sexta-feira, abril 3, 2026
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Grupo Manchester chega a Três Rios em novembro

O Grupo Manchester, fundado em 1991 e originário de uma tradicional família do ramo do aço de Juiz de Fora (MG), anuncia uma nova unidade em Três Rios. A 6ª unidade do Grupo promete gerar cerca de 30 postos de trabalho com sua inauguração.

A novidade vem ao encontro dos interesses dos revendedores de materiais de construção de médio e grande porte. Os clientes poderão encontrar na nova unidade uma produção de colunas de diversas medidas, corte de vergalhão de todas as bitolas e produção de treliça, com garantia de qualidade e o melhor preço de mercado.

Serviço:

Endereço: Rua Silveira, 560, Galpão 01, Cantagalo, Três Rios – RJ
Telefone: (24) 99316-9733

CBCA tem inscrições abertas para curso sobre projetos de pontes de aço

Capacitação será realizada de forma online nos dias 21, 22, 28 e 29 de maio

O Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) está com inscrições abertas até 14 de maio para o curso “Projeto de Pontes de Aço pela NBR 16694”. A capacitação será realizada totalmente online para atender às normas de controle de disseminação da Covid-19.

O objetivo do curso é capacitar os participantes a projetarem com segurança e economia pontes metálicas em viga mista e outras estruturas correlatas em aço, de acordo com a nova norma ABNT NBR 16694 e aspectos da norma americana da AASHTO, além de propiciar noções importantes de aspectos ligados ao suprimento, à fabricação e à montagem de pontes.

Com auxílio e supervisão do professor e engenheiro Fernando Ottoboni Pinho, a capacitação se baseia no manual “Pontes e Viadutos em Vigas Mistas”, lançado em fevereiro deste ano pelo CBCA. O material didático é fruto da série “Manual de Construção em Aço”, que inclui mais de 20 materiais sobre o uso adequado do aço e suas vantagens em diversas situações.

Programa do curso

As aulas do curso “Projeto de Pontes de Aço pela NBR 16694” serão realizadas nos dias 21, 22, 28 e 29 de maio, sendo nas sextas-feiras das 18h às 22h e aos sábados das 9h às 12h e das 13h às 16h.

Para realizar a inscrição e consultar detalhes sobre o programa do curso, acesse www.cbca-acobrasil.org.br/site/curso-presencial/projeto-de-pontes-de-aco-pela-nbr-16694.

Sobre o CBCA

O Centro Brasileiro da Construção em Aço é uma entidade de classe, criada em 2002, com o objetivo de ampliar a participação da construção industrializada em aço no mercado nacional, realizando ações para sua divulgação e apoiando o seu desenvolvimento tecnológico no Brasil.

O CBCA tem como gestor o Instituto Aço Brasil e não é uma entidade comercial. Para acessar os últimos dados divulgados pela entidade, acesse: www.cbca-acobrasil.org.br/site/estatisticas.

Futuros do aço na China sobem com cancelamento de rebate em tarifa de exportação

Por Reuters

Os futuros do vergalhão de aço subiram na China nesta quinta-feira, após o governo do país ter anunciado ajustes em tarifas e impostos sobre alguns produtos da indústria de ferrosos em meio a restrições de produção para siderúrgicas locais.

O ministério de finanças do país disse na quarta-feira que rebates de tarifas de exportação para 146 produtos de aço serão cancelados a partir de 1° de maio.

A pasta também isentou temporariamente tarifas de importação para alguns produtos primários de aço e elevou tarifas de exportação de ferroligas e ferro-gusa de alta pureza.

As medidas, que visam assegurar maior oferta de produtos de aço no país e conter a escalada dos preços do minério de ferro, são vistas como preparativas para mais políticas de restrições à produção siderúrgica no país.

“Isso sugere uma urgência e necessidade de lançamento de novas e importantes políticas…e a confiança do governo nos cortes de produção”, disse a CITIC Futures em nota.

O contrato do vergalhão de aço mais negociado na bolsa de futuros de Xangai, para entrega em outubro, subiu 1,9%, para 5.452 iuanes (842,53 dólares) por tonelada, fechando em nível recorde.

Os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian com entrega em setembro recuaram 0,8%, para 1.127 iuanes por tonelada.

Fonte: Money Times

Librelato inaugura nova sede administrativa em Içara, SC

  • Novo empreendimento tem investimento de oito milhões de reais, parte de um plano com orçamento previsto entre 2019/2021 de 100 milhões de reais
  • Na ocasião, Librelato celebra aniversário de 52 anos e lança o projeto Librelato+Verde de 2021, que tem como objetivo plantar mais de 10 mil mudas de árvores nativas ainda este ano

A Librelato inaugurou nesta segunda-feira, 03 de abril, em Içara, SC, sua nova sede administrativa. Devido a pandemia, e em nome da segurança sanitária, o evento foi realizado virtualmente por meio de uma live transmitida pelo Canal oficial do Youtube da Librelato /librelatoimplementos.

Respeitando todas as regras de distanciamento, participaram pessoalmente da inauguração apenas autoridades como o prefeito e o vice-prefeito de Criciúma, Sr. Clésio Salvaro e Sr. Ricardo Fabris; a prefeita e o vice-prefeito de Içara, Dalvania Cardoso  e Jandir Sorato; e o bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inácio Flach; que foram recebidos pelo CEO da Librelato, José Carlos Sprícigo, juntamente com os demais diretores.

O novo empreendimento tem investimento estimado de oito milhões de reais, parte do orçamento previsto para o período 2019/2021 de 100 milhões de reais. O espaço de quatro mil metros quadrados acolherá 200 profissionais administrativos de diversas áreas. A nova sede possui quatro mil metros quadrados de área construída. Além de abrigar um amplo prédio administrativo, possui restaurantes amplos e arejados, nova área de convivência e de recursos humanos, além de vestiários mais amplos, recepção mais aconchegante, salas de reuniões.  paisagismo. Com a ampliação, os profissionais da empresa passaram a contar com estacionamentos exclusivos, assim como clientes e visitantes.

A área fabril também foi modernizada. Foram construídos novos pavilhões para facilitar a distribuição da produção; pintura dos corredores para melhorar o tráfego de empilhadeiras e pedestres; cobertura translúcidas para reduzir a temperatura interna e proporcionar maior visibilidade durante o dia; além de nova iluminação em LED e uma nova linha de pintura.

“No dia de hoje, três de maio, que já é histórico, o primeiro dia útil após a celebração do Dia do Trabalho, inauguramos nossa nova sede administrativa com tudo cuidadosamente planejado para valorizar nossos profissionais. Entendemos que, para tornarmos a Librelato cada vez mais eficiente, precisamos, fundamentalmente, oferecer um ambiente de trabalho amigável, seguro, confortável, acolhedor e, sobretudo, humano. Por isso não poupamos esforços para aprimorarmos nossas fábricas e, agora, também, nosso espaço administrativo”, diz José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato.

A obra foi executada pela Engenharia Castanhel, uma empresa de Criciúma com mais de 40 anos de experiência.

“Estamos muito satisfeitos, pois passamos a contar com um ambiente corporativo mais aberto e integrado facilitando a comunicação entre todos os níveis dentro da organização. Tudo foi arquitetonicamente idealizado para harmonizar eficiência produtiva com um ambiente positivo, moderno e descontraído”.

52 anos de Librelato

Na data da inauguração, a Librelato celebrou o seu aniversário de 52 anos e relembrou a sua trajetória no Brasil. Atualmente, a empresa conta com três plantas produtivas, sendo duas em Içara e uma em Criciúma, todas em Santa Catarina, totalizando 59 mil metros quadrados de área construída.

Atualmente a Librelato emprega 1.600 profissionais, produzindo dois implementos a cada 40 minutos, por meio de processos produtivos automatizados e digitalizados. A Librelato está posicionada entre as três maiores fabricantes de implementos rodoviários do Brasil por oferecer produtos modernos, com maior robustez e menor peso, soluções em conectividade e segurança ao setor de transportes.

No início deste ano, a marca expandiu sua atuação internacional e inaugurou um novo escritório em Portugal, com o objetivo expandir os negócios e incrementar as exportações ao continente europeu e africano. “Decidimos inaugurar uma representação devido ao país ser a porta de entrada para os países europeus e também devido à facilidade logística.

A Libreparts, rede de loja de peças da marca com um conceito premium, criada para comercializar toda a linha de peças e componentes genuínos para implementos com um formato diferenciado, também vem crescendo e sendo bem aceita pelos clientes. O modelo trouxe um aumento de vendas de peças para a Librelato da ordem de 85% no período de 2020 com relação ao ano anterior.

“Mesmo diante de tantas adversidades causadas pela pandemia, conquistamos grandes vitórias. Fechamos o ano de 2020 mantendo nossa posição no ranking das maiores implementadoras do País e comercializamos 9.215 implementos rodoviários. Foi uma alta de 3% em relação aos resultados de 2019. Em se tratando de participação de mercado, atingimos o share de 13,7%. Resultado que reflete o reforço de toda a nossa equipe com novas técnicas de abordagem junto aos clientes e foco nos atributos dos produtos”.

Projeto Librelato + Verde 2021

A Librelato aproveitou a ocasião da inauguração da nossa sede administrativa para lançar o projeto Librelato+Verde de 2021, que tem como objetivo plantar mais de 10 mil mudas de árvores nativas, ajudando a recomposição da natureza em áreas degradadas e nascentes de rios, até o final deste ano.

Em 2020, a Librelato investiu na aquisição de mudas e o projeto ganhou força por meio de seus profissionais, representantes, fornecedores e parceiros pelo Brasil e países da América do Sul. O objetivo de plantar mais de quatro mil mudas de árvores nativas foi alcançado com sucesso, graças ao empenho de todos. O “Librelato+Verde” é uma das ações da empresa alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Queremos contribuir para termos um meio ambiente mais preservado e com mais verde. Para este ano, vamos criar um comitê de voluntários dentro da rede Librelato para cuidar exclusivamente desse tema; além de estender o projeto “Librelato+Verde” firmando parcerias com entidades comerciais, prefeituras, escolas, entre outros. Quanto mais pessoas e instituições aderirem, maior será o legado”, finaliza José Carlos Sprícigo.

7 razões para investir no corte a plasma para reparos automotivos

A tecnologia apresenta melhor custo-benefício, que garante aos usuários muito mais agilidade, qualidade e segurança em todos os seus serviços de corte de materiais metálicos

Consolidado na América do Norte, o corte a plasma ainda está sendo descoberto pelas oficinas mecânicas do mundo, sejam elas especializadas em reparos de funilaria ou aquelas que, exclusivamente, realizam customização automotiva. “As possibilidades oferecidas por esta tecnologia garantem aos usuários muito mais agilidade, qualidade e segurança em todos os seus serviços de corte de materiais metálicos”, afirma Edson Urtado, Gerente de Vendas da Hypertherm, referência internacional em sistemas a plasma.

Nos segmentos de reparo e customização, as principais aplicações do plasma incluem corte de peças da carroceria, fabricação de novos componentes ou seções e remoção de parafusos e porcas enferrujados, bem como a preparação de superfícies danificadas para a soldagem.

“Os sistemas a plasma também se caracterizam pela dependência mínima do operador e pela possibilidade de fazer a goivagem de precisão, ou seja, cortar e retirar pontos de solda, algo muito interessante para as oficinas. Em termos de métodos de corte, separação e marcação do metal, atualmente, não existe tecnologia com melhor custo-benefício do que esta”, explica Edson.

A lista a seguir traz 7 razões que demonstram porque o sistema de corte a plasma é a escolha mais segura e uma ferramenta de longa duração para os projetos automotivos.

  1. Melhor qualidade de corte
    Os cortes a plasma geram menos escória, menor deformação e uma menor zona afetada pelo calor.
  2. Corta um maior número de peças com mais rapidez
    Velocidades de corte bem mais rápidas e não precisa de tempo para pré-aquecer.
  3. Menor custo por peça
    Maior número de peças por hora, redução de trabalho e diminuição de operações secundárias impulsionam a produtividade em geral.
  4. Mais lucratividade
    Menores custos operacionais e maior produtividade resultam em um maior lucro.
  5. Mais fácil de usar
    Não há gases a ajustar. Também não é necessário manter afastamento. As tochas utilizadas no corte são projetadas para que possam ser arrastadas ao longo da chapa.
  6. Maior flexibilidade
    Corte de aço-carbono, alumínio, aço inoxidável, cobre e muitos outros metais. Cortes manuais, com cortador em linha ou de tubos, ou em mesa X-Y. Corte de metal empilhado, grade de metal ou mesmo peças enferrujadas ou pintadas.
  7. Usa apenas ar
    Não necessita de gases inflamáveis. Com os sistemas de corte a plasma, o único gás necessário é o ar comprimido.

Em resumo, o plasma é usado em sistemas de corte manual e mecanizado para cortar uma grande variedade de materiais, incluindo aço carbono, aço inoxidável, alumínio, cobre, bronze e outros metais com maior velocidade, melhor acabamento e custos mais baixos em comparação com os outros sistemas de corte. Levando em consideração essas características, é necessário avaliar se o corte a plasma atende às suas necessidades.

Sobre a Hypertherm

Presente em 93 países, no Brasil, a Hypertherm conta com uma base na cidade de Guarulhos e um Centro de Distribuição em Cajamar, ambas no estado de São Paulo. Além de fabricar equipamentos para corte a plasma, laser e jato d´água, a Hypertherm fornece uma solução completa para o corte industrial para diversos setores (automotivo, construção civil, mineração, energia e outros) com produtos de automação (controladores de altura e CNC) e softwares de otimização de processo (CAD/CAM). Também é especialista no desenvolvimento e produção de tochas e consumíveis de alta performance.

Fonte: Hypertherm

TRUMPF organiza evento virtual com novas tecnologias para impulsionar a produção industrial

A tradicional InTech será realizada nos 22 e 23 de março, mais uma vez pela internet. Contará com sessões de tour guiado totalmente em português e apresentações sobre novas soluções de inteligência artificial e produção 4.0

Com participação de especialistas, a TRUMPF promove também 4 mesas-redondas (lives), com destaque para as soluções de Smart Factory (dia 22) e o futuro da mobilidade automotiva (dia 23) 

Nos dias 22 e 23 de março será realizado o Open House TRUMPF – InTech 2021, o maior evento do grupo. A feira será apresentada direto das instalações da TRUMPF em Ditzingen, na Alemanha, em formato digital, e dará destaque a produtos e tecnologias inovadores projetados para o segmento de chapas metálicas e tecnologia a laser.

Serão feitas duas sessões de visita guiada para brasileiros, com apresentação em português, no dia 23 de março (9h e 14h). O CEO da TRUMPF Brasil, João Visetti, e especialistas da unidade brasileira farão apresentações sobre tecnologias e produtos e soluções para a produção 4.0 – das linhas semiautomatizadas às totalmente autônomas.

Mesas-redondas ao vivo

A programação inclui a realização de mesas-redondas ao vivo, com destaque para “Smart Factory: o próximo passo lógico na evolução técnica”, dia 22, às 8h30, e “Automotiva: bateria e célula para combustível – como será a mobilidade de amanhã”, no dia 23, às 6h.

Na live de Smart Factory, os especialistas irão apresentar as soluções da TRUMPF para pequenas e médias empresas no caminho da digitalização dos seus processos e serviços, a começar dos aplicativos para as máquinas, fluxo de produção (intralogística), manutenção preditiva, parcerias colaborativas, interfaces abertas e os benefícios da inteligência artificial no chão de fábrica.

Já a mesa-redonda automotiva irá abordar o tema “Bateria e célula para combustível – como será a mobilidade de amanhã”.  No foco, estarão as tecnologias powertrain modernas e como a tecnologia laser pode contribuir para a mobilidade urbana no futuro e para o mundo dos negócios. As lives serão em inglês.

“Estes assuntos relevantes para o mundo empresarial estão relacionados às pesquisas da TRUMPF no campo da Indústria 4.0 e da mobilidade automotiva,  com carros elétricos e autônomos. Vamos dividir nossos conhecimentos com os participantes e contribuir ainda mais para o avanço da inovação na indústria”, destaca João Visetti.

A participação na InTech 2021 é gratuita, mas é necessário fazer a inscrição previamente. Para mais informações e inscrições, acesse https://reg.ubivent.com/register/intech-br.

Sobre a TRUMPF

A empresa de alta tecnologia TRUMPF oferece soluções de produção nos setores de máquinas-ferramenta e laser. Está impulsionando a conectividade digital na indústria de manufatura por meio de consultoria, plataforma e software. A TRUMPF é líder mundial em tecnologia e mercado de máquinas-ferramenta utilizadas no processamento de chapas flexíveis e também para lasers industriais.

Em 2019/20 a empresa – que conta com cerca de 14.300 colaboradores – teve receita de vendas de 3,5 bilhões de euros. Com mais de 70 subsidiárias, o Grupo TRUMPF está representado em quase todos os países da Europa, América do Norte e do Sul e Ásia. Possui instalações de produção na Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Áustria, Suíça, Polônia, República Tcheca, EUA, México, China e Japão.

A TRUMPF comemora, em 2021, 40 anos de presença no Brasil. Com sede em Barueri, a empresa possui uma operação solidificada e com abrangência para prover assistência técnica a seus clientes em diferentes regiões, sendo responsável também em dar suporte às operações na América do Sul.

Para mais informações, visite www.trumpf.com

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Covid-19: fios e tubos e VALVE WORLD EXPO 2020 cancelados.

Próxima edição de feiras será realizada em seu ciclo usual de 2022

Düsseldorf, 02 de novembro de 2020. Após consulta com os expositores e nossos parceiros, a Messe Düsseldorf teve que tomar a decisão de cancelar a VALVE WORLD EXPO e as feiras comerciais de fios e tubos que estavam agendadas para dezembro devido ao desenvolvimento atual da infecção Covid-19 . Os próximos eventos serão realizados em seu habitual de acordo com seu ciclo, mais uma vez em Düsseldorf em 2022. Os outros eventos da Messe Düsseldorf planejados para 2021 não são afetados por esta decisão.

“Devido à decisão dos governos federal e estadual de 28 de outubro de 2020, as feiras de negócios não podem ser realizadas até o final de novembro por enquanto. Isso significa que os últimos eventos físicos deste ano não serão realizados em nosso recinto de feiras aqui em Düsseldorf. Nosso conceito de higiene e proteção contra infecções, que foi bem recebido pelos expositores e o foco em uma orientação europeia das feiras de negócios, fez a esperança de uma realização de sucesso com os mais altos níveis de proteção possíveis parecer realista para todas as partes envolvidas até recentemente. Devido à situação de pandemia cada vez mais crítica na Alemanha e em nossos países vizinhos europeus, a situação teve de ser completamente reavaliada.

As próximas edições dessas duas feiras internacionais nº 1 para as indústrias de fios, cabos e tubos, fios e tubos, serão realizadas em seu ciclo tradicional em 2022. O mesmo se aplica à VALVE WORLD EXPO como a maior e mais feira comercial relevante para acessórios industriais.

Diener prossegue: “Expositores e visitantes podem continuar a reunir informações sobre as últimas notícias da indústria, bem como tendências e inovações de produtos em nossas plataformas online. Com isso em mente, estamos constantemente desenvolvendo nosso conteúdo digital. ”

Diener ressalta: “A decisão tomada hoje é um evento e uma decisão específica do setor que não afeta os outros eventos planejados pela Messe Düsseldorf. Com base na situação atual, eles serão realizados. Estamos em estreito contacto com as autoridades e parceiros das respectivas feiras, as quais iremos reavaliar a situação para depois decidir com responsabilidade ”.

Encontre informações atualizadas e FAQs para expositores e visitantes de wire, Tube e VALVE WORLD EXPO em:

www.valveworldexpo.com
www.wire-tradefair.com
www.tube-tradefair.com

Fronius celebra 75 anos de fundação com uma história de sucesso

A empresa de origem austríaca, que se dedica a soluções inovadoras nos segmentos de tecnologia de soldagem, carregadores de bateria e energia solar, tem filiais, distribuidores e representantes em mais de 60 países

Tudo começou em 20 de junho de 1945, na pequena cidade de Pettenbach, na Áustria, quando Günter Fronius fundou uma oficina especializada em consertos de rádio e equipamentos elétricos. Na época, a carga de baterias de carros, para muitos, ainda era um tanto obscura. Formado em elétrica, ele desenvolveu, então, uma solução para que as baterias pudessem ser usadas por mais tempo. Foi naquele momento que surgiu uma história de sucesso.

O espírito empreendedor de Günter Fronius fez com que, já em 1950, ele adicionasse transformadores de soldagem ao seu portfólio de produtos. Com essa base tecnológica, o negócio de um homem só e uma ideia simples cresceu nas décadas seguintes e, hoje, é parte indispensável da indústria mundial e um player global nos campos da tecnologia de soldagem, energia fotovoltaica e tecnologia de carregamento de baterias.

A internacionalização teve início em 1980, quando o engenheiro elétrico entregou e empresa, ainda de médio porte, aos filhos Brigitte Strauß e Klaus Fronius. Ambos iniciaram um processo de crescimento, com a fundação de subsidiárias em todo o mundo e, em 1992, os irmãos administradores decidiram investir no terceiro pilar de atuação da empresa, que ainda era um ‘tema do futuro’: a energia solar.

Hoje estabelecida em três diferentes unidades de negócio e mais de 5.440 funcionários mundo afora, a empresa de tradição continua sendo administrada pela família, agora na terceira geração. “O que somos e o que defendemos é, portanto, baseado num conceito de sustentabilidade do meu avô“, diz Elisabeth Engelbrechtsmüller-Strauß, diretora executiva da Fronius International GmbH desde 2012.

Gunter Fronius lançou a pedra fundamental para a Fronius_International GmbH em 1945A neta do fundador da empresa dá continuidade à trajetória de expansão, mantendo a percepção de inovação, qualidade e serviço. “Apesar de o pensamento básico continuar o mesmo, mudanças foram ocorrendo com o tempo. Não somos mais apenas uma empresa de produção, já faz tempo que somos reconhecidos como uma empresa high-tech”, afirma.

Com produtos inovadores, que se baseiam em soluções de software altamente complexas, sistemas de gestão de dados e apps de fácil uso, a Fronius tem mais de 1,2 mil patentes ativas e é líder em tecnologia no mercado mundial. A participação de cerca de 93% nas exportações é obtida por meio de 34 empresas internacionais e distribuidores/representantes em mais de 60 países.

Sunrise - O primeiro inversorNo Brasil, a Fronius atua desde 2003, com sede em São Bernardo do Campo (SP), onde conta com uma equipe de mais de 100 profissionais, além de mais de 30 representantes comerciais e distribuidores em todo território nacional. Em 2019, a filial brasileira foi a primeira subsidiária da empresa a receber o selo da consultoria internacional Great Place to Work (GPTW) como um excelente lugar para se trabalhar.

Em todo o mundo, as três unidades de negócio da Fronius – tecnologia de soldagem, carregadores de bateria e energia fotovoltaica – são empresas com tecnologia de ponta, trabalho de pesquisa intensivo e soluções revolucionárias. Acompanhe!

Perfect Charging

FRONIUS INST um dos primeiros sistemas de carregamento de bateriasPerfect Charging é a mais antiga das três unidades de negócios da Fronius. Desde a sua fundação, a empresa trabalha na área da tecnologia de carregamento de baterias e no desenvolvimento de carregadores para baterias de arranque e acionamento. A inovadora gama de produtos e serviços em Perfect Charging convence com seu desempenho, sua eficiência, rentabilidade e sustentabilidade. Seja com a finalidade de operação de empilhadeiras elétricas na intralogística ou fornecimento confiável de energia para baterias de arranque em automóveis – na produção, em salas de exposição ou oficinas –, a tecnologia da Fronius proporciona máxima disponibilidade para os veículos, redução nos custos operacionais e baterias com uma vida útil maior a inúmeros usuários no mundo todo. A Perfect Charging está atualmente dando o próximo passo em direção ao futuro com a tecnologia de íon-lítio, incluindo a nova concepção de digitalização e interconexão de todos os dispositivos.

Perfect Welding

A unidade de negócios Perfect Welding da Fronius é líder mundial em tecnologia de soldagem por arco voltaico e robótica, dominando todo o espectro: soldagem por eletrodo revestido, TIG, MIG/MAG, plasma e LaserHybrid. Como fornecedor de sistemas, o setor Fronius Welding Automation também realiza soluções personalizadas completas para soldagem automatizada, de acordo com a necessidade e tipo de peça que o cliente produz. A unidade de negócios Perfect Welding também domina o mercado com a TPS/i (Trans Process Solution / revolução inteligente). Esse computador de soldagem de alto desempenho é a resposta para a Indústria 4.0 e mostra sua verdadeira grandeza junto com o gerenciamento de dados da solução de software WeldClube Premium.

Solar Energy

A terceira e mais jovem das três unidades de negócio da Fronius se dedica a soluções inovadoras para o mercado fotovoltaico desde 1992. Enquanto pioneira em energia solar, a Solar Energy Fronius trabalha para que, no futuro, toda a necessidade de energia no mundo seja 100% suprida por fontes renováveis. Para tal, a unidade de negócio fornece ampla gama de produtos voltados para geração, armazenamento, distribuição e consumo de energia solar. Além da produção de inversores, a Fronius trabalha também em diversos projetos de pesquisa, sempre buscando adaptar as energias renováveis para o futuro. A célula de energia, cujo desenvolvimento começou em 2002, é um desses projetos. O objetivo é converter a energia solar em hidrogênio, e então armazená-lo. Em 2009, o sistema foi certificado pela TÜV Süd mundialmente como o primeiro de seu tipo. Próximo passo: o inversor híbrido trifásico Symo GEN24 Plus, que acrescentará em breve ao portfólio uma solução completa para o amplo autoabastecimento solar.


Sistema de soldagem mais potente aumenta em 65% a produtividade robótica

FRONIUS PW TPS 600iAo invés de aumentar o número de robôs em sua produção, a Painco optou por uma solução bem mais econômica: substituiu os sistemas de solda

Há pouco mais de um ano, a empresa brasileira Painco, líder de mercado no fornecimento de componentes e conjuntos soldados em chapas de aço carbono, acompanhando a tendência de mercado, apostou em várias células de soldagem robotizadas em sua linha de produção. A empresa esperava que o investimento realizado gerasse significativo aumento da produtividade, o que não aconteceu.

Em princípio, a fabricante avaliou que precisaria adquirir mais células robotizadas para poder produzir as quantidades desejadas. Porém, depois de uma avaliação conjunta com os técnicos da Fronius do Brasil, a solução foi uma alternativa bem mais econômica: substituir os sistemas de soldagem existentes.

“Ao analisar a linha de produção da Painco, percebemos que, apesar do grande potencial das células de robô, os sistemas de soldagem tinham potência de apenas 350 amperes, que não permitiam que essa vantagem fosse aproveitada, já que a qualidade do cordão e a velocidade de soldagem não correspondiam às expectativas”, explica Gelmir Santos, consultor técnico de vendas, responsável pela conta da Painco, da Unidade de Perfect Welding da Fronius do Brasil.

A solução foi substituir os atuais equipamentos por uma tecnologia moderna e robusta. “Optamos, então, pela Fronius TPS600i, cujo desempenho é de até 600 amperes, e propusemos a transição do atual processo de soldagem (Arco Spray) para o Pulse Multi Control (PMC), moderna plataforma desenvolvida pela Fronius que possibilita um processo de soldagem muito mais estável mesmo em altas velocidades”, ressalta Gelmir. Isso porque, segundo ele, o arco voltaico do PMC é muito estável. “Quando o arame toca a poça de fusão, instantaneamente forma-se um micro curto-circuito e a gota do metal, ainda líquida, se desprende com muita precisão, tudo é controlado atrav& eacute;s de linha sinérgica e dos microprocessadores da Fronius TPSi”, esclarece.

O projeto foi concluído no final do ano passado e o resultado, de acordo com Rafael Severino, gerente de operações da Painco, foi excelente. “Com a aquisição do pacote de soldagem da Fronius, as velocidades de soldagem puderam ser aumentadas consideravelmente, com muito menos desperdício. Com isso, economizamos cerca de 120 horas de trabalho por mês e acrescemos em 65% a nossa produtividade“, avalia. “Ao mesmo tempo, o investimento nos novos equipamentos foi bem mais barato do que seria a aquisição de mais células robotizadas“, celebra.

RECUPERAÇÃO moderada e PERSPECTIVAS nebulosas

Nesta entrevista exclusiva à Revista do Aço, o presidente do SICETEL−ABIMETAL, Ricardo Martins, avalia a situação e as perspectivas do setor de trefilação e laminação de metais ferrosos, a atuação do governo na atual pandemia e as primeiras medidas da reforma tributária que enviou ao Congresso

Revista do Aço − Como evoluiu o desempenho do setor representado pelo SICETEL−ABIMETAL no primeiro semestre deste ano?

Ricardo Martins − O primeiro semestre do nosso setor foi similar ao dos outros setores da economia brasileira. Em janeiro e fevereiro, tínhamos a expectativa de que este ano seria melhor do que o ano passado, mas, na segunda quinzena de março e primeira de abril, a maioria das empresas acabou fechando para garantir a segurança dos seus funcionários e por falta de condições para atingir as metas planejadas. Depois de fechar por 15 dias, a maioria das empresas do setor voltou a funcionar, mas os meses de abril e maio foram muito fracos, começando a melhorar em junho e, agora, em julho, está ocorrendo uma recuperação acima do esperado. Uma das explicações é que houve um consumo refreado durante os meses de março e abril. As empresas não realizaram as compras que tinham planejado e, agora, estão comprando num ritmo muito parecido ao de antes do início da pandemia, atingindo em torno de 90 por cento das expectativas anteriores.

RA − Essa retomada das vendas era esperada pelas empresas?

Martins − Não. Isso de certa forma surpreende porque ninguém esperava uma reação tão rápida e nos deixa com um otimismo cauteloso, em que não se sabe se essa situação vai se manter até o final do ano. Depois desse ciclo de consumo represado, é provável que ocorra um retorno a uma situação mais cautelosa, principalmente porque, quando acabarem as medidas do governo que permitiram reduzir o custo da mão de obra, muitas empresas podem entrar num processo de dispensa, que pode acabar prejudicando a demanda. Nossa expectativa é de que essa demanda se mantenha entre 80 e 90 por cento até o final do ano, mas daí em diante não temos mais condições de fazer previsões.

RA − Todos os mercados do setor tiveram o mesmo comportamento?

Ricardo Martins é presidente do Sicetel−AbimetalMartins − Quase todos, mas podemos excluir a indústria automobilística. Cerca de 45 por cento dos nossos associados fornecem a esse setor e, no final de maio, vários deles relataram que não emitiam uma única nota fiscal desde fevereiro. Agora, porém, parece que a indústria automobilística já está tendo uma retomada de suas vendas, que vão se ajustando aos patamares anteriores à pandemia. Nós trabalhamos com uma perspectiva de crescimento, mas a redução ocorrida em abril e maio não será possível recuperar e, muito provavelmente, vai haver uma perda no faturamento deste ano em relação ao do ano passado. Nossa expectativa é que o mercado se recupere totalmente e que talvez cresça um por cento em 2021.

RA − O que ocorreria no caso de a pandemia se prolongar e do mercado se retrair em vez de se recuperar?

Martins − Infelizmente, ocorreria uma demissão mais intensa, porque, quando se produz, a mão de obra é um insumo, mas quando não se produz significa um custo muito alto − e as empresas vão precisar fazer demissões. Existe uma lista relativamente grande de funções que eventualmente podem ser cobertas por automação. Como este ano tem sido ruim, ninguém investiu nisso, mas é muito provável que as empresas voltem a investir em automação para ficar menos dependentes da mão de obra. Por outro lado, outros investimentos que não visem reduzir o número de funcionários, simplesmente, não devem acontecer. Essas são as perspectivas negativas para o ano que vem. Na verdade, nós ficamos na incerteza sobre se virá ou não uma segunda onda da pandemia, ou se haverá ou não uma vacina. Se houver uma vacina e a vida voltar a um novo normal, nós temos a expectativa de crescer aquele um por cento que já citei. Mas se isso não ocorrer, é provável que ocorra o que acabei de dizer: demissões para reduzir a folha de pagamento. Neste momento, as empresas do setor estão impossibilitadas de fazer essa redução porque a maioria aderiu aos acordos de redução de jornada e suspensão de contratos autorizados pelo governo, mas mantendo o compromisso de garantir a estabilidade dos trabalhadores até outubro ou novembro. A partir daí as empresas já não terão mais essa obrigação e, se não houver um reaquecimento, por menor que seja, vão ocorrer demissões.

RA − Qual é a sua avaliação das iniciativas do governo na área econômica?

Martins − Por mais que o ministro da Economia ache que nós vamos ter uma recuperação em V, nós sabemos que a característica da nossa economia é de um W e que os grandes movimentos de retomada não se sustentam − é o chamado ‘voo de galinha’. Não há nenhuma política que sustente uma recuperação contínua e aquilo que poderia conseguir, que é a reforma tributária, infelizmente não sai do papel. Nós continuamos com todos os problemas que sempre tivemos. Essas linhas de crédito que o governo acabou disponibilizando foram de acesso muito difícil, através de bancos extremamente restritivos. Nós não entendemos por que tudo tem que passar pelos bancos privados, até quando o governo garante 80 por cento dos valores. Muitas empresas tinham caixa por seis meses, mas esses recursos já diminuíram bastante e, agora, elas são obrigadas a tomar empréstimos, mas, se eles não saírem, pode ocorrer um problema de inadimplência. Por isso nós acabamos tendo um otimismo cauteloso, porque a situação não está tão ruim quanto prevíamos, mas ficam sempre as questões relativas à pandemia e da dificuldade de suportar esses compromissos até o final do ano sem a ajuda do governo.

RA − Como o senhor avalia a atuação do governo nos últimos meses?

Martins − Nós vemos com bastante decepção o comportamento do governo durante toda a pandemia principalmente com relação ao setor público, que não teve redução de jornada − aliás, houve redução de jornada, com a adoção de home office e outras medidas, mas não foi cortado sequer um centavo nos salários dos servidores públicos. Enquanto todos trabalhadores do País foram sacrificados recebendo a metade ou até menos dos seus salários, o setor público ficou incólume durante todo esse tempo. E lamentavelmente o maior defensor desse corporativismo é o presidente da República, que diz não entender nada de economia, mas quer preservar os direitos dos trabalhadores do setor público. Também não se vê nenhuma redução no número de servidores; ao contrário, eles continuam aumentando. Depois vieram os acordos que o presidente Bolsonaro foi obrigado a fazer com o Centrão. Como ele não tem controle emocional e não pensa para falar, acaba sendo obrigado a ceder às pressões desse grupo político − uma armadilha em que ele prometeu nunca cair, mas acabou caindo até por culpa de sua própria língua.

RA − Em sua opinião, quais deveriam ser as prioridades da reforma tributária e o que não deve ser feito nela?

Martins − Paulo Guedes fala agora num novo imposto para desonerar a folha de pagamento e, para nós, isso não é aceitável, porque sabemos que, tradicionalmente, esse aumento de carga nunca vem acompanhado de uma redução na mesma medida. O governo diz ao Congresso que vai desonerar metade da folha e vai criar um imposto de 0,2 por cento, que é muito mais do que era antigamente na CPMF, porque, se não me engano, é pago tanto por quem paga quanto por quem recebe. Seja na condição de dirigente de entidade ou de cidadão, isso para mim é algo inaceitável. É muito improvável que o Congresso aceite alguma coisa e nós vamos sempre defender que a criação de mais um imposto é inaceitável. O governo precisa se ‘virar’ com os impostos que já recebe, fazendo cortes nos seus gastos, coisa que, talvez por não entender de economia, o presidente Bolsonaro não está disposto a fazer. Ele continua defendendo benefícios para alguns setores do funcionalismo. Assim, ele vai acabar criando duas categorias de brasileiros: os que vivem na economia real e trabalham e os que nem sempre trabalham tanto assim, mas que são beneficiados por sua iniciativa. Justificar o fato de não reduzir os salários do setor público com o argumento de que não vão ter reajuste até o final de 2021 é uma falácia. Isso só pode ser classificado como pura protelação.

www.sicetel-abimetal.com.br

SICETEL − ABIMETAL

O Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (SICETEL) é uma Entidade de Classe Patronal sem fins lucrativos, fundada em setembro de 1934, que desde 1979 representa e defende os interesses das empresas processadoras de aço. A Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço (ABIMETAL) surgiu no final de 2018, em um momento em que as suas representadas buscavam uma nova forma de atuação.

A PANDEMIA que NINGUÉM ESPERAVA

A pandemia do novo cornavirus provocou um forte impacto na economia global e transformou a previsão de um crescimento moderado do PIB brasileiro, feita no início do ano, em uma drástica redução que certamente deverá ocorrer

Por Ricardo Torrico

Quando a edição anterior da Revista do Aço foi finalizada, no início de março deste ano, o Brasil, a economia e o todo o planeta viviam uma realidade muito diferente da atual. Naquele momento, o ‘novo coronavírus’ e a doença que provoca, a ‘covid-19’, já existiam do outro lado do mundo, mas ainda era um assunto alheio à realidade brasileira – muito distante da ameaça à saúde que hoje representa. Era ainda uma epidemia, mas não tardaria em se transformar em pandemia.

O primeiro contaminado brasileiro – uma pessoa que tinha voltado de uma viagem à Itália – foi detectado no final de fevereiro e a primeira morte veio a ocorrer na terça-feira 17 de março − e não foi daquele turista. Nos pouco mais de quatro meses decorridos desde essa primeira morte, o Brasil passou à condição de segundo colocado mundial de mortes, em números absolutos, e a ocupar um lugar de destaque em números relativos, com mais de 2,9 milhões de contaminados e 98,5 mil mortos, contabilizados no dia 6 de agosto. Se essa situação já é preocupante, mais preocupante ainda é a falta de perspectivas de uma solução no curto e médio prazos. É nesse contexto que tanto os cidadãos quanto as empresas precisam se ‘reinventar’ urgentemente para sobreviver.

Não demorou para se perceber que a maioria dos países não estava preparada para enfrentar a pandemia, tanto na Europa quanto nas Américas, cujos governos provavelmente foram condicionados pelo número relativamente baixo de óbitos – em torno de 3,5 mil –, contabilizado até aquele momento em que a China considerou a situação controlada. O resultado desse descuido tem sido funesto: no início de agosto, o total de mortos já chegou ao patamar de 715 mil em todo o planeta.

Produção Siderúrgica Brasileira - Julho 2020

Na tentativa de combater o coronavírus, a maioria dos países recorreu a quarentenas – parciais ou totais –, um remédio amargo para suas economias e seus cidadãos, cujas consequências ainda não podem ser devidamente avaliadas. Já o Brasil, ao contrário dos seus vizinhos, que decretaram quarentenas radicais, adotou medidas mais ‘flexíveis’, quase erráticas, que acabaram colocando o país na condição de novo epicentro da pandemia.

Economia em quarentena

A drástica paralisação das atividades econômicas foi o efeito colateral imediato do combate à pandemia. O contato social pretendido pelas quarentenas implicou o fechamento de praticamente todos os negócios comerciais e de serviços. Com seus negócios impedidos de funcionar, os empresários se viram repentinamente privados das suas receitas − mas não dos seus custos. E, pior ainda, sem nenhum prazo em vista para a retomada dos seus negócios. A maioria não teve outra alternativa senão demitir, e o nível de desemprego, que já era elevado, cresceu mais ainda. As empresas, por sua vez, além do custo imprevisto dessas demissões, não têm como evitar os demais custos fixos inerentes às suas atividades, o que as coloca a um passo da falência. Dependendo do ramo de atividade, muitas empresas – principalmente as grandes e médias – precisaram se adaptar à novidade do home office. Cabe, porém, perguntar se essa solução pode ser aplicada a lojas, barbearias ou restaurantes.

O aumento do desemprego foi quantificado por um relatório divulgado pelo Ministério da Economia em 28 de julho, indicando o fechamento de 1,19 milhão de vagas registradas em carteira em todo o primeiro semestre de 2020 – o pior resultado para o primeiro semestre desde 1992, quando começou a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Só no mês de abril, o saldo negativo entre as vagas geradas e perdidas foi de 918,2 mil, colocando em evidência o impacto da quarentena decretada no final de março nos grandes centros.

Do lado das empresas, a situação gerada pela pandemia tem sido igualmente preocupante. Com suas atividades parcial ou totalmente suspensas, viram-se na contingência de utilizar suas reservas financeiras eventualmente acumuladas para cobrir suas obrigações. Mas isso não significa que, passada a pandemia, tudo vá voltar ao normal do início do ano. Para muitas – principalmente as menores –, simplesmente não haverá retorno. Já as que sobreviverem precisarão se adaptar ao chamado ‘novo normal’, ou seja, um novo contexto caracterizado por novos protocolos de segurança, mercados em queda, custos de produção mais elevados e, principalmente, nenhuma certeza de estabilidade, dada a probabilidade de ocorrerem novas ondas da pandemia.

Impacto na siderurgia

Na indústria siderúrgica, a reação imediata das empresas siderúrgico foi a adoção de drásticas medidas de prevenção, como o isolamento social – na medida do possível – e a adoção dos protocolos destinados a evitar o alastramento da contaminação entre os funcionários operacionais, que não foram colocados em quarentena. “Todos os colaboradores que podem desenvolver suas atividades através do teletrabalho estão em casa, atendendo as orientações de isolamento social para conter a propagação do vírus. Para preservar a saúde dos colaboradores que permanecem nas unidades de produção, assegurando a continuidade das operações, foram adotadas todas as medidas e orientações dos órgãos de saúde, visando evitar o contágio da covid-19. A continuidade das operações nas plantas é vital para a manutenção de empregos, não só no setor, mas em toda a sua cadeia de produção, pois o aço é imprescindível nos projetos de infraestrutura, construção civil e na produção de bens essenciais à sociedade”, afirma o comunicado emitido no final de março pelo Instituto Aço Brasil em nome de suas associadas.

Exigindo a adoção de medidas preventivas, a pandemia também afetou sensivelmente a produção das usinas siderúrgicas e a demanda de produtos siderúrgicos. A produção brasileira de aço bruto foi de 14,2 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2020, o que representa uma queda de 17,9% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 10,0 milhões de toneladas, queda de 13,7% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2019. A produção de semiacabados para vendas totalizou 4,0 milhões de toneladas de janeiro a junho de 2020, uma redução de 12,2% na mesma base de comparação.

As vendas internas foram de 8,3 milhões de toneladas de janeiro a junho de 2020, o que representa uma queda de 10,5% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior. O consumo aparente nacional (produção − exportações + importações) de produtos siderúrgicos foi de 9,3 milhões de toneladas no acumulado até junho de 2020, o que representa uma queda de 10,5% frente ao registrado no mesmo período de 2019.

As importações alcançaram 1,0 milhão de toneladas no acumulado de janeiro a junho de 2020, uma queda de 17,0% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 1,1 bilhão, uma queda de 14,7% no mesmo período de comparação. As exportações atingiram 6,1 milhões de toneladas e US$ 3,1 bilhões de janeiro a junho de 2020. Esses valores representam, respectivamente, quedas de 8,1% e de 23,8% na comparação com o mesmo período de 2019.

Em uma entrevista realizada no dia 27 de julho, o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes.Lopes, afirmou que “o pior já passou. Estamos em uma trajetória de retomada, o que é bom para o setor, bom para o país e bom para a indústria de transformação − mas não é o suficiente. Nosso grande dilema, agora, é aumentar o grau de utilização da capacidade, já que a taxa de ociosidade das siderúrgicas brasileiras está em 51,5%”.

Mesmo que a tendência de recuperação da produção se mantenha no segundo semestre, segundo Lopes, não será suficiente para evitar a consolidação de números negativos até o final deste ano. O Instituto Aço Brasil prevê quedas de 13,4% na produção de aço bruto em relação a 2019, atingido 28,2 milhões de toneladas, de 12,1% nas vendas internas, atingindo 16,5 milhões de toneladas, e de 14,4% no consumo aparente, atingindo 17,9 milhões de toneladas.