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WIRE and TUBE 2020

Um mundo sem tubos, fios e cabos – difícil de Imaginar!

São indispensáveis porque sem fios, cabos e tubos, edifícios não podem ser erguidos, pontes não podem ser construídas e aviões não pode decolar. E toda a transformação digital não seria possível sem cabos, fios e tubos também.

É por isso que os principais participantes dessas indústrias se reunirão no Centro de Exposições de Düsseldorf de 7 a 11 de dezembro de 2020 a apresentar as mais recentes máquinas e equipamentos de fabricação para fios e tubos, acabamento e processamento, produtos acabados, produtos e serviços. Nos eventos mais relevantes do mundo, Wire & Tube. Aproximadamente 2.000 expositores de cerca de 50 países são esperados.

Wire 2020 será apresentado nos pavilhões 10 a 17, expositores da Tube vão mostrar suas novidades nos pavilhões 5, 6, 7.ae 7, bem como nos 8a, 8b e 9.

Sustentável, ecologicamente correto, com economia de energia e inovador: é assim que a maioria das empresas de manufatura deseja chegar ao público. Mas o caminho para conseguir isso é longo e sinuoso, especialmente para a tecnologia intensiva de recursos empresas nas indústrias de fios, cabos e tubos.

Mais ainda porque a Messe Düsseldorf está se concentrando na campanha EcoMetals: enquanto durar a feira haverá, pela primeira vez, serão realizados passeios guiados, os chamados ecoMetals-trilhas. Estes vão orientar os visitantes aos estandes dos expositores com sustentabilidade, produção com economia de recursos e baixa emissão.

Os expositores da WIRE 2020 apresentarão máquinas e equipamentos para produção de arame, processamento e acabamento de arame, processo de ferramentas e auxiliares de tecnologia, materiais, fibra de vidro tecnologias, fios e cabos especiais, medição, controle tecnologia e engenharia de inspeção, máquinas de soldagem de malha, tecnologia de fixação e mola.

Pela primeira vez, produtos acabados, ou seja, molas técnicas e os fechos também serão apresentados. Isso significa que toda a cadeia de valor de máquinas e equipamentos para produção de fios e cabos e seu processamento e acabamento até o final produtos estarão em exposição.

TUBE 2020 mostra a cadeia de processo completa da indústria de tubos – de máquinas e  equipamentos para produção de tubos, tubos acabamento e processamento por meio de matérias-primas, tubos e acessórios, maquinário usado, ferramentas de tecnologia de processo, auxiliares para medição e controle de tecnologia e inspeção Engenharia. Comércio de tubos, dobra e corte de tubos, OCTG tecnologia, dutos, perfis, máquinas e tubos plásticos complementam a gama ampla e abrangente.

Duas estreias como parte do TUBE Düsseldorf, especialmente sinalizado sob o título Saw EXPO estará serrando e tecnologias de corte industrial como parte do tubo. De 8 a 11 Junho de 2021 Saw EXPO será realizada como uma feira comercial separada em o recinto de feiras de Friedrichshafen. Empresas interessadas podem se registrar online em www.sawexpo.de.

Esta feira de interesse especial é sobre máquinas de serrar e tecnologias de corte alternativas, equipamentos de espátula, ferramentas de rebarbação, acessórios, consumíveis, bem como máquinas periféricas e sistemas. Serras, maquinários usados, associações, editoras, prestadores de serviços, ciência e pesquisa complementam os intervalos.

Estreia para WTT-Expo, feira de interesse especial para aquecimento industrial trocadores e tecnologia de transferência de calor realizada em Düsseldorf para o primeira vez de 7 a 9 de dezembro de 2020.

Afinal, os sistemas de eficiência energética para transferência de calor estão em alta exigem. A energia está se tornando cada vez mais um fator de custo para empresas. Como resultado, as empresas de manufatura, em particular, voltará a investir mais em eficiência energética. De acordo com o atual Índice de Eficiência Energética (EEI) quase três quartos do todas as empresas gastam mais de dez por cento do total investimento nisso.

Satélites Internacionais em Mercados Dinâmicos da Futuro

Por um período de 30 anos, a WIRE & TUBE Düsseldorf tem desenvolvido nas principais feiras comerciais de suas indústrias – e em em escala internacional, há também onze satélites apresentando o temas de fios, cabos e tubos. Líderes de mercado em seus respectivos regiões, eles fornecem impulsos para as indústrias locais e possuem um alto potencial de crescimento. Satélites na Rússia, Brasil, China, Tailândia, Índia e os EUA, portanto, agora fazem parte do portfólio da Feiras de Metal and Flow Technologies organizada pela Messe Düsseldorf.

www.wire.de e/ou www.tube.de.

Corte de tubo a laser para iniciantes e especialistas

Nova máquina TRUMPF para o segmento de corte de tubo a laser // Custo-benefício mesmo com baixa capacidade de utilização // Operação fácil graças a vários recursos automatizados

A TRUMPF anuncia o lançamento da TruLaser Tube 3000 fiber, sua nova máquina de corte de tubo a laser. Uma escolha econômica, mesmo em condições de utilização de baixa a média capacidade. Assim, a máquina é igualmente adequada para empresas que estão entrando nessa tecnologia e para aquelas que procuram expandir sua capacidade de produção.

A TruLaser Tube 3000 fiber permite o processamento versátil de tubos e perfis e substitui as etapas convencionais de processamento de tubos, como serrar, perfurar e fresar.

Kit inicial para entrar no mundo do processamento de tubos

A TruLaser Tube 3000 fiber abrange uma ampla gama de aplicações, incluindo perfis, tubos redondos e barras de aço planas. Também oferece a opção de perfis L e U. O laser de estado sólido de dois quilowatts realiza o corte em alta velocidade de aço-carbono, aço inoxidável, alumínio e metais não-ferrosos, como cobre e latão. Um amplo conjunto de dados de corte já está armazenado na máquina.

A TruLaser Tube 3000 fiber pode cortar tubos com diâmetros de até 152 milímetros e perfis com uma circunferência externa de até 170 milímetros. A tecnologia de fixação, projetada para manter o tubo no centro e posicioná-lo corretamente durante o corte, adapta-se automaticamente às dimensões do projeto, sem a necessidade de configuração manual do operador.

A TruLaser Tube 3000 fiber define também outras configurações importantes automaticamente. Com o toque de um botão, a função AdjustLine modifica os parâmetros de corte para garantir um corte confiável de materiais de qualidade inferior. O Seam Line Tube detecta costuras de solda e marcações nas superfícies interna e externa dos tubos, ajudando os operadores a verificar se eles estão alinhados corretamente na máquina e se a costura de solda está na posição desejada à peça acabada. Com sua configuração fácil e alto grau de automação, a TruLaser Tube 3000 fiber é uma máquina simples de usar que representa uma opção econômica para lotes pequenos.

Roletes Escalonados
ROLETES ESCALONADOS
Os roletes escalonados poiam e deslizam os tubos para a estação de
corte. Eles podem ser adaptados manualmente ao respectivo diâmetro
do tubo, rapidamente.

Manuseio confiável e preciso das peças

A TruLaser Tube 3000 fiber corta tubos de até 18,5 kg por metro com espessuras de material de até 8 milímetros. Está disponível em dois comprimentos que acomodam 6,5 ou 8 metros de material.

Graças ao sistema de carregamento automatizado opcional LoadMaster Tube, a máquina é uma opção econômica também para produção de alto volume. Uma área de armazenamento de materiais integrada, conhecida como “espaço do fardo de tubos”, possibilita armazenar até 4 toneladas de matéria-prima. Com a versão da máquina projetada para um comprimento de carga de 8 metros, esse estoque pode chegar até 5 toneladas.

O sistema LoadMaster Tube separa e mede os tubos paralelamente à produção e os transfere para a máquina. Para garantir peças de alta qualidade, os roletes de guia amparam os tubos e os guiam para a estação de corte. Esses rolos podem ser ajustados ao diâmetro atual do tubo com uma ação simples. A máquina também possui roletes de guia no lado de descarga, aumentando o suporte a tubos longos durante o processamento.

A TruLaser Tube 3000 fiber ejeta as peças acabadas em um rack. Definido na altura ergonômica correta, isso permite que o operador os remova confortavelmente enquanto a máquina continua trabalhando. As peças mais curtas podem ser ejetadas diretamente em uma caixa. A TruLaser Tube 3000 fiber separa automaticamente as rebarbas de corte e a sucata das peças acabadas e as descarta em recipientes.

Sistema de Fixação
SISTEMA DE FIXAÇÃO
O sistema de fixação autocentrante posiciona e fixa o tubo automaticamente, garantindo a
qualidade ideal da peça acabada.

Fácil acesso aos componentes a qualquer momento

Graças ao design seguro da máquina, o operador pode acessar facilmente os lados de carga e descarga a qualquer momento – por exemplo, para carregar tubos individuais para a máquina processar tubos menores. Não há necessidade de fechar a máquina por completo. Uma grande janela de visualização, com segurança contra a fuga do feixe laser facilita o monitoramento do processo de  corte.

Pronta para uma smart factory

Os operadores podem fazer alterações no cronograma de produção da máquina ou ficar de olho na operação usando um aplicativo, o que facilita ainda mais acompanhar todo o processo de corte. A TruLaser Tube 3000 fiber inclui uma interface de dados segura, baseada em OPC UA, para conectar a máquina a um sistema ERP ou MES ou a um aplicativo em nuvem. Os aplicativos das máquinas TRUMPF fornecem informações sobre tempos de execução do programa e utilização da capacidade da máquina.

LoadMaster Tube
LOADMASTER TUBE
Graças a função de carregamento automático LoadMaster Tube, a máquina também
pode produzir em larga escala com lucratividade.

Acesse: www.trumpf.com

Forte Impacto nos Investimentos Industriais

Após um primeiro trimestre em recuperação, a indústria de máquinas e equipamentos sofreu um forte impacto da retração da atividade econômica, provocado pela pandemia do novo coronavirus, comprometendo seus resultados semestrais

Por Ricardo Torrico

Após quatro meses da pandemia da covid-19, a indústria nacional de máquinas e equipamentos sente o impacto do enfraquecimento do mercado interno e externo, embora os últimos resultados apontem para uma queda menos brusca da receita total. De acordo com o levantamento mensal feito pelo Departamento de Competitividade, Economia e Estatística (DCEE) da Associação Brasileira da Indústria Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em junho, as receitas líquidas do setor recuaram 12,4%, depois de uma queda de 14,1% em maio e de 25,6% em abril. Com esses resultados mensais, no segundo trimestre do ano, encolheu 17,4% na comparação com o mesmo período de 2019. Já no acumulado do primeiro semestre, o faturamento do setor encolheu 8,5%.

Apesar da retração registrada no segundo trimestre, esses resultados têm sido menos negativos a cada mês por conta das receitas internas. Em junho, as receitas internas encolheram 10,1% na comparação interanual, queda menos intensa do que as quedas de 14,9% observada em maio e de 26,5%, em abril, o que reforça a hipótese de que a economia brasileira já se encontre numa fase de recuperação dos investimentos. Entretanto, a sequência de resultados negativos nos últimos meses, provocou uma queda de 17% nas receitas internas no segundo trimestre, eliminando o avanço de 2,6% no primeiro trimestre e provocando uma queda de 7,8% no acumulado do primeiro semestre.

Consumo Aparente - Abimaq - Coletiva Julho 2020

Calcanhar de Aquiles

Na avaliação do DCEE da Abimaq, as exportações de máquinas têm sido o ‘calcanhar de Aquiles’ na composição da receita total do setor, já que, mesmo antes da pandemia, apresentava dificuldades para competir no mercado externo. Em junho, as receitas de exportação apresentaram uma queda de 35,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, depois de uma queda de 34,7% em maio e de 41,6% em abril. No acumulado do trimestre, as receitas de exportação encolheram 37,3% e, como no primeiro trimestre já havia registrado uma queda de 12,8% das receitas externas, no acumulado de janeiro a junho, esse índice acumulou uma retração de 25,4%.

O DCEE da Abimaq atribui essa queda intensa e persistente à desaceleração das economias mundiais, já que ocorre de forma generalizada nos diversos segmentos do setor, bem como nos principais destinos das máquinas e equipamentos fabricados no Brasil. No acumulado de janeiro a junho, as vendas para os Estados Unidos caíram 31,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, assim como 23,9% para os países da América Latina e 21,7% para a Europa.

Importações em queda

Se as decisões de investimento de empresas estrangeiras permanecem mornas, no Brasil também não há indícios apontando para uma saída da crise no médio prazo. Em junho, as importações de máquinas e equipamentos recuaram 32,5% na comparação interanual e a queda foi mais forte dos últimos três meses. Com isso, o segundo trimestre do ano fechou 26,5% abaixo do mesmo trimestre do ano passado. Entretanto, como o primeiro trimestre havia registrado uma forte entrada de máquinas no país, as importações acumularam um saldo positivo de 6,2% em todo o primeiro semestre.

Consumo comprometido

Mesmo tendo ocorrido uma queda de 7,8% no faturamento do mercado interno em 2020, o consumo aparente (produção interna – exportações + importações) cresceu 7,9% no primeiro semestre, puxado pelo desempenho positivo das importações realizadas antes do início da pandemia. No entanto, a recente reversão das importações derrubou o consumo nos últimos meses: em junho, o consumo aparente se retraiu 12,1%, após uma queda de 11% em maio e de 9,6% em abril, acumulando um encolhimento de 10,9% no segundo trimestre.

Capacidade menos utilizada

O desempenho da atividade produtiva é também medida pelo nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria. Após quatro meses de pandemia, foi registrada a primeira queda acentuada do NUCI do setor de máquinas e equipamentos, caindo de 72,9% em maio para 64,6% em junho. Esse resultado reflete o arrefecimento da produção, notada principalmente nas empresas de grande porte, em razão do desaquecimento dos mercados e da dificuldade de importação de insumos.

A carteira de pedidos do setor, que iniciou o ano com uma média de 9,9 semanas para o seu atendimento, registrou 9,4 semanas em junho. Segundo o DCEE da Abimaq, apesar de o setor já ter passado pelo pior momento da crise, o diagnóstico traçado aponta para uma recuperação mais lenta do que a desejada.

NUCI - Carteira de Pedidos - Abimaq - Coletiva Julho 2020

Efeito no emprego

Em junho, o setor registrou 295,8 mil trabalhadores contratados, uma redução de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entre janeiro e junho, o setor demitiu 6,6 mil funcionários, após ter iniciado o ano com 3,1 mil contratações. O DCEE da Abimaq considera que a criação de novos postos de trabalho continuará dependendo do ganho de confiança dos empresários, do aumento real da capacidade instalada e da perspectiva de aquecimento dos mercados consumidores.

“O motivo do fraco desempenho do nosso setor foi o aumento da ociosidade dos meios de produção, provocada pela crise mundial, e também alguns problemas localizados de falta de demanda por alguns produtos. Mas o fato é que a queda foi muito grande. Isso não é normal, já que nós nunca vimos uma queda tão grande nas exportações, até porque, como nós exportamos para muito países, quando começa uma crise num mercado, não há crise nos outros, e o resultado geral acaba se equilibrando. Então, nós acreditamos que a queda nas exportações tem tudo a ver com a pandemina da covid-19”, afirma o presidente executivo da Abimaq, José Velloso.

Resumo de Desempenho - Abimaq - Coletiva Julho 2020

“Quanto aos próximos meses, nós entendemos que as perspectivas deverão melhorar. O setor do agro − principalmente os segmentos de celulose, cana de açúcar e cereais − está puxando essa melhora, e o nosso setor de máquinas agrícolas deverá crescer este ano em torno de 5%. Mas o que nós realmente precisamos são de medidas de impacto, como a aprovação dessa reforma tributária o mais rápido possível, para que possamos eliminar esse ‘manicômio tributário’ que nós temos − mas também não podemos produzir um ‘frankstein tributário’, que é aquilo que o ministro Guedes está querendo fazer, fatiando a reforma tributária. É preciso pôr o Brasil para andar sem aumentar a carga tributária; é preciso desonerar os investimentos para que nós possamos voltar a crescer”, opina o presidente da Abimaq, João Marchesan.

Receita Líquida Total - Abimaq - Coletiva Julho 2020

Indústrias com produto nacional têm vantagem em meio à crise

Por Mateus Souza

O cenário que a indústria brasileira enfrenta neste fim de semestre é ainda muito confuso, com empresas voltando à operação após recessos preventivos contra a covid-19 e outras suspendendo a operação indefinidamente. O recuo previsto no PIB brasileiro já ultrapassa os 5%.

Como enfrentar a crise no longo prazo e se precaver contra novos imprevistos da economia? Uma das vantagens competitivas que ficaram claras neste momento é a produção local de insumos industriais. Com a nacionalização de matérias-primas, as empresas ficam menos suscetíveis a flutuações cambiais e restrições logísticas.

Num cenário de dificuldades para o transporte aéreo e marítimo, ter insumos produzidos em território nacional traz tranquilidade. Deixar de importar e passar a produzir localmente só é possível por meio de planejamento de longo prazo, da confiança em suas filiais e a contratação consciente para as posições estratégicas. Obter as necessárias certificações também é um passo crucial na obtenção da liderança de mercado.

Mateus Souza - GEMÜ
Mateus Souza é gerente geral de
vendas da área industrial da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle.

Outro ponto sensível para as empresas no momento é a variação cambial, pois o atrelamento da importação ao dólar ou ao euro se mostra uma bomba-relógio. Por outro lado, a exportação, para quem pode fazê-la, representa uma vantagem para a indústria inserida no mercado internacional, como atividade muito rentável que deverá ser fomentada na retomada desta crise.

Se uma indústria mantém uma cadeia de fornecedores bem consolidada, e tem insumos em estoque, é possível continuar atendendo seus clientes em curto espaço de tempo e sem consideráveis variações de preço. Uma grande economia em meio à crise.

Atualmente gerencio as vendas da área industrial de uma fabricante de válvulas e percebo que, o fato de produzir no Brasil diafragmas de vedação com capacidade de exportação para diferentes países, tem sido uma vantagem. Mesmo em meio à incerteza nacional, surge a possibilidade de ampliar as vendas externas, o que poderia até mesmo acarretar novas contratações.

Quando uma indústria importa um insumo, está à mercê de inúmeras variáveis – até mesmo roubo de cargas já negociadas, como temos visto ultimamente, no que foi classificado como “pirataria moderna”. Ao investir na nacionalização desse produto, é possível até mesmo customizar o insumo, de forma a atender melhor o cliente em sua aplicação específica.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem chancelado essa tendência, ao afirmar que a nacionalização, que já foi encarada como medida protecionista no passado, hoje é uma importante política industrial para o país: incorporar tecnologias, desenvolver e inovar em novos produtos e modelos de negócio, além de diversificar para setores e atividades com maior valor agregado.

A dica seria usar ao máximo o produto Made in Brazil, tentar exportar o que for possível e substituir importações quando cabível. Esse investimento consistente será uma tábua de salvação para a economia do país – mas ele requer coragem e decisões de longo prazo.


Manutenção preditiva aumenta vida útil de máquinas e permite economizar

Num momento da economia em que todo centavo precisa ser bem destinado, gostaria de chamar atenção para um problema que temos como fornecedores da indústria brasileira. É claro que nenhum empresário investe em seu parque fabril pensando em desperdiçar dinheiro, mas é isso o que ocorre quando a manutenção não é seguida com rigor.

Andreas Göhringer - CEO GEMÜ
Andreas Göhringer é CEO da GEMÜ Válvulas, Sistemas de Medição e Controle no Brasil

O principal ponto conquistado quando se faz a lição de casa da manutenção é o aumento da vida útil das máquinas. Faça uma analogia com seu veículo pessoal: se rodar e ignorar o tempo certo das trocas de óleo, filtro e peças, quando quebrar, certamente você terá um custo maior e ficará sem o carro por mais tempo.

Para evitar isso no contexto industrial, existem dois modelos gerais a serem seguidos. A manutenção preventiva é aquela planejada para ocorrer num determinado intervalo de tempo. Já a preditiva, que também pode ser planejada periodicamente, utiliza medições por aparelhos para verificar a condição do equipamento e eventuais necessidades de troca.

Infelizmente, pelas condições dos equipamentos que chegam até nós para restauro, percebe-se que nem sempre esse cuidado é tomado. E o resultado é um gasto a mais para o empresário. Tentar estender a vida útil do equipamento  e ignorar a manutenção não é uma boa ideia.

É importante lembrar que cada perfil industrial requer um tipo de planejamento de atualizações e trocas. No caso da indústria química, por exemplo, cada empresa deve planejar as aferições de acordo com o potencial corrosivo dos líquidos que utiliza.

Um bom exemplo de equipamento que requer trocas periódicas, mas que muitas vezes é negligenciado, é o diafragma de vedação das válvulas. Ele deve estar em perfeito estado para que não haja vazamentos. A substituição deve ocorrer em intervalos determinados, pois se houver uma quebra, isso compromete outros componentes da válvula ou até mesmo todo o sistema.

Para esses casos, a tecnologia alemã que chegou neste ano ao Brasil chamado Sistema Conexo, cabe perfeitamente. Ele permite acoplar chips a diversos equipamentos da unidade fabril, que reúnem informações de composição da máquina, datas de manutenção e até mesmo o nome do profissional responsável. Trata-se de um recurso que vai ao encontro da transformação da indústria 4.0 – usar informações oferecidas pelos próprios equipamentos para a tomada de decisão.

Seja qual o modelo de manutenção escolhido, a principal recomendação é: siga as instruções de instalação, seja via site, catálogo ou outro contato do fabricante. Isso vai trazer economia e tranquilidade ao seu processo produtivo.

Recuperação em Patamar Baixo

A indústria automotiva nacional apresentou sinais de recuperação em julho, mas seus indicadores ainda estão muito abaixo dos níveis anteriores à pandemia

Por Ricardo Torrico

O setor automotivo, um dos principais usuários de aço, sofreu um forte impacto das medidas adotadas para combater a pandemia do novo coronavirus. Assim como a maioria dos setores da economia, obedeceu às quarentena decretadas pelos governos estaduais ou municipais, paralisando suas linhas de produção, assim como as concessionárias também tiveram que ser fechadas. Mantida durante mais de quatro meses, essa situação provocou sérios estragos nos resultados colhidos nesse período pelo setor, refletidos no levantamento mensal feito pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Produção e mercado

Passados os três meses de quarentena, tanto as montadoras quanto as concessionárias foram autorizadas a funcionar no mês de julho − obedecendo, porém, rígidos protocolos de segurança −, o que permitiu colher números mais positivos para o setor na comparação com o tombo registrado no segundo trimestre. De acordo com o balanço divulgado pela Anfavea, em julho a produção de autoveículos atingiu 170,3 mil unidades, o que representou uma elevação de 73% sobre junho, mas foi ainda 36,2% inferior ao total produzido em julho de 2019. Apesar dessa recuperação, a entidade destaca que foi o pior mês de julho desde 2003 para o setor.

No que se refere ao mercado, os 174,5 mil emplacamentos de autoveículos registrados em julho indicam um crescimento de 31,4% sobre junho, mas também uma queda de 28,4% em relação a julho de 2019 − foi o pior volume desde 2006. Na comparação com esses mesmos períodos, as exportações subiram 49,7% e recuaram 30,8%, respectivamente. No resultado acumulado de janeiro a julho, a queda mais dramática foi na produção, −48,3% − a mais baixa deste século−, seguida pelas exportações e licenciamentos, que caíram 43,7%, e 36,6%, respectivamente. Ainda no acumulado desses sete meses, foram emplacados 983,3 mil autoveículos, volume 36,6% menor do que os 1.551,8 mil autoveículos emplacados no mesmo período de 2019.

Exportações - Mercado AutomotivoComo vem ocorrendo desde o início da pandemia no Brasil, os segmentos de caminhões e máquinas autopropulsadas têm conseguido manter o ritmo de vendas e produção acima dos veículos leves, o que não impede a ocorrência de perdas na comparação com o ano anterior. O único indicador positivo no acumulado do ano é o de vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias, 1,3% superior ao de 2019.

“Além de ter um número maior de dias úteis, julho foi um mês no qual as montadoras e concessionárias fizeram um grande esforço para recompor o caixa prejudicado pela longa quarentena. Mas o ritmo de vendas diário foi apenas 20% superior ao de junho, o que demanda cautela na análise de como será a recuperação no segundo semestre. Ainda temos uma pandemia que não dá trégua, com casos crescentes da covid-19 em estados importantes do país. É como se estivéssemos numa estrada sinuosa e com forte neblina, com grande dificuldade de enxergar o horizonte com clareza”, avalia o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Exportações em queda

Assim como no mercado interno, as exportações do setor também sentiram o efeito da redução generalizada na demanda nos mercados internacionais. Em julho, a indústria nacional exportou 29,1 autoveículos, volume 49,7% superior às 19,5 mil unidades exportadas no mês anterior, mas 30,8% inferior às 42,1 mil unidades exportadas em julho de 2019. No período de janeiro a julho, foram exportados 148,7 mil autoveículos, o que significou uma redução de 43,7% sobre as 264,1 mil unidades exportadas no mesmo período de 2019.

Adiamento do Proconve

Diante da crise gerada pela maior pandemia dos últimos 100 anos, a Anfavea julga necessário adiar por 2 ou 3 anos as próximas etapas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) para veículos leves e pesados. Não só por uma questão econômica, já que o setor vai perder quase 40% de sua receita neste ano, mas também por uma questão sanitária. A Anfavea argumenta que todos os testes de desenvolvimento foram prejudicados pela quarentena e continuam em ritmo mais lento para manter a proteção dos profissionais de laboratório e de campo que trabalham nesses projetos.

“Uma crise dessa dimensão vem afetando todos os campos profissionais e não é diferente com nossa indústria. Somos a favor das novas etapas de redução de emissões, cujo cronograma ajudamos a elaborar. Essa sugestão de um breve adiamento não afeta nosso compromisso com o meio ambiente. Após todos os investimentos e esforços feitos desde a década de 1980, com resultados mensuráveis na ponta do escapamento e na qualidade do ar, chega a ser intelectualmente desonesto colocar o ônus da poluição das cidades nos veículos atualmente em produção, essencialmente limpos”, conclui Luiz Carlos Moraes.

Comparativo 2019x2020 - Autoveículos - Anfavea

Acesse: www.anfavea.com.br

Gerdau e Governo de Minas direcionam recursos a catadores do Programa Bolsa Reciclagem

A siderúrgica fará a doação de R$ 1,5 milhão que contemplará 1.600 beneficiados do programa do Governo de Minas Gerais

O Programa Bolsa Reciclagem, de apoio às associações de catadores de materiais recicláveis de Minas Gerais, recebeu recurso de R$ 3 milhões. O valor, que quita prestações em atraso da gestão anterior, foi viabilizado pela parceria entre o Governo do Estado e a siderúrgica Gerdau e vai beneficiar 80 entidades e 1.600 profissionais. A ação foi anunciada pelo governador de Minas, Romeu Zema, nesta quarta-feira (22/07), em reunião por videoconferência com a presença de parlamentares, representantes do Governo de Minas, Ministério Público, Tribunal de Contas, Gerdau, parceiros institucionais e membros das associações de catadores.

Em parceria com o Governo de Minas, a siderúrgica doou R$ 1,5 milhão para o Programa Bolsa Reciclagem. O direcionamento do recurso ocorreu por intermediação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O outro R$1,5 milhão foi disponibilizado pelo Governo de Minas por meio da Comissão de Orçamento e Finanças (Cofin).

“Alinhado ao nosso propósito e à diretriz de investimento social, que tem como um dos focos a reciclagem, a Gerdau historicamente tem realizado ações de apoio aos catadores de materiais recicláveis em diversas cidades mineiras. Estamos muito felizes em firmar essa nova parceria que beneficiará as associações de catadores de Minas Gerais, entidades que reúnem profissionais tão importantes para termos uma sociedade mais sustentável e que foram impactados diretamente pela pandemia”, afirma o Diretor de Mineração e Matérias-Primas, Wendel Gomes.  “Esse é mais um recurso disponibilizado pela Gerdau, que já soma mais de R$20 milhões em doações desde o início da crise da Covid-19. Minas Gerais pode contar com a Gerdau nesta caminhada”, completa Gomes.

Criado em 2011, pela Lei Estadual 19.823/2011, o programa visa conceder incentivo financeiro às cooperativas e associações de catadores que segregam, enfardam e comercializam papel, papelão, cartonado, plásticos, metais, vidros e outros resíduos pós-consumo. O objetivo é estimular a reintrodução de materiais recicláveis no processo produtivo.

Acesse: www.gerdau.com.br

Pesquisa da Trend Micro revela vulnerabilidades graves em interfaces críticas da Indústria 4.0

Gateways de protocolo são críticos para ambientes industriais inteligentes

A Trend Micro, líder global em soluções de cibersegurança, divulgou uma pesquisa que revela uma nova classe de vulnerabilidades de segurança em dispositivos de gateway de protocolo que poderiam expor ambientes da Indústria 4.0 a ataques críticos.

Também conhecidos como tradutores de protocolo, gateways de protocolo permitem que máquinas, sensores, atuadores e computadores que operam em instalações industriais conversem uns com os outros e com sistemas de TI que estão cada vez mais conectados a tais ambientes.

“Os gateways de protocolo raramente recebem atenção individual, mas sua importância para os ambientes da Indústria 4.0 é significativa e eles são considerados pelos atacantes como um elo crítico fraco na cadeia”, diz Bill Malik, vice-presidente de estratégia de infraestrutura da Trend Micro. “Ao divulgar responsavelmente nove vulnerabilidades zero day com os fornecedores afetados, a Trend Micro está liderando o caminho com a primeira pesquisa do setor que ajudará a tornar os ambientes OT globais mais seguros.”

Acesse: www.trendmicro.com/vinfo

Mudanças executivas na Arcelormittal

Cristina Pereira de Morais Oliveira é a nova Gerente Geral de Finanças e Estratégia de Aços Planos. A sua trajetória na empresa teve início há 15 anos como trainee na unidade de Tubarão (ES). Atuou como especialista de Controladoria, Gerente de Área de Controladoria Comercial e Gerente de Performance do Negócio e Monitoramento Estratégico. Ela é formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Espírito Santo e possui especialização em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral e em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas.

Alexsandri Pimenta Lima assume a Gerência Geral de Governança, Riscos & Compliance de Aços Planos. Ele iniciou a sua carreira no Grupo em 2004, como especialista sênior na Auditoria Interna. O executivo teve passagens pela Controladoria de Planos e Gerência de Riscos e Controles Internos. Alex Lima é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Ciências Contábeis pela Faculdade Espírito Santense de Administração (FAESA), possui especializações em Administração de Empresas pela Fucape Business School e em Controladoria Empresarial pelo Centro Universitário de Vila Velha (UVV).

Acesse: www.arcelormittal.com

Toledo do Brasil lança um novo site

A partir de agora, a empresa utiliza a plataforma do Google Cloud, prevendo 70 mil acessos/mês e melhor performance na plataforma de busca

Antecipando-se às necessidades de seus clientes e sempre atenta a disponibilizar modernas ferramentas, a Toledo do Brasil, líder em soluções de pesagem e gerenciamento de informações, mais uma vez inova, criando um novo site.

Segundo Lucas Nunes Guerra, especialista em Sistemas de Informação da Toledo do Brasil, a ideia foi construir algo mais funcional e atrativo, buscando incorporar mais tecnologias. “Dessa forma, hoje a nova plataforma utilizada é a Google Cloud”, informa Guerra.

Na prática, destaca Daniel Resende Laviano, do Departamento de Marketing da Toledo do Brasil, o objetivo é atender o cliente no pré e pós-venda. “Buscamos tornar mais fácil o acesso ao nosso conteúdo que, em conjunto com a tecnologia empregada, torna o site mais veloz, sensação que o usuário percebe ao navegar”, comemora Laviano.

A parceria da FEB Informática, aliada ao trabalho conjunto das áreas de Sistemas de Informação e de Marketing da Toledo do Brasil, resultou em um novo site, que além da performance com moderna tecnologia, apresenta um visual bem atrativo. “Fizemos uma grande pesquisa, organizando o conteúdo, visando oferecer  melhor experiência de navegação ao usuário”, sintetiza Laviano, acrescentando que a Toledo do Brasil prevê cerca de 70 mil acessos por mês.

Acesse: www.toledobrasil.com

Formtap adquire sete robôs da Yaskawa Motoman do Brasil

A parceria de sucesso envolveu também a Dardi – Jato de Água & Laser, que forneceu tecnologia de corte com jato de água e que foi integrada ao robô da Yaskawa Motoman. O resultado foi um aumento da capacidade instalada da Formtap para a produção de 7.000 tetos para veículos por dia.

A quarta revolução industrial já é realidade, e empresas como a Formtap, integrante do Grupo Trambusti que atua no mercado automotivo há mais de 60 anos, encontra-se perfeitamente aliada a esse conceito. Sempre tendo como pilar a modernização, recentemente, a Formtap incorporou sete novas células robóticas ao seu parque fabril na unidade de Diadema, São Paulo.

O amplo projeto de automação de novas linhas produtivas consistiu na aquisição de sete robôs da multinacional japonesa líder mundial na fabricação de robôs, Yaskawa Motoman do Brasil, os quais estão integrados à área de corte d’água dos tetos para automóveis. “A aquisição dos novos robôs, da linha GP-YRC1000, os mais rápidos do mercado, permitiu à Formtap um aumento da produtividade em relação aos mais de 40 robôs das gerações anteriores da Yaskawa Motoman do Brasil, como também fortaleceu ainda mais a parceria de mais de 25 anos”, reforçou Giuliano B. D. de Lima, gerente regional de vendas da Yaskawa Motoman do Brasil.

O projeto também contou com a parceria da Dardi – Jato de Água & Laser, responsável pelo fornecimento de bombas intensificadas de última geração e sistema de movimentação ‘coil kits’, que de acordo com  o diretor da Dardi no Brasil, Marcos Ribeiro, “permite a movimentação dos robôs com melhor performance, em conjunto com cabeçotes de corte com jato de água especiais para essa aplicação”.

Acesse: www.formtap.com.br