Os novos produtos são de fácil usinagem e permitem que o grupo atenda a nichos específicos e aumente sua participação no mercado
O Grupo Açotubo, um dos principais distribuidores de produtos siderúrgicos do país, acaba de ampliar o seu portfólio com o lançamento das barras de inox 303. A nova linha, que já está disponível para os clientes, deve aumentar a participação da companhia no mercado.
“A novidade reforça o posicionamento da empresa como referência no desenvolvimento de soluções siderúrgicas de alto desempenho. A inclusão no portfólio de componentes é resultado de um trabalho estratégico de nossos profissionais para atender às demandas do mercado com qualidade e eficiência”, explica Fernando Del Roy, Diretor de Marketing, Suprimentos e Inteligência de Mercado do Grupo Açotubo.
Com características técnicas que aliam alta usinabilidade e resistência à corrosão, a novidade é ideal para aplicações que exigem precisão, produtividade e durabilidade. Isso porque sua composição química possui um percentual de enxofre que atua como lubrificante durante o processo, reduzindo o atrito, melhorando o acabamento superficial e garantindo maior velocidade de produção, além de prolongar a vida útil das ferramentas.
Vale destacar que o inox 303 oferece resistência similar à do 304, permitindo aplicações em ambientes agressivos sem comprometer a integridade. “Essas são características que nos permitem atender a nichos específicos do mercado, especialmente os industriais, onde a fabricação de peças exige procedimentos como corte, torneamento e fresagem. É importante ressaltar que esse tipo de inox foi desenvolvido para otimizar os processos de usinagem e é recomendado para os setores mecânicos, metalúrgicos, automotivos, entre outros”, afirma Raphael Rodrigues Correia, Gerente de Produto Inox e inteligência de Mercado.
Para Fernando Del Roy, o lançamento dos novos produtos “destaca o compromisso da empresa em oferecer um portfólio cada vez mais completo e adequado às necessidades da indústria”.
A nova linha de barras de inox 303 conta com 11 variações de diâmetro, que vão de 6mm a 25,4mm, e está disponível para pronta-entrega em nível nacional.
Mais informações sobre o portfólio de produtos do Grupo Açotubo estão disponíveis em: https://acotubo.com.br/
Para o próximo ano, mercado deve repetir cenário deste ano, com estabilidade na comercialização de máquinas de movimentação de terra
O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, da Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos (Sobratema), estima que as vendas de equipamentos de linha amarela terminarão o ano em estabilidade, com 34,3 mil unidades comercializadas, o que representa um decréscimo de 1% ante 2024, quando foram vendidas 34,8 mil unidades.
Essa estabilidade decorre de alguns fatores como com a alta da inflação, do IOF (encarecimento do crédito) e da taxa de juros, que dificulta a obtenção de crédito para investimentos; as incertezas políticas e econômicas; o aumento de custos e insumos para o setor da construção; escassez de capital e programas de incentivo para setores que utilizam as máquinas, como o agronegócio; e os riscos geopolíticos e climáticos. Por outro lado, fatores como o crescimento do mercado de locação, os aumento de investimentos em infraestrutura e em projetos de saneamento e urbanização, contribuíram para a manutenção das vendas.
Os miniequipamentos devem repetir os bons resultados obtidos no ano passado, com destaque para as minicarregadeiras, cuja estimativa é de alta nas vendas de 21% ante 2024. Outra categoria com bons números será a de caminhões fora de estrada, com elevação nas unidades comercializadas de 23% em relação ao ano passado.
Das três categorias com maior volume de vendas, a retração ficou por conta das retroescavadeiras (10,5 mil unidades/-5%). As escavadeiras hidráulicas e pás-carregadeiras têm previsão de vendas estáveis, com 8,1 mil e 5,7 mil unidades, respectivamente.
A categoria “demais equipamentos” do Estudo da Sobratema, que engloba guindastes, compressores portáteis, manipuladores telescópicos, plataformas elevatórias e equipamentos para concreto, prevê uma leva alta no ano (1%), com vendas de 9,4 mil unidades. Os crescimentos estão para as bomba estacionária rebocável (39%) e auto bomba com mastro de distribuição (9%). Os caminhões rodoviários e tratores pesados de pneus demandados na construção devem ter uma retração de 7% e 6%, respectivamente, perante o ano anterior.
Somada todas as categorias, o Relatório da Sobratema estima que as vendas totais de máquinas devem diminuir 2% em 2025 em comparação a 2024, alcançando 56,7 mil unidades comercializadas neste ano contra 58 mil unidades no ano anterior.
Os setores que mais consumiram os equipamentos foram locação, construção pesada, agronegócio e florestal, mineração e agregados e construção leve. Outro dado trazido pelo Estudo da Sobratema foi o aumento da frota parada para 18% ante 11%, em 2024.
Ano de 2026
Para o próximo ano, o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos estima novamente estabilidade tanto para as vendas de máquinas da linha amarela (crescimento de 1%) como para as vendas para todo o setor de equipamentos (decréscimo de 1%).
Editado desde 2007, o Estudo retrata a importância econômica do setor, auxilia na formulação das políticas que facilitam a aquisição de equipamentos modernos e eficientes, e é também um instrumento de planejamento muito útil para as empresas. A compilação e análise dos dados conta com a consultoria de Mario Miranda.
Companhia sobe para a 5ª posição no ranking TOP 100 Open Corps, promovido pela plataforma 100 Open Startups
A Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, está entre as cinco companhias que mais investem em inovação aberta e relacionamento com startups no Brasil, segundo a 10ª edição do Ranking 100 Open Top Corps. A premiação é promovida pela plataforma 100 Open Startups, considerada uma das mais importantes no cenário nacional de tecnologia.
“Por mais um ano, a Gerdau se destaca no Ranking 100 Open Top Corps, o que reflete a jornada da companhia para se tornar cada vez mais tech-powered, realizando as transformações necessárias ao negócio por meio do digital e da tecnologia. Nesse sentido, buscamos continuamente desenvolver soluções inovadoras que melhoram a experiência de nossos clientes, além de impulsionar a eficiência, a sustentabilidade e a competitividade em toda a cadeia produtiva, promovendo uma cultura em que o intraempreendedorismo é parte da estratégia de negócio”, afirma Gustavo França, diretor global de tecnologia (CIO) da Gerdau.
A Gerdau trabalha de forma colaborativa com diversos parceiros empreendedores para desenvolver produtos, soluções e serviços integrados, oferecendo respostas para os desafios do negócio. Ao adotar a inovação aberta, a Gerdau colabora com diversas startups e participa ativamente em conjunto com entidades setoriais, universidades e centros de pesquisa na busca por tecnologias disruptivas, promovendo a cocriação de soluções tecnológicas que respondem aos desafios da indústria do aço e de outros setores em que atua. A companhia engaja globalmente com mais de 1.600 startups por ano.
O Ranking 100 Open Startups, publicado anualmente pela 100 Open Startups, principal plataforma de open innovation da América Latina, com foco em promover e gerar negócios entre empresas e startups, reconhece as corporações que mais praticam inovação aberta no Brasil através da categoria TOP Open Corps. Ao longo desses anos, foram registrados mais de 54.000 relacionamentos de Open Innovation entre corporações e startups para a edição de 2024, demonstrando a crescente importância da prática no país.
Sobre a Gerdau – Com 124 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, também produz aços planos, além de minério de ferro para consumo próprio. Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia está presente em vários países e conta com mais de 30 mil colaboradores em todas as suas operações. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: cerca de 70% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 10 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. A companhia também é a maior produtora de carvão vegetal do mundo, com mais de 230 mil hectares de base florestal no estado de Minas Gerais. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), de 0,85 t de CO₂e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global do setor, de 1,92 t de CO₂e por tonelada de aço (worldsteel). Para 2031, a meta da Gerdau é diminuir as emissões de carbono para 0,82 t de CO₂e por tonelada de aço. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3) e Nova Iorque (NYSE).
O comportamento das fiscalizações tributárias ao longo de 2025 indica que Receita Federal, estados e municípios devem adotar uma postura mais rigorosa em 2026, especialmente durante a migração para o novo modelo de tributação. O cruzamento eletrônico de dados, a ampliação de ferramentas de monitoramento e a maior integração entre entes federativos criaram um ambiente de auditoria mais sensível para empresas que ainda não revisaram seus processos.
A tributarista Edna Dias, com mais de 22 anos de experiência na área, identifica dois movimentos claros nas fiscalizações de 2025. “O primeiro é o uso intensivo de análises automatizadas. O Fisco está cruzando notas, declarações e dados de fornecedores com mais profundidade. O segundo é o aumento da atenção sobre empresas de médio porte, que passaram a ser monitoradas com mais rigor durante a transição”, explica.
Para Edna, o fortalecimento da fiscalização não é acidental. “O Fisco quer reduzir inconsistências antes da implementação plena do novo sistema. O objetivo é evitar que erros acumulados contaminem a entrada do IBS e da CBS. Por isso, 2026 deve ser marcado por auditorias mais técnicas e detalhadas”, afirma.
A tributarista alerta que, para muitos setores, 2025 já serviu como espécie de ensaio geral. Empresas que não revisaram NCMs, regimes de apuração, regras de crédito, benefícios fiscais ou obrigações acessórias foram mais expostas a autuações e notificações eletrônicas. Esse padrão deve se intensificar no próximo ano, já que o Fisco utilizará dados de 2025 como referência para identificar comportamentos recorrentes.
Para Edna, o maior risco para 2026 é justamente o acúmulo de erros. “Muitas empresas não têm processos integrados entre área fiscal, contábil, financeira e tecnologia. Isso aumenta o risco de perder crédito, recolher de forma incorreta ou sofrer notificações eletrônicas em série”, afirma.
A recomendação da tributarista é usar os meses finais de 2025 para revisar processos e simular cenários. “Entrar em 2026 sem auditoria interna é arriscado. A preparação reduz autuações e garante maior previsibilidade na transição. A reforma exige uma postura mais integrada e preventiva”, conclui.
A Hytera, referência global em soluções de comunicação profissional, participou da 3ª edição do Expominério, um dos principais eventos do setor de mineração no Brasil. Reunindo os principais players da área, a feira acontece no final de novembro, em Cuiabá, capital do Mato Grosso.
Com presença consolidada no Brasil e liderança no mercado de rádios DMR, a Hytera participou por meio de uma parceria com seu revendedor TecPoint Soluções em Comunicação e Tecnologia. Durante o evento, o público pode conhecer um portfólio completo de dispositivos desenvolvidos para entregar robustez, alto desempenho e tecnologia avançada para aplicações críticas, inclusive em áreas com risco de explosão.
A Hytera destaca sua linha de rádios mais procurada pelo setor, incluindo os modelos portáteis HP506, HP71x e HP79x EX, desenvolvidos para ambientes de alta exigência. Entre os diferenciais tecnológicos para mineração, os equipamentos oferecem proteção contra poeira, água e quedas, além de manterem o funcionamento mesmo em túneis ou áreas sem cobertura de celular.
Outros recursos de segurança reforçam o portfólio que será apresentado, como o Man Down, que identifica quando o operador permanece imóvel por um período prolongado, e o Lone Worker, que monitora profissionais que trabalham sozinhos e exige respostas periódicas.
“A comunicação confiável é um elemento estratégico na gestão de locais perigosos, como os de minas e extração, independentemente do seu porte. Nossos equipamentos atendem todos os grupos industriais, garantindo segurança, agilidade nas decisões e integração entre as equipes. Esta ação reforça nosso compromisso em apoiar a mineração com inovação real e aplicável”, explica Flávio Fuchs, vice-presidente da Hytera Brasil.
Sobre a Hytera Communications Corporation Limited (SZSE: 002583) é uma fornecedora global de destaque em tecnologias e soluções de comunicação profissional. Com recursos integrados de voz, vídeo e dados, oferece conectividade mais rápida, segura e versátil para usuários corporativos e de missões críticas. Assim, busca tornar o mundo mais eficiente e seguro ao permitir que os clientes alcancem mais — tanto em operações do dia a dia quanto em situações de emergência. Saiba mais <clicando aqui>.
– Abertura de entada da Bobina de 1,50 m (1500 mm)
– Abertura inicial para entrada de 450 mm de miolo, expansível
– Corte da bobina de 1,50mm à 4,76mm
– Corta uma bobina 2.65mm em 20 minutos
– Está instalada em Limeira/SP
– Carro de carga de bobinas, Desbobinador com braço de apoio, Mesa de Entrada com abridor de pontas, Cabeçote de corte, enrolador de refilo, mesa de passagem sobre o poço, tensionador de tiras pneumático, rebobinador e carro de descarga de bobinas.
– > Falar com Marcos – Telefone (19) 97405-8589 – também Whatsapp
A TRUMPF, líder global em soluções de alta tecnologia para máquinas-ferramenta e laser, celebra o sucesso da sua parceria com o Grupo MS, uma empresa de Farroupilha (RS), que se tornou uma potência no mercado de guindastes.
Com um crescimento impressionante de 76% no último ano, a empresa gaúcha atribui parte de seu sucesso e estabilidade ao investimento contínuo em equipamentos TRUMPF, reconhecidos por sua precisão e longevidade.
Fundado em 2017, o Grupo MS é uma empresa jovem, mas com ambições claras. Seus CEOs, Gleison da Cruz e Gilberto Sonaglio Junior, iniciaram a jornada da empresa focada em se tornar a maior do segmento de guindastes da América Latina, um objetivo que está sendo rapidamente alcançado no Brasil.
Gleison da Cruz, CEO do Grupo MS
Longevidade e Qualidade: A Jornada com a TRUMPF
O relacionamento de Gleison com a TRUMPF começou antes mesmo da fundação do Grupo MS, onde ele já admirava a marca como referência de qualidade no mercado. Após um período inicial de terceirização, a busca por um parceiro de equipamentos chegou na empresa alemã.
“A gente tem que tentar achar uma TRUMPF, porque é máquina que a gente não vai se incomodar,” relata o CEO. A primeira aquisição, uma TruLaser Série 3000 usada, provou o valor da decisão, entregando velocidade e precisão que superavam as expectativas. Essa máquina acompanhou a empresa em sua fase inicial até ser substituída.
Sede do Grupo MS, em Farroupilha/RS
Com o rápido crescimento, o Grupo MS decidiu dar um salto de qualidade, adquirindo um equipamento novo. O investimento estratégico mais recente é a TruLaser 1060 fiber, que solidificou a capacidade produtiva da empresa e marcou um novo patamar de excelência.
O equipamento, escolhido após uma análise de portfólio, conta com 12 kW de potência e uma mesa de 6 metros de comprimento. Gleison conta que a decisão de investir no equipamento foi guiada pela confiança: “Nós entramos com o processo de comprar uma nova máquina. Quando a gente mandou o nosso cadastro para a Alemanha, ele foi aprovado. Bom, se confiaram em nós, nós temos que pegar, né? E a gente fez a aquisição da máquina nova.”
A chegada da nova TruLaser gerou um impacto positivo: “Chegar uma carreta com uma máquina zero fez um barulho muito grande em toda a região. Esse equipamento fez muita diferença no nosso crescimento. Quando você fala para o mercado que tipo de máquinas você tem dentro de casa, a conversa muda.”, destaca o CEO.
“O Divisor de Águas é Não Ter Problema”
Para o Grupo MS, o foco está na longevidade do negócio. Gleison enfatiza que a qualidade TRUMPF garante que os equipamentos acompanhem a empresa por 15 a 20 anos. Um exemplo disso é a máquina anterior, que foi vendida em 2022 e “corta 19 milímetros como nenhuma outra máquina chinesa corta até hoje.”
“O divisor de águas é não ter problema,” afirma Gleison, que também elogia o rápido e eficaz suporte técnico da TRUMPF, muitas vezes resolvido remotamente. “A gente entende o porquê da qualidade ao visitar as fábricas, a complexidade que é o produto, o valor agregado. Olhar para equipamento desse nível e olhar para TRUMPF, e conhecer a história por trás, é muito legal.”
À medida que o Grupo MS continua seu ciclo de crescimento, a parceria com a TRUMPF está firmemente estabelecida, com planos de futuras aquisições tanto para novas máquinas laser quanto para dobradeiras.
Gilberto Sonaglio Junior e Gleison da Cruz, CEOs do Grupo MS, em evento comemorativo da TRUMPF
Sobre a TRUMPF – É uma empresa de alta tecnologia que oferece soluções de fabricação nas áreas de máquinas-ferramenta e tecnologia laser. Atua como líder em conectividade digital na manufatura por meio de consultoria, plataformas e softwares. Reconhecida como líder de mercado e tecnologia, a TRUMPF se destaca em máquinas-ferramenta altamente versáteis para processamento de chapas metálicas e no campo de lasers industriais. Em 2023/24, a empresa empregou cerca de 18.550 colaboradores e alcançou vendas de aproximadamente 5,2 bilhões de euros (dados preliminares). Com cerca de 90 subsidiárias, o Grupo TRUMPF está presente em quase todos os países europeus, além da América do Norte, América do Sul e Ásia. A companhia possui instalações de produção na Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Áustria, Suíça, Polônia, República Tcheca, Estados Unidos, México e China.
Em 2025, a TRUMPF comemora 44 anos de presença no Brasil. Com sede em Barueri, a empresa possui uma operação solidificada e com abrangência para prover assistência técnica a seus clientes em diferentes regiões, sendo responsável também em dar suporte às operações na América do Sul.
A robótica industrial deu um salto marcante na atual década. Graças aos recentes avanços em tecnologias digitais, sensoriamento e Inteligência Artificial (IA), a automação está cada vez mais presente na indústria e, consequentemente, os processos produtivos estão alcançando novos patamares de eficiência, flexibilidade, agilidade e qualidade. Considerada a nova fronteira da automação industrial, a robótica aliada a Inteligência Artificial está alterando o patamar competitivo das fábricas, produzindo produtos sob demanda e com alto índice de padronização.
Na década de 50, George Devol e Joseph Engelberger criaram o primeiro robô industrial, chamado de Unimate. A inovação, claro, ganhou muito destaque e, em 1961, foi instalada pela primeira vez em uma fábrica da General Motors. A partir de então, iniciou-se a discussão sobre como a robótica auxiliaria os processos produtivos e qual o limite da capacidade dela, também chamada de automação industrial. Após muitos avanços e 64 anos depois, estamos presenciando a sua adoção em larga escala, com milhares de sistemas robóticos espalhados por fábricas em todo mundo, integrando redes inteligentes, robôs colaborativos e trabalhadores humanos. Ao final de 2024, a World Robotics registrou 4.281.585 unidades de robôs em operação em fábricas de todo o mundo.
Segundo estudo da Statista Market Insights, plataforma global de dados e inteligência de negócios, a receita do mercado de robótica industrial deve atingir US$ 372,80 milhões até 2028. A China já planeja liderar essa corrida, com a meta de atender 50% da demanda global até o final deste ano, de acordo com relatório recente divulgado pela Leaderobot, empresa de tecnologia chinesa. Os ótimos números apenas reforçam que a indústria já entendeu que a automação não apenas acelera o ritmo de produção, mas também fornece inteligência e padronização aos processos, reduz variações e minimiza desperdícios – ou seja, eleva a qualidade da entrega, o que faz com que o mercado viva um novo momento.
Antes de implementar um projeto de robótica, é natural que surja a pergunta sobre o ROI. A redução de custos com trabalho humano parece o fator mais óbvio para esse cálculo, mas a verdade é que a automação está associada também à qualidade – e esse é o seu pilar fundamental. A insatisfação de um cliente ao receber um produto com defeito ou um alimento danificado, por exemplo, pode significar a perda de consumidores. Com a difusão da robótica no mercado, há um salto de qualidade, ao ponto de chegarmos em um processo produtivo que não registrará defeitos no produto final. Esse é o fator correto para o cálculo do ROI, e a indústria parece ter entendido esse raciocínio que representa um ganho para eles e para o cliente.
O mercado está agressivo: o consumidor compra um produto e quer receber rápido e se sentir satisfeito. O ganho de velocidade produtiva e a garantia de qualidade colocam a automação como a solução que imaginava-se em 1960, alcançando a evolução prevista por aqueles que sempre buscaram progresso e valor para o mercado. Isso se comprova ao vermos que não é somente o setor produtivo das empresas que têm se beneficiado dessas tecnologias. A robótica vem crescendo em áreas que dão suporte ao sistema produtivo, como galpões logísticos, departamentos de qualidade e de manutenção de equipamentos de produção.
Outro ponto que justifica a propagação da automação são os ganhos diretos na produção. A robótica redefine o ambiente de trabalho e a própria gestão da operação. Tarefas perigosas, repetitivas ou que exigem esforço ergonômico excessivo são transferidas para os robôs, preservando a saúde e a segurança dos colaboradores. Isso libera a força de trabalho humana para atuar em funções mais estratégicas, como a supervisão dos sistemas automatizados e o aprimoramento contínuo dos processos – não é uma substituição, mas uma integração inteligente. Essa colaboração entre humanos e robôs, aliada à capacidade dos equipamentos de coletar dados precisos em tempo real, cria um ciclo virtuoso de otimização, permitindo manutenções preditivas e ajustes finos na produção que antes eram impossíveis de se alcançar.
Os robôs já não são meros executores de tarefas repetitivas: eles já são capazes de aprender o trabalho para guiar operações e tomadas de decisões. A indústria já compreendeu o valor de tal tecnologia e não há mais retorno. O crescimento será cada vez maior, afinal ainda há muita oportunidade de expansão da robótica, especialmente no Brasil. A fábrica que não aderir, terá desvantagem competitiva. Já as que estiverem abertas à inovação e utilização das tecnologias, verão o ROI desse investimento ser cada vez mais curto e principalmente, ter uma alta satisfação dos seus clientes perante a alta qualidade e padronização.
Alerj vota na próxima semana Projeto de Lei que reduz incentivos fiscais garantidos até 2032. Associação das Indústrias Processadoras de aço fala em perda de competitividade, desindustrialização e risco de demissões em massa
A indústria de processamento de aço – ou indústria de transformação – do Estado do Rio de Janeiro corre o risco de entrar em colapso a partir de janeiro de 2026. A afirmação foi feita pela Aproaço – Associação das Indústrias Processadoras de Aço do Estado do Rio de Janeiro, a qual conta com quase 40 indústrias filiadas e acompanha com muita preocupação a tramitação do projeto de Lei 6.034/2025, que altera a contribuição sobre o Fundo Orçamentário Temporário (FOT). O projeto, que deve ser votado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), já na próxima semana, causou insegurança jurídica no segmento ao propor uma drástica redução dos incentivos fiscais, garantidos anteriormente até 2032.
O novo texto prevê um aumento triplicado do imposto pago pelas indústrias já para 2026, saltando de 10% para 30%, e ainda um aumento gradual nos anos subsequentes; 40% em 2027; 50% em 2028, até chegar em 90% em 2032, último ano de vigência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o qual será extinto devido à Reforma Tributária.
De acordo com o presidente da Aproaço, Haroldo Filho, com a aprovação da Lei do Aço (8.960/2020), que entrou em vigor em janeiro de 2024, diversas indústrias procuraram o interior do estado para investir no segmento. Outras já instaladas, principalmente no Sul Fluminense – um grande polo metalmecânico no Estado – realizaram a expansão das suas operações, investindo em tecnologia, ampliando a produção, além de gerar cerca de 1.500 mil novos empregos desde janeiro de 2024.
“É muito importante que os deputados tenham sensibilidade nesta votação para preservar a vocação da indústria do aço no estado e, principalmente, o emprego de milhares de trabalhadores do setor metalmecânico. A Lei do Aço veio para trazer segurança jurídica para as empresas. E muitas apostaram nesta estabilidade, investindo até 70 milhões na construção de galpões, equipamentos de ponta, mão de obra qualificada. A indústria do aço depende de planejamento de longo prazo para amortização de ativos, adoção de tecnologias de modernização e maturidade para solidez de suas plantas. Não estamos pedindo benefícios, mas apenas que possamos seguir com as regras do jogo já acordadas”, destacou Haroldo Filho.
Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro é o segundo maior produtor de aço do país, com 6,6 milhões de toneladas até setembro de 2025, o que representa 27,4% da produção nacional. Com uma arrecadação estimada pela Aproaço de R$ 4,5 bilhões em ICMS, setor agrega cerca de 100 mil trabalhadores na cadeia do aço no Estado do Rio de Janeiro, entre a siderurgia, produção, logística e na ponta, com o comércio de ferro e aço.
Na última semana, uma Audiência Pública na Alerj debateu junto a representantes do Governo do Estado e representantes de diversas entidades representativas, uma emenda parlamentar que propôs a retirada das leis 6.979 e 8.960, que representam o setor metalmecânico, da pauta do novo FOT.
“Entendemos a necessidade de adoção de medidas para adequação do equilíbrio nas contas públicas. E o governo do estado tem tido uma postura elogiável na abertura do diálogo junto ao setor produtivo. Por isso, essa Audiência Pública teve um papel muito importante para esclarecermos que o estado tem muito mais benefícios com o setor produtivo incentivado e aquecido até 2032, do que em uma redução gradual neste momento, onde os investimentos, produção e arrecadação também serão reduzidos com a desindustrialização”, explicou o presidente da Aproaço.
Congelamento de Investimentos
A Associação dos Processadores de Aço destacou que desde a apresentação do projeto de lei, em agosto, muitas empresas decidiram esperar por uma resolução para definir pela expansão ou realocar suas operações.
“O aumento da alíquota do FOT significa um maior custo tributário para as empresas e isso encarece a operação em relação a outros estados, onde qualquer oneração extra significa perda da competitividade e fechamento de mercados. A previsibilidade da carga tributária e dos incentivos fiscais são itens-chave na tomada de decisão de instalação, expansão ou modernização de plantas. A trajetória ascendente da alíquota de FOT compromete o futuro do setor no Estado do Rio de Janeiro, que já vem sofrendo frequentes prejuízos com a invasão do aço importado e com a crise de consumo provocada pelas altas taxas de juros. Neste momento não podemos sofrer também com a insegurança jurídica ao usufruir da Lei do Aço que levou quatro anos para entrar em vigor e sem seu segundo ano já pode perder os efeitos”, finaliza Haroldo Filho.
Mais informações acesse: https://www.instagram.com/aproacorj/
Quatro feiras líderes mundiais, um objetivo comum: moldar o futuro da indústria global de metais e fundição. De 21 a 25 de junho de 2027, “O Mundo Brilhante dos Metais”, em Düsseldorf, reunirá líderes de mercado internacionais, campeões ocultos e novos participantes – do ferro e aço ao alumínio e outros metais não ferrosos. O foco estará nos principais temas que a indústria enfrenta: sustentabilidade e descarbonização, digitalização e automação, eficiência de recursos e economia circular, jovens talentos e networking global e transferência de conhecimento. Esses temas moldarão a programação, as áreas de exposição e os fóruns, formando a estrutura para inovação, transformação e viabilidade futura da indústria internacional de metais e fundição.
As empresas já podem se inscrever online para garantir sua vaga:
https://www.gifa.com/gifa_online_application
https://www.metec-tradefair.com/metec_online_application
https://www.thermprocess-online.com/thermprocess_online_application
https://www.newcast.com/newcast_online_application
O impacto do quarteto de feiras no setor já era evidente em 2023: 2.200 expositores de 56 países, 63.300 visitantes profissionais de 116 nações, sendo 58% deles tomadores de decisão e 68% vindos do exterior. Após as restrições impostas pela pandemia, a GIFA, a METEC, a THERMPROCESS e a NEWCAST figuraram entre as feiras de bens de capital mais bem-sucedidas do mundo, mantendo sua posição como eventos globais líderes e vitrines para inovações e soluções sustentáveis, consolidando-se no cenário internacional. “A GIFA, a METEC, a THERMPROCESS e a NEWCAST reúnem empresas e decisores, inovações e mercados. Os expositores em Düsseldorf em 2027 não só se posicionarão tecnologicamente, como também farão parte de uma plataforma que impulsiona ativamente a mudança no setor. Ao mesmo tempo, as empresas participantes beneficiarão da nossa experiência global e das onze feiras internacionais do ‘Mundo Brilhante dos Metais'”, explica Malte Seifert, Diretor de Metais e Tecnologias Autónomas da Messe Düsseldorf.
Quatro feiras líderes mundiais – uma cimeira conjunta do setor
O quarteto de feiras reúne as principais feiras internacionais que, juntas, criam um palco global para tecnologias, tendências e encontros na indústria metalúrgica. Como a principal feira mundial, a GIFA apresenta todo o espectro da tecnologia de fundição – desde processos inovadores de fundição e manufatura aditiva até soluções de produção com uso eficiente de recursos. Uma ampla gama de materiais e inovações tecnológicas em engenharia mecânica e de plantas completa a oferta. A METEC é a plataforma central para metalurgia, produção e processamento de metais, com foco em processos sustentáveis ao longo de toda a cadeia de valor – do aço verde, alumínio e cobre à reciclagem. A THERMPROCESS apresenta soluções inovadoras para tratamento térmico industrial e, como plataforma global de inovação, impulsiona a transformação das tecnologias de processos térmicos – da eletrificação e hidrogênio a sistemas de combustível energeticamente eficientes. A NEWCAST concentra-se em produtos inovadores de fundição de precisão e soluções de construção leve. Ela reflete a dinâmica da manufatura moderna, oferecendo uma vitrine para a força inovadora do setor.
Rede global – com feiras e parceiros em todo o mundo
Essa orientação global forma a espinha dorsal do “Mundo Brilhante dos Metais”. Além das principais feiras mundiais em Düsseldorf, inúmeros eventos internacionais fortalecem a presença internacional e a transferência de conhecimento entre os mercados. Eventos como ANKIROS e ALUEXPO em Istambul, METEC Índia em Mumbai, GIFA/METEC Indonésia em Jacarta, GIFA/METEC Sudeste Asiático em Bangkok, THERMPROCESS China em Xangai, GIFA México em Monterrey, GIFA/METEC Oriente Médio e África no Cairo e GIFA/METEC Arábia Saudita em Riade, estão criando uma rede que conecta inovações em todo o mundo e traz um novo impulso para o setor. Uma nova adição é a cooperação com a Inter Foundry em Coimbatore, Índia, com início em 2026.
Mais informações:
www.gifa.com
www.metec.com
www.thermprocess-online.com
www.newcast.com
Informações sobre a iniciativa de sustentabilidade ecoMetals:
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