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ESSEN 2017 – Dusseldorf/Alemanha

Apesar de certas tecnologias avançarem muito, elas ainda são instáveis e muito custosas, ao passo que outras há muito tempo desenvolvidas tornam-se acessíveis e populares, o tempo de maturação geralmente é de forma exponencial ou seja os primeiros anos tem uma atuação discreta e pouco eficiente, mas ao passar do tempo tornam-se mais eficientes e proeminentes, com isso muitas formas produtivas vão se tornando obsoletas, em todos os campos do conhecimento está acontecendo numa forma geral, um dos motores dessas mudanças são os softwares e a banalização e intenso uso dos dispositivos móveis. A tecnologia é inventada mas para se tornar plena é inevitável a integração com outras ferramentas, e isso gera um pouco de tempo.

Os dispositivos de comando e manipulação a distância já são uma realidade há vários anos, porém ainda é restrito ás atividades de especialistas e de alto custo, porém haverá a massificação desses sistemas com possibilidade de qualquer lugar do mundo controlar máquinas e equipamentos de soldagem. Dentro de pouco tempo certos processos de produção irão revolucionar o modo como são feitos produtos industriais, por exemplo como comprar um sapato da internet em alguns anos será feito pelo seu celular, você poderá scanear seu pé em 3D, enviar ao fabricante que imprimirá seu pisante em poucos minutos personalizado e confortável, analogamente na área de manutenção, poderemos reconstruir peças por soldagem pelo mesmo princípio através da engenharia reversar. Reconstruir peças desgastadas por soldagem se tornará uma realidade com a digitalização 3D da peça desgastada ou fraturada, identifica-se a quantidade de metal a ser reposto e faz-se o reparo em alguns casos com nenhuma usinagem posterior com distorções quase desprezíveis, isso só poderá ser feito quando esses sistemas se tornarem baratos e viáveis.

As fontes de soldagem com controle por pulso através de softwares existem há mais de 20 anos, mas só agora a pouco tempo você quase todos os fabricantes construindo a preços convidativos e qualidade confiável, a explicação é a fabricação em escala materiais mais baratos e principalmente o uso de softwares para a fabricação desses componentes. Os robôs industriais ainda são muito difíceis de serem utilizados por pessoas comuns, técnicos sem experiencia em programação, ou seja sem formação em complicados programas de execução de rotinas, mas isso tende a mudar de forma radical com a introdução de olhos/ouvidos/nariz/pele e cérebro aos Robôs industriais, ou seja no momento uma grande parte dos robôs só tem braços são cegos e não tomam decisão na execução de trabalhos, então para serem realmente produtivos precisam de “ sentimentos” que começam a tomar forma, tais como os sistemas de seguimento e identificação de junta (OLHO) , softwares que tomam decisão em alterar a geometria e regular os paramentos de soldagem durante a execução ( Mente).

Ainda somos totalmente dependentes de inspetores e soldadores para checar o acabamento das soldas e se foram bem feitas, já está sendo desenvolvido sistemas de identificação de forma através de sensores e medidores a laser, dessa forma será possível executar uma grande quantidade de inspeções automaticamente sem interferência humana, fazendo com que os inspetores sejam utilizados em atividades mais especializadas.

As soldadas mecanizadas já podem contar com Braços robóticos substituindo os dispositivos X-Y-Z fabricados com fusos manivelas ou mesmo com motores simples, o controle é feito por software, vejo dessa forma um primeiro passo para os sistemas de arco submerso serem robotizados.

Voltando ao conceito 3D com braços robóticos já é possível depositar metal de diversas formas por laser com pó ou arame, pelo processo MIG ou TIG, no momento pode-se desenvolver protótipos metálicos ou peças especiais em poucas horas, eliminando-se o demorado desenvolvimento de moldes e fundições com ligas especiais, e em alguns casos a fabricação de peças únicas em máquinas especiais.

ESSEN 2017 – Dusseldorf/Alemanha

Em certos ramos de atividade onde as rotinas são simples já está sendo feito por softwares desenvolvidos com tecnologia de Inteligência artificial, advogados estão sendo substituídos pelo WATSON da IBM, no ramo industrial os layouts de fabrica estão sendo feitos por programas do XBOX 360 para visualizar processos e por técnicos com formação mínima, o que significa que cada vez mais deveremos ter uma alta especialização para estar atuante no mercado de trabalho.

A eletricidade está se tornando barata/ limpa e renovável a soldagem pode aproveitar essa oportunidade e criar processo de deposição e criação de peças onde em outras situações poderiam ser mais onerosas como a construção de peças inteiras por processos 3D, isso será possível com o desenvolvimento de ligas adequadas alimentares de pó ou arame sofisticados aliados a fontes finamente controladas, pois necessita-se de camadas cada vez mais finas com propósito de se obter superfícies cada fez mais planas e livres de escorias ou rugosidades.

Softwares irão dominar muitas atividades como já ocorre em muitos setores, basta saber quando isso irá penetrar nas atividades industriais e com custos que realmente compensem a sua utilização, como por exemplo um soldador do outro lado do mundo poderá operar ou soldar um peça em uma fábrica a milhares de km com qualidade e certificação apropriada.

As atividades profissionais deverão ser desenvolvidas por profissionais cada vez mais especializados e as atividades corriqueiras já em substituição devem se intensificar nos próximos anos.

Uma indústria que e consumiu muita engenharia de fabricação de plantas e complexos industrias é a de combustíveis fósseis, petróleo gás e carvão pois para poder liberar sua energia é necessário ser queimando, para a quebra das suas ligações atômicas e a liberação de energia na qual aquecem água para girar turbinas, esse conceito é do século XVII com a introdução das máquinas a vapor, disso resulta na movimentação de geradores elétricos e fornecimento de energia elétrica, esses sistemas são poucos eficientes tendo uma perda calorifica enorme, o mesmo ocorre com os motores a combustão, pois ainda o armazenamento de energia ainda é bem eficiente com os combustíveis líquidos e gasosos, tais como gasolina, diesel, querosene, GLP, GN, ao passo que as baterias a base de reações químicas ainda são muito ineficientes e pesadas, e estão tendo uma melhoria significativa, mas para se ter o arranque final a grande promessa é o grafeno que feito através de tecnologia 3D pode armazenar e captar grandes quantidades de energia, e ainda não está disponível em escala industrial, então o que se pode concluir que tecnologias revolucionarias precisam de engenheiros e tecnólogos que façam com que ela fique barata integradas a outros sistemas para torna-se produtiva e eficiente.

A eficiência da galvanização a fogo no aumento da vida útil dos tubos

PARTE 1

Abstract

A galvanização por imersão a quente, conhecida no mercado como galvanização a fogo, é um processo de revestimento de zinco ao aço, que visa proteger o mesmo contra o processo natural da corrosão, aumentando assim a sua vida útil, reduzindo o custo de manutenção e proporcionando uma maior segurança aos usuários do aço galvanizado.

Neste artigo específico, destacamos a aplicação da galvanização por imersão a quente em tubos, reproduzindo assim a apresentação realizada no evento TUBOTECH 2017.

Sendo assim vamos abordar os seguintes temas:

Introdução

A eficiência da galvanização a fogo no aumento da vida útil dos tubos

Processo da Galvanização por Imersão a Quente (a fogo);

Aplicações da galvanização por imersão a Quente;

Como especificar a galvanização a fogo;

Normas;

Custos.

Introdução

O Brasil apresenta uma extensão litorânea de mais de sete mil km, cuja área apresenta uma concentração de 95% do PIB, Produto Interno Bruto, do país. Há uma concentração populacional de 70% dos brasileiros que vivem na faixa situada até 200 Km do litoral e a taxa de corrosão do aço no litoral é de 3,2 a 153 vezes superior à de uma área rural, conforme podemos ver no mapa da figura 01, que ilustra as categorias de corrosividade em cada região do país conforme a ABNT NBR 14643 – Corrosão atmosférica – Classificação da corrosividade de atmosferas.

Como sabemos, em um projeto, corrosão é igual à prejuízo. Um estudo da empresa norte-americana CCTechnologies, disponível no site: www.corrosioncost.com, avaliou que de 1% a 5% do PIB dos países são consumidos pela corrosão.

No Brasil este mesmo estudo realizado pela USP e o IZA – International Zinc Association, demonstrou que a perda por corrosão no Brasil é de 4% do PIB, ou seja, R$ 250 bilhões tendo como base o PIB do ano de 2016, no valor de R$ 6,267 trilhões.

Com a utilização de técnicas atuais de proteção contra corrosão, estima-se que poderiam ser economizados cerca de R$ 62,5 bilhões por ano = 25% dos R$ 250 bilhões acima.

Processo da Galvanização por Imersão a Quente (a fogo)

Antes de abordamos o processo, é bom esclarecermos que a galvanização por imersão a quente foi descoberta inicialmente em 1741 pelo químico francês Melouin, que descobre que o recobrimento do zinco protege o aço contra a corrosão e finalmente em 1837 o engenheiro Stanislaus Modeste Sorel patenteou o processo da galvanização por imersão a quente em honra ao cientista Luigi Galvani que descobriu a eletricidade galvânica.

Portanto é definido como um processo de revestimento de zinco no aço ou ferro fundido ou aço patinável, que se encontram na forma de peças, estruturas, de vários formatos, tamanhos, complexidade, interna e externamente.

No mercado brasileiro, ressaltamos que o processo da galvanização por imersão a quente, definição alinhada com a língua inglesa, Hot Dip Galvanizing, é conhecido também como zincagem por imersão a quente, zincagem a fogo e galvanização a fogo.

O metal zinco é utilizado neste processo por ter um potencial de redução, de -0,762V, menor que o de ferro, de -0,440V, isto é, o zinco vai se oxidar preferencialmente ao ferro, originando a proteção catódica. Assim o zinco “se sacrifica” para proteger o ferro.

O processo, ilustrado na figura 02, é constituído, geralmente, por oito etapas, que são:

A eficiência da galvanização a fogo no aumento da vida útil dos tubosDesengraxe (NaOH – soda cástica); Lavagem (água); Decapagem (HCl – ácido clorídrico); Lavagem (água); Fluxagem (ZnCl2 (cloreto de zinco) e NH4Cl (cloreto de amômio) (diminuir tensão superficial / favorecer a molhabilidade); Secagem; Banho em zinco fundido (450°C); Passivação (solução cromatizante) e/ou Resfriamento.

Galvaniza-se por batelada (galvanização geral) tubos com diâmetros acima de ¾” com 10 metros de comprimento;

Para diâmetros menores existe o processo de galvanização automático de tubos com a etapa de sopro que permitirá a retirada do excesso de zinco após a galvanização. As espessuras de revestimento são geralmente menores que por batelada devido a processo mais rápido.

O processo de galvanização por imersão a quente pode ser geral ou por batelada, como visto acima ou por processo contínuo, que são as chapas galvanizadas, que passam continuamente no banho do zinco, conforme ilustrado na figura 03.

A eficiência da galvanização a fogo no aumento da vida útil dos tubosEspessura de zinco

Destacamos aqui que espessura de zinco obtida depende do processo utilizado. Como a vida útil da proteção contra a corrosão no aço galvanizado é diretamente proporcional à espessura do zinco, pois o mesmo se oxida na atmosfera, apresentamos abaixo as máximas espessuras obtidas.

Galvanização por imersão a quente geral: 200 μm

Galvanização por imersão a quente contínua: 43 μm

A eficiência da galvanização a fogo no aumento da vida útil dos tubosGalvanização eletrolítica: 20 μm

Mercado globalizado, mas nem tanto

A indústria siderúrgica nacional não foge à regra mundial de ampliar as exportações para compensar a redução do mercado doméstico e de tentar reduzir a concorrência do aço importado

Quando o mercado doméstico anda em baixa, a solução é exportar. Essa solução pode valer para produtos manufaturados, destinados a mercados específicos. Já no caso das commodities, cuja demanda tem andado retraída nos últimos anos, essa solução é um tanto mais complexa. Principalmente, quando se trata de uma commodity mais elaborada, cuja produção implica enormes investimentos, planejamento e retorno no longo prazo, como o aço. Esse tem sido o desafio que a siderurgia nacional tem enfrentado nos últimos anos: como aumentar as exportações – e reduzir as importações – num mercado de concorrência tão acirrada.

Segundo a World Steel Association (Worldsteel), associação que reúne as principais fabricantes de aço do mundo, este ano a demanda mundial de aço deve ter um incremento de 7%, atingindo 1,62 bilhão de toneladas. Para 2018, a expectativa é de que ocorra um novo aumento, de 1,6%, totalizando 1,65 bilhão de toneladas. Na América Latina, estima-se uma elevação de 2,5% este ano, para 40,4 milhões de toneladas, e de 4,7% em 2018, para 42,3 milhões de toneladas. Esses números indicam uma tendência à recuperação do mercado. O problema, porém, é que o índice de utilização da capacidade de produção mundial é de 73% – ou seja, 13% inferior aos 86% registrados em 2006. O ‘fundo do poço’ ocorreu em 2008, quando foi inferior a 70%. Hoje, passados nove anos, encontra-se ainda muito abaixo do que já foi 11 anos atrás.

Nesse ambiente nada amigável para as siderúrgicas – sejam elas brasileiras, chinesas ou americanas –, o que mais tem se assistido são denúncias de dumping e ações de antidumping. Estima-se que há 185 processos de antidumping vigentes e 93 em análise em todo o mundo, refletindo a tentativa generalizada das indústrias siderúrgicas de cada país de blindar seus mercados domésticos.

Exportações em queda

Mercado globalizado, mas nem tantoSegundo o levantamento mensal feito pelo Instituto Aço Brasil, a produção nacional de aço bruto acumulada de janeiro até setembro de 2017 foi de 25,5 milhões de toneladas, o que equivale a uma elevação de 9,1% quando comparada com o ocorrido no mesmo período de 2016. A produção de laminados foi de 16,6 milhões de toneladas no mesmo período, um incremento de 4,7% frente ao acumulado no mesmo período 2016. As vendas ao mercado interno somaram 12,6 milhões de toneladas, o que representou uma elevação de 0,2% em relação ao mesmo período acumulado de 2016. O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos (produção nacional, menos exportações e mais importações) foi de 14,4 milhões de toneladas, evoluindo 5,0% sobre o mesmo período de 2016.

No que se refere ao comércio exterior, na comparação entre o mesmo período, janeiro a setembro de 2017 sobre 2016, as importações do setor cresceram 56,8%, totalizando 1,8 milhão de toneladas e US$ 1,7 bilhão, uma alta de 44,4% em valor. As exportações foram de 11,0 milhões de toneladas e US$ 5,6, o que significou uma expansão de 9,3% em volume e de 36,0% em valor frente ao mesmo período de 2016. O Instituto Aço Brasil ressalva, porém, que os indicadores de produção e exportação no acumulado do ano de 2017 foram impactados positivamente pelo fato de a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) ter iniciado suas operações somente no segundo semestre de 2016. Por isso, a inexistência de dados da CSP no primeiro semestre de 2016 mantém a base de comparação baixa ao comparar com o período de 2017, criando distorções que deverão desaparecer somente a partir de janeiro de 2018. Excluindo, a CSP da base de comparação do acumulado de janeiro a setembro de 2017 frente ao mesmo período do ano anterior, a produção de aço bruto não cresceu 9,1%, mas apenas 3,5%. E o volume das exportações, ao invés de crescer 9,3%, recuou 8,1%.

Vale lembrar, porém, que, embora este ano as exportações de aço mostrem leves sinais de recuperação, no ano passado, as usinas nacionais exportaram 12,5 milhões de toneladas de aço, volume 6,7% menor do que em 2015. No Congresso Aço Brasil 2017, realizado nos dias 22 e 23 de agosto, em Brasília, os panelistas e debatedores concluíram que “a recuperação do mercado interno será lenta, gradual e heterogênea, estimando que as vendas domésticas de produtos siderúrgicos só voltarão aos níveis de 2013 quinze anos depois, ou seja, em 2028. As exportações continuam sendo a opção de curto prazo para evitar que as empresas reduzam ainda mais o nível de utilização de sua capacidade, atualmente já no patamar de 63%, o mais baixo de sua história. Consequentemente, as exportações continuam sendo a opção de curto prazo para evitar que as empresas reduzam ainda mais o nível de utilização de suacapacidade, conforme divulgado na edição de setembro do boletim Aço Brasil Informa.

Coalizão anti-antidumping

Mercado globalizado, mas nem tantoEmbora as exportações de aço brasileiro sejam ainda muito superiores às importações, estas têm crescido muito mais intensamente do que aquelas – 44,4% contra 9,3%, em setembro deste ano –, induzindo as siderúrgicas nacionais a observar com mais cuidado os sinais da prática de dumping pelas indústrias siderúrgicas de outros países, especialmente da China. Atendendo a uma solicitação das siderúrgicas, em 2016, o Departamento de Defesa Comercial (Decom), autoridade investigadora brasileira para fins de defesa comercial, vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), começou a investigar um possível dumping no aço laminado a quente proveniente da Rússia e China. Não demorou, porém, para essa ação ser contestada por outros setores industriais do País, os quais alegam que a aplicação de tal medida poderá provocar aumentos nos seus custos de produção, além de prováveis retaliações comerciais por parte dos países acusados de praticar dumping.

Essa contestação tem sido feita por uma coalizão de entidades, coordenada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que começou cm 17, mas hoje congrega 26 associações dos mais variados segmentos industriais, as quais alegam que, caso esse antidumping seja concedido, seu potencial de destruição será muito grande. “O aço em questão – chapas, bobinadas ou não, laminadas a quente, com espessura até 4,7 mm –, é largamente utilizado pelas indústrias de máquinas-ferramenta, máquinas rodoviárias, máquinas para embalagem e, principalmente, máquinas agrícolas”, explica o presidente executivo da Abimaq, José Velloso. “No Brasil, nós temos, hoje, aproximadamente 24 ações antidumping relativas ao aço. Não tão importantes como essa, porque ela se refere a um aço largamente utilizado e seria muito prejudicial para a indústria de máquinas, porque, com certeza, haveria aumento de preços e, com isso, aumento dos custos dos investimentos no País. Mas também aumentariam os custos da linha branca, dos bens de consumo duráveis, dos automóveis – já que aumentaria o custo das autopeças –, bem como das estruturas metálicas utilizadas na construção civil. Em suma, haveria um aumento generalizado dos custos nas cadeias produtivas da indústria de transformação como um todo”, adverte Velloso.

Há, portanto, um longo e espinhoso caminho a ser percorrido para conciliar tantos interesses, internos e externos, num ambiente internacional de concorrência selvagem, que tende a favorecer os ‘predadores’ mais fortes. No Brasil, o desafio é manter um índice mínimo de ocupação da capacidade de produção instalada das usinas siderúrgicas, sem que as ações nesse sentido representem aumentos nos custos de produção de outros setores industriais.

FEIMEC 2018 É O MAIOR E MAIS COMPLETO EVENTO LATINO-AMERICANO DA INDÚSTRIA METALMECÂNICA

São Paulo, 01 de novembro de 2017 -Com a proximidade do finaldo ano, São Paulo fica cada vez mais perto de sediar aquele que será o maior e mais completo evento do setor metalmecânico da América Latina. Os números da segunda edição da FEIMEC –Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, que acontece entre os dias 24 e 28 de abril de 2018, aumentam e surpreendem a cada nova atualização.

Há seis meses da realização da feira, 80% dos 54 mil m² reservados no São Paulo Expo já estão vendidos. A meta da organizadora Informa Exhibitions é reunir 36% mais marcas do quena primeira edição do evento, totalizando 700 expositores dos mais diversos segmentos ligados à cadeia de bens de capital mecânicos.

Entre as novidades anunciadas para 2018, uma das mais significantes é a presença maciça de empresas dos setores de solda e corte e conformação de metais, o queLiliane Bortoluci, diretora do evento, define como “um grande avanço e sinal de que a FEIMEC se consagrou como a feira oficial do setor, garantindo um evento mais forte e completo aos 50 mil visitantes esperados”.

Para Francine Bräkling, responsável pelo marketing da Welle Laser, é essencial participar de feiras de grande porte do setor industrial, a exemplo da FEIMEC. “Participamos em 2017 da Expomafe, onde lançamos nossa máquina de corte a laser de fibra óptica, comótimos resultados. Hoje somos os únicos fabricantes deste tipo de tecnologia no Brasil, tendo à nossa frente o desafio de conscientizar o mercado de que não é mais necessário importar suas máquinas para obter o melhor da tecnologia mundial”.

A TRUMPF também marcará presença na FEIMEC 2018. “A feira parece seguir nocaminho do crescimento, tornando-se, assim, referência, com a participação de grandes marcas expondo suas inovações tecnológicas. Também vai apresentar grandes novidades aos visitantes, que poderão conhecer o que há de mais inovador no setor de corte e conformação de metais, além de soluções de Indústria 4.0, outra esfera em que a TRUMPF visa conquistar a liderança”, comenta Carla Araújo, responsável pelo marketing da TRUMPF do Brasil.

A expectativa da retomada da economia em 2018 também tem levado empresas do setor de corte e conformação à FEIMEC. É o caso da Soco Tubemac, a qual “visando ao mercado local que receberá grandes investimentos de companhias de grande expressão mundial, estará na próxima edição da feira para demonstrar a sua alta tecnologia empregada em máquinas para corte, dobra e chanfro de tubos e maciços (ferrosos e não ferrosos)”, segundo Conrado Batista, diretor da empresa.

Já Thaís Bitencourt, coordenadora de marketing da Fronius, chama atenção para o fato do mundo estar vivendo a chamada era da Indústria 4.0, na qual a conectividade, segurança e agilidade caminham juntas para atender melhor o cliente. “Participar da FEIMEC 2018 é uma grande oportunidade para apresentarmos nossassoluções e trocarmos experiência neste mercado que cresce a cada ano. Temos certeza de que consolidaremos grandes negócios na feira”, completa.

Diego Susin, gerente de marketing da Sumig, também ressalta a importância da divulgação de novas tecnologias para a manufatura avançada no mercado brasileiro: “O grande número de visitantes da FEIMEC e a oportunidade de interação com o público nos motiva a investir neste tipo de exposição. Os visitantes conhecerão mais sobre os produtos Sumig para soldagem manual e robotizada, desenvolvidos para operar tanto na Indústria 4.0 como em uma fábrica tradicional. Trata-se de uma linha que está recebendo cada vez mais destaque”.

Atuando há mais de dez anos no segmento de robótica e automação de processos industriais, a Powermig Power Robot também contribuirá para o elevado nível tecnológico da FEIMEC 2018, visualizando na feira uma importante vitrine para apresentar ao mercado inovações que podem aumentar e qualificar o processo produtivo nacional. “Acreditamos que a feira possa trazer bons negócios e abrir prospecções”, destaca Juarez Fochesatto, diretor da empresa.

A FEIMEC é uma iniciativa da ABIMAQ, e possui a parceria de mais de 50 entidades dos mais variados setores, a exemplo do Instituto do Aço, Instituto Nacional dos Distribuidores do Aço e Brasolda, representantes diretos e indiretos dos segmentos de solda e corte e conformação de metais.

Abimaq-A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos representa cerca de 7.500 empresas dos mais diferentes segmentos fabricantes de bens de capital mecânicos, cujo desempenho tem impacto direto sobre os demais setores produtivos nacionais e está estruturada nacionalmente com a sede em São Paulo, nove regionais e um Escritório Político em Brasília. Muito além da representação institucional do setor, a ABIMAQ tem asua gestão profissionalizada e as suas atividades voltadas para a geração de oportunidades comerciais para as suas associadas, realizando ações junto às instâncias políticas e econômicas, estimulando o comércio e a cooperação internacionais e contribuindopara aprimorar seu desempenho em termos de tecnologia, capacitação de recursos humanos e modernização gerencial. яндекс

Sobre a Informa Exhibitions-A Informa Exhibitions é uma unidade negócios do Grupo Informa, um dos maiores organizadores de eventos, conferências e treinamentos do mundo, com capital aberto e papéis negociados na bolsa de Londres. O grupo possui 100 escritórios espalhados por 40 países, empregando cerca de 9 mil funcionários em todo o mundo. Nos últimos quatro anos, a Informa Exhibitions investiu cerca de R$ 400 milhões no Brasil em aquisições de eventos, marcas e títulos no segmento de exposições e feiras de negócios. Com escritórios em São Paulo (sede) e Curitiba e cerca de 200 profissionais, a empresa possui em seu portfólio eventos como Agrishow, Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, ForMóbile, Futurecom, ABF Franchising Expo, Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, Feimec, Expomafe, Plástico Brasil, High Design Home & Office Expo, entre outros, perfazendo um total de 21 eventos setoriais.

Mais informações: www.informaexhibitions.com.br

FEIMEC –Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos
Data: 24 a 28 de abril de 2018, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
Iniciativa: ABIMAQ -Associação Brasileira da Indústria de Máquinas
Promoção e organização: Informa Exhibitions
Patrocínio Oficial: Romi
Mais informações: www.feimec.com.br

CAMINHO SEM VOLTA

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A indústria 4.0 (*), a chamada quarta revolução industrial não se limita somente aos muros da indústria em si. Muito mais abrangente até do que se imagina, essa nova fábrica estará conectada a uma cidade inteligente, um sistema de geração e distribuição de energia inteligentes, um sistema de saúde com inteligência e assim por diante. O prof. Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, referência no assunto, em seu livro “A Quarta Revolução Industrial” define essas transformações como a união do meio físico, digital e biológico. Se bem aproveitadas, o resultado propiciará possibilidades enormes de crescimento econômico e, talvez, algo que não se possa mensurar, a qualidade de vida.

CAMINHO SEM VOLTASão muitos os elementos que integram a indústria 4.0, também conhecida como indústria inteligente. Basicamente, listam-se: digitalização de processos, inteligência artificial, comunicação entre máquinas, manufatura aditiva, internet das coisas e robótica avançada (como a robótica colaborativa).

De modo sucinto, a indústria 4.0 trata-se de um conceito de automação dos processos fabris e administrativos. “É toda a cadeia compartilhando informações (e, nesse caso, o maquinário tem que estar preparado para tal), sem a interferência humana. É a automação dos processos vendas-administrativo”, explica João C. Visetti, diretor-presidente da Trumpf do Brasil, destacando que nem sempre a automatização ocorre na interface vendas – produção, diferentemente acontece na produção.

Sem limites de fronteiras, uma vez que os players de uma cadeia podem estar localizados em diferentes países e até continentes, a indústria 4.0 surgiu como termo em 2011, na Feira de Hannover, na Alemanha. “Esse foi o grande marco de transformações na companhia, pois participamos apresentando soluções, em conjunto com a Axoom (subsidiária que opera independente da Trumpf)”, ressalta Visetti. Líder de tecnologia no mercado mundial de máquinas-ferramentas utilizadas no processamento de chapa flexível, e também em lasers industriais, a Trumpf integra um comitê na Alemanha (país que está desenvolvendo o conceito da indústria 4.0 para a União Europeia) dedicado à pesquisa sobre a quarta revolução industrial. Tomam parte no comitê a Siemens e a Bosch.

“Desde o surgimento da indústria 4.0 houve muitas dúvidas se realmente todas as transformações propostas iriam vingar. Entretanto, hoje, há o real convencimento de que elas são inevitáveis e quem não as aderir, não terá chance de sobreviver no mercado produtivo”, sentencia Fábio Lima, professor do departamento de Engenharia de Produção da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial).

Realidade – Segundo Lima, estamos em um momento de conscientização e entendimento dos conceitos e potenciais da revolução para cada indústria em particular. “Quanto ao período de tempo da teoria à prática – e diante da complexidade dos conceitos -, existem montadoras sugerindo algo em torno de 15 a 30 anos. “A boa notícia é que se percebe que a indústria nacional está sensibilizada da necessidade de entendimento e da adoção dos conceitos”, afirma o professor.

CAMINHO SEM VOLTAOs empresários brasileiros podem estar até de olho na indústria inteligente, mas “infelizmente, ainda, estamos engatinhando e muito distantes da realidade das fábricas japonesas, europeias e norte americanas. Até mesmo a China está investindo pesadamente em automação e robótica, ultrapassando os 100.000 robôs implantados em suas fábricas, no ano passado; enquanto no Brasil não chegamos a 2.000 robôs”, analisa Icaru Sakuyoshi, diretor-presidente da Motoman Robótica do Brasil, líder mundial na fabricação de robôs.

Importante destacar que a indústria 4.0 será cada vez mais automatizada e controlada por robôs. Há 40 anos atrás, a Motoman apresentou ao mercado seu primeiro robô (elétrico), sendo que já tem predestinado a nova geração para a indústria 4.0, com o recém lançado controlador YRC1000 para facilitar a interface com demais máquinas. Capaz de controlar até oito robôs, o YRC1000 é indicado para as mais diversas aplicações industriais, tais como: automobilística, autopeças, alimentícia e farmacêutica, entre outras.

O setor automotivo (inclui-se também o aeronáutico) continua sendo o maior consumidor de robôs e, consequentemente, desse novo conceito. Já o segmento de bens de consumo vem aumentando a demanda nos últimos anos, e deve conquistar um espaço maior.

Desafios – Ainda, segundo Sakuyoshi, a multinacional japonesa investe pesado na superação de seus produtos; e, como exemplo, citou a nova geração série GP, com os modelos mais rápidos do mundo. Porém, o executivo alerta para as dificuldades que a indústria nacional enfrenta a caminho da modernização, como a falta de linhas de créditos acessíveis, com taxas de juros semelhantes as aplicadas em países do primeiro mundo. “Temos o BNDES que poderia ser a chave dessa transformação, e algumas ações de incentivo a automação direcionadas às pequenas e médias empresas. Entretanto, os resultados são pouco satisfatórios. Neste sentido, precisamos de uma atenção especial para que a indústria nacional possa alcançar alta produtividade e competir globalmente”, argumenta.

Também o professor Lima admite a necessidade de investimento em maquinários e softwares para a adesão aos conceitos da indústria 4.0, inclusive, sendo necessária uma análise particular de cada indústria sobre o caminho a seguir já que essa implantação não é padrão.

Além disso, o fato de o Brasil possuir um sério déficit na educação é outro entrave a ser debelado. “A formação básica é dever do Estado, entretanto sabemos que ela é muito fraca. O profissional que vai conceber os sistemas da indústria 4.0 precisará ter entendimento (base) para que possa ser treinado pelas próprias empresas”, aponta Visetti.

De olho na formação de profissionais para a indústria inteligente, a FEI inaugurou seu laboratório de manufatura digital (LMD), em parceria com Siemens e SPI. “Esse laboratório recebeu aporte inicial (hardware e software) de mais de R$ 5 milhões e, no ano passado, conquistou um prêmio internacional do projeto PACE da General Motors, como melhor laboratório de manufatura digital entre os 59 laboratórios participantes, de 13 países”, comemora Lima.

CAMINHO SEM VOLTA

O professor informa que estão sendo desenvolvidas atividades de ensino e pesquisa no LMD, e que um projeto de auxílio a uma pequena empresa acaba de ser concluído. Além do mais, firmou parceria com a KUKA Roboter para o recebimento de um robô colaborativo, por um período de seis meses, com possibilidade de renovação. Já a Schunk está doando as garras dos robôs, inclusive do colaborativo. “Temos ainda o laboratório de internet das coisas (IoT), em parceria com a Telefônica-Vivo, que terá suas tecnologias e conhecimentos integrados ao LMD em um modelo de colaboração interna entre laboratórios”, esclarece Lima.
Integrante de um comitê da VDI (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha), que visa traçar estratégias de colaboração entre escolas e empresas, a FEI (em conjunto com o Instituto Mauá de Tecnologia e algumas empresas) participou do projeto de um demonstrador de manufatura avançada com diversos conceitos (na prática) da indústria inteligente. Realizado pela Abimaq e Senai, o projeto foi exposto na última edição da Feimafe, em maio.

Vanguarda – A Trumpf também aproveitou a Feimafe para apresentar o interativo e dinâmico Espaço TruConnect, criado especialmente para o visitante da feira conferir como funciona a informação entre máquina e sistema, e uma fábrica operando de forma autônoma, isto é, 100% nos moldes de indústria 4.0.

Sempre na vanguarda, no mês de setembro deste ano, a Trumpf inaugura em Chicago (coração do mercado norte-americano de processamento de chapa metálica) uma fábrica de demonstração conectada digitalmente. Toda a “cadeia de processo de chapa metálica” – desde a encomenda de uma peça até sua concepção, produção e entrega – está interligada de forma inteligente. Com 30 funcionários, a unidade é destinada a todos os que trabalham na conformação de chapas, sendo o grupo-alvo constituído de pequenos e médios empresários iniciantes com conectividade digital. O novo espaço mostrará, na prática, a interação de pessoas, máquinas, equipamentos de armazenamento, automação, softwares e soluções da indústria 4.0.

Considerando ser o momento adequado, Visetti menciona que para clientes que dispõem de máquinas a partir de 2012/13, a Trumpf está relançando uma versão (demo) gratuita com informações básicas de funcionamento desses equipamentos. “Através da Axxom, temos condições de integrar máquinas mesmo não sendo da Trumpf. Além disso, vamos oferecer soluções mais complexas desde análise de produção compartilhadas”, comunica o diretor-presidente. Em paralelo, a empresa também tem o serviço de monitoramento e diagnóstico à distância das máquinas. Um dos exemplos, é o projeto piloto que está sendo desenvolvido com todas unidades de laser da Mercedes Benz.

Importante ressaltar que há fábricas em locais remotos, sem conexão de alta velocidade. Nesse caso, a questão é: qual a conexão mínima para que elas (empresas) possam participar desse novo mundo, com alto fluxo de dados e a segurança nessa transmissão? Essa é apenas uma das discussões – ainda sem respostas, por parte do comitê alemão do qual a Trumpf integra.

Benefícios – Independente do tempo para a conclusão das questões que envolvem o conceito da indústria 4.0, uma coisa é certa: as vantagens oferecidas são muitas. Entre elas: eliminação de desperdício, rastreabilidade, personalização, confiança, eficiência, transparência e novas modalidades de negócios.

Visando se tornar uma plataforma exportadora global, a General Motors Mercosul acaba de anunciar o maior investimento da história da companhia no País: aporte de R$ 1,4 bilhão no Complexo Industrial Automotivo de Gravataí, Rio Grande do Sul. De acordo com Carlos Zarlenga, presidente da General Motors Mercosul, a medida objetiva o desenvolvimento de novos produtos e a introdução de conceitos inovadores de manufatura e qualidade 4.0. “O aporte permitirá ampliar nossa linha de produtos, com foco em conectividade total, segurança e eficiência energética. A fábrica será referência global em manufatura e qualidade 4.0”, assegurou Zarlenga.

Fronius apresenta TPS/i: a revolução inteligente

O sistema faz com que o número de respingos seja visivelmente menor durante a solda, com arco voltaico e penetrações estáveis, proporcionando maior eficiência e facilidade ao usuário

O mercado de solda é um marco na indústria mundial, atingindo todos os segmentos industriais como: os setores automobilísticos, óleo e gás, de fabricação e recuperação de peças, equipamentos e estruturas. A soldagem se consolida hoje como principal etapa em quase todos os segmentos industriais.

A Fronius – líder em tecnologia de soldagem – apresenta as novas funções centrais TPS/i. O modelo é um gênio universal que foi completamente reestruturado e o desempenho do processador se tornou muito mais rápido, possibilitando que novos fatores de controles possam ser medidos.

Como resultado, melhorou decisivamente as propriedades de solda, aperfeiçoou o manuseio e otimizou a comunicação entre o homem e a máquina. Além disto, o seu design modular facilita a adaptação e as necessidades individuais de soldagem dos utilizadores.

O TPSi se destaca também pela alta inteligência e funções extensas de comunicação. Este sistema faz com que o número de respingos seja visivelmente menor durante a solda, com arco voltaico e penetrações estáveis, proporcionando maior eficiência e facilidade ao usuário. As empresas podem realizar tarefas de soldagens complexas e em constante mudança, de forma ágil, eficaz e com qualidade.

Um dos diferenciais da máquina é a faixa de corrente 03A – 600 Amp. (TPSi 600), uma fonte de 600 Amperes que solda 500 Amperes a 100% do ciclo de trabalho, que permite criar 1000 jobs diretamente no painel da fonte.

A Fronius ressalta que o usuário da plataforma TPS/i pode combinar hardware e software para necessidades especiais. O mais incrível é que as máquinas Fronius “conversam” com qualquer robô já existente no mercado. A empresa fez com que a soldagem se tornasse algo simples e com exímia qualidade.

Cases de sucesso – PG Campos Metalmecânica e Trox do Brasil

Recentemente a Fronius aceitou o desafio proposto pela PG Campos Metalmecânica – atuante no setor de solda e conformação – de fazer o trabalho em um tempo curto e sem qualquer complicação. Eles utilizaram o processo de soldagem MIG PULS – PMC e usaram como material de base uma liga de alumínio para condução de eletricidade.

Descrição do processo: Alimentação de soldagem para células de eletrólise.

Espessura: 25 mm.

Gás de blindagem: Argon 100%.

Especificação: Al 99% – ER1100 – 1,2 milímetros.

Consumido cerca de 90 kg de fio de alumínio 30 dias de serviço.

Resultado: cliente totalmente satisfeito pela perfeição, velocidade da soldagem, estabilidade do arco, penetração 100% e menos respingos.

Já a Trox do Brasil – empresa atuante nas áreas de: soluções de ventilação e ar condicionado; conceitos de proteção contra incêndio e controle de fumaça para edifícios novos e renovados – solicitou um trabalho livre de respingos.

Descrição do processo: Difusor de ar em alumínio de quatro vias

Processo de soldagem: PULS MIG – ALSi5 3048

Material de base: liga de alumínio

Espessura: 1,5 mm,

Gás de blindagem: Argon 100%

Especificação: SFA 5 10/99 AWS ER1100

Resultado: Trabalho 100 % concluído com soldagens perfeitas.

Vantagens TPS/i manual

-Velocidade de resposta do arco em soldagens manuais de raiz, onde há dificuldade de acesso. Os estabilizadores da fonte auxiliam nesta tarefa;

– Tocha com LED que facilita para encontrar a posição correta dos equipamentos em locais escuros;

– Troca do conduíte da tocha sem ferramenta, tornando-se mais rápido e mais seguro;

– Função EasyJobs para criar um job rapidamente;

– Fazer backup ou update pelo cabo Ethernet, descartando a necessidade de uma ferramenta especial.

Acesse: www.fronius.com.br

Prêmio Brasil Galvanizado anuncia os quatro ganhadores da 3ª edição

O ICZ (Instituto de Metais Não-Ferrosos) apresentou em 15/08 os quatro cases vencedores do Prêmio Brasil Galvanizado em 2017. As empresas Armco Staco Galvanização, Bbosch Galvanizadora (vencedora em duas categorias) e Ztec Tecnologia de Metais receberam prêmios de até R$ 15 mil e concorrerão ao International Galvanizing Awards, em Berlim (Alemanha), durante a Conferência Internacional de Galvanização (INTERGALVA), em junho de 2018.

Com objetivo de incentivar a utilização do aço galvanizado em mais projetos, o Prêmio Brasil Galvanizado vem reconhecendo o trabalho de arquitetos e engenheiros e chega a sua terceira edição. De acordo com Ricardo Goes, gerente-executivo do ICZ, houve um aumento de 33% na participação de cases, em relação à edição anterior. “Esse resultado revela a maior conscientização sobre os benefícios da utilização do aço galvanizado. Nosso objetivo é que os profissionais utilizem cada vez mais esta tecnologia, pois reduz os custos de manutenção através do aumento da vida útil das estruturas, resultante da proteção contra a corrosão”, afirma Goes.

A cerimônia de premiação deste ano aconteceu durante o evento “Mitos e verdades da galvanização a fogo nos setores elétrico & construção civil”, na sede do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo. Confira os projetos vencedores desta edição em cada categoria:

Prêmio Brasil Galvanizado anuncia os quatro ganhadores da 3ª edição

Prêmio Brasil Galvanizado anuncia os quatro ganhadores da 3ª edição

Sobre a Votorantim Metais

A Votorantim Metais é uma companhia de mineração e metais não-ferrosos, com nove operações no Brasil e no Peru e escritórios comerciais em Houston (EUA) e Luxemburgo. Atualmente, é a quarta maior produtora de zinco do mundo e acionista controladora da Milpo, uma das principais produtoras de zinco no Peru.

A companhia é parte do portfólio de negócios industriais da Votorantim SA, um dos maiores conglomerados da América Latina, que inclui outras empresas com atuação na indústria de base, como cimento e materiais de construção, aço, alumínio, energia, celulose e agronegócio.

Sobre o ICZ

Fundado em 1970, na cidade de São Paulo, inicialmente com o nome ICZ – Instituto Brasileiro de Informação do Chumbo e Zinco.

Como entidade institucional, o ICZ congrega os interesses dos segmentos representando-os junto aos órgãos governamentais e entidades de classe.

Atualmente, como Instituto de Metais não Ferrosos, tem a visão de liderar e apoiar os setores dos metais Zinco, Níquel e Chumbo no desenvolvimento e disseminação de suas aplicações e uso sustentável no Brasil.

Driblando a crise

Apesar do quadro econômico-político que vem desenhando negativamente o cenário brasileiro, a Regional Telhas projeta encerrar o exercício fiscal com crescimento real da ordem de 13%. Dentro dessa expectativa, a empresa inicia a comercialização do novo mix de produtos a serem lançados em 2018 e segue com o plano de negócios de abrir mais uma unidade, também no próximo ano. Desta forma, concretiza o compromisso assumido junto aos colaboradores de fortalecer a marca e não permitir que a crise traga consequências nefastas, como o corte de recursos humanos do grupo, hoje totalizando 230 colaboradores diretos.

A Regional Telhas reconhece que são muitas as variantes interferindo no desenvolvimento da indústria como um todo, impedindo o crescimento da economia e das empresas alcançarem seus objetivos. Além do mais, a variação cambial com alta volatilidade dificulta o planejamento de caixa. Assim sendo, somente companhias mais bem estruturadas estão aprendendo a se reinventar, diversificando sua linha de produtos e tornando-se mais eficientes na gestão de processos e custos, entre outros.

“A profissionalização no atendimento ao cliente, produção e pós-venda estão entre as medidas adotadas pela Regional Telhas”, destaca Fabio Oliveira, diretor presidente da empresa. Segundo ele, ações neste sentido envolvem a expansão do portfólio de produtos e soluções; melhorias na logística (reduzindo o tempo de entrega do material); evolução na seleção e qualidade da matéria-prima.

Driblando a crise

Reconhecida como fabricante de telhas para grandes obras em aço, matéria prima 100% reciclável, a Regional Telhas possui ampla gama de produtos, desde soluções exclusivas a acessórios. Além de certificada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), possui também as certificações da Internacional DUN & BRADSTREET e Green Building Council – Brasil.

Mercado em expansão – A Regional Telhas nasceu do esforço de Paulo Roberto Martins Pozo que implantou uma pequena revenda, sem subsídios ou suporte de terceiros, na cidade Assis, São Paulo. A expansão das atividades fora dos limites daquele município incentivaram a empresa, de tal modo, que 15 anos se passaram e a iniciativa pioneira de ingressar do mercado externo, alavancou ainda mais seu ritmo de crescimento.

No início das atividades da empresa o próprio mercado não recebia muito bem a formalização dos processos de compra e fiscal que, com o passar do tempo, foi amadurecendo, se profissionalizando. “Culturalmente o aço não tinha penetração no segmento da construção civil residencial, hoje porém está em franca expansão e com muito espaço para avanço”, sustenta Oliveira.

Segundo o executivo, o grande investimento da Regional Telhas foi na instalação do parque industrial em Bataguassu, Mato Grosso do Sul, proporcionando novo patamar de volume de negócios e processamento de aço. Oliveira explica que a companhia fez todas as ampliações e modernizações necessárias para atender novos fornecedores e, para tanto, ainda dispõe de duas novas unidades de fabricação em Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro, e São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Atualmente, a empresa lidera o segmento em todo o País e conta também com um grande volume de importação.

Evolução histórica – Essa evolução foi possível graças à visão empreendedora e otimista de Regional Telhas, que pode contar com o envolvimento, a dedicação e a parceria de toda sua equipe. Em 2011, a empresa foi eleita como “Case de Implantação” do sistema SAP; em 2014, teve seu primeiro balanço auditado pela PwC Brasil; e há dois anos foi selecionada para participar de um evento na abertura do pregão da NYSE (Bolsa de Valores de Nova York) e tomar parte de uma rodada de entrevistas com oito grupos de investidores de várias partes do mundo.

Driblando a criseEm maio deste ano, a Regional Telhas inaugurou a unidade em Santa Catarina com 10 colaboradores, oferecendo a linha completa de telhas. “Através da produção local (que atenderá o sul do Paraná e também o Rio Grande do Sul) vamos melhorar nossa competitividade, com eficiência no tempo de atendimento e redução dos custos de logística na distribuição”, explica Oliveira.

Detentora de cerca de 26 % do mercado, segundo fontes de associações e instituto do segmento, a Regional Telhas possui uma carteira de 6.000 clientes ativos. Entre os principais, figuram: Embraer, Vale, Ford, Volvo, Valeo, Du Pont, Sadia, WEQ, JBS, BEMO, TAM e John Deere, entre outros.

Acesse: www.regionaltelhas.com.br

D&D Company comemora 20 anos de atividade

Presente no dia a dia das pessoas devido às suas qualidades técnicas e estéticas, o aço inoxidável tanto proporciona custo x benefício como contribui para o consumo do aço no País. Referência nesse mercado, a D&D Company comemora 20 anos no Brasil com motivos para festejar.

“Somos reconhecidos pela nossa qualidade, entrega precisa e atendimento especializado, além de alta capacidade técnica para o desenvolvimento de novos projetos. Nossa consolidação nos mercados de tubos e elementos filtrantes é notória do mesmo modo nos segmentos de barras e perfis”, celebra Paulo J. Diebe, sócio-diretor da D&D Company.

D&D Company comemora 20 anos de atividadeNo mercado desde 1997, a empresa é especializada em transformação e manufatura de aços inoxidáveis e ligas especiais, com habilidade destacada para atender diversas especificações especiais, através de amplas linhas de barras, perfis, arames, tubos e filtros, conferindo diversidade no fornecimento de soluções. “Buscamos compreender as necessidades de nossos clientes para entregar mais que produtos e serviços, mas sim soluções inovadoras com parceria, excelente custo x benefício, credibilidade e tecnologia para os mais variados segmentos”, afirma Diebe.

Para se ter ideia da ampla área de atuação, a empresa está capacitada a oferecer soluções desde ao profissional protético aos segmentos médico-hospitalar, papel e celulose, ferroviário, alimentício, automotivo, linha branca, e usinas hidroelétricas, entre tantos outros.

Essa competência em prover áreas distintas está entre os motivos pelos quais a D&D Company vem conseguindo atravessar a crise político-econômica que afeta diariamente o mercado. “Hoje a empresa enfrenta dificuldades no fornecimento de matéria-prima nacional, que vem sofrendo mudanças radicais, inviabilizando a parceria e afetando o planejamento de compra Além da expansão da matéria prima importada, o mercado se defronta com o produto importado pronto”, explica Diebe, referindo-se à penetração das matérias primas (e produtos acabados) que vêm da Índia e da China.

Exportação – O aço inoxidável não é produto de representatividade na exportação. Além disso, os altos impostos inviabilizam as oportunidades de exportação do produto que, apesar de ter procura, perde concorrência para países com políticas muito mais focadas no mercado externo. Mesmo diante desse problema recorrente no Brasil, que não dispõe de política favorável à exportação, a D&D Company exporta para países da África e da América do Sul.

Frente ao panorama exposto, Diebe afirma com certa satisfação que, apesar do atual momento político-econômico que vem assolando o Brasil, incidindo na queda de faturamento, a D&D Company vem mantendo seu posicionamento acima da média de mercado em relação às demais empresas atuantes na área (concorrentes distintas e diferentes para cada setor de atuação). “Estarmos sobrevivendo a maior crise histórica do País, o que prova a resiliência e a força que a companhia tem nesse mercado, tão afetado. Importante ressaltar que temos clientes – parceiros fiéis -, capazes de distinguir o trabalho e a qualidade que diferenciam a D&D Company. Além deles, destaco os colaboradores dedicados que nos ajudam a construir nossa história e estão (presentes) lado a lado no dia a dia”, assegura.

D&D Company comemora 20 anos de atividadeTal reconhecimento culminou em homenagem recente a um grupo representado por funcionários com mais de 10 anos de casa (30% dos colaboradores). No total são 93 colaboradores, centralizados na unidade de Diadema, São Paulo.

História – Experiente profissional especializado no setor do aço, Paulo Diebe fundou a D&D Company no município de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Desde sua fundação contou com o reforço da sócia Andréa Vicentino. Essa soma de esforços vem resultando na evolução da D&D Manufatureira (razão social). Entre os exemplos, citou: a mudança da unidade para a cidade de Diadema, também em São Paulo e a estratégia de crescer de modo estruturado, fortalecendo a empresa que progrediu mesmo com a crise na economia mundial, em 1999.

Naquela ocasião, devido estar centralizada em um do setor secundário da siderurgia, a empresa dispunha do fornecimento de matéria prima nacional, recorrendo pouco ao material importado. Com o passar do tempo, o panorama foi modificando, sendo que atualmente esse mercado se inverteu. A partir daí a D&D Company resolveu diversificar sua operação e, em 2011, nasceu a D&D Tubos (trefilação e laminação de tubos em aço inoxidável). Dois anos depois, introduziu a linha de filtros e elementos filtrantes em aço inox para filtração, separação, retenção e classificação de partículas.

D&D Company comemora 20 anos de atividadeDe acordo com Diebe, a constante preocupação na melhoria de processo faz parte da cultura D&D. Como resultado, a D&D Manufatureira recebeu a certificação NBR ISO 9001, em 2003. Essa mudança abriu portas para prestar serviços a segmentos com processos muito bem estruturados, e que devido ao perfil exigem desenvolvimento contínuo de seus fornecedores. Além da Certificação NBR ISO 9001, a D&D Manufatureira recebeu o prêmio Desempenho, outorgado pela Editora Livre Mercado / Diário do Grande ABC como “Destaque do Ano 2005” pelo seu desempenho empresarial. Também o Grupo Lund de Editoras Associadas e a Revista Noticiário de Equipamentos Industriais (NEI) certificaram a D&D na Pesquisa Nacional de “Preferência de Marca de Produtos Industriais” como uma das cinco marcas preferidas nas seguintes categorias: Arames para indústria; Perfis de aço (2009/2010), Perfis de aço (2010/2011), Perfis de aço (2011/2012) e Fornecedores Indicados pela Indústria (2015/2016).

Acesse: www.dedcompany.com.br

Estudo comprova que recuperação de solos minerados gera terrenos produtivos

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) comprovou cientificamente que o escoamento de água de chuva sobre o solo, em áreas mineradas, é menor que em áreas ainda não mineradas no cultivo de eucalipto. Ou seja: o solo mantém uma boa absorção, retendo água de chuva e permanecendo produtivo para o plantio. A pesquisa foi realizada pelo engenheiro florestal Lucas Jesus da Silveira, que conduziu a dissertação de mestrado “Escoamento superficial em áreas de mineração de bauxita, pré e pós lavra, na Zona da Mata Mineira”. Silveira usou como base as áreas mineradas e reabilitadas pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), atestando que, após o processo de mineração, que ocorre em topos e encostas de morros, o escoamento superficial é de 0,17%. Isso representa um volume três vezes menor do que o que ocorre em áreas não mineradas.

O estudo, que teve início em outubro de 2016 e término em maio deste ano, foi realizado em culturas de eucalipto em período de chuvas na região da Zona da Mata Mineira, o que possibilitou um levantamento mais aprofundado e assertivo.

De acordo com a dissertação, a escolha por plantio de eucalipto em áreas reabilitadas é uma ótima alternativa, por três questões: hidrológico, visto o menor escoamento superficial; ecológico, com o aporte de serapilheira que ao longo dos anos se decompõe e auxilia na estruturação do solo; e econômico, dado a manutenção da produtividade do terreno e o lucro com a madeira, gerando poucos gastos para o proprietário das áreas.

Para a CBA, o estudo é a comprovação do que já vinha sendo observado. “Nosso desafio era mostrar que após o processo de lavra e da recuperação ambiental, o solo mantinha sua propriedade de absorção, retendo a água da chuva e, consequentemente, contribuindo para a manutenção dos lençóis freáticos. Agora isso já é realidade”, afirma o gerente geral das unidades de mineração da CBA, Ricardo Vinhal.

Tendo como um de seus pilares o desenvolvimento sustentável, a CBA tem investido em projetos relacionados à conservação hídrica, tanto com a comunidade quanto com seus empregados. Em 2016, a empresa iniciou uma parceria com o departamento de Engenharia Florestal da UFV, a fim de aprofundar suas pesquisas e comprovar que o projeto que vem desenvolvendo é significativo.

Segundo o professor Herly Carlos Teixeira Dias, coordenador do Laboratório de Hidrologia Florestal da UFV e orientador da dissertação de Silveira, o estudo avaliou questões importantes pós-exploração da bauxita. “O estudo mostra que o processo de reabilitação e as tecnologias ali empregadas estão dando retorno acima do que esperávamos”, afirma.

Além da tese de Lucas Jesus da Silveira, outras pesquisas estão sendo desenvolvidas por alunos da UFV em áreas que passaram pelo processo de reabilitação ambiental.

Sobre a CBA

Fundada em 1955, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) é a mais tradicional e a primeira indústria nacional fabricante de alumínio do País. A Companhia, pertencente ao portfólio de negócios da Votorantim S.A, é também a única da América Latina a atuar com operação totalmente integrada, realizando desde o processamento de bauxita até a produção de alumínio primário (lingotes, tarugos, vergalhões e placas) e de transformados (chapas, bobinas, folhas e perfis). Com sede localizada na cidade de Alumínio (SP), onde ocupa 700 mil m² de área construída, a CBA também possui três plantas de mineração de bauxita, instaladas nos municípios de Miraí, Itamarati de Minas e Poços de Caldas, em Minas Gerais, além de uma empresa de reciclagem de alumínio, na cidade de Araçariguama (SP). A atuação da CBA está voltada, principalmente, para prover soluções e serviços para a indústria brasileira com foco nos setores de embalagens e transportes; bem como para os mercados de bens de consumo, energia e construção civil através de parceiros estratégicos. Com a reestruturação organizacional realizada em julho de 2016, a gestão das operações do Níquel passou a ser responsabilidade da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) comprovou cientificamente que o escoamento de água de chuva sobre o solo, em áreas mineradas, é menor que em áreas ainda não mineradas no cultivo de eucalipto. Ou seja: o solo mantém uma boa absorção, retendo água de chuva e permanecendo produtivo para o plantio. A pesquisa foi realizada pelo engenheiro florestal Lucas Jesus da Silveira, que conduziu a dissertação de mestrado “Escoamento superficial em áreas de mineração de bauxita, pré e pós lavra, na Zona da Mata Mineira”. Silveira usou como base as áreas mineradas e reabilitadas pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), atestando que, após o processo de mineração, que ocorre em topos e encostas de morros, o escoamento superficial é de 0,17%. Isso representa um volume três vezes menor do que o que ocorre em áreas não mineradas.

O estudo, que teve início em outubro de 2016 e término em maio deste ano, foi realizado em culturas de eucalipto em período de chuvas na região da Zona da Mata Mineira, o que possibilitou um levantamento mais aprofundado e assertivo.

De acordo com a dissertação, a escolha por plantio de eucalipto em áreas reabilitadas é uma ótima alternativa, por três questões: hidrológico, visto o menor escoamento superficial; ecológico, com o aporte de serapilheira que ao longo dos anos se decompõe e auxilia na estruturação do solo; e econômico, dado a manutenção da produtividade do terreno e o lucro com a madeira, gerando poucos gastos para o proprietário das áreas.

Para a CBA, o estudo é a comprovação do que já vinha sendo observado. “Nosso desafio era mostrar que após o processo de lavra e da recuperação ambiental, o solo mantinha sua propriedade de absorção, retendo a água da chuva e, consequentemente, contribuindo para a manutenção dos lençóis freáticos. Agora isso já é realidade”, afirma o gerente geral das unidades de mineração da CBA, Ricardo Vinhal.

Tendo como um de seus pilares o desenvolvimento sustentável, a CBA tem investido em projetos relacionados à conservação hídrica, tanto com a comunidade quanto com seus empregados. Em 2016, a empresa iniciou uma parceria com o departamento de Engenharia Florestal da UFV, a fim de aprofundar suas pesquisas e comprovar que o projeto que vem desenvolvendo é significativo.

Segundo o professor Herly Carlos Teixeira Dias, coordenador do Laboratório de Hidrologia Florestal da UFV e orientador da dissertação de Silveira, o estudo avaliou questões importantes pós-exploração da bauxita. “O estudo mostra que o processo de reabilitação e as tecnologias ali empregadas estão dando retorno acima do que esperávamos”, afirma.

Além da tese de Lucas Jesus da Silveira, outras pesquisas estão sendo desenvolvidas por alunos da UFV em áreas que passaram pelo processo de reabilitação ambiental.

Sobre a CBA

Fundada em 1955, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) é a mais tradicional e a primeira indústria nacional fabricante de alumínio do País. A Companhia, pertencente ao portfólio de negócios da Votorantim S.A, é também a única da América Latina a atuar com operação totalmente integrada, realizando desde o processamento de bauxita até a produção de alumínio primário (lingotes, tarugos, vergalhões e placas) e de transformados (chapas, bobinas, folhas e perfis). Com sede localizada na cidade de Alumínio (SP), onde ocupa 700 mil m² de área construída, a CBA também possui três plantas de mineração de bauxita, instaladas nos municípios de Miraí, Itamarati de Minas e Poços de Caldas, em Minas Gerais, além de uma empresa de reciclagem de alumínio, na cidade de Araçariguama (SP). A atuação da CBA está voltada, principalmente, para prover soluções e serviços para a indústria brasileira com foco nos setores de embalagens e transportes; bem como para os mercados de bens de consumo, energia e construção civil através de parceiros estratégicos. Com a reestruturação organizacional realizada em julho de 2016, a gestão das operações do Níquel passou a ser responsabilidade da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).