonomous Versatile Robotics (AVR) e impulsiona um ecossistema global de inovação com parceiros para avançar em hardware eficiente e software inteligente com desempenho industrial. O negócio emprega aproximadamente 7.000 pessoas. go.abb/robotics

ArcelorMittal Brasil confirma novo investimento de cerca de R$ 5 bilhões

A ArcelorMittal, líder global e maior fabricante de aço no Brasil, anunciou nesta sexta-feira, 28 de agosto, a aprovação final de novo investimento no Brasil:  a instalação de um Laminador de Tiras a Frio e uma Linha de Revestimento Contínuo na Unidade Tubarão, situada no município de Serra, Espírito Santo, com valor total estimado entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões.

O Laminador de Tiras a Frio e a linha de Revestimento Contínuo na unidade Tubarão vão permitir à empresa oferecer produtos de elevado valor agregado para setores como automotivo, construção civil e linha branca. A iniciativa posiciona a unidade como um polo estratégico de inovação e desenvolvimento para a indústria brasileira, além de impulsionar o desenvolvimento econômico no Estado do Espírito Santo.

Com foco na produção de aço de alta qualidade, a linha de Revestimento Contínuo terá capacidade anual de 560 mil toneladas de produtos, processados a partir das bobinas a quente já produzidas na referida unidade. São produtos laminados a frio e com revestimento metálico, proporcionando maior resistência à corrosão e um acabamento diferenciado.

A expectativa é que as obras tenham início ainda em 2026, com duração aproximada de três anos e meio. O pico da construção deverá gerar cerca de 3.000 empregos, enquanto a fase operacional contará com aproximadamente 450 profissionais. O início das operações está previsto para primeiro semestre de 2030.

“O investimento na Unidade de Tubarão é um marco que reforça nosso compromisso com o desenvolvimento do Espírito Santo. Ao gerar oportunidades, atrair novos negócios e criar um efeito multiplicador positivo em toda a cadeia de valor, este projeto contribuirá para o crescimento econômico do Estado e reflete nossa confiança no futuro do Brasil. Por meio deste investimento, fortaleceremos nossa presença em mercados de alto valor agregado, como os setores automotivo, da linha branca e da construção civil”, afirmou Jorge Oliveira, Presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Planos LATAM.

ArcelorMittal Tubarão – ES

Estratégia – A estratégia da ArcelorMittal Brasil está atrelada à diversificação de portfólio, com foco em downstream, e ao potencial de crescimento do mercado brasileiro. O consumo per capita de aço no Brasil ainda é baixo, girando em torno de 122,5 kg ao ano, 41% abaixo da média global, de 209 kg.

O foco em downstream já havia sido colocada em prática no ano passado, quando a ArcelorMittal realizou a aquisição de empresas como Tuper (segmentos automotivo, óleo e gás, construção civil e energia fotovoltaica), Tekno (aços pré-pintados), Dânica e Perfilor (soluções para o segmento da construção). Com isso, consolidou o maior portfólio de produtos e soluções em aço no Brasil. O investimento no Espírito Santo consolida este processo.

Sobre a ArcelorMittal Brasil – Maior produtor de aço no Brasil e líder no mercado global, o Grupo ArcelorMittal tem cerca de 125 mil empregados, sendo 20 mil na operação brasileira, e atende a clientes em 129 países. No país, a empresa tem unidades industriais em oito estados (MG, ES, RJ, SC, CE, BA, SP e MS), além da maior rede de distribuição e do portfólio mais diversificado do setor de produtos e soluções em aço. Foi a primeira empresa das Américas a obter o ResponsibleSteel, uma das certificações em ESG mais respeitadas no mundo, o que reforça o propósito de produzir aços inteligentes para as pessoas e o planeta. As plantas brasileiras têm capacidade de produção anual de 15,5 milhões de toneladas de aço bruto e de 8 milhões de toneladas de minério de ferro e atendem às indústrias automobilística, construção civil, eletrodomésticos, óleo e gás, máquinas e equipamentos, dentre outras.

https://brasil.arcelormittal.com/

 

Latam Wire + Steel celebra sucesso da primeira edição e confirma retorno em 2028

Evento reuniu empresas de sete países e diferentes elos da cadeia industrial dos fios, cabos, arames, aços planos e longos; próxima edição será realizada de 6 a 8 de novembro de 2028, em São Paulo

Fios, cabos, arames, aços planos e longos, tubos, perfis, chapas e vergalhões foram destaque da primeira edição da Latam Wire + Steel, realizada entre os dias 10 e 12 de agosto, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo. A feira reuniu empresas que fornecem produtos, máquinas, equipamentos, tecnologias e serviços para uma cadeia presente em setores como construção civil, energia, petróleo e gás, indústria automotiva, agronegócio e infraestrutura, aproximando fabricantes, fornecedores, compradores, entidades e profissionais em três dias de negócios, conhecimento técnico e inovação.

A estreia teve participação de expositores de sete países — Brasil, China, Escócia, Estados Unidos, Índia, México e Noruega —, levando ao público diferentes soluções, máquinas, equipamentos e tecnologias para os segmentos de fios, arames, cabos, vergalhões, aços planos e longos, tubos, perfis e chapas. A presença de empresas de diferentes mercados também abriu espaço para intercâmbio tecnológico e contato direto entre fornecedores e profissionais envolvidos em diferentes etapas da cadeia produtiva.

A realização da Latam Wire + Steel 2026 teve apoio institucional da Abimetal-Sicetel (Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço). Oito empresas associadas participaram em um espaço coletivo — A.Bronzinox, Belgo Arames, Comep, Di Martino, Gerdau, Hyperus, Incoflandres e Morlan —, contribuindo para a representatividade do evento com produtos, soluções e tecnologias para diferentes demandas do mercado. A parceria também agregou iniciativas estratégicas à programação.

Tecnologia para ver e experimentar

Um dos exemplos dessa proposta pôde ser visto na área externa, que recebeu a Escola Móvel de Soldagem do SENAI-SP. Com aproximadamente 100 m², a unidade itinerante transforma um veículo em um laboratório de ensino e demonstração tecnológica e proporcionou aos visitantes contato direto com recursos utilizados na formação profissional e em aplicações industriais. Oito simuladores de realidade virtual permitiram experimentar operações de soldagem envolvendo diferentes processos e materiais, com avaliação de desempenho ao final das atividades. O público teve contato com um robô de soldagem utilizado em aplicações industriais e com diferentes tecnologias do processo, além de conhecer a inspeção por ultrassom, empregada para detectar defeitos invisíveis a olho nu em juntas soldadas. O tour e as atividades foram acompanhados por professores especializados do SENAI-SP.

O conhecimento técnico também ocupou espaço central na programação. O auditório da Latam Wire + Steel recebeu 26 palestras ao longo dos três dias, com curadoria técnica do SENAI-SP, abordando questões que hoje interferem diretamente na produtividade e na competitividade das empresas. Inteligência Artificial, Ações de combate ao mercado ilegal e da qualidade dos fios e cabos, corte plasma industrial, proteção contra corrosão em aplicações críticas, subvenção econômica para inovação e desenvolvimento em aços inoxidáveis planos estiveram entre os assuntos discutidos por especialistas, educadores e profissionais do setor.

Formação profissional diante do público

O Campeonato de Soldagem SENAI-SP by Belgo Arames transformou a formação de novos profissionais em uma experiência aberta aos visitantes. Oito estudantes de diferentes escolas do SENAI-SP participaram de uma etapa de nivelamento e enfrentaram provas práticas que incluíram a fabricação de corpos de prova e de um vaso de pressão, utilizando consumíveis disponibilizados pela patrocinadora oficial da competição, a Belgo Arames.

Participaram Acácio Paiva Santos, de Mogi das Cruzes (SP); Cleber Francisco Trindade Oliveira, de Sertãozinho (SP); Cristiano Ronaldo Silva de Oliveira, de Bauru (SP); Elias de Oliveira Silva, de Piracicaba (SP); Iago Adriano Bearari da Silva, de Lençóis Paulista (SP); Meiriely Patrícia Braga de Souza, de Osasco (SP); Santiago Sacadelae Minamoto, de Botucatu (SP); e Kayky de Oliveira Gonçalves, de Americana (SP), que conquistou o primeiro lugar.

Mais do que acompanhar uma competição, o público pôde observar o nível de conhecimento, precisão e preparação exigido dos futuros profissionais da soldagem. A participação de jovens em formação também colocou em evidência um dos desafios centrais da indústria: preparar mão de obra para processos produtivos cada vez mais tecnológicos.

Quem participou avalia a primeira edição

A percepção de empresas e profissionais que estiveram nos três dias ajuda a dimensionar os resultados de uma edição inaugural concebida para aproximar diferentes elos da cadeia.

  • “A gente está curtindo bastante. É muito legal essa iniciativa de unir a cadeia. A feira superou nossas expectativas para a primeira edição. Achamos muito legal esse movimento que aproxima clientes e fornecedores, especialmente em um momento delicado e desafiador, em que essa proximidade se torna cada vez mais importante. Participar está sendo muito importante para nós, e esperamos estar presentes na próxima edição”, Vinicius Delgado, gerente comercial da Ellfas.
  • “Acreditamos que é muito importante este tipo de evento para o setor, por promover diversos tipos de interação entre fornecedores e clientes dentro da cadeia de fios, cabos e aço. Estamos acreditando bastante no potencial desta feira. A organização vem fazendo um trabalho excepcional em promover este intercâmbio de experiências e partes técnicas. A gente acredita que a feira será um sucesso para todos nós participantes”, Romulo Ferreira, diretor da Box do Brasil.
  • Para Nilton Carlos Leite, da Fitas de Aço MCM, a especialização do público foi um dos aspectos positivos: “Estamos gostando muito do evento. É uma boa oportunidade para expor nossa marca, em um mercado muito objetivo e que corresponde ao nosso público-alvo. O movimento tem sido satisfatório e, para a nossa empresa, tem sido uma oportunidade muito boa”.
  • “A gente está muito contente de receber clientes agora em casa. Tem bastante gente vindo da América Latina inteira. Trouxemos a última tecnologia, a mais avançada que tem no mercado no setor de trefilação para não ferrosos, cobre e alumínio. Trata-se de uma máquina de trefilação com uma tecnologia de multimotorização, que gera uma economia para a fabricação de 25%. O meu cliente vai poder fabricar o mesmo produto 25% mais barato, que no final das contas é economia, é produtividade, que é o que o Brasil tanto está precisando e buscando”, disse Allan Werner Reichenbach, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Reichenbach.
  • A Edentec celebrou na primeira Latam Wire + Steel um momento especial de sua própria trajetória. “Para nós, foi um prazer estar na Latam Wire + Steel, principalmente porque comemoramos 50 anos de empresa e escolhemos fazer essa comemoração aqui na feira. Tivemos boas visitas de clientes, especialmente da área de fios, cabos e arames. Foi muito bom”, Eloi Natan Siqueira, gerente de vendas da Edentec.

    Laboratório Móvel QUALIFIO. Realizando testes em fios e cabos, confirmando a qualidade dos pordutos nacionais e internacionais.

Do lado dos visitantes, a possibilidade de encontrar fornecedores e avaliar soluções para demandas concretas também apareceu nas avaliações.

  • “Eu vim à feira porque trabalhamos com processos de trefilação e colagem de arame. Recebemos o convite tanto de um fornecedor que havíamos cotado na China quanto da empresa Torrini. Vim visitar para conhecer os produtos que podem agregar ao nosso processo. Achei interessante, vi algumas coisas e acredito que há soluções que podem contribuir para a nossa operação, como máquinas, carretéis, fieiras e outras opções de fornecedores. Gostei bastante, bem interessante”, disse o visitante Manoel Cardoso, da empresa Metalúrgica Gram Serv.
  • “Gostei muito, estou procurando alguns produtos que pensamos em investir nos próximos anos. O que vi na feira, adorei. É uma feira limpa, bem organizada, com um pessoal bacana. Ela tem futuro. Parabéns para os organizadores”, completou o visitante José Carlos Murakami, da empresa Wheelabras.

    Estande institucional da Abimetal-Sicetel, que também apresentou 8 empresas associadas e suas soluções em produtos, serviços e tecnologias.

“Gostaria de agradecer a cada expositor que confiou no nosso trabalho, que veio com a gente e embarcou nessa aventura que foi a construção da Latam Wire + Steel. Costumo dizer para o nosso time que ninguém nasce grande. A gente já nasceu bem, e isso é diferente”, afirma Malu Sevieri, diretora da feira.

Próximo encontro será em 2028

A primeira Latam Wire + Steel terminou deixando estabelecida uma plataforma que aproximou diferentes etapas da cadeia produtiva em torno de demandas comuns: produtividade, tecnologia, qualificação profissional, desenvolvimento de fornecedores e geração de negócios. Em um período no qual infraestrutura, energia e indústria voltam a ampliar investimentos, a proposta é acompanhar esse movimento e continuar criando pontes entre quem desenvolve soluções e quem toma decisões de compra e investimento.

Malu Sevieri e Marcelo Lopes, agradecendo aos expositores, parceiros e visitantes e já dando continuidade e confirmando a edição 2028 da Latam Wire + Steel.

A continuidade já está definida. A Latam Wire + Steel passa a integrar o calendário do setor com periodicidade bienal. A próxima edição será realizada de 6 a 8 de novembro de 2028, novamente no Expo Center Norte, em São Paulo.

Acompanhe mais informações e novidades sobre a feira em: wiresteel.com.br.

Latam Wire + Steel receberá primeira Escola Móvel de Soldagem de dois andares do SENAI-SP

Estrutura inédita permitirá que visitantes operem robôs, experimentem simuladores com realidade virtual e conheçam de perto tecnologias como soldagem a laser e inspeção por ultrassom

Quem visitar a Latam Wire + Steel 2026 encontrará muito mais do que máquinas e equipamentos expostos nos estandes. Pela primeira vez, a feira receberá uma nova Escola Móvel de Soldagem do SENAI-SP, unidade itinerante de aproximadamente 100 m² que transforma um veículo em um laboratório completo de ensino e demonstração tecnológica.

Com dois andares, a unidade foi concebida para proporcionar uma experiência prática. No piso superior, oito simuladores com realidade virtual permitirão que qualquer visitante vivencie a experiência de uma operação de soldagem. Os equipamentos reproduzem diferentes processos, simulam materiais distintos e ainda avaliam o desempenho do participante ao final de cada atividade.

Já no piso inferior, a proposta muda de foco. Os visitantes poderão interagir com um robô de solda utilizado em aplicações industriais, conhecer de perto a tecnologia de soldagem a laser e acompanhar demonstrações de inspeção por ultrassom, técnica empregada para detectar defeitos invisíveis a olho nu em juntas soldadas. Por questões de segurança, algumas demonstrações serão simuladas, e conduzidas por professores especializados do SENAI-SP.

Tecnologia de ponta

De acordo com o supervisor de unidade móvel do SENAI-SP, Rodrigo Rafaga de Souza, o objetivo é aproximar profissionais, estudantes e empresas das tecnologias que estão transformando a indústria. “Nossa missão é tornar a indústria mais competitiva. A nova escola móvel auxilia a difundir novas tecnologias, além de ampliar as oportunidades de formação e capacitação profissional. Precisamos estar onde a indústria está”, ressalta.

A Escola Móvel faz parte de um programa criado para levar infraestrutura de ensino a regiões onde não há unidades fixas do SENAI-SP ou onde surgem demandas específicas da indústria. Atualmente, a instituição conta com 90 escolas permanentes e uma frota de mais de 80 unidades móveis, distribuídas por 22 áreas tecnológicas diferentes. A versão dedicada à soldagem é uma das mais recentes e incorpora recursos inéditos desenvolvidos para atender às novas demandas da manufatura.

Além da demonstração tecnológica, a iniciativa chama atenção para um dos principais desafios enfrentados pela indústria: a dificuldade de contratar mão de obra qualificada. Na avaliação do SENAI-SP, o mercado busca profissionais cada vez mais versáteis, capazes de combinar competências técnicas e comportamentais para atuar em ambientes industriais altamente tecnológicos.

“Com a rápida incorporação de novas tecnologias pela indústria, o mercado busca profissionais cada vez mais qualificados. Quem vivencia uma formação prática chega mais preparado para atender a essas demandas”, destaca o supervisor.

A Latam Wire + Steel 2026 será realizada entre os dias 10 e 12 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo empresas de toda a cadeia dos aços planos e longos, fios, cabos, tubos, perfis, máquinas, equipamentos, tecnologias e serviços. Mais informações e inscrições gratuitas em: wiresteel.com.br.

Latam Wire + Steel 2026 terá programação técnica focada em IA, cibersegurança e competitividade industrial

Conteúdo técnico da feira abordará temas como inteligência artificial, segurança cibernética, Indústria 4.0, manufatura aditiva, engenharia de materiais, vendas industriais e eficiência operacional ao longo dos três dias de evento

A Latam Wire + Steel 2026 vai muito além da exposição de máquinas, equipamentos e soluções para a cadeia do aço. Entre os dias 10 e 12 de agosto, a feira promoverá uma programação de conteúdo técnico voltada aos principais desafios da indústria, reunindo especialistas de empresas, instituições de pesquisa e do SENAI para discutir inovação, transformação digital, novos materiais, gestão industrial e competitividade.

Os painéis foram estruturados para atender profissionais de diferentes áreas da indústria metalmecânica, combinando temas ligados à operação do chão de fábrica, tecnologias emergentes e estratégias para aumento da produtividade. Inteligência Artificial, Segurança Cibernética, Indústria 4.0, governança de dados, prospecção comercial, eficiência operacional, manufatura aditiva, engenharia aplicada e novas soluções em aço fazem parte da agenda preparada para os visitantes.

Mais do que acompanhar tendências, o objetivo é oferecer conhecimento aplicável ao dia a dia das empresas, aproximando profissionais, pesquisadores e especialistas em um ambiente voltado à troca de experiências e ao desenvolvimento do setor.

“Nosso objetivo foi construir uma programação que converse diretamente com os desafios atuais da indústria. A Latam Wire + Steel nasce como um ambiente de negócios, mas também de conhecimento, reunindo especialistas que discutirão desde inovação e transformação digital até aplicações técnicas que impactam diretamente a competitividade das empresas”, fala o diretor da feira, Marcelo Lopes.

Segundo ele, conteúdo técnico de qualidade deixou de ser um complemento e passou a ser um diferencial para eventos industriais. “Queremos que o visitante saia da feira não apenas com novos contatos, mas também com conhecimento que possa ser aplicado imediatamente em sua empresa”, afirma.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

10 de agosto

14h – 14h30
Da estratégia à solução: como o Uplab conecta desafios industriais a tecnologias e startups para gerar resultados
Francine Motter – SENAI

14h30 – 15h
Prospecção de Clientes para Indústrias: Como gerar mais oportunidades comerciais qualificadas
Rodrigo Oliveira – Oitavus Marketing Industrial

15h – 15h30
Segurança Cibernética
Helio Watanabe – SENAI

15h30 – 16h
Inteligência Artificial
Carlos Roque – SENAI

16h – 16h30
Quando o cliente só pergunta o preço
Gabriel Bastianelli – 4Wise Gestão e Negócios

11 de agosto

13h30 – 14h
Da estratégia à solução: como o Uplab conecta desafios industriais a tecnologias e startups para gerar resultados
Francine Motter – SENAI

14h – 14h30

Ações de combate ao mercado ilegal – Fios e cabos elétricos

Enio Rodrigues – Sindicel

14h30 – 15h
Indústria Orientada por Dados: Governança para Decidir
Clayton Lambert – Ativar Inovação e Tecnologia

15h – 15h30
Como transformar dados de máquinas em eficiência no chão de fábrica
Thiago Coquieri Pancracio – Hyperus

15h30 – 16h
Segurança Cibernética
Helio Watanabe – SENAI

16h – 16h30
Inteligência Artificial
Carlos Roque – SENAI

16h30 – 17h
Características e diferenciais do aço relaminado Waelzholz
Daniel Augusto Ferro – Brasmetal

12 de agosto

13h30 – 14h
Novos aços para manufatura aditiva
Moyses Leite de Lima – IPT

14h – 14h30
Da estratégia à solução: como o Uplab conecta desafios industriais a tecnologias e startups para gerar resultados
Francine Motter – SENAI

14h30 – 15h
Aplicação de Aço Silício em Motores para Carros Elétricos
Eduardo Montalvão – Soma

15h – 15h30
Segurança Cibernética
Helio Watanabe – SENAI

15h30 – 16h
Inteligência Artificial
Carlos Roque – SENAI

16h – 16h30
O Futuro das Estruturas Offshore: Desafios da Engenharia em Ambientes Extremos
Nicole Stefane Laurelli Kohler – Hitachi

COMO PARTICIPAR

A participação nas palestras é gratuita para visitantes credenciados na Latam Wire + Steel.

Para se inscrever, acesse wiresteel.com.br utilizando o mesmo login e senha cadastrados no credenciamento. No menu lateral esquerdo, clique em “Aquisição de Cursos”, selecione os painéis desejados e, em seguida, clique em “Próximo”, no rodapé da página, para concluir sua inscrição.

Sobre a Latam Wire + Steel:

A Latam Wire + Steel é o ponto de encontro de toda a cadeia produtiva de arames, fios, cabos, vergalhões + aços, tubos, perfis, chapas, incluindo máquinas, equipamentos, tecnologias e serviços. Além de reunir os dois setores em um só evento, a feira proporcionará um ambiente estratégico para negócios, apresentação de inovações tecnológicas e networking. Os visitantes terão acesso às principais tendências e soluções sustentáveis, fortalecendo a conexão entre os diferentes elos. O evento ocorrerá de 10 a 12 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo/SP.

Mais informações em: www.wiresteel.com.br.

Campeonato de Soldagem do SENAI-SP e Belgo Arames revela novos talentos industriais na Latam Wire + Steel 2026

Oito estudantes do SENAI-SP disputarão uma etapa de nivelamento aberta ao público, utilizando consumíveis da Belgo Arames em provas práticas de soldagem, avaliação técnica e demonstrações que aproximam visitantes do universo da formação profissional

Os visitantes da Latam Wire + Steel 2026 poderão acompanhar de perto uma das competições técnicas mais importantes da formação profissional em soldagem do Estado de São Paulo. Durante os três dias de feira, o Campeonato de Soldagem SENAI-SP by Belgo Arames reunirá oito alunos selecionados entre escolas do SENAI-SP para uma etapa de nivelamento que antecede a fase estadual da competição.

Embora a classificação para a etapa seguinte já esteja garantida aos participantes, a programação foi desenhada para colocar em evidência conhecimentos técnicos, precisão e domínio dos processos de soldagem diante do público da feira. A iniciativa transforma a competição em uma vitrine para novos talentos e aproxima visitantes das exigências encontradas diariamente pela indústria.

Antes de chegar à Latam Wire + Steel, os competidores passam por uma seletiva estadual realizada em Paulínia (SP), onde cerca de 20 alunos enfrentam uma prova prática de oito horas. Apenas oito participantes avançam para a etapa que ocorrerá durante a feira, representando diferentes escolas do SENAI-SP.

Etapas

Na Latam Wire + Steel, o foco deixa de ser a eliminação e passa a ser o aperfeiçoamento técnico. O primeiro dia será dedicado à ambientação dos competidores, que conhecerão os equipamentos, ajustarão parâmetros de soldagem e se familiarizarão com o ambiente onde executarão as provas. Essa etapa busca garantir igualdade de condições antes do início dos desafios técnicos.

A partir daí, o público poderá acompanhar a fabricação de corpos de prova e de um vaso de pressão, duas atividades que reproduzem situações encontradas em competições internacionais e exigem domínio de diferentes processos de soldagem. As posições de soldagem e os processos utilizados serão definidos por sorteio, exigindo capacidade de adaptação e conhecimento técnico dos participantes. Durante toda a competição, os participantes utilizarão consumíveis de soldagem fornecidos pela Belgo Arames, permitindo que o público acompanhe, na prática, o desempenho das soluções da empresa em diferentes aplicações.

Um dos momentos mais aguardados está previsto para o terceiro dia da feira, quando será realizado o teste hidrostático do vaso de pressão. Depois de concluída a soldagem, a peça será preenchida com água e submetida à alta pressão para verificar sua estanqueidade. Qualquer vazamento compromete significativamente a pontuação do competidor, tornando essa uma das avaliações de maior peso da competição.

A disputa na Wire + Steel é uma porta de entrada para a seleção de talentos em Soldagem. Os oito classificados poderão seguir para outras etapas estaduais e nacionais e, ao longo desse percurso, concorrer a uma vaga na equipe brasileira da WorldSkills Aichi Japão 2028.

Em setembro, o competidor do SENAI-SP Felipe de Souza Rocha, 22 anos, será o representante brasileiro na modalidade de Soldagem na WorldSkills Xangai 2026, na China. “O SENAI-SP foi fundamental na minha trajetória. Desenvolvi minhas habilidades técnicas, recebi orientações e a preparação necessária para chegar até o mundial. Quero dar o meu melhor e colocar em prática o conhecimento adquirido em todos esses anos de treinamento.”

Avaliação

Ao longo das provas, cada trabalho será analisado por especialistas do SENAI-SP. Aspectos como acabamento, dimensões, qualidade da solda, montagem e execução técnica compõem a avaliação, que será apresentada em uma escala de 0 a 100 pontos para facilitar a compreensão do público visitante.

“A disputa foi pensada para nivelar os competidores e proporcionar uma experiência prática, permitindo que os participantes evoluam tecnicamente antes da fase estadual”, explica Marcelo Pavanello, instrutor do SENAI-SP.

Parceria

O campeonato evidencia um dos maiores desafios da indústria: formar profissionais preparados para processos cada vez mais complexos e tecnológicos. Ao abrir as provas para visitação, a iniciativa aproxima empresas, estudantes e profissionais de uma realidade que normalmente permanece restrita aos centros de treinamento.  “Queremos que o visitante acompanhe como um soldador é formado e entenda o nível de conhecimento, disciplina e precisão exigidos para atuar na indústria”, ressalta o professor.

Foco na competitividade

A expectativa é que o Campeonato de Soldagem se torne uma das atrações mais interativas da feira. Mais do que revelar talentos, a iniciativa mostrará como a qualificação profissional, a tecnologia e a prática caminham juntas para atender às demandas de uma indústria cada vez mais competitiva.

A Latam Wire + Steel 2026 será realizada entre os dias 10 e 12 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo empresas de toda a cadeia dos aços planos e longos, fios, cabos, tubos, perfis, máquinas, equipamentos, tecnologias e serviços. Mais informações e inscrições gratuitas em: wiresteel.com.br.

Da solda à Indústria 4.0: o que a WorldSkills revela sobre a indústria que existe hoje

Da união de chapas metálicas à integração de sistemas inteligentes, a WorldSkills mostra como profissões tradicionais e tecnologias emergentes trabalham juntas para construir a indústria de hoje

Há quem imagine a indústria como um lugar feito apenas de chapas metálicas, máquinas pesadas e o clarão de uma solda iluminando o ambiente de produção.

Há também quem pense no extremo oposto: robôs colaborativos, inteligência artificial, computação em nuvem e sistemas totalmente conectados.

A verdade é que essas duas imagens não competem entre si. Elas convivem. E talvez nenhum lugar mostre isso tão bem quanto a WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo.

Nas provas da etapa estadual, um competidor pode passar o dia executando soldas em aço carbono, alumínio e aço inoxidável, enquanto, em outra bancada, uma equipe integra sensores, robôs industriais e softwares capazes de transformar uma linha de produção em uma fábrica inteligente.

É a mesma indústria.

A profissão que atravessa gerações

Entre todas as ocupações da WorldSkills, poucas representam tão bem a história da indústria quanto a soldagem.

Muito antes de se falar em transformação digital, manufatura avançada ou Internet das Coisas, já eram os soldadores que uniam estruturas metálicas responsáveis por construir fábricas, pontes, navios, plataformas, veículos e equipamentos industriais.

E isso continua sendo verdade.

“O mercado de trabalho de soldagem é extremamente abrangente, porque a solda está em todo o setor produtivo”, explica Felipe Mocelin de Castro, avaliador líder da ocupação #10 Soldagem. Segundo ele, a demanda não se restringe à indústria metalmecânica. Construção civil, montagem industrial e até trabalhos especializados realizados por profissionais autônomos dependem dessa competência.

Na WorldSkills, essa importância aparece refletida na própria prova.

Os competidores executam diferentes processos de soldagem em materiais como aço carbono, alumínio e aço inoxidável. As peças passam por avaliações dimensionais, inspeções visuais, ensaios destrutivos e não destrutivos e testes de estanqueidade em vasos de pressão, reproduzindo situações encontradas na indústria.

É um trabalho em que milímetros fazem diferença.

Agora imagine essa mesma fábrica…

Agora imagine que essa mesma estrutura metálica soldada faz parte de uma linha de produção automatizada.

Sensores monitoram cada etapa. Robôs movimentam peças. Softwares organizam a produção. Dados são enviados para a nuvem. O gestor acompanha tudo em tempo real.

É exatamente nesse cenário que entra a ocupação Indústria 4.0.

Ela representa uma das maiores mudanças vividas pelo setor produtivo nas últimas décadas: deixar de enxergar máquinas, softwares e pessoas como elementos separados para integrá-los em um único sistema.

“A Indústria 4.0 é responsável por integrar os sistemas. Ela faz a ligação entre a tecnologia da informação da empresa e os equipamentos da fábrica, permitindo a coleta de dados e a comunicação entre diferentes sistemas”, explica Maicon Carlos Pelissaro Pasin, avaliador líder da ocupação e desenvolvedor da Exxer, empresa responsável pela bancada utilizada na competição.

A prova acontece sobre a plataforma SMART 4.0 Modular, um laboratório didático que reúne tecnologias utilizadas pela indústria contemporânea em um sistema flexível de manufatura.
Nele, os competidores trabalham com robótica colaborativa, visão computacional, Internet Industrial das Coisas (IIoT), sistemas de gestão da produção (MES), computação em nuvem, integração de sistemas, virtualização, cibersegurança e gêmeos digitais. Em vez de aprender cada tecnologia isoladamente, precisam fazê-las funcionar como um único organismo.

Embora desenvolvida para fins educacionais, a bancada usa componentes industriais reais, permitindo que os desafios reproduzam situações encontradas nas fábricas. “Todos os componentes podem ser usados na indústria. O diferencial está justamente na integração entre automação e tecnologia da informação”, resume Maicon.

O caminho nem sempre é linear

Curiosamente, quem disputa uma ocupação tão tecnológica nem sempre começou pensando em trabalhar com automação. É o caso de Ana Júlia da Rocha Silva.

Ela entrou no curso Técnico em Mecânica Industrial do Senai Paraná praticamente por curiosidade e lá encontrou um novo caminho para a sua carreira profissional.

“Antes de entrar para o Senai, nunca tinha passado pela minha cabeça ingressar na área industrial”, conta. Foi durante o curso que descobriu afinidade com esse universo e decidiu seguir carreira na indústria.

O convite para competir na ocupação Indústria 4.0 surgiu justamente por causa do seu desempenho em uma aula de solda.

Um professor percebeu sua facilidade de aprendizagem e a indicou para integrar a equipe de Indústria 4.0 que disputa a WorldSkills.

A mudança parecia improvável. Enquanto Mecânica Industrial trabalha diretamente com processos mecânicos, a nova ocupação exigia programação, integração de sistemas e automação.

Mesmo apreensiva, ela aceitou o desafio. Hoje, já considera seguir estudando automação no futuro e resume sua experiência na WorldSkills em uma única palavra: disciplina.

Não existe indústria do futuro sem a indústria de sempre

À primeira vista, Soldagem e Indústria 4.0 parecem pertencer a mundos diferentes.

Mas basta observar uma fábrica moderna para perceber que elas fazem parte da mesma engrenagem.

Antes de um robô soldar uma estrutura, alguém precisou projetar a célula automatizada. Além disso, o monitoramento de uma linha de produção feito por um sistema em nuvem se tornou possível graças à instalação de máquinas, sensores e equipamentos. De maneira semelhante, para que dados circulem pela rede, existe um processo físico acontecendo.

A indústria do futuro não substituiu as profissões tradicionais. Ela as conectou a novas tecnologias. É justamente essa convivência que a WorldSkills coloca diante dos olhos de quem acompanha a competição.

De um lado, profissões que continuam sendo indispensáveis há décadas. Do outro, ocupações que nasceram para responder aos desafios da transformação digital.

No meio delas, milhares de possibilidades para quem deseja construir uma carreira na indústria.

Porque, na prática, a indústria não escolheu entre a solda e a Indústria 4.0.

Ela precisa das duas.

Crédito / Fonte: https://agenciafiep.com.br/w/da-solda-a-industria-4-0-o-que-a-worldskills-revela-sobre-a-industria-que-existe-hoje

Latam Wire + Steel e Welding Show unem forças e criam plataforma para a indústria metalmecânica

Feiras passam a ocorrer juntas em 2026, reunindo as cadeias de aço, fios, cabos, tubos, solda, corte e tecnologias industriais

A integração entre diferentes elos da indústria tem se tornado cada vez mais importante para empresas que buscam eficiência, inovação e novos negócios. Em cadeias produtivas altamente conectadas, como as de aço, arames, fios, cabos, tubos, soldagem e corte, os desafios são comuns e as oportunidades surgem justamente da aproximação entre fabricantes, fornecedores, transformadores, prestadores de serviços e usuários finais.

É nesse contexto que a Latam Wire + Steel e a Welding Show anunciam a realização conjunta de suas edições de 2026. As duas feiras acontecerão simultaneamente entre os dias 10 e 12 de agosto, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo empresas, tecnologias, especialistas e profissionais de toda a cadeia metalmecânica em um mesmo ambiente de negócios.

“A Welding Show e a Latam Wire + Steel decidiram unir esforços para criar uma plataforma mais completa para a indústria metalmecânica. Identificamos uma oportunidade de reunir, em um único ambiente, toda a cadeia ligada ao processamento do metal, do corte, dobra e conformação à soldagem. Embora a solda esteja presente em praticamente todos os produtos metálicos e seja essencial para diversos setores industriais, ainda não existia no Brasil um evento consolidado dedicado exclusivamente a esse universo. A Welding Show nasceu para preencher essa lacuna e, agora, ao se unir à Latam Wire + Steel, amplia seu potencial de gerar negócios, conexões e desenvolvimento para o setor”, afirma José Roberto Sevieri, diretor da Welding Show.

A união reflete uma realidade cada vez mais evidente dentro da indústria. A soldagem não é apenas uma etapa do processo produtivo. Ela está presente na fabricação de equipamentos, estruturas e sistemas utilizados em praticamente todos os segmentos industriais, da mineração ao petróleo e gás, passando por infraestrutura, papel e celulose, alimentos, química, farmacêutica e construção pesada.

Poucas tecnologias possuem uma presença tão transversal. Consumíveis, equipamentos, sistemas de automação e processos de inspeção influenciam diretamente a qualidade, a segurança e a confiabilidade dos produtos fabricados ao longo de toda a cadeia industrial.

“Ao reunir esses segmentos em um mesmo espaço, a proposta é ampliar as oportunidades de negócios e criar um ambiente mais completo para quem busca soluções industriais. Mais do que uma soma de feiras, a iniciativa pretende fortalecer a integração entre setores que compartilham desafios semelhantes, como produtividade, eficiência operacional, qualificação profissional, automação, digitalização e sustentabilidade”, destaca Marcelo Lopes, diretor da Latam Wire + Steel.

Além da área de exposição, a programação contará com atrações voltadas à formação profissional e à disseminação de conhecimento. Entre os destaques está a realização de um campeonato de solda, reunindo profissionais e talentos do setor em desafios práticos.

Outro momento importante será a inauguração da Escola Móvel de Solda do SENAI-SP, estrutura voltada ao treinamento profissional que reforça a importância da capacitação em uma indústria que enfrenta desafios crescentes relacionados à formação de mão de obra especializada.

A programação também incluirá palestras e conteúdos promovidos pelo Fórum Brasileiro de Solda e Corte (FOBRASC), ampliando o acesso a informações técnicas, tendências e boas práticas para profissionais e empresas.

Com a realização conjunta, Latam Wire + Steel e Welding Show passam a oferecer uma visão mais abrangente da indústria metalmecânica, conectando matérias-primas, processos de transformação, tecnologias de corte, soldagem, automação e aplicações industriais em uma única plataforma.

As feiras serão realizadas de 10 a 12 de agosto de 2026, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo.

Mais informações e credenciamento gratuito estão disponíveis em wiresteel.com.br

Latam Wire + Steel 2026 terá laboratório móvel para testar qualidade de fios e cabos elétricos em SP

Iniciativa em parceria com a Qualifio levará análises técnicas ao evento e reforçará a importância da conformidade e da segurança no setor elétrico

A  Latam Wire + Steel 2026 contará com a participação do Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado de São Paulo (Sindicel), um dos apoiadores da feira que será realizada entre os dias 10 e 12 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. A entidade aproveitará o encontro para destacar ações voltadas à qualidade e à segurança dos produtos utilizados nas instalações elétricas, tema que ganha relevância diante dos desafios enfrentados pela cadeia da construção civil.

Em parceria com a Qualifio (Associação Brasileira pela Qualidade dos Fios e Cabos Elétricos), o Sindicel apresentará ao público o Laboratório Móvel, uma unidade itinerante equipada para realizar ensaios técnicos em fios e cabos elétricos diretamente no local. A estrutura permite identificar, de forma rápida, produtos que não atendem aos requisitos das normas técnicas, contribuindo para ampliar a confiabilidade dos materiais disponíveis no mercado.

Mais do que uma demonstração tecnológica, a iniciativa evidencia a importância da conformidade para toda a cadeia produtiva. A presença do laboratório durante a Latam Wire + Steel permitirá que visitantes conheçam de perto como são realizados os testes e entendam o papel da fiscalização técnica na prevenção do uso de produtos irregulares.

A unidade móvel percorre diferentes regiões do país levando equipamentos de ensaio para distribuidores, revendedores e demais agentes do setor. Ao possibilitar análises no próprio ponto de venda, a iniciativa acelera a identificação de cabos fora de especificação e fortalece o combate à comercialização de produtos que oferecem riscos às instalações elétricas.

Além de ampliar a conscientização sobre a importância da qualidade dos condutores elétricos, a ação busca incentivar a adoção de produtos certificados e promover um ambiente de concorrência mais equilibrado para fabricantes que atendem às exigências técnicas.

A participação do Sindicel reforça o papel da Latam Wire + Steel como um ambiente voltado não apenas à geração de negócios, mas também à disseminação de conhecimento, inovação e boas práticas para a indústria de fios, cabos, aço e infraestrutura. Ao reunir fabricantes, fornecedores de tecnologia, distribuidores e entidades representativas, a feira amplia o debate sobre temas que impactam diretamente a competitividade, a segurança e o desenvolvimento do setor.

SOBRE A LATAM WIRE + STEEL

A Latam Wire + Steel 2026 será realizada entre os dias 10 e 12 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo empresas de toda a cadeia dos aços planos e longos, fios, cabos, tubos, perfis, máquinas, equipamentos, tecnologias e serviços.

Mais informações e inscrições gratuitas em: wiresteel.com.br