quarta-feira, abril 8, 2026
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Dificuldades não inibem investimentos

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Um estudo da Anfavea mostra a evolução da indústria automotiva na década passada, que esteve recheada de obstáculos para o setor

Por Ricardo Torrico

No início de fevereiro, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou um estudo que mostra a evolução da indústria, dos produtos e do mercado automotivo na década passada. O período se caracterizou pela contínua oscilação de seus indicadores, com destaque para o principal deles, a produção. Em 2010, o setor produziu 3,38 milhões de veículos, atingiu o pico de 3,71 milhões em 2013. A partir de daí caiu até 2,18 milhões, em 2016, recuperando-se parcialmente até 2019, quando produziu 2,94 milhões de unidades – ou seja, uma queda de 13% entre os dois extremos. O estudo também registra que o setor conseguiu manter parcialmente o seu nível de emprego: começou a década com 118 mil e terminou com 107 mil pessoas empregadas – uma redução de 9%.

Outro dado importante é que, entre 2010 e 2019, oito novas marcas iniciaram sua produção e 17 novas fábricas foram inauguradas no País. Assim, neste ano, o setor conta com 67 fábricas, localizadas em 10 estados. O total de veículos exportados durante toda a década foi de 5,2 milhões, começando com 730 mil e terminando com 408 mil. O principal mercado externo dos veículos brasileiros tem sido a Argentina, responsável por 63% das exportações em 2010 e 49% em 2019.

Recursos de fora

Segundo os números registrados no Banco Central, sem o socorro das matrizes, muitas montadoras poderiam sucumbir à longa recessão da segunda parte dos anos 2010. No total, houve um ingresso líquido de US$ 24,1 bilhões, que foram investidos em produtos, tecnologias e modernizações. “Os anos 2010 foram um teste sem precedentes à resiliência da indústria automotiva nacional, e a década de 2020 dá todos os sinais de que será a mais disruptiva na história do nosso setor e da mobilidade. Vale ressaltar que as montadoras absorveram a queda de produção tentando preservar os empregos em nossas fábricas na medida do possível. A redução das vagas em nosso setor foi muito menor do que o tombo do mercado”, afirma o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Novos desafios

Além de uma grande recessão, a indústria nacional enfrentou desafios comuns a todo o setor automotivo global, que é a mudança dos hábitos de consumo e mobilidade. De acordo com levantamento da Anfavea, o Brasil já tem 253 aplicativos de transporte, fenômeno que impacta a forma de venda de veículos. Um exemplo dessas mudanças são as vendas diretas, que pouco sofreram nos anos de depressão do mercado e hoje representam 37% dos licenciamentos de veículos leves no País, excluídas daí as vendas PcD (Pessoas com Deficiência), uma venda varejo com isenções, que por lei é considerada uma espécie de faturamento direto. Entre os vários segmentos de venda direta, as locadoras lideram com quase 20% do mercado total. “Várias empresas terceirizam suas frotas, muitos motoristas de aplicativos usam carros de locadoras, e assim esse canal de vendas torna-se fundamental para o setor automotivo”, explica o presidente da Anfavea.

Na visão de Moraes, a década conturbada que passou deixa várias lições para que a indústria e o Brasil enfrentem os grandes desafios dos próximos 10 anos. “Há muito espaço para melhorar as formas de financiamento de veículos, aumentar a competitividade, ampliar as exportações e explorar o potencial criativo da indústria instalada no País. Só assim cresceremos de forma consistente, sustentável, gerando empregos de qualidade e surfando nas novas tendências de mobilidade conectada”, resume o presidente da Anfavea.

Projeções

A Anfavea prevê que, este ano, o setor deve produzir 3,160 milhões de veículos, o que significa um aumento de 7,3% sobre os 2,945 milhões produzidos em 2019. Já as exportações devem cair 11,0%, passando do total de 428 mil veículos exportados em 2019 para 381 mil, este ano. A entidade atribui essa provável queda, principalmente, à redução das exportações à Argentina, provocada pela crise que o país vizinho enfrenta.

SALÃO DO AUTOMÓVEL É ADIADO PARA 2021

No dia 6 de março, a Anfavea e a Reed Alcântara Machado comunicaram o adiamento da edição deste ano do Salão do Automóvel de São Paulo para 2021. O presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, destacou que “o Salão do Automóvel é um evento que precisa evoluir e refletir o momento de disrupção tecnológica que nossa indústria está vivendo. Em conjunto com a Reed, tomamos a decisão de adiar a edição do Salão de 2020 para reduzir custos e termos tempo de avaliar novos formatos. A revisão do Salão não é um movimento localizado, mas está acontecendo em todos os países do mundo, pelos mesmos motivos.”

Recuperação após uma “Década Perdida”

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O balanço de 2019 da CBIC indica o início da recuperação da indústria da construção civil, depois de uma década de ‘vacas magras’

Por Ricardo Torrico

O início de uma nova década é sempre uma oportunidade para avaliar o desempenho econômico de um país ou setor. Neste início de 2020, ou seja, de uma nova década, alguns setores, como o da construção civil, têm divulgado um balanço da década anterior, com o objetivo de definir as diretrizes para orientar as suas próximas ações. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) fez sua ‘lição de casa’, condensada no estudo Economia nacional e construção civil: desempenho recente e perspectivas, apresentado no dia 12 de fevereiro de 2020, em Brasília, durante a reunião do Conselho de Administração da entidade.

Elaborado pela economista Ieda Vasconcelos, do Banco de Dados da Construção da CBIC, o trabalho analisou o cenário econômico internacional e nacional, com o objetivo propor alternativas para as atividades do setor. A primeira conclusão do estudo é que o período de 2010 a 2019 foi uma ‘década perdida’ para o setor da construção civil, mas que, em 2019, quando os números estiverem consolidados, deverá voltar a ter uma taxa de crescimento superior ao PIB nacional – fato que não acontecia desde 2013 –, o que indica uma clara uma mudança de rota nas suas atividades. A perspectiva é que em 2019 o PIB do setor tenha crescido 2%, enquanto as estimativas sinalizam que o PIB nacional deverá crescer 1,2% – percentual que acabou se reduzindo ao índice oficial de 1,1%, divulgado na primeira semana de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro levantamento do IBGE indica que o setor da construção civil registrou um crescimento de 62% entre 2006 e 2013, mas entre 2014 e 2018 amargou uma queda de 30%. No cômputo geral do período, o PIB do setor amargou uma redução de 6% entre 2010 e 2019 – o pior desempenho setorial de toda a economia nacional.

Gráfico da pg. 4.  – Evolução do PIB da Construção Civil (Base 1995 = 100)

Emprego informal

Embora seja um dos setores que mais empregam no País, a construção civil se caracteriza pelos seu alto grau de informalidade. Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua, do IBGE, no terceiro trimestre de 2019, a população ocupada total no País correspondia a 93,8 milhões de pessoas, sendo que, desse total, 6,86 milhões, ou 7,31%, são empregados pela construção civil. Mas, enquanto 63% da população ocupada total é formada por trabalhadores formais e 37%, informais, na construção civil ocorre exatamente o contrário: 37% são trabalhadores formais e 63%, informais. Interessante notar a exata inversão os percentuais de formalidade e informalidade entre o total de trabalhadores brasileiros e os da construção civil. Fazendo um cálculo adicional, verifica-se que a construção civil é responsável por 7,31% das pessoas ocupadas, mas responde por 12% da informalidade.

Segundo o CBIC, somente na construção civil mais de quatro milhões de pessoas poderiam contribuir para a Previdência Social, mas não contribuem. Conforme os dados da PNAD Contínua/IBGE, o rendimento médio habitual das pessoas ocupadas na construção civil, em novembro de 2019 – último dado divulgado –, era de R$ 1.788,00. Considerando que o setor tem 4,328 milhões de trabalhadores informais, pode-se concluir que a massa de rendimentos dos informais corresponde a R$ 7,738 bilhões.

O CBIC fez uma simulação sobre a provável contribuição da massa de trabalhadores informais da construção civil à Previdência Social: em um mês, a contribuição seria de R$ 1,305 bilhão; em um ano, seria de cerca de R $17 bilhões; e em dez anos –  considerado o tempo da Reforma Previdenciária –, a contribuição corresponderia a cerca de R$ 170 bilhões.

Sinais de recuperação

De acordo com o levantamento Indicadores Imobiliários Nacionais, da CBIC, elaborado em dez regiões metropolitanas do País, em 2019, os lançamentos de unidades residenciais cresceram 15,4% em relação a 2018, atingindo 130.137 unidades, enquanto vendas cresceram 9,7%, totalizando 130.434 unidades. Segundo o presidente da entidade, José Carlos Martins, em 2020, os lançamentos e as vendas deverão crescer de 10% a 20%, como resultado da provável recuperação da economia e das novas condições de crédito imobiliário.

Martins considera o grande desafio para o setor imobiliário, em 2020, a busca de uma solução definitiva para a liberação de recursos para os repasses das faixas 1,5 e 2 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Ele estima que, em 2019, as vendas do segmento de habitação de mercado – ou seja, unidades dos padrões médio e alto – tenham crescido quase 30%, enquanto as do programa MCMV sofreram uma queda entre 10% e 15%, devido às restrições na liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Queda nas exportações inibem recuperação

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O aumento na demanda interna não tem sido suficiente para melhorar o desempenho do setor, fortemente afetado pela queda das exportações

Por Ricardo Torrico

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou o mês de janeiro de 2020 com um faturamento total de R$ 7,9 bilhões, o que significou uma queda de 3,6% em relação ao faturamento total de R$ 8,18 bilhões registrado em janeiro de 2019. De acordo com o Departamento de Competitividade, Economia e Estatística (DCEE) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), esse desempenho mais fraco resultou da redução nas vendas do setor no mercado externo. No mercado interno, após dois meses de desaceleração – -2,7% em novembro e -2,9% em dezembro –, em janeiro deste ano, as vendas do setor registraram um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo mês de 2019.

Recuperação do consumo

O consumo aparente de máquinas e equipamentos (produção interna – exportações + importações) vem registrando melhoras. Em relação ao mês de janeiro de 2019, houve um forte crescimento, de 19,3%, evoluindo de R$ 10,93 bilhões para R

$ 13,03 bilhões. A explicação – segundo o DCEE da Abimaq – está no início da expansão das atividades em 2018 e, mais intensamente, no primeiro trimestre de 2019, depois de um intenso processo de recessão que inviabilizou durante vários anos a realização de investimentos em máquinas e equipamentos por muitos anos.

Queda nas exportações

No entanto, a evolução positiva do mercado interno não foi suficiente para anular a queda observada nas exportações, impactadas pela desaceleração da demanda de máquinas e equipamentos em mercados tradicionalmente importantes. A redução das exportações foi significativa tanto em relação ao mês anterior quanto ao mesmo mês de 2019: -26,3% e -26,6%, respectivamente. A desaceleração observada em 2019, provocada por uma conjunção de diversos fatores – crises geopolíticas, guerra comercial entre Estados Unidos e China, e recessão na Argentina –, este ano deverá ter um fator complicador adicional: o surto de epidemia do coronavírus.

Importações em alta

Evoluindo em sentido contrário ao do mercado externo, a recuperação da demanda interna se refletiu também em um forte crescimento nas importações de máquinas e equipamentos. Em comparação com o mês de dezembro de 2019, o aumento nas importações foi de 22,0% e, na comparação interanual, foi da ordem de 22,9%. Segundo o DCEE da Abimaq, esse crescimento, que teve início em maio de 2019, vem sendo puxado pelo aumento dos investimentos em infraestrutura e na agricultura, e no aumento das aquisições de componentes para reposição e produção de máquinas e equipamentos.

Indicadores adicionais

Apesar da recente recuperação do consumo aparente, as taxas de crescimento nas vendas de máquinas e equipamentos registradas nos últimos dois anos não foram suficientes para elevar o nível de utilização da capacidade instalada, que ainda se encontra em 72,5%, ou seja, um pouco abaixo do nível médio de 74% registrado pela indústria de transformação.

A carteira de pedidos da indústria de máquinas e equipamentos também continua reduzida, principalmente, em função principalmente da ausência de grandes projetos de investimentos. Apesar de ter ocorrido um aumento no nível de consultas, no mês de janeiro, houve uma queda de 5,4% na carteira de pedidos.

Após uma significativa recuperação do nível de emprego da indústria brasileira de máquinas e equipamentos, iniciada em 2018, a partir de setembro de 2019 houve uma sequência de quedas. Assim, após ter alcançado o pico de 309 mil funcionários em agosto de 209, o setor reduziu o quadro de pessoal para pouco mais de 302 mil em dezembro 2019. Apesar da queda das vendas, da redução da carteira de pedidos e do nível de utilização da capacidade instalada, em janeiro de 2020, o setor registrou um aumento de 0,9% no quadro, elevando o número de trabalhadores para 305,2 mil.

Perspectivas nebulosas

Os sinais de desaceleração da economia mundial já vinham sendo sentidos desde o último trimestre de 2019, e se intensificaram com o advento da pandemia de coronavírus, que começou na China, mas já se disseminou por países da Ásia e Europa e, com menos vigor, nos Estados Unidos e América Latina. Como essa pandemia vai evoluir nas próximas semanas e meses é uma questão que mereceria uma sofisticada ‘bola de cristal’, mas agora é um fator adicional para reduzir a demanda mundial de máquinas e equipamentos. O panorama está longe de ser sinistro, mas certamente é nebuloso. “A desaceleração mundial deve continuar e provavelmente vai afetar as exportações brasileiras, não só de máquinas, mas também de manufaturados. No ano passado, houve um decréscimo na exportação de manufaturados e também de bens com alta e alta-média tecnologias. Isso indica que o Brasil está perdendo participação no mercado mundial de bens manufaturados. E os bens primários, que tiveram um bom desempenho, não estão conseguindo compensar o resultado final da balança de pagamentos”, explica José Velloso.

No início deste ano, a Abimaq trabalhava com a perspectiva de que as exportações se mantivessem no mesmo nível do ano passado, mas agora, por conta do problema do coronavíru, têm uma tendência de queda. “Nossa expectativa atual para este ano é que as vendas totais do setor cresçam em torno de 5%. Já o mercado doméstico deve crescer um pouco mais – em torno de 10% –, porque uma boa parte dos investimentos já estão contratados”, explica a gerente de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, Maria Cristina Zanella. “Sobre as exportações, que acreditávamos que teriam um crescimento estável, agora achamos que deve ser até negativo, mas neste momento ainda não temos condições de fornecer números mais precisos.”

Provável oportunidade

“Nós temos verificado que, em função do coronavírus, alguns setores, principalmente o segmento de produtos eletrônicos, já sofrem desabastecimento. No nosso setor, por enquanto não temos nenhuma informação que nos permita afirmar que há desabastecimento”, relata José Velloso. “Cabe observar, porém, que já há alguns casos esporádicos de empresas que normalmente importam componentes da China, mas que agora já estão tomando providência para prevenir um mal maior. Essas empresas estão estudando a substituição de componentes importados da China por similares fabricados no Brasil ou importados de outros países. Portanto, pode-se dizer que a crise provocada pelo coronavírus criou uma oportunidade para as empresas nacionais. Se uma empresa já fornecia a um determinado cliente e seu produto foi substituído por um produto chinês, agora ela tem a oportunidade de voltar a fornecer.”

Velloso aponta ainda outra oportunidade, desta vez no mercado externo. “Nosso setor não está começando a exportar agora – ele tem um grande mercado já conquistado lá fora. Portanto, além de existir uma oportunidade de substituir os produtos chineses aqui, também existe a oportunidade de substituí-los nos mercados aos quais já exportamos. E vale lembrar que nosso principal mercado externo são os Estados Unidos, o segundo é a América Latina e o terceiro e a União Europeia”, completa o presidente executivo da Abimaq.

Acesse: www.abimaq.com.br

Como se já não bastassem nossos problemas

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No primeiro trimestre de 2020, a economia brasileira enfrenta uma conjunção perversa de ameaças, que não permitem prever um crescimento maior do que 2% no PIB anual

Por Ricardo Torrico

O mundo anda preocupado com a perspectiva de que, este ano, o crescimento do PIB da China se reduza a 5%, enquanto o do Brasil, se passar de 2%, será motivo de comemoração. Aproximar o crescimento da economia nacional do patamar chinês é um desafio praticamente inatingível, mas perfeitamente explicável: a falta de políticas econômicas de longo prazo, que o governo atual tenta resolver com remédios amargos e de efeito ainda duvidoso.

Na quarta-feira 4 de março, o IBGE anunciou o índice oficial de 1,1% para o crescimento do PIB nacional em 2019 – o mesmo percentual de 2018 e inferior ao 1,3% de 2017. Não foi uma grande novidade para o mercado, que tem o hábito de acompanhar pari passu a evolução desse índice desde o primeiro mês de cada ano. Mas certamente foi um ‘balde de água fria’, considerando que o resultado obtido foi exatamente a metade da previsão feita pelo Banco Central no início do ano passado. Depois do índice de 2019 ter sido anunciado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem prometido um crescimento de, pelo menos, 2% até o final do ano, o que é um motivo de preocupação, já que previsões oficiais como essa costumam não ser cumpridas.

A evolução do PIB é apenas um dos dados que os agentes do mercado avaliam para nortear o rumo dos seus negócios. No caso do Brasil, há outros fatores que também precisam ser levados em conta, com destaque para as reformas estruturais – da Previdência, Administrativa e Tributária –, tidas como indispensáveis dentro da política econômica liberal adotada pelo novo governo para recolocar o País nos trilhos do desenvolvimento. O problema é que tais reformas, prometidas para o final de 2019, ainda têm um longo caminho peça frente para serem aprovadas e, até lá, deve prevalecer o clima de incerteza.

Desafios adicionais

Em fevereiro, um novo e inesperado problema veio se somar ao panorama já nebuloso: a drástica redução da atividade econômica mundial, provocada pela epidemia do Covid-19, um novo coronavirus, que começou na China, mas que não demorou a se alastrar por dezenas de países. O fato de ter surgido na ‘fábrica do mundo’, que reduziu drasticamente sua atividade industrial, provocou outra ‘epidemia’, desta vez econômica, devido à queda na demanda de matérias primas e à redução do abastecimento global de insumos industriais chineses.

Como se isso não bastasse, na primeira semana de março, dois dos maiores produtores de petróleo, a Rússia e Arábia Saudita, começaram uma inesperada guerra de preços, que provocou quedas drásticas dos preços dessa commodity no mercado mundial. O que pode ser uma boa notícia para as empresas de transporte e os donos de automóveis, é uma péssima notícia para os investidores e agentes econômicos em geral, já que, ante a incerteza que provoca, o reflexo imediato é ‘colocar o pé no freio’.

Em termos práticos, ocorreu uma queda abrupta nos índices das principais bolsas de valores mundiais. Na segunda-feira 9 de março, o pânico nas bolsas globais provocou uma queda de 12,17% no índice Bovespa – a maior queda percentual diária desde 10 de setembro de 1998, ano da moratória russa! No Brasil e demais países periféricos, qualquer queda nas bolsas de valores se traduz automaticamente em nova valorização do dólar, que tem batido recordes históricos.

Perspectivas

Fazer uma projeção clara e consistente dentro desse panorama nebuloso – com mais incógnitas do que variáveis – é quase um exercício de adivinhação. No final do primeiro trimestre de 2020, a única certeza é que – assim como as epidemias –, cedo ou tarde, as crises econômicas também passam. O que não se sabe é quando essa recuperação deve ocorrer e quais serão as sequelas negativas para a maioria das economias e cidadãos.

As próximas matérias desta edição enfocam a situação e perspectivas dos principais setores industriais do País – automotivo, construção civil e máquinas e equipamentos –, através da análise das entidades que os representam. Aos empresários cabe usar essas informações para balizar seus próximos passos dentro do denso nevoeiro que se formou sobre a economia globalizada.

CONSUMO de AÇO AUMENTA, mas PRODUÇÃO CAI

Os números colhidos em janeiro deste ano pelo IABr indicam uma queda de 11,1% na produção de aço bruto e uma elevação de 9,8% no consumo aparente

Por Ricardo Torrico

Produção – Em janeiro de 2020, a produção nacional de aço bruto foi de 2,7 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 11,1% frente ao mesmo mês de 2019. A produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, apresentando uma alta de 4,5% na mesma base de comparação. A produção de semiacabados para vendas totalizou 605 mil toneladas, com uma queda de 17,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Vale lembrar que, devido à perda que ocorre durante o processo produtivo do aço, a soma da produção de laminados e semiacabados pronto para serem vendidos não equivale ao total da produção de aço bruto.

Vendas e consumo – As vendas internas aumentaram 7,2% frente a janeiro de 2019, atingindo 1,5 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 1,8 milhão de toneladas, o que representa um aumento de 9,8% frente ao apurado no mesmo mês do ano anterior.

Exportações – As exportações de janeiro de 2020 foram de 1,1 milhão de toneladas, ou US$ 529 milhões, o que resultou em uma queda de 30,4% e 44,5%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2019.

Importações – As importações de janeiro de 2020 alcançaram 228 mil toneladas e US$ 229 milhões, resultando em uma alta de 28,8% em volume e de 8,0% em valor, na comparação com janeiro de 2019.

Schulz lança linha de compressores que reduz consumo energético em até 50%

Compressor rotativo de parafuso SRP 5000 Flex reúne alto desempenho, melhor eficiência do segmento e facilidade de uso

O constante investimento em tecnologia, aliado à inovação e à responsabilidade ambiental, levou a Schulz a lançar uma nova linha de produtos: os compressores de parafuso SRP 5000 Flex – inteligente, econômico e eficiente. Projetado para trabalhar 24h/dia, sem limites de partida ou picos de corrente, o novo equipamento apresenta o motor de ímã permanente (de eficiência IE4), tecnologia inovadora que reduz o consumo energético em até 50%.

Além do excelente desempenho, o produto tem como grande diferencial o baixo custo de manutenção, devido ao novo motor com menos peças, ao sistema Smartfan que controla a temperatura do óleo aumentando a vida útil dos componentes e ao uso de sensores inteligentes que indicam o momento exato para troca de filtros. “É importante ressaltar que os compressores dispõem de filtro duplo veicular, pré-filtro e secador de ar integrado, o que garante ar comprimido de qualidade”, enfatiza Milton Fischer, gerente geral de vendas da Schulz Compressores.

Ele explica que o projeto foi concebido para assegurar máxima eficiência em ambientes com as condições climáticas do Brasil, incluindo regiões onde as temperaturas chegam aos 45°C. “O secador de ar integrado foi dimensionado para o mercado brasileiro, onde eliminamos todos os possíveis problemas comuns a operações em ambientes com temperaturas elevadas. É sem dúvida o melhor secador de ar do mercado”, acrescenta.

Outros dois atributos importantes da nova linha são confiabilidade e segurança. O circuito de óleo com cabeçote multiuso e vedações por o-ring eliminam qualquer vazamento, tornando o sistema mais confiável. O compressor também possui chave seccionadora, comando 24 V e relé de segurança, oferecendo mais proteção ao operador.

E para descomplicar o uso, o compressor apresenta ainda o Control-E, com interface colorida e touch screen de 7”, que permite uma nova experiência e facilidade no controle, gerenciamento e parametrização da máquina.

Disponíveis nas potências de 30 a 100 hp, o produto atende às mais variadas indústrias do mercado nacional e internacional, cada vez mais exigentes em relação ao nível de eficiência e atentos à questão de produtividade e sustentabilidade. O produto acaba de ser disponibilizado para a rede de distribuidores Schulz e já no lançamento atingiu a marca de 46 unidades comercializadas. “Esse resultado mostra a demanda da indústria por soluções inovadoras que agregam competitividade, mesmo em um cenário econômico desafiador que vivenciamos no mercado brasileiro”, destaca Fischer.

Qualidade e inovação

A Schulz Compressores é reconhecida como uma das mais completas fábricas de compressores de ar do mundo, produzindo compressores alternativos de pistão, diafragma, rotativos de parafuso e scroll de 1/5 a 250 hp, secador de ar por refrigeração e adsorção, filtros de linha e coalescentes, separadores de condensado, ferramentas pneumáticas e acessórios para ar comprimido, para uso em indústrias, serviços e hobby. Exporta para mais de 70 países em todos os continentes.

A marca está presente em mais de dez mil distribuidoras no Brasil e conta ainda com representantes na América Latina, América do Norte, África e Ásia, além de 700 postos de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), compondo a maior rede de assistência técnica do Brasil.

Mantém convênio com universidades renomadas, estimulando a pesquisa e o desenvolvimento de produtos e processos por meio de uma equipe de mestres e doutores, que acompanham as tendências tecnológicas mundiais. O resultado é o lançamento anual de dezenas de produtos. Atualmente, 50% do faturamento da empresa corresponde aos produtos lançados nos últimos cinco anos.

Acesse: www.schutz.com.br

WireSense: o eletrodo de arame como sensor

A nova tecnologia da Fronius faz com que a soldagem com robô seja mais eficiente, proporcionando economia de tempo e dinheiro

Desvios de componente, como fendas de ar ou tolerâncias de tensão variáveis podem causar problemas de soldagem. No pior caso, a posição de soldagem muda e podem ocorrer erros de ligação no cordão de soldagem. Por isso, muitas empresas de produção usam equipamentos de medição ópticos para a soldagem com robô. Eles não são apenas caros, mas também limitam a acessibilidade do componente devido a obstáculos, devem ser limpos regularmente e precisam de uma calibração adicional entre o Tool Center Point (TCP) e o sensor. Com o WireSense, a Fronius oferece uma alternativa fácil, robusta e precisa.

O sistema de assistência Fronius WireSense faz com que a soldagem com robô seja mais eficiente: o eletrodo de arame é verificado no sensor quanto à posição do componente antes de cada soldagem. Com isso, é possível reconhecer de forma confiável a altura real das arestas da chapa e sua posição o que pode corrigir imprecisões de fabricação e atingir resultados de soldagem ideais. Retrabalhos ou rejeições de componentes diminuem significativamente e equipamentos de medição ópticos se tornam desnecessários. No final, é possível economizar tanto tempo quanto dinheiro.

Como o WireSense funciona

A tecnologia WireSense não precisa de componentes de hardware de sensor adicionais, em vez disso ela utiliza o eletrodo de arame como sensor. Com um movimento de arame reverso a tocha de solda do componente é escaneada e o sistema de soldagem envia as informações de nivelamento ou as posições da aresta para o robô. Se, por exemplo, houver um cordão de solda sobreposta, a posição da aresta a ser soldada poderá ser definida com precisão ou realizar qualquer desvio. O robô adapta o curso do cordão de soldagem com base em um programa específico da aplicação.

Com a análise das informações de altura, o robô determina não apenas o curso da aresta, mas também a altura da aresta real. Portanto, também é possível um reconhecimento de fenda entre as placas. As arestas podem ser detectadas a uma altura de até 0,5 mm. O WireSense pode ser usado em aço, aço inoxidável, alumínio e outras ligas. Mesmo em materiais, como alumínio, o WireSense apresenta uma qualidade adicional: devido à superfície espelhada, os sistemas de medição ópticos frequentemente atingem seus limites.

Além disso, os sensores ópticos são instalados como hardware adicional no robô e representam um obstáculo no braço do robô. Devido à acessibilidade do componente isso se torna um problema para uso de câmeras ou lasers. O sensor do arame não tem restrições nesse quesito.

Um importante passo para a soldagem robótica adaptável

O WireSense oferece informações de altura que possibilitam uma medição dos obstáculos e folgas. Durante um comissionamento, o parâmetro de soldagem pode ser definido e salvo para diferentes tamanhos de fenda de ar. O sistema de assistência do WireSense também possibilita que o robô detecte as condições reais do componente e solicite o parâmetro de soldagem adequado. Ao antecipar fendas de ar e outros desvios que podem levar a erros de ligação, a soldagem geralmente é realizada em velocidade reduzida sem o uso de sensores para garantir alta qualidade do cordão. Agora, graças à detecção prévia exata, o robô pode ser adicionado automaticamente no ritmo ideal, o que contribui para a otimização adicional do tempo de ciclo.

Dessa forma, a nova tecnologia WireSense garante que a soldagem seja realizada sempre nas posições exatas do cordão, com parâmetros correspondentes otimizados. Portanto, as inspeções visuais subsequentes podem ser salvas e o retrabalho e as rejeições de componentes podem ser totalmente reduzidos.

Pré-requisitos

Com o WireSense, o eletrodo de arame escaneia o componente e reconhece a altura e a posição das arestas de placas e tubulações.

O WireSense pode ser utilizado com qualquer sistema de soldagem TPS/i da Fronius que pode ser configurado para o uso do processo de soldagem CMT. O movimento preciso do arame da unidade do alimentador de arame Robacta Drive CMT fica diretamente no corpo da tocha de solda e tem uma importância central. É possível atualizar os sistemas de soldagem existentes a qualquer momento, devido à sua flexibilidade.

Esta e outras novidades da Fronius do Brasil serão apresentadas durante a Feimec, Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, que acontece em São Paulo, de 5 a 9 de maio, no São Paulo Expo (Rod. dos Imigrantes, km 1,5).

Acesse: www.fronius.com.br


Sabia como economizar nos processos intralogísticos utilizando novas soluções que reduzem em até 40% dos custos

São Bernardo, dezembro de 2019 – As despesas com os processos intralogísticos são altas quando são realizados de forma errada. Em torno de 25% dos gastos são provenientes das ações internas de movimentação e armazenagem e 50% dos problemas operacionais são determinados por carregadores de baterias mais antigos que demandam mais tempo de carregamento e consomem energia demasiada. “Nossa tecnologia reduz em torno 40% dos custos de todo o processo, aumenta a produtividade e rentabilidade das empresas”, diz Mariana Kroker, gerente comercial da Unidade de Negócios de Carregadores de Baterias da Fronius.

Para atender a demanda do mercado e ajudar a preservar o meio ambiente, a Fronius dispõe da família de carregadores Selectiva com o objetivo de reduzir custos e modernizar o processo de carregamento de baterias. É ideal para transporte terrestres, paleteiras, empilhadeiras elétricas, plataformas de elevação e de trabalho e máquinas de limpeza. Por possuir softwares inteligentes, há um processo de otimização para gerar uma eficiência de carga de 96%, ou seja, 100% de tudo que “puxar” da rede elétrica, irá aproveitar 96%, diferente dos sistemas convencionais, onde o aproveitamento é de apenas 67% apenas – uma perda de 33% de energia. Ou seja, a redução pode chegar a 30% na sua conta de energia, trazendo sustentabilidade e diminuição de CO2 em sua operação.

O carregador Selectiva 8 kW – trifásico 220V (foto ao lado)– indicado especialmente para os processos intralogísticos das companhias. Além desse produto a Fronius também oferece o carregador Selectiva 2kW (foto ao lado), uma solução inteligente e econômica. Ambos os carregadores dispõem do sistema de carregamento Ri (resistência interna efetiva da bateria).

Ao contrário de processos convencionais, o carregamento Ri não fixa a curva característica a uma corrente predeterminada, ou seja, a sobrecarga que é responsável por grande perda de energia e pelo aquecimento nocivo da bateria, mantém-se reduzida no nível mínimo.

Benefícios dos carregadore

. são pequenos e portáteis, reduz custos e espaços nos ambientes intralogísticos, que são preciosos. Podem ser fixados em parede ou em módulos facilmente deslocados.

. Carrega vários tipos de baterias num mesmo carregador, independente se as tensões e amperagens forem diferentes.

. O processo de carregamento de uma bateria gira em torno de oito a nove horas. Mas com o carregador Fronius, o mesmo procedimento acontece em até cinco horas.

. Com módulos de fixação de carregadores, é possível fazer pit stop de carga rápidas, ou seja, aproveita a hora do almoço para colocar 30% a 40% de carga em uma hora ou uma hora e meia.

. Todo o sistema – visualizado por um software – tem como objetivo: oferecer exatamente a corrente necessária para cada carga; proporcionar mais eficiência (desde a rede de energia até a empilhadeira elétrica); equalizar completamente as baterias durante a carga; reduzir os custos de energia e emissões de CO2, além prolongar a vida útil da bateria.

Equipamento agrícola fica mais leve e mais produtivo com uso de aço de alta resistência

Navalhas do rolo de faca KATRINA, fabricado pela companhia Indutar (RS) com o Hardox® 450/500 da siderúrgica SSAB, obteve redução de peso, diminuição de manutenções e aumento de vida útil; Produto faz a conservação do solo e controla de maneira sustentável a contaminação em áreas de plantio direto

A Indutar, empresa que atende a demanda metal mecânica agrícola do mercado regional do Rio Grande do Sul, se deparou há cinco anos com o desafio de encontrar um aço resistente à abrasão para a fabricação das navalhas do rolo de faca KATRINA, produto próprio e inédito da companhia que até então, era fabricado com o aço comum SAE 1045 de 6,35mm. A solução encontrada foi o Hardox® 450/500 de 5mm, da SSAB, multinacional sueca líder mundial na fabricação de aços de alta resistência. O produto ficou 20% mais leve, além de aumento em 300% da vida útil.

“Como já enfrentávamos desgaste precoce com o aço comum, tentamos temperá-lo, fragilizando assim toda a peça. Além de não atender na resistência, na abrasão, não resistia ao impacto. Encontramos a SSAB, que nos propiciou uma solução completa, proporcionando maior vida útil e alta produtividade ao equipamento. Diminuímos 140 quilos de peso utilizando o aço de alta resistência Hardox®”, diz Bruno Freitas Dalmagro, gerente de engenharia da Indutar.

O rolo de faca KATRINA realiza o acamamento homogêneo da cobertura vegetal, aumentando a durabilidade da matéria orgânica no solo, protegendo-o no excesso de chuva, e auxiliando no controle de invasores, na retenção de umidade e na preservação dos nutrientes. Além destes benefícios, ocorre a germinação uniforme da planta decorrente do plantio direto.

Dalmagro conta que a principal motivação para o uso do Hardox® no equipamento foi por conta da diminuição da quantidade de manutenções e da confiabilidade. “Em parceria com a SSAB, fabricamos um produto que contribui de forma ecologicamente na conservação do solo, reduz o uso de produtos fitossanitários, controla de maneira sustentável a contaminação das lavouras e mantém as terras produtivas ao longo dos anos, além do consequente aumento dos resultados na colheita”, explica.

Em constante modernização, o mercado agrícola brasileiro cresce em ritmo acelerado. De acordo com as projeções da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias pela indústria a concessionárias no Brasil devem crescer 2,9% em 2020. “O cliente busca cada vez mais tecnologias para aumentar sua produção, diminuir o uso de mão de obra para os processos de manejo, sem deixar de lado as preocupações sociais e ambientais”, pondera Bruno da Indutar.

O rolo de faca KATRINA é o único do mercado brasileiro com sistema de acionamento hidráulico, nivelamento e dupla articulação em todas as seções, que permitem um melhor acompanhamento do solo em diversos terrenos, tornando fácil e ágil a sua operação, seja no modo trabalho ou no modo transporte. Mais de mil unidades do produto foram fabricados, sendo o mais vendido das Américas.

A Indutar já está homologando a utilização do Hardox® 500 de 3mm para a plataforma de colheita de milho MAGNA. “Junto à SSAB, a Indutar diminui custos e manutenções, aumenta vida útil do equipamento e ajuda na preservação do meio ambiente”.

Presente há 21 anos no mercado, a Indutar (Ibirubá/RS) tem seu foco na inovação e no investimento em tecnologia, qualidade e geração de novos conhecimentos. Em 2015 a companhia iniciou a industrialização e a comercialização própria de produtos, divididos nas linhas agrícola e rodoviária. Com um moderno parque fabril de 40 mil m² e um sistema de complementação entre as linhas de produção da unidade, são fabricadas as peças e componentes, tanto para as grandes montadoras agrícolas e rodoviárias quanto para a linha de produtos próprios.

Acesse: www.indutar.com.br

Vallourec Recebe Prêmio de Comunicação

A Empresa foi eleita uma das que melhor se comunica com os jornalistas de todo o país

A Vallourec foi reconhecida como uma das empresas que melhor se comunica com jornalistas. A Empresa recebeu a premiação na categoria Siderurgia e Metalurgia em evento, no dia 4 de novembro, em São Paulo. Promovida pelo Centro de Estudos da Comunicação (CECOM) e pela Plataforma Negócios da Comunicação, a homenagem destaca a qualidade do relacionamento que as empresas mantêm com os jornalistas e ressalta o nível de tratamento que essas empresas conferem aos profissionais da imprensa.

Na solenidade, a Vallourec foi representada pelo superintendente de Relações Institucionais, Comunicação Externa e Meio Ambiente, Hildeu Dellaretti Junior, e pela gerente de Comunicação Interna, Carolina Calais. Para Hildeu, receber o prêmio é motivo de orgulho. “A imprensa tem um papel muito importante na interlocução das empresas com a sociedade. Esse reconhecimento dos jornalistas reflete a importância de criarmos sempre uma experiência positiva entre a Comunicação da Vallourec, a nossa assessoria de imprensa e os veículos. E isso significa realizarmos o trabalho com ética, transparência e confiança em cada contato. Ao trazermos relevância e consistência na transmissão das informações aos jornalistas, atribuímos significado às nossas relações. Assim, mais do que apenas repasse de informações, estabelecemos uma troca de experiências e ideias”, comemora.

O prêmio abrange empresas de 30 setores da economia que são avaliadas por 25 mil jornalistas de redações de todo o país. Eles indicam, de forma livre e direta, as empresas com ações de comunicação eficientes e que construíram um bom relacionamento com os profissionais das redações. São premiadas as três mais votadas em cada uma das atividades econômicas contempladas.

Acesse: www.vallourec.com

Vendas do Grupo Danfoss crescem 4% nos três primeiros trimestres de 2019

Durante os primeiros nove meses de 2019, a Danfoss aumentou em 4% as vendas, somando 4,8 bilhões de euros, impulsionada pelos principais negócios do Grupo e um foco global crescente em eficiência energética e eletrificação como parte da transição verde. Em particular, os mercados da Europa, partes da Ásia, América Latina e Rússia registraram crescimento, impulsionando as vendas mais altas. A Danfoss gerou lucros operacionais (EBITA) de 602 milhões de euros, um aumento de 5% em comparação com os primeiros nove meses do ano passado, e uma margem EBITA de 12,7%.

“Estamos satisfeitos com os resultados dos primeiros nove meses deste ano. As vendas de produtos com eficiência energética e as soluções elétricas cresceram, e nossos ganhos aumentaram também no terceiro trimestre. Embora enfrentemos alguma incerteza na economia global, continuamos a ver boas oportunidades de crescimento à medida que nossas soluções de economia de energia se traduzem no foco global fortalecido em sustentabilidade e transição verde. Concretamente, vemos isso no diálogo com nossos clientes e isso é algo que buscamos”, afirma Kim Fausing, presidente e CEO do grupo.

Como parceira de tecnologia, a Danfoss, por exemplo, desempenha um papel ativo na transformação de todo o setor de transporte, com o desenvolvimento de novas plataformas elétricas e híbridas para carros, ônibus, navios e máquinas de construção. O foco da Danfoss na inovação e no crescimento futuro se reflete no investimento de 212 milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos durante os primeiros nove meses de 2019, correspondendo a 4,5% das vendas.

“Vemos um interesse significativamente maior de nossos clientes por uma estreita colaboração com a Danfoss no desenvolvimento de sistemas. O motivo são nossos fortes negócios principais e o fato de, durante vários anos, investirmos pesadamente em novas tecnologias e software. Isso significa que hoje estamos na vanguarda, especialmente em eletrificação e digitalização. E é também por essa razão que, apesar da crescente volatilidade, continuamos a ter uma visão otimista do futuro”, conclui Kim Fausing.

Acesse: www.danfoss.com.br

Igasa ganha rentabilidade de 8% produção com máquinas da Dardi

A parceria de sucesso resulta nas negociações de compra de um novo equipamento

Uma parceria de sucesso de pouco mais de um ano está sendo fidelizada entre a Igasa, uma das maiores fabricantes do País de tanques de combustível, cárteres, protetores de cárteres, entre outros produtos para a indústria automobilística, e a DARDI – JATO DE ÁGUA & LASER, líder  em tecnologia de corte com jato de água, laser e de inovações em todo o mundo.

Com mais de 72 anos atuação no mercado brasileiro de autopeças em aço, alumínio e plástico, a Igasa confirma que após adquirir duas máquinas a laser da Dardi, identificou uma mudança positiva em sua planta fabril em Curitiba, Paraná.

Segundo Lauro Oliveira, gerente geral da Igasa, as máquinas a laser modelos DLCM- 1530 de 1000W e 2000W estão sendo utilizadas no setor de corte. “Com esses equipamentos, a empresa obteve ganho de rentabilidade de produção de 8%, além da fabricação de peças com melhor acabamento e qualidade, requisitos exigidos pelo setor automobilístico. Devido ao resultado alcançado, estamos negociando a compra de mais uma nova máquina Dardi”, adianta.

“O primor no acabamento das peças, a diminuição de tempo de produção como também nos custos de ferramentas de corte, a economia ampla de matéria-prima, além dos custos de produção menores, figuram entre os benefícios conferidos pelos equipamentos da Dardi”, enumera Oliveira. O gerente geral da Igasa acrescenta, ainda, que confiabilidade, clareza nas negociações e facilidades de pagamento são itens que motivaram a empresa a optar pela marca. “As máquinas se pagam em 18 meses e são entregues dentro das especificações solicitadas”, enfatiza.

Acesse: www.igasa.com.br