domingo, abril 12, 2026
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Grupo Alltech: soluções completas e inovadoras na Intermach

A Intermach 2017 será palco para a Alltech apresentar soluções inovadoras para o mercado de usinagem. Os Centros da Hartford tem a capacidade de aumentar a produtividade durante o processo de usinagem. Qualidade mais que reconhecida, também da Eletro-erosão a fio da Mitsubishhi EDM. A Vending Machine é uma solução para a compra de ferramentas para o dia a dia da empresa. O Grupo Alltech conta com três divisões AllMáquinas, AllTools e AllService.

A AllMáquinas dispõe de uma ampla linha de máquinas operatrizes para o mercado de usinagem, como centros de usinagem, tornos, fresadoras e injetoras. Está entre as três maiores importadoras de centros de usinagem do Brasil, com mais de 15000 equipamentos, trabalha com os maiores fabricantes de máquinas de Taiwan, China, Coréia, Japão e República Tcheca.

A AllTools é a primeira empresa do Grupo ALLTech está no mercado há mais de 16 anos, com o maior estoque de ferramentas para o segmento de moldes e matrizes do Brasil.

Com a ALLService, o cliente recebe o acompanhamento especializado desde compra até a instalação da máquina. Os serviços incluem monitoramento, manutenção do equipamento, assistência técnica para diversas marcas e fornecimento de peças para reposição.

SCHUNK Intec Brasil apresenta crescimento acima do esperado no primeiro semestre de 2017

Os números apresentados superaram as expectativas da subsidiária brasileira e da própria matriz Alemã

A SCHUNK Intec-Br., subsidiária brasileira da empresa familiar alemã SCHUNK GmbH & Co. KG, líder competente em sistemas de garras e tecnologia de fixação, apresentou no resultado total do primeiro semestre de 2017, taxas de crescimento de dois dígitos nas vendas de seus produtos, totalizando um crescimento de 78% em relação ao primeiro semestre de 2016, mesmo dentro de um cenário de incertezas.

Dentro dos segmentos de produtos da multinacional, houve destaque principal a linha de garras e acessórios para robô, com aumento na casa de três dígitos.

“Além da nova estratégia de atendimento, conseguimos com nossa equipe de vendas um crescimento gradativo e contínuo no número de novos clientes, sem contar com o aumento da equipe de vendas e maior cobertura do território nacional. Isso sem dúvida nos mostra que estamos no caminho certo para continuarmos superando as expectativas do mercado”, disse diretor geral da unidade de negócios no Brasil, Mairon Anthero, que garantiu ainda que as expectativas para o segundo semestre são ainda mais desafiadoras.

“No ano de 2016 já havíamos alcançado o posto de terceiro maior crescimento de todas as subsidiárias no mundo (no total de 32) e não esperávamos os resultados do primeiro semestre de 2017”, afirma Thales Cortez, Coordenador de Vendas.

“Vale frisar que a filial brasileira está preparada para um crescimento ainda maior no ano de 2018”, finaliza Mairon.

Hypertherm é eleita a melhor marca de corte dos EUA

Pesquisa foi realizada pela revista Metal Center News

Hypertherm: marca número 1 para os profissionais dos centros de serviços de aço dos EUA

Referência em sistemas e softwares de corte a plasma, laser e jato d´água, a Hypertherm foi eleita a melhor marca de corte dos EUA pela revista Metal Center News. A pesquisa, realizada entre os profissionais dos centros de serviços de aço, compreendeu a avaliação de todos os métodos de corte de materiais metálicos.

“Estamos muito honrados com a escolha. Sabemos que é um setor altamente competitivo e entendemos as pressões que os nossos clientes enfrentam. E é por isso que nos comprometemos em desenvolver produtos que ajudam as empresas a reduzir os custos de corte e, ao mesmo tempo, aumentar o desempenho e a produtividade”, afirma Jeff Deckrow, vice-presidente da Hypertherm na América do Norte.

Ao conduzir a pesquisa, a Metal Center News solicitou aos participantes que apontassem as marcas que gostariam de recomendar e comprar no futuro. A escolha da Hypertherm se deu algumas semanas antes de a empresa lançar a tecnologia de corte XPR300™, que contém o plasma X-Definition™. Considerada o maior avanço de todos os tempos da Hypertherm, a novidade combina melhorias de engenharia e processos de plasma de alta definição que proporcionam qualidade de corte inigualável em aço-carbono, aço inoxidável e alumínio.

Fundada em 1968, na cidade de Hanover (EUA), a Hypertherm está presente em 93 países. Na América do Sul, conta com uma base na cidade de Guarulhos e um Centro de Distribuição (CD) em Cajamar, ambas no estado de São Paulo. Além de fabricar equipamentos para corte a plasma, laser e jato d´água, a Hypertherm fornece uma solução completa para o corte industrial, com produtos de automação (controladores de altura e CNC) e softwares de otimização de processo (CAD/CAM). Também é especialista no desenvolvimento e produção de tochas e consumíveis de alta performance.

Acesse: www.hypertherm.com.br

Novo Pirômetros de Alta Performance Série Endurance® Duas Cores a partir de 250°C

A INFRATEMP anuncia a expansão da linha de pirômetros da série Endurance, sendo 3 novos modelos de pirômetros de uma cor (única banda spectral) e um novo modelo de pirômetro duas cores (duas bandas espectrais / razão) para temperaturas a partir de 250°C.

Antes apenas disponíveis para medições a partir de 600°, os pirômetros duas cores ou razão têm a vantagem de realizar medições precisas mesmo quando o alvo está parcialmente obstruído por poeira, gases, barreiras mecânicas, etc…

Para os pirômetros de uma cor, há opções de bandas espectrais de 1 μm, 1,6 μm e 2,4 μm, com faixas de temperatura entre 50 a 3000°C e resolução ótica de até 300:1.

Os pirômetros da série Endurance oferecem uma solução robusta para processos industriais que necessitam maior qualidade do produto, redução de taxas de rejeição, maximização de produtividade e economia de energia.

Possuem também a opção de ter uma câmera de vídeo Ethernet para garantir que o alvo esteja sendo monitorado corretamente a partir da sala de controle. Além deste modelo de mira, há ainda a opção de mira laser e mira LED, que possibilitam ver o local exato da medição.

Acesse: www.infratemp.com.br

Turbina TGM de 42 MW operará em fábrica de papel jornal na cidade de Belkesir

INOVAÇÃO é um conceito que muitas empresas aplicam em seus processos e equipamentos para elevar os níveis de eficiência, segurança e disponibilidade operacional nas indústrias. Dentro deste conceito, que está no topo da pauta diária da TGM, foi desenvolvida uma turbina de condensação, reação: um projeto inovador para energia renovável.

A turbina modelo CTE50 de 42 MW, com escape subaxial, irá operar com 90 bar(a) de pressão e 540°C. Para o diretor da unidade de Turbinas da TGM, Marcos Nishi, essa inovação é extremamente positiva também para o meio ambiente. “O caminho da inovação e da autossuficiência em energia renovável é seguro e está nos planos de muitas empresas pelo mundo, como esse da Turquia. Nós contribuímos diariamente para isso, inovando e buscando soluções cada vez mais tecnológicas”, fala Nishi.

Ela será instalada na cidade de Belkesir, Turquia, em uma fábrica de papel-jornal que, além de alimentar o processo industrial com vapor, produzirá energia para consumo próprio exportando o excedente para a rede elétrica daquele país. “Com a exportação do excedente para a rede elétrica, a indústria ainda consegue gerar lucro. Isso só é possível porque nossos equipamentos são desenvolvidos, especialmente, para cada projeto, os tornando únicos. A prova disso é que nossa alta tecnologia está presente em muitos países e vários segmentos”, diz o diretor.

É a TGM contribuindo para a geração de energia verde nos quatro cantos do mundo.

IZDA apresenta soluções para eficiência energética na hidráulica industrial

A líder nacional em hidráulica industrial IZDA leva soluções que garantem eficiência energética, com integração para a indústria 4.0, para a INTERMACH. A linha de produtos BOSCH REXROTH abrange hidráulica industrial, pneumática, Factory Automation FA (servomotores, fusos e guias lineares, inversores de frequência).

A empresa conta com serviços especializados de assistência técnica e profissionais capacitados pelas fabricantes. Outro diferencial é a linha de filtros hidráulicos de alta performance, que reduz o impacto ao meio ambiente, com o lançamento internacional de novos materiais filtrantes. Além disso, sensores para diagnóstico controle e medição das marcas alemã GHM GROUP e inglesa WEBTEC estarão em exposição.

Há 37 anos no mercado, a IZDA é especialista em hidráulica e automação industrial. Distribuidora e prestadora de serviço autorizado da Bosch Rexroth para a indústria metalmecânica. É especializada em instrumentos de medição e controle, e a única distribuição autorizada das marcas GHM GROUP da Alemanha e WEBTEC do Reino Unido. Possui bancada para testes e emissão de laudos além de atendimento a campo em serviços hidráulicos desde o diagnóstico até a manutenção.

WEG firma parceria com a EPLAN, plataforma mundial de dados para engenharia

Conhecida internacionalmente por oferecer inúmeras soluções de softwares para o planejamento de projeto, documentação, gerenciamento de projetos elétricos e pela sua vasta biblioteca de arquivos para a área de engenharia elétrica e software CAE, a EPLAN agora conta também com o banco de dados de componentes da WEG em seu portfólio. Com a parceria, os usuários terão disponíveis, de maneira fácil e ágil, as informações de drives e componentes elétricos para comando e proteção de motores elétricos, otimizando os processos de desenvolvimento de projetos de engenharia.

Uma importante ferramenta para montadores de painéis e fabricantes de máquinas, o EPLAN Data Portal conta agora com mais de 650 componentes WEG, com todas as informações necessárias para utilização em projetos elétricos. Além dos dados técnicos dos produtos da WEG, como descrição dos componentes, ligação, imagens, itens de compra, códigos de barras, macros para layout 2D e 3D e detalhes de fixação, os usuários podem também fazer o download de arquivos em formato DXF e TXT.

Acesse o link http://eplandata.de/portal/pt_BR/catalog/WEG e acesse todas as informações dos produtos WEG no portal de dados do EPLAN. Continuamente, a biblioteca de produtos da WEG está sendo ampliada e em breve toda a linha estará disponível no EPLAN Data portal.

Acesse: www.weg.net

Norton leva novas tecnologias para ferramentas abrasivas e superabrasivas

Comprometida em criar novas soluções para o aumento contínuo da produtividade industrial, a Norton, marca da Saint-Gobain Abrasivos, investe fortemente no desenvolvimento de ferramentas abrasivas e superabrasivas com destaque para discos de corte e desbaste, lixas, rebolos, máquinas e acessórios utilizados nas indústrias de manutenção, aeroespacial, em fundições, siderurgias, montadoras, cutelarias e fabricantes de ferramentas entre outras. Os lançamentos, que ampliarão ainda mais o portfólio de ferramentas da marca para 2017.

Dentre as novidades, um dos destaques é o disco de desbaste Norton Quantum³, lançamento mundial da marca que agora chega ao Brasil e aos países da América do Sul. Foi desenvolvido levando-se em consideração as necessidades e pedidos dos mercados industrial e de construção por discos mais agressivos e rápidos, que proporcionassem melhor conforto aos operadores.

Fabricado com grãos abrasivos cerâmicos de alta tecnologia, o novo disco da Norton é indicado para desbaste, rebarbação de ligas de alta resistência, na remoção de soldas de alta dureza e em todo e qualquer tipo de aço carbono e aço inoxidável. O Quantum³ é mais agressivo devido ao grão cerâmico que desbasta o metal com maior facilidade além de possuir uma maior durabilidade devido à sua robusta camada com elevada taxa de retenção do grão. Desta maneira, uma quantidade menor de discos é necessária no processo, o que reduz custos e mão de obra.

Características técnicas:

• Maior conforto. Grãos cerâmicos mais agressivos reduzem a pressão necessária para o desbaste.

• Elevada taxa de remoção (MRR). As micro fraturas dos grãos geram arestas de cortes ainda mais afiadas e prontas para o desbaste.

• Maior vida útil. Camada de alta resistência desenvolvida exclusivamente para o Quantum³.

• Disponível nos diâmetros de 180 e 230mm, com 7,0mm de espessura – 180×7,0x22,23mm e 230×7,0x22,23mm.

• Mercados: manutenção e reparação industrial/usinas de álcool, estaleiros, óleo & gás, offshores e desbaste de soldas especiais.

Acesse: www.nortonabrasives.com/pt-br

Gases de Proteção para Soldagem ao Arco Elétrico

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Este descreve uma pesquisa experimental elaborada no laboratório de Soldagem da FATEC unidade deSão Paulo, buscando demonstrar a influência dos gases de proteção em suas varias combinações no processo de soldagem. O processo de soldagem aplicado foi o MIG/MAG, com a utilização de gases puros e misturas variadas. Os equipamentos utilizados foram:

O conjunto Lincoln Eletricfonte S 350 e alimentador de arame LF 45. A leitura do relatório do equipamento de soldagem foi demonstrado pelo Laptop. A proteção gasosa foi feita através do conjunto de misturador ternário CO2/Ar/O2 de gases WITT.

INTRODUÇÃO

Gases de Proteção para Soldagem ao Arco ElétricoO conhecimento da função de cada gás e como poderá influenciar sobre o processo de soldagem que está sendo aplicado poderá beneficiar muito o desempenho da produção. O gás de proteção tem um efeito significativo sobre vários parâmetros do cordão de solda como exemplo podemos citar que é determinante:

• Na velocidade de soldagem;

• No perfil de penetração;

• No aspecto do cordão;

• Além de influenciar no aporte térmico, quantidade de respingos.

Os gases de proteção fornecem uma vantagem competitiva na redução dos custos de fabricação e através do aumento da produção reduzindo taxas de rejeição e melhoria da qualidade.

Muitos profissionais que trabalham com soldagem não conhecem as contribuições vantajosas dos gases de proteção para o processo de soldagem. Os gases de proteção podem influenciar também no modo de transferência metálica, no teor de liga, na geração de fumos e em muitas outras características.

A seleção adequada do gás de proteção para o processo MIG/MAG, ou soldagem com arame tubular, e com TIG pode trazer melhoria na velocidade de soldagem, na qualidade do cordão de solda, bem como na taxa de deposição (kg/h).

Gases de Proteção para Soldagem ao Arco ElétricoPara se ter um conhecimento das propriedades dos gases apresenta-se a Tabela 1

Qual o impacto na qualidade, produtividade e qualificação de soldagem?

OBJETIVOS DA PESQUISA

Identificar a influência dos gases de proteção no processo de Soldagem, demonstrando através de relatórios e da confecção de corpos de provas no laboratório de soldagem do departamento de soldagem da FATEC-SP, a qualidade dos cordões de solda, quantidade de respingos.

CONCEITOS GERAIS

1. Gases Puros

Os gases puros são utilizados para proteção do arco elétrico para a soldagem. Os principais são: Argônio, Hélio e Dióxido de Carbono. Estes gases podem ter efeitos tanto positivos como negativos no arco de elétrico de soldagem.

Argônio

É um gás monoatômico comumente utilizado para o processo de soldagem TIG empregado em todos os materiais base, já no processo MIG é empregado na soldagem de metais não ferrosos. O argônio é quimicamente inerte, tornando-o adequado para a soldagem em metais reativos ou refratários.

Este gás tem uma condutividade térmica e potencial de ionização baixo, essas propriedades resultam em uma baixa transferência de calor para as zonas externas do arco, isso forma uma coluna estreita no arco elétrico proporcionando dessa forma um perfil de penetração profundo e relativamente estreito veja Figura 2. No processo MIG o argônio puro promove a transferência tipo spray.

Figura 2 – Gás argônio perfil de penetração profundo e relativamente estreito.

Hélio

O gás He é também um gás inerte monoatômico, mais comumente utilizado para o processo de soldagem TIG nos USA em materiais não ferrosos. Em contraste com Argônio, o Hélio tem um elevado potencial de ionização e condutividade elétrica. O Hélio fornece um perfil de cordão com maior largura, boa molhagem na margem da solda, e promove um aporte de calor mais elevada do que Argônio puro.

O alto potencial de ionização pode criar dificuldades para se iniciar o arco elétrico, dessa forma indica-se o uso de alta frequência ou capacitiva para abertura de arco no TIG.

Devido ao baixo peso atômico do Hélio ele é consequente mais leve do que o ar, é recomendado vazões de gás ligeiramente mais elevadas, porque o gás tende a elevar-se acima do ar. O gás Hélio puro promove uma transferência globular e é raramente utilizado para MIG/MAG, com a exceção da soldagem de cobre puro.

Gases de Proteção para Soldagem ao Arco ElétricoFigura 3 – Gás hélio fornece um perfil de cordão largo e média penetração.

Dióxido de Carbono

O dióxido de carbono, também conhecido como CO2, geralmente é utilizado para o processo de soldagem MIG/MAG e Arame Tubular com transferência em curto-circuito. O CO2 é uma molécula composta com interações bem complexas na coluna do arco elétrico, quando esse gás entra em contato com as altas temperaturas do arco; o CO2 é dissociado em CO e O2, isso cria um potencial de oxidação do metal base e essa adição provoca perda de elementos de liga na poça de solda, ao mesmo tempo em que ocorre a dissociação e também a recombinação do CO e O2; isso provoca um baixo potencial de ionização e condutividade térmica, tendo como consequência uma zona quente no centro da coluna do arco. Este fenômeno tende geralmente a fornecer um perfil equilibrado de largura e profundidade de penetração.

Para aplicações MIG/MAG, o CO2 puro é incapaz de produzir transferência spray em fontes convencionais, e promove a transferência globular, o que pode causar uma grande quantidade de respingos.

Já para aplicações de arame tubular o CO2 puro é produz transferência globular e em combinação com alguns fluxos transferência por spray, promovendo menor penetração da solda do que quando comparado com misturas gasosas.

Gases de Proteção para Soldagem ao Arco ElétricoFigura 4 – Gás CO2 fornece um perfil equilibrado de largura e profundidade de penetração

2. Gases utilizados em Misturas

Misturas gasosas utilizadas podem combinar vantagens separadas de dois ou mais gases. A alta porcentagem de gás inerte em misturas gasosas tem como consequências altas eficiências de transferência. Combinações contendo argônio possibilitam proteção da possa de fusão na temperatura de soldagem.

A seguir temos a tabela de Misturas gasosas usuais na soldagem, relacionando os processos de soldagem com o tipo de gás e material a ser soldado.

Oxigênio

O gás O2 é uma molécula com dois átomos, geralmente é adicionado como componente ativo no gás de proteção utilizado no processo MIG/MAG, e as misturas têm concentrações de O2 com menos de 10 por cento.

O oxigênio tem um aporte de calor maior, pois é o resultante da sua energia de ionização e sua energia de dissociação (energia liberada pela divisão da molécula em átomos individuais no arco), por este motivo o oxigênio promove uma melhor penetração, menos profunda, mas com maior largura de cordão, devido ao seu elevado aporte de calor na superfície.

A explicação para esse fenômeno é que uma vez que a geração de calor é mais intensa a tensão superficial do metal em fusão tende a ser reduzida.

Com a geração de calor mais intensa, a tensão superficial do metal em fusão tende a ser reduzida e a transferência por spray é facilitada, dessa forma o cordão fica mais espalhado e plano.

A aplicação mais comum para o uso da mistura Oxigênio/Argônio para o processo MIG/MAG em aço carbono é a necessidade de perfil de penetração mais largo.

O oxigênio é também utilizado em misturas ternarias em pequenas porcentagens junto com CO2 com o objetivo de melhorar a molhagem do cordão e pulverização das gotas em modo spray.

Hidrogênio

O hidrogênio H2 é um gás diatômico, é adicionado intencionalmente para ser ativo, utiliza-se em misturas com concentrações inferiores a 10% favorecendo uma boa penetração.

O Hidrogênio é usado principalmente na soldagem de aços inoxidáveis austenítico para promover a remoção de óxido e aumentar o aporte de calor. Tal como acontece com todas as moléculas diatômicas esta tem grande poder de aquecimento, porém deve ser utilizado cuidadosamente, pois como é amplamente conhecido o hidrogênio não é adequado para os aços ferríticos ou martensíticos por causa de problemas de trincas a frio.

Nitrogênio

O N2 é pouco usado em proteção gasosas, este é usado principalmente para promover a formação de austenita e melhorar a resistência à corrosão em aços inoxidáveis duplex e super-duplex, pois, devido as caraterísticas do ciclo térmico dos processos de soldagem, tende a formar mais ferríta.

Por ser um gás relativamente mais barato que o Argônio em algumas circunstâncias ele é usado como gás de proteção da raiz de soldas no processo TIG em aços inoxidáveis, porém da mesma forma que ele induz a formação de austenita e também pode inibir a formação de ferríta, sabe-se que a soldagem com o número de ferríta (FN) menor do que FN 4 deve ser evitada, pois causa uma grande propensão de trincas a quente em aços austenítico.

MISTURA GASOSA

80% Ar + 20% CO2

Gases de Proteção para Soldagem ao Arco ElétricoEsta mistura tem desempenho semelhante ás adições de 22% e 25% Pode soldar aço de carbono indicado para transferência curto circuito ou spray.

85% Ar + 15% CO2

Esta mistura é indicada para uma variedade de aplicações em carbono e aços de baixa liga no modo de transferência curto-circuito de, principalmente indicada para espessuras finas e onde se quer altas velocidades de soldagem, menor quantidade de respingos com consequente aumento das taxas de deposição. Isso se deve a redução da quantidade dióxido de carbono com transferência spray.

90% Ar + 10% CO2

Esta mistura tem quase o mesmo desempenho que a mistura com 5% e podem ter composições de 8%, mas com o aumento do aporte de calor deixa o cordão mais plano e a poça de solda mais fluida, indicada para transferência em curto-circuito ou spray.

95% Ar + 5% CO2

Esta mistura é indicada para a transferência por pulso ou spray e também por transferência curto-circuito em uma variedade de espessuras de material bem grande. Muito utilizada para soldagem de aços baixa liga Aços e soldagem fora de posição, esta mistura tem menos respingos e uma poça mais controlável do que uma mistura de argônio e oxigênio.

95% Ar + 5% O2

Esta mistura proporciona uma poça de fusão mais fluida, mas com melhor controle da poça de fusão, indicado para soldar aço de carbono em geral, O oxigênio permite velocidades de soldagem mais elevadas.

90% Ar + 5% CO2 + 5% O2

Pouco utilizada, somente em aplicações especiais onde se procura um balanceamento entre velocidade de soldagem e qualidade de cordão.

80% Ar + 15% CO2 + 5% O2

Pouco utilizada, somente em aplicações especiais onde se procura um balanceamento entre velocidade de soldagem e qualidade de cordão.

98% Ar + 2% O2

Esta mistura é indicada para soldar com arco de spray aços baixa liga, Aços Inoxidáveis. O oxigênio fornece maior ação de molhagem do que a mistura de oxigênio de 1%. As Propriedades mecânicas e a resistência à corrosão com adições 1% e 2% são semelhantes, mas aparência será mais escuro e mais oxidado para as misturas 2%.

EXPERIMENTO

A seguir apresentamos os cordões de solda com vários perfis com penetração e aparência de cordão obtidos no experimento realizado no laboratório de Soldagem – FATEC/SP.

Podemos analisar nas fotos acima que há diferenças no processo pelos cordões feitos com curva características convencional e curva características pulsada. Observando os cordões quanto a variação gasosa podemos verificar:

• Quantidade de metal depositado;

• Largura do cordão;

• Quantidade de respingos;

• Aparência do cordão.

Gases de Proteção para Soldagem ao Arco ElétricoO CO2 pode ser usado sozinho para aplicações no processo GMAW como gás de proteção. OCO2 é um gás reativo, dissocia-se em monóxido de carbono e oxigênio livre no calor do arco. O Oxigênio, em seguida, combina-se com elementos de transferência através do arco para formar óxido sob a forma de escória, e também ajuda a gerar uma grande quantidade de fumaça. Embora o CO2 seja um gás ativo e produz à oxidação do material de solda, a aparência das soldas pode ser obtida de forma consistente com a seleção cuidadosa do metal de adição.

O gás CO2 é geralmente utilizado para soldagem de aço carbono, porque é prontamente disponível e produz boas soldas a um baixo custo. Contudo, o baixo custo por unidade de gás nem sempre é traduzido para o menor custo de solda depositada. Outros fatores, como menor eficiência de deposição é devido à perda por respingos, geram altos níveis de fumo de solda, produzindo soldas pobres por conta de perfil do cordão e redução da força de tração que podem influenciar o custo de soldagem final, e deverá ser cuidadosamente considerada.

Peças soldadas podem necessitar de uma operação de limpeza antes da pintura, que pode mais do que compensar o menor custo do gás de proteção CO2. As vantagens de gásCO2 são:

• Boa profundidade e largura da fusão e a obtenção de propriedades mecânicas aceitáveis.

Programa socioambiental Usiminas é premiado em evento da FIEMG

Projeto Caminhos do Vale foi um dos destaques da Semana de Produção e Consumo Sustentáveis, realizada na sede da entidade em Belo Horizonte.

Por inovar ao reunir empresa, poder público e comunidade como parceiros em favor do desenvolvimento socioambiental, o programa Caminhos do Vale, da Usiminas, foi homenageado na última semana com o troféu e a certificação do Banco de Boas Práticas Ambientais da Indústria de Minas Gerais. A iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) incentiva e divulga o desenvolvimento de projetos voltados para a ecoeficência dos processos produtivos, com uso menos intensivo de recursos naturais e menor degradação ambiental.

A entrega do prêmio foi realizada durante a abertura da “Semana de Produção e Consumo Sustentáveis” da FIEMG, evento que reuniu representantes de entidades do setor, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, do Pacto Global e de diversas empresas do estado. O gerente-geral de Meio Ambiente da Usina de Ipatinga, Pedro Luís Pereira Ribeiro, recebeu o troféu das mãos do gerente de Meio Ambiente da FIEMG, Wagner Soares Costa, e destacou o orgulho da Usiminas pelo reconhecimento. “A companhia sempre se pautou pelo compromisso junto às comunidades nas quais está presente. Ouvir depoimentos dos beneficiados pelo programa, de que não estão mais isolados ou de que o índice de assiduidade das crianças nas escolas passou para 100% depois da pavimentação das estradas é motivo para todos nós comemorarmos.”

A premiação ocorreu logo após um painel sobre o Caminhos do Vale, em que o coordenador do Grupo de Trabalho Coprodutos da Usiminas, Henrique Hélcio dos Santos, mostrou os principais resultados conquistados pelo programa de coparticipação socioambiental em dois anos de existência. Desde 2015, foram doadas mais de 1 milhão de toneladas de agregado siderúrgico – material originado do processo siderúrgico – para a pavimentação de cerca de 700 quilômetros de estradas rurais no Vale do Aço, beneficiando 650 mil pessoas. “Além disso, como contrapartida à doação feita pela Usiminas para as prefeituras, já foram recuperadas 680 nascentes nos municípios participantes”, comemorou Henrique.

Durante a apresentação, o coordenador despertou uma reflexão sobre a importância e a urgência da adoção de iniciativas sustentáveis por parte de empresas, organizações e da própria sociedade. “Daqui a algumas gerações, provavelmente não seremos lembrados por nossos bisnetos e tataranetos, mas eles certamente sofrerão os impactos das nossas ações”, finalizou.

Sobre Usiminas

Líder e presente em toda a cadeia siderúrgica – da extração do minério, passando pela produção de aço até sua transformação em produtos e bens de capital customizados para o mercado. Possui, hoje, o maior e mais inovador Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em siderurgia da América Latina. Por sua gestão ambiental, foi a segunda siderúrgica do mundo certificada com a ISO14001, gerando maior produtividade com menor consumo. A companhia contribui ainda para o desenvolvimento das comunidades onde atua, por meio do Instituto Cultural Usiminas e da Fundação São Francisco Xavier, oferecendo projetos nas áreas de saúde, educação e cultura. As ações são negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque (ADR nível I) e Madri.