quarta-feira, abril 8, 2026
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A relação entre políticas, normas e procedimentos

Por Carlos Macedo 1

Carlos Macedo

Muitos confundem os fundamentos de políticas, normas e procedimentos e dizem até que as políticas corporativas nada têm a haver com procedimentos.

A verdade é que nenhum dos três vive sem o outro e são extremamente complementares e fundamentais nas organizações, pois é necessário que elas possuam políticas, normas e procedimentos claramente definidos, aprovados e publicados, a fim de balizar e orientar as ações de seus colaboradores, parceiros e terceiros em direção a seus objetivos e metas. Estão diretamente ligados:

  • A política descreve a visão e as diretrizes a serem seguidas para atingir o objetivo estabelecido pela organização;
  • A norma estabelece as regras mínimas e aceitáveis a serem cumpridas para se atingir o objetivo proposto pela organização;
  • Os procedimentos descrevem a forma como se deve executar as atividades necessárias para se atingir o objetivo proposto pela organização.

O que é política?

A ISO 9000:2015 define política como intenções e direção de uma organização expressos formalmente pela alta direção.

A política também pode ser compreendida como um documento que estabelece as diretrizes que se aplicam numa organização e que ajudam a direcioná-la para seus objetivos. São orientações que definem e regulam um caminho a seguir para se estabelecer um plano, uma ação, etc..

A política norteia as ações da organização e serve como referência para o estabelecimento de normas e procedimentos. Normalmente estão relacionadas e alinhadas à missão, visão e valores da organização.

O que são normas?

São regras que devem ser respeitadas e que permitem ajustar determinadas condutas ou atividades.

As normas são um documento estabelecido por consenso e aprovado por pessoa(s), departamentos ou órgãos com autoridade reconhecida.

As normas asseguram as características desejáveis de produtos, serviços e comportamentos, visando a qualidade, segurança, confiabilidade e eficiência.

Regra é aquilo que regula procedimentos ou atos.

O que é procedimento?

De acordo com a ISO 9000:2015, procedimento é uma forma específica de executar uma atividade ou processo.

O procedimento define em que momento cada pessoa deve realizar cada atividade para que haja a entrega do produto ou serviço de acordo com o esperado.

Procedimento é uma descrição detalhada de todas as operações necessárias para a realização de uma tarefa.

Tem por objetivo garantir, mediante uma padronização, os resultados esperados por cada tarefa executada.

Como os três se relacionam?

Resumindo, as políticas norteiam as ações como referência para as normas e procedimentos, enquanto as normas permitem ajustar condutas nas políticas e as atividades através dos procedimentos.

Acesse: www.innovativa.com.br

Presidente da Abeaço e coordenadora da Prolata, participa do Painel II: Experiências de Logística Reversa e Destinação Final de Resíduos de seminário que acontecerá em Brasília.

Prolata recicla mais de 8 mil toneladas de aço em 2019

Por Thais Fagury 1

Thais Fagury

A Prolata, associação sem fins lucrativos criada em 2012 pela cadeia de valor dos fabricantes de latas de aço no Brasil, reciclou 8.059,6 toneladas de aço em 2019 por meio de 51 cooperativas e 37 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados pelo país.

Para o meio ambiente, os resultados também são relevantes: no acumulado do ano, a extração de minério de ferro foi reduzida em 9.188 toneladas e a de carvão mineral em 1.241.240 toneladas. Além disso, a emissão de gases do efeito estufa diminuiu em 29.822 m³. Esses números representam 164.247 mil árvores que deixaram de ser cortadas e uma economia de 70% de água na fabricação de novo aço. Desde sua criação, em 2012, a Prolata soma quase 33 mil toneladas de aço reciclado.

Outra ação feita pela Prolata em 2019 foi a implantação dos primeiros PEVs na Baixada Santista. Os PEVs fazem parte da estratégia da cadeia de produção e comercialização de tintas para cumprir todas as etapas da chamada logística reversa, garantindo que as embalagens de tinta vazias possam ser coletadas e recicladas da forma correta, sem serem descartadas no meio ambiente, e gerando valor para toda a cadeia de reciclagem, especialmente para os catadores.

A instalação dos nove postos da Prolata na Baixada Santista faz parte do plano de ação definido no Termo de Cooperação Ambiental celebrado, em novembro de 2018, entre o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público de São Paulo; a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), criadora e coordenadora da Prolata; a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI); e a Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São Paulo (Artesp).

Nesse local os consumidores podem entregar latas de aço vazias de tintas e de outros produtos, que são classificadas, separadas e posteriormente enviadas para a siderúrgica parceira do projeto, que as reutilizará como matéria-prima em seu processo de produção de novas chapas de aço. “Hoje o país recicla 47% do aço consumido. Com a Prolata queremos chegar a 60% em 15 anos”, destaca Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) e coordenadora da Prolata.

Acesse: www.prolata.com.br

1 – presidente da Abeaço e coordenadora da Prolata, participa do Painel II: Experiências de Logística Reversa e Destinação Final de Resíduos de seminário que acontecerá em Brasília

Abeaço destaca case da Prolata em seminário sobre logística reversa e gestão de resíduos

A Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) fala do case da Prolata no “VIII Seminário O Ministério Público e a Gestão de Resíduos Sólidos e Logística Reversa”, que aconteceu em março, no auditório do edifício-sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em Brasília. O seminário é uma realização da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).

Thais Fagury, presidente da Abeaço e coordenadora da Prolata, participa do Painel II: Experiências de Logística Reversa e Destinação Final de Resíduos, que será realizado às 11h. Associação que tem como foco a correta destinação de latas de aço para reciclagem, a Prolata foi a primeira entidade gestora para logística reversa de embalagens reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente. Além de contar com mais de 30 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) em todo o País, a Prolata mobiliza hoje mais de 50 cooperativas de reciclagem. Desde a fundação da associação, já foram coletadas e recicladas mais de 33 mil toneladas de aço.

“Nosso objetivo é criar condições para que a cadeia de reciclagem da lata de aço se complete, envolvendo os fabricantes de latas, fabricantes de produtos, cooperativas, consumidor final e indústria siderúrgica”, explica Thais. Hoje 100% das embalagens coletadas pela Prolata são recicladas por uma única siderúrgica parceira. “Mas estamos buscando mais parcerias na indústria siderúrgica”, diz a executiva.

As inscrições para o “VIII Seminário O Ministério Público e a Gestão de Resíduos Sólidos e Logística Reversa” são gratuitas e devem ser feitas até 9 de março no site https://seminario.abrampa.org.br/inscricoes.php.

Produção industrial registra melhor resultado em oito anos

Crescimento ao longo do ano foi de 5,7%, o maior do país e o melhor do estado desde 2011, puxado principalmente pelo bom desempenho do setor automotivo

O Paraná encerrou 2019 com crescimento de 5,7% na produção industrial, que é a quantidade de itens fabricados no estado de janeiro a dezembro do ano passado. O melhor índice desde 2011, quando a indústria registrou alta de 11,2%, e o maior do país de acordo com dados divulgados hoje (11/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado liderou o ranking nacional ao longo do ano, enquanto o indicador nacional registrou queda acumulada de -1,1% no mesmo período.

Quando se avalia o resultado, o setor automotivo foi o que puxou o crescimento da produção industrial paranaense, com alta acumulada de 25,7% em relação a 2018. Em seguida, ficou máquinas e equipamentos, com 9,5%; alimentos, com 8,8%; fabricação de produtos de metal, 7,1%; e máquinas, aparelhos e materiais elétricos somaram 5,3%.

Produtos que mais influenciaram o crescimento desses setores estão produção de automóveis, de caminhão-trator para reboques e semirreboques; caminhões, reboques e semirreboques no segmento de máquinas e equipamentos. Na área de alimentos, destaque para carnes e miudezas de aves congeladas, rações para animais, bovinos congelados e leite esterilizado. Máquinas para colheita, ar condicionado e equipamentos para refrigeração; E, ainda, torres e pórticos de ferro e aço, produtos de ferro e aço para a indústria automotiva, esquadrias de alumínio e parafusos.

Os setores que mais enfrentaram dificuldades são os da madeira, com queda acumulada de -7%; produtos derivados do petróleo -3,8%; produtos químicos, -2,2; e fabricação de móveis, -1%.

De acordo com o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe, o desempenho positivo da indústria paranaense em 2019 mostra que, aos poucos, o setor vem recuperando as perdas acumuladas no período de crise. “Algumas medidas adotadas pelo Governo Federal, principalmente no segundo semestre, contribuíram para melhorar o ambiente de negócios no país. A liberação do saque do FTGS, as sucessivas quedas da Selic e a expansão do crédito, o controle da inflação e a melhora na oferta de empregos se refletiram em aumento do consumo”, avalia.

Ele completa dizendo ainda que o crescimento acumulado na produção industrial, puxado principalmente pelo setor automotivo, é resultado da mudança de estratégia do segmento no país, em razão da acentuada queda nas vendas para o mercado argentino. “Com a melhora na economia brasileira e ao perceber a queda de 30% a 35% nas vendas de produtos automotivos para a Argentina no ano passado, o setor se reorganizou e focou seus esforços para atender o aumento da demanda do mercado interno. E deu certo”, comenta o economista.

Mercado de trabalho

Os dados de emprego também contribuíram para os bons resultados da produção industrial no Paraná. A indústria de transformação do Paraná fechou 2019 com saldo positivo na oferta de empregos. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados 1.462 novos postos de trabalho na indústria do estado. A indústria da construção civil também teve bom desempenho, com criação de 6.036 novos empregos, contra 2.301 registrados durante todo o ano de 2018, gerando um crescimento de 162%.

Os segmentos da indústria de transformação que mais contrataram foram indústria mecânica, com oferta de 1.811 novas vagas; alimentos, com 1.448; e metalúrgico, 1.085. “Com mais pessoas trabalhando e com renda, o consumo aumenta, o que favorece diversos segmentos da indústria, impulsionando a produção”, comenta o Felippe.

De acordo com o economista da Fiep, a expectativa para este ano também é positiva, mas depende da manutenção do crescimento da atividade econômica e de medidas a serem adotadas para estimular o setor produtivo. “A aprovação das reformas tributária e administrativa, as privatizações e os investimentos em infraestrutura podem contribuir para um cenário mais positivo para os negócios e aumento da confiança dos empresários para retomar os investimentos. E tudo isso pode se refletir em maior competitividade no setor e geração de mais empregos”, conclui.

Acesse: www.agenciafiep.com.br

Laser escâner 3D: ferramenta para a metodologia BIM

Por Débora Locatelli 1
Por Maria Eduarda de Melo Altenburg Pierri 2

O laser escâner é uma tecnologia não destrutiva utilizada para capturar digitalmente objetos físicos que, através da emissão de feixes de raio laser, é capaz de medir a distância entre o aparelho e as superfícies que o cerca. O equipamento captura as coordenadas XYZ dos objetos à sua volta e as converte em uma nuvem de pontos com precisão milimétrica. Mediante esta réplica virtual, é possível extrair informações planimétricas e altimétricas de estruturas visíveis. Há aplicações para o laser escâner em todos os setores que de alguma forma envolvem o processo de engenharia, com o objetivo de otimizar o trabalho dentro de uma empresa ou potencializar o processo de decisão – considerando que há um maior volume de informações.

Débora Locatelli

A tecnologia laser escâner 3D é uma forma de adquirir e registrar, com acurácia, dados geométricos e geográficos de objetos, edificações e centros urbanos, podendo ser aplicada de maneira a detectar conflitos, obter controle de qualidade, criar modelos as built, as is, entre outras. O uso do BIM (Building Information Modeling) vem à tona como forma de representar e manipular essas informações adquiridas pelo escaneamento de maneira mais consistente e integrada, permitindo a realização de uma série de estudos e simulações da construção.

A metodologia BIM abrange o planejamento, o projeto, o modelo da edificação, o cronograma, as análises de riscos, os orçamentos, como também a execução. Proporciona, de maneira eficiente, a união de todas as informações de uma construção de forma integrada e organizada. Seu uso possibilita a participação de diversos especialistas simultaneamente que propõem a produzir, gerenciar e alterar toda a informação do ciclo de vida de uma edificação.

O BIM permite maior qualidade no projeto, visto que é composto de objetos inteligentes, atrelados entre si, garantindo maior confiança das informações. Quando é feita uma alteração no projeto BIM, este já realiza automaticamente as mudanças em elevações, cortes, plantas e detalhes. A integração das disciplinas de projeto estrutural, arquitetônico, elétrico e hidráulico, auxilia na identificação de conflitos – como um tubo atravessando uma viga, ou uma porta não possuindo espaço suficiente para abertura.

Maria Eduarda de Melo
Altenburg Pierri

Levando em consideração que a execução da obra é o gargalo do projeto, o BIM também auxilia antecipando alterações de cronogramas, diagramas, planejamento, estimativas e documentações, possibilitando maior controle de qualidade com a identificação e correção de possíveis erros na etapa de planejamento – momento de menor valor agregado.

Os escâneres a laser estão sendo cada vez mais utilizados como auxílio à modelagem BIM de edificações, agilizando seu desempenho – já que a captura da nuvem de pontos de um ambiente é extremamente mais precisa do que a medição manual convencional, tornando esse processo mais consistente. Deste modo, é possível visualizar as diferenças do projeto em relação à réplica virtual, como a planicidade e níveis de lajes, prumo de paredes, rotação de pilares, prumo da caixa de elevador, locação de tubulações elétricas e hidráulicas, entre outros.

O escâner, aliado ao BIM, auxilia como matriz na fase de análise, podendo citar como exemplo, a necessidade de alocação de máquinas ou equipamentos de grande porte em canteiro de obra, que possam sofrer alguma interferência da edificação – sendo possível prever a necessidade de intervenções para a liberação do fluxo. Outro exemplo da complementação destes dois sistemas, ainda na fase de análise, é o estudo de simulações da eficiência energética de uma edificação – facilitando a identificação de melhorias para redução de consumo energético. Já para situações de ampliação, reforma e adaptação, a modelagem baseada na nuvem de pontos serve como guia para atualizações do modelo as built. Desta forma, o profissional possui uma grande quantidade de informações disponível, poupando seu tempo em medições e deslocamento – atividades que não agregam valor ao produto.

Assim sendo, verifica-se que é possível utilizar a tecnologia do escâner aliada ao modelo BIM para diversas finalidades, em distintas fases de um projeto e diferentes escalas de abrangência e nível de detalhamento. Essas soluções e tecnologias tendem a proporcionar uma exacerbada mudança nas atuais concepções de práticas, formas de trabalho e gestão de uma empresa. Apesar da grande demanda pelo uso do escâner a laser aliado à metodologia BIM e seu significativo interesse para a área da construção civil, da documentação do patrimônio histórico e setor industrial – essa técnica ainda tem muito a ser explorada no Brasil.

¹Engenheira de produção da WRodacki.
²Estagiária de arquitetura e urbanismo da WRodacki.

Indústrias brasileiras que pretendem investir em 2020 miram aumento de produtividade com tecnologia, revela pesquisa

Ao invés de abrir novas plantas ou ampliar o parque industrial, gestores devem buscar soluções que otimizem a produção, comenta especialista

O percentual de indústrias que pretendem investir neste ano é o maior desde 2014, ano da deflagração da crise econômica. Naquele período, 85% dos empresários do setor relataram que iriam aportar novos recursos, enquanto em 2020, 84% das empresas afirmam que pretendem investir na operação, segundo a pesquisa “Investimentos na Indústria”, realizada anualmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado mostra a recuperação do otimismo no setor industrial, uma vez que o índice deste ano é 4% superior a intenção relatada em 2019.

Entre os principais objetivos para 2020, o destaque fica por conta da melhoria do processo produtivo. De acordo com a pesquisa, 36% das empresas apontam que o aumento de produtividade é o grande alvo quando pensam em investir – percentual semelhante ao previsto no ano passado. Na sequência, 23% dos gestores assinalaram que pretendem ampliar a capacidade da linha produtiva.

Matheus Pagani, CEO da Ploomes: “A sinalização da pesquisa é importante para o mercado, porém o investimento precisa ser realizado de maneira racional”.

Para Matheus Pagani, CEO da Ploomes, empresa que detém plataforma de CRM voltada às indústrias e distribuidoras, a sinalização é importante para o mercado, porém alerta sobre o risco envolvido para algumas empresas do setor. “Antes de contratar mais mão de obra e atualizar seu parque de máquinas, os líderes precisam ter evidência concreta sobre sua real demanda em 2020. Essa previsão jamais pode ser feita pelo chão de fábrica. A orientação deve ocorrer via inteligência administrativa do departamento comercial”, explica.

Nesse contexto, as plataformas de CRM (Customer Relationship Management ou gestão de relacionamento com o cliente, em português) podem ser a ponte da comunicação entre a administração e a produção da indústria, gerando previsão de demanda por meio de relatórios de venda em primeira mão. “Ao acompanhar o ciclo completo de vendas de um produto em tempo real, o departamento comercial das indústrias pode fornecer informações valiosas para uma produção Just-in-Time, economizando recursos financeiros e fornecendo soluções personalizadas que fidelizem seus clientes mais estratégicos”, argumenta Pagani.

Dados coletados pela consultoria Gartner revelam que o mercado global de CRM cresceu 15,6% em 2018 – último dado disponível. Com movimentação acima de US$ 48 bilhões, os softwares de gestão de relacionamento com o cliente já lideram o segmento corporativo, superando o ERP. A previsão é de que o faturamento atinja US$ 80 bilhões até 2025 com a tendência de centralização das operações das empresas em torno do cliente (Customer Centric). “O setor industrial já entendeu a relevância de incorporar um CRM em sua gestão. Algumas indústrias começam a usufruir do efeito cascata trazido pela inteligência comercial, uma vez que eles aumentam a performance dos vendedores e, consequentemente, elevam os ganhos financeiros com a maior recorrência de vendas dentro da carteira de clientes. Por isso, antes de investir na modernização da produtividade, é de suma importância observar esse detalhe”, conclui o CEO da Ploomes.

Acesse: www.ploomes.com

TRUMPF apresenta nova impressora 3D para a área médica na Formnext

O compacto sistema de impressão TruPrint 2000 é igualmente adequado para a indústria médica-odontológica, confecção de moldes e ferramentas. Ele garante a fabricação de implantes personalizados de forma mais rápida e sem complicações, com os mais altos padrões de produtividade e qualidade

O compacto sistema de impressão TruPrint 2000 é igualmente adequado para a indústria médica-odontológica, confecção de moldes e ferramentas. Ele garante a fabricação de implantes personalizados de forma mais rápida e sem complicações, com os mais altos padrões de produtividade e qualidade

A empresa alemã de alta tecnologia TRUMPF lançou uma nova impressora 3D na Formnext, de Frankfurt, principal feira internacional de manufatura aditiva. A TruPrint 2000 é uma máquina que pode ser utilizada na engenharia médica e em outras aplicações que exijam altos padrões de qualidade. Os especialistas da TRUMPF reformularam o sistema de fluxo de gás inerte, melhorando, assim, a qualidade das peças impressas. Com ela, o operador pode remover o excesso de pó das peças fabricadas na própria câmara, em vez de retirá-la em uma estação separada, como era feito antes. Esse procedimento é mais fácil e economiza tempo ao lidar com as câmaras de construção menores em impressoras 3D, como a TruPrint 2000. A máquina recém-projetada processa o pó de impressão em um ambiente de gás inerte, o que evita a infiltração de contaminantes no circuito de pó. Essa é uma vantagem importante para os dispositivos médicos sensíveis e similares.

“Com a TruPrint 2000, estamos mostrando que a TRUMPF coloca em primeiro lugar as necessidades das indústrias focadas em AM (manufatura aditiva) – ou seja, dos segmentos aeroespacial, automotivo, fabricação de ferramentas e moldes e, principalmente, as indústrias da área médica e odontológica. A TruPrint 2000 permite que os fabricantes aproveitem completamente os benefícios da manufatura aditiva”, diz Klaus Parey, diretor administrativo da área de Manufatura Aditiva na TRUMPF.

Maior produtividade com baixo custo

A TruPrint 2000 apresenta o design Multilaser. Dois lasers de 300 watts trabalhando em conjunto na câmara de construção da impressora 3D para, assim, aumentar a produtividade do sistema. Seguindo a mesma abordagem da TruPrint 1000, os engenheiros de desenvolvimento da TRUMPF reduziram o diâmetro focal do laser para 55 micrômetros a fim de imprimir componentes com superfícies mais suaves, qualidade aprimorada e estruturas de grade complexas. A TruPrint 2000 funciona perfeitamente na manufatura de peças de titânio, um material muito utilizado em dispositivos médicos. As empresas não precisarão mais de uma estação de retrabalho separada, e, com isso, acabam economizando. “O novo design da impressora traz os benefícios da produção enxuta para os usuários. Requer menos complementos, permitindo um investimento inicial menor para as empresas que desejam ingressar na AM”, diz Florian Krist, gerente de produtos da área de Manufatura Aditiva na TRUMPF.

Monitoramento digital integrado

Os usuários desfrutam dos benefícios do monitoramento automatizado da qualidade da cama de pó e da poça de fusão. Caso haja um erro, o sistema notifica o operador, que pode corrigir esse erro imediatamente. Outro grande benefício é o rastreamento da documentação de ponta a ponta, que confirma a qualidade do processo de impressão. Esse é um pré-requisito essencial para a fabricação de dispositivos médicos por manufatura aditiva.

Fabricando implantes de forma rápida

A TRUMPF já usou a nova máquina para imprimir espaçadores intervertebrais, que são implantados para melhorar a estabilidade da coluna vertebral. Elas podem ser inseridas como um espaço entre duas vértebras, para restaurar a altura natural do segmento vertebral. O pequeno diâmetro focal do laser se presta à fabricação das estruturas complexas desse tipo de implante e o tecido ósseo saudável adere bem a essas estruturas. A nova TruLaser 2000 leva apenas 24 horas para produzir 19 implantes espinhais.

Mas a impressora não é voltada apenas para as empresas de engenharia médica; também é uma excelente opção para aplicações dentárias e fabricação de ferramentas e moldes. Com 300 watts de potência laser, não há problemas em manusear materiais padrão, como ligas de cromo-cobalto. É possível confeccionar rapidamente moldes dentários, assim como peças moldadas por injeção com canais de refrigeração internos complexos. A TruLaser 2000 fornece uma maneira mais precisa de controlar a temperatura das ferramentas durante a produção, o que as torna mais duráveis e melhora a qualidade da usinagem de peças fundidas. Isso também reduz o tempo de ciclo das ferramentas impressas e aumenta a produtividade.

Acesse: www.trumpf.com

Inteligência Artificial vai mudar a regra do jogo

Estudo aponta que a América Latina tem potencial para se transformar em hub de IA e geração de novos talentos nos próximos anos

Por Marco Stefanini 1

Marco Stefanini

Há quem ame e odeie a Inteligência Artificial. Muitos por convicção, outros porque veem na tecnologia uma ameaça aos empregos e à forma como vivemos hoje, alguns por desconhecimento sobre o potencial do mercado de IA.  O fato é que não dá para ignorar o crescimento da Inteligência Artificial, que deve gerar, em 2021, quase US$ 3 trilhões de valor para os negócios e 6,2 bilhões de horas de produtividade em todo o mundo, segundo o Gartner.

Para alguns especialistas, as plataformas de inteligência cognitiva são vistas como símbolo de esperança para solucionar questões mais complexas nas áreas de educação e saúde. É difícil pensar em um setor que não vá demandar funcionalidades da IA para gerir dados que possam ser utilizados de maneira estratégica na tomada de decisões.

O ceticismo inicial em relação ao uso da tecnologia cedeu espaço para discussões mais profundas sobre a evolução da IA e de que forma ela impactará as pessoas e os negócios nos próximos anos. O tema tem se tornado tão relevante que norteou discussões do Choose France, evento organizado pelo governo francês com o objetivo de atrair investimentos, e do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Eu mesmo tive a oportunidade de participar do lançamento do relatório The Global Talent Competitiveness Index 2020 (GTCI) do INSEAD, que este ano abordou o talento global na era da Inteligência Artificial.

Os dados do estudo apontam que a IA representa uma oportunidade real para ajudar várias regiões a iniciar um novo ciclo de crescimento e eficiência. A América Latina, por exemplo, tem potencial para se tornar um hub de talentos em Inteligência Artificial e soluções digitais nos próximos anos. O relatório do INSEAD, uma das maiores e mais prestigiadas escolas de negócios do mundo, avalia a aplicação da tecnologia globalmente e revela os avanços na região. Entre os 100 países mais bem preparados para utilizar a Inteligência Artificial, 15 são na América Latina, com destaque para o México, Uruguai, Chile e Brasil.

Se de um lado existe o desafio de desenvolver talentos especializados em IA, de outro há um crescimento – em alguns locais mais tímido – do número de jovens entrando nas universidades. Com uma população estimada em meio bilhão de pessoas nos cinco dos mais promissores países em digital sourcing – Brasil, México, Colômbia, Peru e Argentina -, a região conta com um espírito empreendedor nato, que pode alavancar o interesse das pessoas por STEM (sigla em inglês para Science, Technology, Engineering e Mathematics) e, consequentemente, por programas de transformação digital.

Através de parcerias com universidades e de investimentos contínuos, as empresas poderão contar não apenas com profissionais capazes de executar projetos com Inteligência Artificial, mas também com pessoas altamente qualificadas para trabalhar com pesquisa e desenvolvimento.

Este novo cenário refletirá diretamente no desempenho do PIB. A pesquisa “O impacto da IA no mercado de trabalho, realizada pela consultoria americana DuckerFrontier a pedido da Microsoft, aponta que a Inteligência Artificial pode dinamizar e aumentar a eficiência da economia brasileira. As simulações mostram que a adoção máxima de IA em vários segmentos pode aumentar a taxa composta anual de crescimento (CAGR) do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,1% ao ano até 2030, considerando um cenário de máximo impacto pelos benefícios da IA. Esse é um aumento superior à projeção de 2,9% de crescimento do PIB feita pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no mesmo período.

Com a formação de novos talentos e a ampliação de projetos com base em IA, algumas empresas poderão utilizar as tecnologias digitais no modelo nearshore, ou seja, entre regiões próximas ou em países vizinhos, com línguas, fusos horários e culturas semelhantes. Isso significa que companhias de origem latino-americana têm condições de atender bem o mercado americano, da mesma forma que fornecedores da Europa Oriental podem suprir a demanda por serviços no lado Ocidental. Quando estão em fusos horários parecidos, os profissionais interagem mais e melhor, ampliando a produtividade.

No capítulo que assino no relatório do INSEAD, em parceria com Fábio Caversan, diretor de pesquisa cognitiva da Stefanini Estados Unidos, destacamos que existem profissionais de nível sênior na América Latina que podem ser retreinados com foco na IA. Para isso é necessário investir em educação, trazendo uma abordagem mais humana para o debate.

Também é fundamental compreender o alcance da Inteligência Artificial, possíveis mudanças no comportamento humano e a lógica dos algoritmos para que o governo e a iniciativa privada possam construir uma estratégia nacional de IA, que prime pela ética e seja capaz de transformar a sociedade do futuro. Pelas discussões acompanhadas em Davos, não restam dúvidas de que o melhor da Inteligência Artificial está por vir e que esta tecnologia, atuando em conjunto os humanos, mudará a regra do jogo muito antes do que imaginávamos.

Acesse: www.stefanini.com

Inteligência artificial (artificial intelligence – A.I., em inglês) é um ramo de pesquisa da Ciência da Computação que se ocupa em desenvolver mecanismos e dispositivos tecnológicos que possam simular o raciocínio humano, ou seja, a inteligência que é característica dos seres humanos.

Como funciona a inteligência artificial?

A inteligência artificial consiste em um ramo da ciência e da informática que tem como objetivo a criação de máquinas inteligentes. Ela se propõe a desenvolver máquinas que tenham a habilidade de pensar e agir como seres humanos, não necessariamente com um “corpo físico”

Qual é o principal objetivo da inteligência artificial?

A inteligência artificial é um ramo de pesquisa da ciência da computação que busca, através de símbolos computacionais, construir mecanismos e/ou dispositivos que simulem a capacidade do ser humano de pensar, resolver problemas, ou seja, de ser inteligente.

Bons ventos para a indústria em 2020

Por Andreas Hoffrichter 1

O sentimento em relação ao desempenho da economia brasileira em 2020 é de otimismo. Isso se deve ao fato de o governo ter feito parte da sua lição de casa e criado um ambiente econômico um pouco menos hostil para o ano que se inicia.

A nova gestão federal demonstrou ter a capacidade de negociar e articular com o Congresso a implantação de medidas tão urgentes e necessárias para tirar o país da recessão. A aprovação da reforma da Previdência, por exemplo, deve gerar uma economia de R$ 800 bilhões nos próximos 10 anos. Também houve o encaminhamento de três propostas de emenda à Constituição (PEC), que tratam do ajuste fiscal e da descentralização de recursos para estados e municípios.

As reformas tributária e administrativa, assim como o projeto para acelerar a privatização das empresas estatais serão tratadas em breve. Vale lembrar que, em 2019, o governo já vendeu mais de R$ 100 bilhões de ativos e fez várias concessões para empresas privadas na área de infraestrutura, principalmente portos e aeroportos.

Faz muito tempo que não temos um cenário tão positivo com expectativas de estabilidade no longo prazo, a começar pela taxa Selic, hoje a mais baixa da história – 4,5% ao ano. Além da taxa básica de juros reduzida, a inflação novamente deve ficar abaixo da meta de 4,25%. Outro ponto é a dívida pública brasileira em relação ao PIB, que está em queda e deve atingir 77,3%, ao invés dos planejados 80,3% para 2019.

Diante desse cenário, investidores e consumidores estão mais otimistas. O índice de confiança do empresário publicado pela Fecomércio-PR em dezembro foi de 127,2 pontos. É o maior índice registrado desde dezembro de 2012, quando atingiu 121 pontos.

Em pesquisa realizada no fim de ano, a maioria dos mais de 200 associados da AHK confirmou essa percepção positiva, e muitos preveem a expansão de seus negócios e novos investimentos.

Inclusive, as possibilidades de negócios aumentam ainda mais em 2020 para as indústrias associadas à AHK Paraná. Em março, uma delegação de empresários alemães das áreas de energia renovável, meio ambiente, automação, mecânica e automotiva estará em Curitiba. O objetivo da comitiva será fazer negócios com parceiros brasileiros.

Diálogo, cooperação e livre-comércio

Decorridos 9 anos sem assinatura de um acordo econômico significativo e após inacreditáveis 20 anos de inércia, o Mercosul assinou em 28 de junho o tão esperado e propalado acordo comercial com a União Europeia. Foi um gol de placa marcado por Brasil e Argentina que finalmente decidiram jogar juntos e aproveitar o enorme potencial que esse acordo trará para ambos.

Baseado no diálogo político, na cooperação econômica e no livre-comércio, o acordo deverá ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos países membros, bem como pelo Parlamento Europeu. Estima-se que entrará em vigor dentro de dois anos.

Em um clima de tensões e incertezas no comércio internacional, especialmente entre EUA e China, essa assinatura ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade.

O acordo eleva a um novo patamar as relações econômicas e políticas entre o Brasil e a União Europeia e sinaliza que os tratados de livre-comércio passam a ser componentes essenciais da nova política comercial brasileira, tão necessária para tornar o Brasil um player importante e competitivo na economia mundial.

Avançamos em 2019, mas precisamos continuar neste caminho para combater a ineficiência estatal em todos os níveis, reduzir o inchaço da máquina pública e continuar a combater a corrupção que ainda assola o nosso país.

É necessário, ainda, facilitar o investimento privado nacional e estrangeiro na infraestrutura, reduzir a intervenção estatal, desburocratizar, desregulamentar e intensificar a privatização das empresas estatais, abrir o nosso mercado e garantir segurança jurídica aos investidores.

Andreas Hoffrichter

Sobre a AHK Paraná – Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Esta é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida pelo Conselheiro de Administração certificado pelo IBGC e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba Andreas F. H. Hoffrichter.

Fundada em 1972, a AHK Paraná integra uma rede composta por mais de 130 Câmaras binacionais alemãs em 90 países ao redor do mundo que trabalham em prol do fomento profissional de seus associados e no estímulo ao networking entre diferentes organizações. Com foco no desenvolvimento do Paraná, a AHK Paraná está entre as cinco melhores e mais completas câmaras bilaterais do Brasil e agrupa empresas de capital ou know how alemão e companhias brasileiras instaladas no estado com interesses na Alemanha.

Acesse: www.ahkbrasilien.com.br

1 – Andreas Hoffrichter . diretor da C.mara de Com.rcio e Ind.stria Brasil-Alemanha (AHK Paran.) e Conselheiro de Administra..o certificado pelo IBGC

Soluções de Internet Industrial beneficiam segmentos da indústria

Atendimento remoto e análise de KPIs resultam em fábricas mais autônomas e com melhores performances

Conexões remotas, atendimento via internet e análise de dados auxiliam
fabricantes de
papel e celulose a otimizar a qualidade da produção

As soluções da indústria 4.0 oferecem inovações e tecnologias diversas, conquistando cada vez mais espaço no mercado. Tais recursos beneficiam o segmento de celulose, cartão, papel, tissue e energia, que podem utilizar conexões remotas e atendimento via internet para a troca de dados em tempo real.

A Valmet, líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia, apresenta novas soluções em internet industrial, chamada de Valmet Industrial Internet (VII). Os serviços combinam monitoramento avançado e aplicações de predição, Controle Avançado do Processo (APC), simuladores de processo dinâmico e atendimentos remotos realizados pelos Valmet Performance Centers.

Como resultado, os dados e o conhecimento reunidos pela companhia auxiliam os fabricantes a reduzir o consumo de energia, aprimorar a eficiência química e ambiental, otimizar a qualidade da celulose e do papel, aumentar o processo de confiabilidade, maximizar a produção e capacitar o gerenciamento da variedade de equipamentos existentes.

Atendimento remoto e gestão de performance

Os serviços remotos dos oito Performance Centers da Valmet espalhados pelo mundo são uma das chaves das soluções do Valmet Industrial Internet. Essas automações tornam o know-how da líder finlandesa disponível para a indústria, por meio de conexões e ferramentas remotas.

Técnicos e colaboradores das fábricas se conectam com os especialistas dos Performance Centers, acompanham os KPIs (Key Performance Indicators) e analisam os relatórios de performance em um portal.

“As necessidades dos nossos clientes deram um insight inicial para desenvolver as soluções de transmissão de dados do Valmet Industrial Internet. Nós integramos nosso conhecimento em processo, automação e serviços em um amplo portfólio de aplicações de internet industrial que agregam valor à oferta. Nosso objetivo é capacitar os clientes a caminharem para ter uma planta ou fábrica autônomas, o que resultará em processos e operações de produção significativamente mais eficientes. Queremos encorajar nossos clientes a compreenderem os dados e alavancarem sua performance”, fala o vice-presidente de Internet Industrial da área de Automação da Valmet, Jari Almi.

Conectividade está impulsionando a produtividade na indústria

Por Ricardo Hayashi1

Na Indústria 4.0, tecnologias inovadoras vieram para transformar e otimizar todas as fases da cadeia produtiva, baseadas em interoperabilidade, virtualização, descentralização, informações em tempo real, computação em nuvem e modularização, digitalizando produtos, processos e equipamentos. E o que todas essas tecnologias têm em comum? A necessidade de conectividade para captar e interpretar informações, comunicarem-se entre si e, assim, agirem em conjunto, fornecendo uma visão holística das operações em toda a cadeia e permitindo reduzir custos de manutenção, bem como aumentar a vida útil dos ativos e a produtividade.

A conectividade no chão de fábrica já é uma realidade na aquisição de dados provenientes de diversos sensores e dispositivos de IoT implantados em toda uma linha de produção, possibilita a exploração de grande volume de dados por aplicações de Inteligência Artificial e Big Data Analytics, automatizando a tomada de decisão em busca de redução de custos operacionais, do aumento da produtividade e de novas oportunidades de receita.

Em nossos projetos de implementação de soluções de conexão inteligente e de gestão de ativos, observamos a eficiência dessa nova linha de montagem inteligente, onde o grande fluxo de dados estratégicos enviados e recebidos por todos os componentes da fábrica são analisados em tempo real, conectando pessoas, softwares, equipamentos, máquinas e robôs.

Megatendência tecnológica

A conectividade foi apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma três das tecnologias chaves para transformação da produção, em um estudo apresentado na reunião realizada em janeiro de 2019. Junto com a conectividade, que cria conexões entre dispositivos, sensores, máquinas e softwares, e aumenta a visibilidade do que ocorre no chão de fábrica, o relatório indica a inteligência artificial – que automatiza o reconhecimento do evento e o tratamento para a tomada de decisão – e a automação flexível, que incorpora mecanismos responsivos, automação e movimentos remotos, como as tecnologias que vão impulsionar a produtividade na indústria.

Segundo o estudo, a aplicação dessas tecnologias chaves é que vão determinar o impacto no âmbito da produção inteligente, a partir da escolha do melhor modelo para a integração entre a inteligência, a automação flexível e a conectividade.

Mas todos os benefícios das tecnologias que promovem a Indústria 4.0, fundamentada em inovação, produtividade e competitividade, só poderão ser alcançados se a infraestrutura de conectividade das “coisas” estiver plenamente disponível, e muitas empresas têm obtido sucesso nessa jornada com a implantação de soluções para conexões inteligentes como as Redes Mesh, tecnologia que já vem fazendo a diferença no setor de energia, dando conectividade a medidores inteligentes para permitir a medição remota do consumo.

Na indústria, as Redes Mesh têm permitido rastrear itens produzidos e monitorar grandes objetos físicos, proporcionando conexão sem fio de alta confiabilidade para coletar dados do chão de fábrica e várias outras áreas para a geração de estratégias de manutenções preditivas, superando desafios na busca de maior eficiência operacional, gerando novos negócios e mais valor aos seus produtos, capacitando as empresas que adotam as Redes MESH a enfrentarem a crescente pressão competitiva que marca o atual ambiente de negócios.

Acesse: www.atech.com.br

1 – Responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech