quinta-feira, maio 21, 2026
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Recorde de movimentação portuária expõe riscos de fadiga em Cabos de Aço

Portos brasileiros movimentaram 1,32 bilhão de toneladas em 2024; aumento das operações exige atenção extra com inspeções de segurança

O volume histórico de cargas movimentadas pelos portos brasileiros em 2024 – 1,32 bilhão de toneladas – e os novos picos mensais registrados no primeiro quadrimestre de 2025, elevam os riscos de fadiga em cabos de aço utilizados nas operações portuárias. Na visão de Fernando Fuertes, Engenheiro e Desenvolvedor de Novos Negócios da Acro Cabos de Aço, empresa especializada em equipamentos para elevação, amarração e movimentação de cargas, cenários como este pedem reforço no plano de inspeções de segurança dos equipamentos, que podem ter sua vida útil reduzida pelo aumento dos ciclos de utilização.

Segundo o especialista, uma eventual negligência em reforçar as rotinas de inspeção pode resultar em falhas graves, interrompendo operações e colocando em risco a segurança dos trabalhadores. “O aumento do fluxo operacional demanda atenção redobrada aos procedimentos de inspeção e manutenção dos cabos utilizados nos guindastes portuários”, explica Fuertes. “Mais movimentação de cargas gera ciclos mais frequentes de içamento, intensificando a fadiga por flexão”.

Quando se trata de cabos de aço, os principais riscos de acidentes na elevação e movimentação de carga são consequência de rupturas causadas por desgaste, fadiga de material, falta de manutenção, sobrecarga e uso fora do padrão. O especialista da Acro Cabos reforça que a adequação às exigências normativas é essencial e deve ser o norteador de todo o planejamento e execução de inspeções.

“Normas como a NR-29, NBR ISO 4309 e ABNT NBR 16073 já estabelecem procedimentos claros para inspeção, registro de manutenções e descarte seguro dos cabos. Cumpri-las é um passo essencial para prevenir acidentes e manter a operação eficiente”, explica. “O que muda no caso de aumento substancial na operação é adequar a frequência das inspeções e o controle do registro de ciclos de cada equipamento para que se respeite sua vida útil dentro dos padrões de segurança.”

Fuertes também lista as principais ações a serem colocadas em prática: “Seguir as normas começa com a inspeção visual diária antes do uso, buscando desgastes visíveis, corrosão ou arames partidos. Além disso, é essencial registrar cada manutenção em planilhas digitais, manter a lubrificação periódica com produtos adequados e instalar sensores de carga ou de ciclos nos equipamentos para garantir o respeito à vida útil dos cabos. Outro ponto é treinar continuamente a equipe para identificar sinais de desgaste e seguir os critérios de descarte definidos pela norma, como a quantidade máxima de arames rompidos em um trecho crítico”.

Atualmente, a norma técnica ABNT NBR 16073 regulamenta a inspeção eletromagnética em cabos de aço de equipamentos e estabelece os requisitos mínimos para a detecção de corrosão externa e interna, assim como arames rompidos e variações na área da seção metálica dos cabos de aço. Fuertes reforça que essa técnica é imprescindível para detectar falhas, com verificação de 100% dos arames, inclusive em áreas onde normalmente a inspeção visual e dimensional não alcança: “Essa tecnologia tem sido cada vez mais utilizada no acompanhamento da vida útil dos cabos de aço instalados nos descarregadores de contêineres, RTG´s, guindastes móveis portuários, carregadores e descarregadores de navios entre outros”.

IoT e IA já são utilizadas na segurança de cabos de aço

A aplicação de sensores IoT (Internet das Coisas) e Inteligência Artificial (IA) na segurança dos cabos de aço tem ganhado espaço em diferentes tipos de operações pelo mundo. Já existem equipamentos inteligentes que incorporam sensores de vibração, acelerômetros e extensômetros que monitoram em tempo real fatores críticos como redução de diâmetro, oxidação, arames rompidos, pernas fora de posição e quantidade de ciclos de trabalho. “Ao captarem alterações mínimas, os sensores conseguem detectar com antecedência sinais de fadiga ou desgaste que poderiam resultar em falhas graves, permitindo uma intervenção preventiva mais eficaz”, explica Fuertes.

Além disso, o uso da IA potencializa essa capacidade preditiva. Com a coleta contínua de dados pelos sensores, sistemas inteligentes realizam uma análise detalhada dos padrões de comportamento do cabo, identificando anomalias e gerando alertas antecipados sobre possíveis falhas.

Isso reduz significativamente o risco de acidentes e interrupções inesperadas, algo essencial em operações portuárias.Essas tecnologias já demonstram sucesso em diversos países e começam a ganhar relevância no Brasil, à medida que as empresas reconhecem os benefícios da manutenção preditiva baseada em dados. “Investir em cabos de aço de alta performance com a instalação destes sensores com IoT e IA representa uma evolução necessária para todos os setores que realizam operações complexas de movimentação de cargas, como é o caso do portuário, especialmente em contextos de demanda operacional crescente, onde segurança e eficiência são fundamentais para a competitividade”, finaliza Fuertes.

Sobre a Acro Cabos – Especialista em soluções para elevação, amarração e movimentação de cargas, a Acro Cabos de Aço atua no mercado há mais de 25 anos. A empresa é reconhecida pela excelência de seus produtos e serviços, que atendem às mais rígidas exigências do mercado com certificações que atestam seu compromisso com a segurança e a qualidade. Saiba mais: https://www.acrocabo.com.br/

TRUMPF reporta recuo global em vendas; Brasil apresenta estabilidade

A empresa referência em alta tecnologia anunciou resultados preliminares para o ano fiscal 2024/25, com vendas globais em queda de 17% (€4,3 bilhões) e a entrada de pedidos recuando 7% (€4,2 bilhões). Brasil registrou aumento de 24% na entrada de pedidos.

A TRUMPF encerrou o ano fiscal conforme o esperado, com queda nas vendas e na entrada de pedidos. De acordo com cálculos preliminares, no ano fiscal de 2024/25 (encerrado em 30 de junho de 2025), a empresa gerou vendas de 4,3 bilhões de euros (ano fiscal de 2023/24: 5,2 bilhões de euros), com uma entrada de pedidos de 4,2 bilhões de euros (ano anterior: 4,6 bilhões de euros).

As vendas no mercado doméstico alemão caíram 15%, para cerca de €700 milhões, mas a Alemanha se manteve como o maior mercado individual em termos de faturamento. Os EUA também registraram queda de 17% nas vendas, chegando a aproximadamente €660 milhões. Na Ásia, apesar de uma redução de 22%, a China continuou sendo o mercado mais forte, com vendas de cerca de €480 milhões.

Nicola Leibinger-Kammüller, CEO do Grupo TRUMPF, comentou o cenário: “Não houve sinais de uma r recuperação real no terceiro ano consecutivo de crise, seja econômica ou geopolítica. No entanto, acreditamos que já atingimos o ponto mais baixo. A entrada de pedidos e as vendas se estabilizaram no que, naturalmente, consideramos um nível excessivamente baixo”.

Diante dos desafios, a TRUMPF implementou medidas claras para melhorar os lucros. Leibinger-Kammüller destacou que a revisão do quadro de pessoal, a redução de serviços externos e a contenção de novos i investimentos em edifícios geraram uma economia impressionante de cerca de €350 milhões, descrevendo o esforço como uma “cura drástica” que trouxe resultados positivos. Os números finais detalhados serão apresentados em 22 de outubro de 2025.

BRASIL REGISTRA ALTA NA ENTRADA DE PEDIDOS

No Brasil, a TRUMPF teve um crescimento de 24% na entrada de pedidos. Essa alta reflete a crescente demanda por sistemas inteligentes, automatizados e integrados, com as máquinas de corte a laser 2D continuando a ser o carro-chefe da empresa no país.

João C. Visetti, CEO da TRUMPF do Brasil, enfatiza a tendência: “Isso é inevitável. O futuro da indústria de produção está na tecnologia aprimorada e na inovação dos processos, seja porque essas soluções garantem maior eficiência, seja porque suprem a carência de mão de obra especializada. No final, tudo se resume a fazer mais com menos, a maior produtividade.”

A TRUMPF do Brasil consolidou sua participação nos mercados de corte a laser e dobra. Visetti observa: “As TruLaser Série 1000 e TruBend Série 1000 abriram novos mercados. São dois produtos extremamente bem aceitos no segmento de entrada, por serem máquinas com preços acessíveis mesmo para pequenas empresas.” Máquinas de alta produtividade, como a TruLaser 5000, e de dobra automatizada (TruBend Cell 5000 e TruBend Flex Cell 7050) também ganham relevância.

Visetti afirma a expansão da competitividade da TRUMPF: “Somos competitivos no segmento de entrada, com a Série 1000 Basic Edition, no segmento intermediário, com a família 3000, e no segmento premium, com a Série 5000. Evoluímos nos três segmentos”.

O ano também foi marcado pela venda do primeiro sistema automatizado para chapas de 6 x 2,5 metros no Brasil, um dos poucos no mundo. O sistema é composto por duas máquinas de corte TruLaser 3060 fiber de 24 kW, um sistema de alimentação automática e um armazém de grande escala STOPA.

O novo ano fiscal começou promissor, mas Visetti observa um compasso de espera. Isso se deve às tarifas r recentemente impostas pelo governo americano a 25 países, incluindo a União Europeia. “Assim que essas negociações se estabilizarem, vai haver uma reordenação do mercado. Ainda não conseguimos prever o i impacto”, conclui.

Dr. phil. Nicola Leinberger-Kammüller, CEO Grupo TRUMPF
Crédito: Divulgação
João C. Visetti, CEO TRUMPF do Brasil
Crédito: Divulgação

Sobre a TRUMPF – é uma empresa de alta tecnologia que oferece soluções de manufatura nas áreas de máquinas- ferramentas e tecnologia laser. Ela impulsiona a conectividade digital na manufatura por meio de consultoria, produtos de plataforma e software. A TRUMPF é uma das líderes de mercado e tecnologia em máquinas- ferramentas altamente versáteis para processamento de chapas metálicas e na área de lasers industriais.

Em 2024/25, a TRUMPF empregou 17.750 pessoas e gerou vendas de 4,3 bilhões de euros (dados preliminares). Com cerca de 90 empresas, o Grupo TRUMPF está presente em quase todos os países europeus, bem como na América do Norte, América do Sul e Ásia. A empresa possui unidades de produção na Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Áustria, Suíça, Polônia, República Tcheca, Estados Unidos, México e China.

Em 2025, a TRUMPF comemora 44 anos de presença no Brasil. Com sede em Barueri, a empresa possui uma operação solidificada e com abrangência para prover assistência técnica a seus clientes em diferentes regiões, sendo responsável também em dar suporte às operações na América do Sul.

Açotubo apresenta soluções resistentes a condições extremas

Componentes para operações que envolvem altas temperaturas, produtos químicos e abrasão, além do Programa Qualificar, serão os destaques da empresa

Presente em mais uma edição da Fenasucro & Agrocana, o Grupo Açotubo apresentará um conjunto de soluções voltadas para operações de usinas sucroalcooleiras no estande A78. O portfólio inclui componentes, com certificações internacionais, voltados para operações que envolvem altas temperaturas, contato com produtos químicos e corrosão. A feira será realizada de 12 a 15 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP). 

Quem passar pelo espaço da empresa poderá conhecer alguns destaques, como os Tubos QUADRINORMA A106/API5L/X42 com certificado Nace, que têm alta resistência e são ideais para etapas de produção que envolvem ataque químico de combustíveis, pressão, calor e abrasão. Possuem certificado da American Petroleum Institute (API) e da NACE (National Association of Corrosion Engineers).

Além da solução, os Tubulões API 5L, empregados em operações de transporte de etanol e derivados, com certificação internacional pela API; as chapas de aço inoxidável; e os Tubos calandrados, com alta capacidade de transporte de fluidos em pressão atmosférica e temperatura moderada, também serão apresentados ao público.

“O setor sucroalcooleiro é de grande representatividade para a empresa e, nesta edição da feira, vamos enfatizar a qualidade dos nossos produtos, alguns voltados para condições extremas nas usinas. É claro que outros itens também poderão ser conhecidos com nossos especialistas”, afirma Fernando Del Roy, Diretor de Marketing, Suprimentos e Inteligência de Mercado do Grupo Açotubo.

Entre eles, os portfólios de aço carbono, que inclui barras de aço trefilados, laminados, forjados e ressulfuradas e de aço inox, com barras redondas, sextavadas, quadradas e chatas, cantoneiras de aço inox, bobinas, fitas, blanks e tiras.

Programa de capacitação e soluções de combate a incêndio

Reconhecida pela distribuição de produtos siderúrgicos, a marca também apresentará outros serviços, como Programa Qualificar, que promove treinamentos e capacitações nas usinas para inspeção adequada e reconhecimento da qualidade e originalidade dos equipamentos adquiridos, além do portfólio de soluções de prevenção e combate a incêndio, que inclui componentes com certificação internacional FM/UL.

Filial de Sertãozinho atende 80% das usinas da região

A proximidade com as usinas tem contribuído para a logística de atendimento da Açotubo aos clientes. Com filial em Sertãozinho, desde 2011, a empresa tem disponibilizado soluções e serviços para 80% das usinas da região. O setor sucroalcooleiro simboliza de 35% a 40% do volume de negócios da unidade.

EUA confirma novas tarifas para produtos brasileiros, LATAM é uma opção?

Mesmo com incertezas sobre o alcance da medida, expositores da Latam Wire + Steel 2026 avaliam impactos e destacam fortalecimento da indústria nacional diante do cenário internacional

A confirmação de novas tarifas de importação pelos Estados Unidos para produtos brasileiros reacendeu o alerta nos setores da economia nacional, em especial dos siderúrgicos e metal-mecânicos. Anunciada pelo presidente Donald Trump no dia 30 de julho, a medida impõe uma alíquota adicional de 50% sobre determinados itens, com exceções para alguns derivados de alumínio e aço, mas sem a exclusão de insumos básicos como chapas, tubos e vergalhões. A dúvida que permanece entre empresas e analistas é se o aço e o ferro brasileiros, que já enfrentam uma tarifa de 50% desde a rodada anterior de sanções, terão o percentual dobrado ou se a nova medida apenas renovará a taxação atual.

Ainda que não se tenha uma definição clara sobre os detalhes da aplicação, fabricantes e transformadores de metais já começaram a revisar estratégias e a projetar cenários. O impacto, no entanto, não tem gerado pânico entre os principais nomes da cadeia. Muitos enxergam o momento como uma chance de reforçar o papel do mercado nacional, fortalecer a integração entre empresas e buscar soluções sustentáveis diante da pressão externa.

Para expositores da Latam Wire + Steel 2026, feira voltada à cadeia produtiva de arames, fios, cabos, vergalhões + aços, tubos, perfis, chapas, incluindo máquinas, equipamentos, tecnologias e serviços, a movimentação internacional amplia a relevância do evento como espaço de articulação e crescimento. Com foco em inovação, tecnologia e negócios, se consolida como palco de debate e conexão para o setor diante de desafios econômicos e oportunidades emergentes. No mercado interno (brasileiro) e com isso a relevância ainda maior dos países da América Latina, como uma excelente opção de negócios, substituindo o mercado norte americano, em especial.

A Trelitubos, que atua na fabricação de tubos de aço carbono, chapas e perfis metálicos, destaca que os efeitos da medida são mais indiretos do que imediatos. Segundo o gerente comercial da empresa, Amauri Pavan, ainda que não realize exportações diretas para os EUA, seus clientes podem ser impactados por uma possível retração nos mercados de destino, o que pode levar à redução de pedidos.

“Com preocupação referente às consequências de consumo no mercado interno e queda na demanda. Diretamente não, pois não exportamos nossos produtos, porém de forma indireta sim, pois nossos clientes que transformam o aço comprado de nossa empresa podem ser afetados e diminuírem suas compras. Toda mudança brusca na economia tende a dificultar o processo da cadeia produtiva/comercial, abrindo espaço para entrada de concorrência externa. Em um cenário de incertezas nossa diretoria pode reavaliar novos investimentos de ampliação da planta e novos equipamentos” afirma o gerente comercial da Trelitubos, Amauri Pavan.

Já Edentec, especializada na produção de carretéis de madeira para cabos metálicos, também vê mudanças à frente, especialmente na relação com seus clientes americanos. No entanto, reforça que está preparada para reforçar sua atuação no mercado interno e em países da América do Sul, América Central e África, onde já possui presença comercial consolidada.

“Com esta tarifa de 50%, perderemos nossos clientes americanos que fabricam cabos de cobre, alumínio e aço. Nossos carretéis de madeira ficarão muito caros. Estamos preparados para atuar fortemente no mercado interno, mas com certeza essa mudança representa uma perda. Nosso foco continuará sendo países sul-americanos, centro-americanos e africanos” informa o diretor da Edentec, Rubens Rizzardo.

Além dos impactos específicos nas empresas, algumas linhas de negócio voltadas ao fornecimento de produtos de alumínio e cobre, como chapas, placas e perfis destinados ao mercado americano, também enfrentam dificuldades para manter suas exportações. O aumento de custos torna essas operações inviáveis, forçando a redistribuição da produção para o mercado doméstico ou para outros países. Esse movimento pode gerar um excesso de oferta no mercado interno, o que tende a pressionar os preços para baixo e reduzir as margens de lucro das indústrias locais.

No setor financeiro, empresas listadas com forte atuação no segmento de metais, já observam volatilidade em suas ações, diretamente relacionada à sua capacidade de adaptação ao novo contexto e à eficiência na diversificação de clientes e rotas comerciais. O governo brasileiro acompanha a situação de perto e tenta manter diálogo com autoridades norte-americanas para evitar prejuízos à indústria nacional.

Enquanto isso, o setor segue atento e mobilizado. A primeira edição da Latam Wire + Steel acontece em um momento essencial e deve funcionar como um ponto de equilíbrio entre desafios e novas rotas comerciais. Diante do atual cenário, a feira reforça sua posição como catalisadora de negócios e como plataforma essencial para empresas que desejam crescer com solidez e inovação, mesmo em tempos de instabilidade internacional.

SOBRE A LATAM WIRE + STEEL – Será o ponto de encontro de toda a cadeia produtiva de arames, fios, cabos, vergalhões + aços, tubos, perfis, chapas, incluindo máquinas, equipamentos, tecnologias e serviços. Além de reunir os dois setores em um só evento, a feira proporcionará um ambiente estratégico para negócios, apresentação de inovações tecnológicas e networking. Os visitantes terão acesso às principais tendências e soluções sustentáveis, fortalecendo a conexão entre os diferentes elos. O evento acontecerá de 10 a 12 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo/SP.

Mais informações: www.wiresteel.com.br

TRUMPF e SAFELOG lançam solução acessível para automatizar o transporte de materiais

A novidade foi apresentada pela primeira vez na INTECH, feira interna da TRUMPF na Alemanha, e marca o lançamento global da solução

Automatizar o transporte interno de materiais ainda é um desafio para muitas indústrias — especialmente quando isso exige a digitalização completa da fábrica. Pensando nisso, a TRUMPF, em parceria com a especialista em intralogística SAFELOG, desenvolveu o Material Flow Kit (Kit de Fluxo de Materiais): uma solução prática, acessível e fácil de instalar, ideal para empresas que querem começar a automatizar seus processos.

Com o kit, robôs móveis transportam materiais entre até nove estações de trabalho, como máquinas de corte a laser, dobra, puncionamento e até a expedição. Tudo é controlado por um aplicativo web simples e intuitivo.Os robôs transportam cargas de até uma tonelada e utilizam sensores inteligentes para mapear e navegar pela fábrica de forma autônoma e segura. O próprio cliente pode alterar rotas com facilidade, usando o software incluso.

Depois da implementação inicial, o próximo passo natural é adotar o software Oseon, da TRUMPF, que integra o fluxo de materiais ao plano de produção e garante mais eficiência, agilidade e menos burocracia.

“Trabalhamos com líderes em seus segmentos para entregar tecnologia de ponta de forma integrada e acessível”, afirma Daniel Andreas Bühler, da TRUMPF Alemanha.

Com o Material Flow Kit, a TRUMPF coloca a automação ao alcance de mais empresas — reduzindo barreiras, aumentando a produtividade e preparando o caminho para a Indústria 4.0.

Sobre a TRUMPF – Empresa de alta tecnologia que oferece soluções de fabricação nas áreas de máquinas-ferramenta e tecnologia laser. Atua como líder em conectividade digital na manufatura por meio de consultoria, plataformas e softwares. Reconhecida como líder de mercado e tecnologia, a TRUMPF se destaca em máquinas-ferramenta altamente versáteis para processamento de chapas metálicas e no campo de lasers industriais. Em 2023/24, a empresa empregou cerca de 18.550 colaboradores e alcançou vendas de aproximadamente 5,2 bilhões de euros (dados preliminares). Com cerca de 90 subsidiárias, o Grupo TRUMPF está presente em quase todos os países europeus, além da América do Norte, América do Sul e Ásia. A companhia possui instalações de produção na Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Áustria, Suíça, Polônia, República Tcheca, Estados Unidos, México e China.

Em 2025, a TRUMPF comemora 44 anos de presença no Brasil. Com sede em Barueri, a empresa possui uma operação solidificada e com abrangência para prover assistência técnica a seus clientes em diferentes regiões, sendo responsável também em dar suporte às operações na América do Sul.

Usinas do setor sucroalcooleiro investem em programa de qualificação para minimizar intercorrências

Usinas do setor sucroalcooleiro investem em programa de qualificação para minimizar intercorrências

Iniciativa já colaborou com mais de 100 empresas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Criado em 2018, o Programa Qualificar tem trazido benefícios para clientes do Grupo Açotubo, uma das maiores distribuidoras de aço siderúrgico do Brasil, que atuam no setor sucroalcooleiro. A iniciativa foi desenvolvida como forma de levar conhecimentos, por meio de treinamentos e consultorias, sobre a análise da qualidade de materiais empregados na indústria, afim de constatar se atendem a todos os critérios necessários, de acordo com cada projeto.  

Com o desenvolvimento desse mercado nos últimos anos, a empresa já atendeu mais de 100 players em diferentes regiões do país, principalmente nos estados que são polos da atividade, como, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Para conhecer mais sobre o programa e sua atuação em 2025, Márcio José Mello, supervisor comercial da filial Sertãozinho (SP) do Grupo Açotubo aborda os impactos e benefícios do Qualificar para as empresas do setor sucroalcooleiro.

Prevenção de materiais que não estejam em conformidade

O principal foco do projeto é levar informações para prevenir a aquisição de materiais que não estejam de acordo com as especificidades adequadas. Durante as visitas nas plantas, algumas vezes surgem produtos de outros fornecedores que não estão em conformidade, ou seja, o material foi recebido sem a devida conferência e análise.

Para evitar esse tipo de problema, a Açotubo realiza os treinamentos e capacitações nas usinas, que incluem métodos de análise (pessoal e por meio de instrumentos) das características dos componentes, afim de assegurar que estão de acordo com o especificado, bem como a orientação para o desenvolvimento de metas e processos de checagem e a importância da homologação de fornecedores.

“Quem não segue esses parâmetros, muitas vezes, fica vulnerável à entrada de itens que não atendem aos requisitos necessários para a operação, o que pode resultar em prejuízos, devido ao comprometimento tanto de equipamentos (que podem ter a vida útil reduzida) quanto da produção, com paradas não planejadas para manutenção,” ressalta o porta-voz.

Otimização operacional desde a negociação até a aplicação do material

Durante os treinamentos ministrados nas usinas, a Açotubo reforça a importância dos produtos recebidos estarem de acordo com cada projeto e solicitação. Essa prática ocorre desde a negociação, passando pelo setor de compras, até a inspeção de recebimento e empregabilidade do material, fazendo toda a diferença no processo produtivo.

“Se o cliente é designado a comprar determinado componente de acordo com especificidades e características, obviamente precisa recebê-lo em conformidade, respeitando as normas para que seja empregado corretamente. Isso evita intercorrências na produção,” destaca Márcio.

Programa ocorre no período de entressafra

Atendendo diferentes regiões do Brasil, o programa segue as agendas determinadas durante as entressafras, período de outubro a março, em que as usinas realizam o processo de manutenção em suas plantas e de troca de algumas linhas de produtos.  À frente do programa, além do supervisor estão, Williams Cintra, gerente nacional de produto e inteligência de mercado, e André Miranda, gerente de Aços Carbono da filial do Grupo Açotubo de Sertãozinho/SP.

O Qualificar sempre teve um impacto muito positivo com nossos clientes, porque é um projeto que traz alguns métodos e conhecimentos para evitar a aquisição de materiais que não estão de acordo com a qualidade, as normas e as especificações contratadas. Ele tem impactado players que já conhecem o serviço e novos leads e contemplado a cadeia produtiva, incluindo áreas de desenvolvimento, recebimento e aplicação dos componentes dentro da planta,” finaliza Márcio.

A Hypertherm Associates traz inovação para a indústria de fundição com tecnologia de corte a plasma

A empresa apresenta soluções inovadoras que oferecem maior segurança e eficiência nas fundições

O trabalho em fundições, existente há milênios, é um processo primário responsável pela fabricação de cerca de 90% dos bens duráveis e um mercado considerado um dos pilares da economia global. Para se ter uma ideia, o setor movimentou US$ 191 bilhões em 2024 e a projeção é de que cresça para cerca de US$ 202 bilhões em 2025 e US$ 238 bilhões até 2029.

Hoje, as maiores empresas trabalham com fundição nos setores automotivo, aeroespacial, de energia e de máquinas pesadas; empresas de médio porte produzem sistemas de transmissão ou carcaças de transmissão; e pequenas empresas produzem múltiplos SKUs em uma oficina de alto costura e baixo volume, atuando em diversos setores industriais.

Dentre as exigências impostas no setor, está o fato de que os ambientes de trabalho rigorosos exigem cada vez mais precisão dos funcionários ao executar operações em condições quentes e perigosas, com uma quantidade significativa de trabalho manual. O desgaste tem sido um dos trabalhos mais perigosos no ramo, porque os trabalhadores geralmente usam martelos, esmerilhadeiras e serras para desgastar manualmente as peças fundidas, o que os coloca em risco significativo de lesões por impacto, queimaduras, cortes e esmagamento.

Neste cenário, a Hypertherm Associates, líder global na fabricação de produtos de corte industrial e software há mais de 50 anos, oferece tecnologia em corte a plasma capaz de tornar o processo de “degating” mais rápido, preciso e seguro. A facilidade de integração do cobot com as cortadoras a plasma Powermax oferece às fundições uma opção mais eficiente para lidar com problemas como a escassez de mão de obra.

“Os sistemas de corte a plasma Hypertherm Powermax45® SYNC, Powermax65® SYNC, Powermax85® SYNC e Powermax105® SYNC são mais seguros do que os processos tradicionais de desgaste por fundição e reduzem significativamente o risco de lesões em trabalhadores de fundição”, afirmou Fernando Moreira, Engenheiro de Aplicação da Hypertherm Associates.

“A segurança dos operadores é um desafio constante por causa do risco substancial de lesões por impacto causadas por métodos centenários de desgaseificação, como martelar, cortar e esmerilar. A escassez de mão de obra qualificada e demandas por custos e eficiência de produção também são pontos significativos para o setor”, acrescenta Fernando.

Benefícios da Tecnologia de Plasma

O corte a plasma é um processo versátil que utiliza um jato comprimido de gás ionizado, ou plasma, para cortar metais. O fluxo de plasma é normalmente formado forçando um gás como nitrogênio, oxigênio, argônio ou ar através de um bico estreito e o fluxo gasoso é ionizado com o uso de uma fonte de energia externa, criando um arco de plasma que corta a peça de trabalho que derrete e depois soprando a peça.

O plasma também é extremamente versátil e pode trabalhar com quase todos os metais eletricamente condutivos, incluindo metais ferrosos como aço carbono, ferro fundido e aço inoxidável. Ele também pode cortar metais não ferrosos como alumínio, latão e cobre.

Usados ​​manualmente ou integrados a um cobot, os cartuchos Powermax® e as tochas SmartSYNC incluem recursos que abordam a escassez de mão de obra qualificada, pois são mais fáceis de usar, economizam dinheiro e tornam a produção mais eficiente, incluindo:

  • Configurações corretas de amperagem e modo de operação;
  • Código de cores por processo para eliminar trocas de peças;
  • Alerta os operadores quando é hora de trocar os cartuchos;
  • Minimiza o tempo de inatividade, o desperdício e o tempo de treinamento;
  • Fácil troca de consumíveis com design de cartucho de peça única;
  • Maior segurança do operador;
  • Produtividade eficiente e viabilidade do corte a plasma robótico para uma variedade de indústrias.

O Sistema Powermax® fornece a precisão necessária para remover os canais de entrada, canais de alimentação e as colunas com operação sem contato e sem o estresse associado aos métodos tradicionais de desgaseificação, como martelar, cortar e triturar.

Sobre a Hypertherm Associates – é uma fabricante norte-americana de produtos e softwares de corte industrial. Seus produtos, incluindo os sistemas de jato de água e plasma OMAX da Hypertherm, são utilizados por empresas em todo o mundo para construir navios, aviões e trens, fabricar estruturas de aço e equipamentos pesados, fabricar turbinas eólicas e muito mais. Além de sistemas de corte, a empresa cria CNCs e softwares que oferecem o desempenho e a confiabilidade que resultam em aumento de produtividade e lucratividade para centenas de milhares de empresas. Fundada em 1968, a Hypertherm Associates é 100% de propriedade dos funcionários e emprega aproximadamente 2.000 profissionais, com operações e representação de parceiros em todo o mundo. Saiba mais em www.HyperthermAssociates.com.

TRUMPF lança uma nova geração de lasers de fibra de alta potência

TRUMPF APRESENTA LASERS DE FIBRA DE ALTA POTÊNCIA PARA A INDÚSTRIA

Nova fonte de feixe para aplicações de soldagem: potente de 500 W a 50 kW, fácil de usar, robusta para uso industrial e flexível em ambientes de produção conectados.

A TRUMPF anuncia o lançamento de uma nova geração de lasers de fibra TruFiber, desenhados para aumentar a produtividade e a qualidade em diversas aplicações de soldagem industrial.

Essa é uma inovação de grande impacto para a TRUMPF e para a indústria como um todo.

A flexibilidade e o desempenho dos novos lasers abrem portas para a otimização em inúmeros processos de fabricação, incluindo a soldagem de alta precisão, como em baterias para carros elétricos.

Otimização da produção com a série TruFiber

A nova geração de lasers TruFiber é o coração das soluções de produção da TRUMPF.

Com ótica programável e tecnologia de sensores, os lasers aprimoram a eficiência da fabricação e a qualidade dos componentes.

Os lasers TruFiber estarão disponíveis em potências que variam de 500 W a 50 kW e já integrados com todo o portfólio TRUMPF de tecnologias laser, onde todos os componentes – lasers, máquinas, controles, direcionamento do feixe, óticas de processamento, sensores e resfriamento – são coordenados de forma ideal para um desempenho superior.

Precisão, Eficiência e Facilidade de Operação

O TruFiber tem um sistema de controle de potência que garante soldas perfeitas e iguais, muito útil para materiais como o cobre. Sua robustez e a integração de controle e ótica fazem do TruFiber a ferramenta perfeita para aplicações industriais que exigem alta precisão e eficiência.

A usabilidade é outro destaque. Com sensores integrados, é possível monitorar o laser à distância e evitar erros. E se precisar de manutenção, seu design modular permite que os técnicos troquem peças rapidamente no local, economizando tempo e dinheiro. A tela de comando é simples e intuitiva, como a de um celular, facilitando o trabalho com o laser –  um diferencial incomparável.

A TRUMPF apresentou os novos lasers de fibra na LASER – World of Photonics, em Munique, Alemanha.

O lançamento reforça a posição da TRUMPF como líder em soluções para a indústria.

“Os TruFiber já estão à disposição para o mercado nacional. Só a TRUMPF consegue melhorar o que já era perfeito“, destaca João Visetti, CEO da TRUMPF no Brasil.

Belgo Arames e Laprosolda produzem a peça metálica mais pesada já impressa em tecnologia MADA no Brasil

Com 255 kg, o produto foi feito sob medida 

A Belgo Arames, em parceria com o Laprosolda da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), atingiu um marco inédito na indústria brasileira ao fabricar, por meio da tecnologia de Manufatura Aditiva por Deposição a Arco (MADA), a peça metálica mais pesada já registrada no país produzida por esse processo, segundo a UFU. Com impressionantes 255 kg, a peça foi criada utilizando um equipamento desenvolvido exclusivamente para essa tecnologia — resultado de anos de pesquisa e inovação conjunta entre a Belgo e a universidade.

Esse avanço representa um divisor de águas na aplicação da impressão metálica 3D no Brasil. A tecnologia MADA pode oferecer benefícios expressivos em relação aos métodos convencionais de fabricação, como a redução de desperdícios, maior liberdade de design, agilidade na produção de geometrias complexas e a possibilidade de combinar diferentes materiais em uma única estrutura. Trata-se de uma solução que alia eficiência, sustentabilidade e inovação.

Segundo Rafael Nacife Carneiro, especialista de Inovação da Belgo Arames, a fabricação tradicional dessa peça exigiria uma matriz de fundição de alto custo, o que inviabilizaria sua produção em pequena escala. “Produzir uma peça de grande porte por MADA demonstra não só a nossa capacidade tecnológica, mas também o potencial transformador dessa tecnologia para diversos setores industriais”, afirma.

Frederico Gazzola, gerente de desenvolvimento de negócios e inovação da Belgo Arames, destaca que o projeto vai além da produção de peças de grande porte. “Estamos conduzindo estudos para ampliar as aplicações da tecnologia em setores estratégicos como energia, mineração, óleo e gás, e infraestrutura. A versatilidade do MADA abre novas possibilidades para a indústria nacional, com soluções mais sustentáveis, eficientes e customizadas”, explica.

Para o professor Louriel Oliveira Vilarinho, da UFU, “a parceria com a Belgo viabilizou o uso de consumíveis de alto desempenho para o estudo e fabricação de pré-formas e peças produzidas por MADA, na busca pela liderança mundial dessa tecnologia que tem despertado o interesse e o investimento de diversos setores da economia.”

A Belgo já possui diversas peças fabricadas por MADA em operação, e a expectativa é que, com o avanço dos projetos em andamento, novas aplicações sejam desenvolvidas. Esse progresso consolida a Belgo Arames como uma das protagonistas na pesquisa, desenvolvimento e adoção de tecnologias de ponta, contribuindo ativamente para a modernização e competitividade da indústria brasileira.

Sobre a tecnologia MADA – A Manufatura Aditiva por Deposição a Arco (MADA) é uma tecnologia de impressão 3D metálica que utiliza o calor gerado por um arco elétrico — geralmente proveniente de processos de soldagem como MIG/MAG ou TIG — para fundir um arame metálico, que é depositado camada por camada até a formação da geometria final da peça.

No Brasil, diversas iniciativas têm impulsionado o desenvolvimento da tecnologia MADA em universidades e centros de pesquisa. Entre os principais protagonistas destaca-se a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que vem se consolidando como referência nacional na área por meio de desenvolvimentos em parceria com a Belgo Arames.

Sobre a Belgo Arames – Com 50 anos de história, a Belgo Arames é líder brasileira na transformação de arames de aço desde sua criação, fruto da parceria estratégica no Brasil entre a ArcelorMittal e a Bekaert. A empresa atua nos segmentos de Agronegócios, Cercamentos, Construção Civil, Automotivo, Solda, Aplicações Especiais e Indústria Petrolífera, oferecendo um mix de produtos e serviços que atendem com expertise e tecnologia de ponta, confiabilidade e qualidade aos mais diversos perfis de clientes. Com oito unidades pelo país, sua sede é em Contagem (MG).

A descarbonização da indústria do aço é uma pauta urgente para o planeta

A indústria do aço, um pilar da civilização moderna, enfrenta o desafio urgente de reduzir suas emissões. O Ferro Verde surge como uma solução essencial para um futuro de baixo carbono e um planeta mais saudável

* Por Emerson Souza, vice-presidente de Relações Institucionais da Brazil Iron

A produção de aço e ferro, alicerces da infraestrutura e do desenvolvimento global, é também uma das mais intensivas em carbono. Anualmente, o setor é responsável por aproximadamente 24% das emissões industriais de gases de efeito estufa (GEE) e cerca de 8% das emissões globais de CO₂e (dióxido de carbono equivalente).

Este cenário impõe uma reavaliação estratégica profunda, na qual a descarbonização não é apenas uma meta ambiental, mas uma necessidade imperativa para a sustentabilidade do planeta. Sem uma transformação na siderurgia, os objetivos climáticos globais serão inatingíveis.

Com a vasta maioria dessas emissões – cerca de 95% – provenientes de altos-fornos a carvão, a transição para um futuro de baixo carbono na siderurgia depende intrinsecamente da eletrificação. Isso implica a adoção massiva de fornos elétricos a arco (FEAs) alimentados por eletricidade renovável, viabilizando a produção de aço de baixo carbono em escala.

A matéria-prima que alimenta esses FEAs é crucial: sucata de aço e ferro de redução direta (DRI), como o ferro briquetado a quente (HBI). Quando o HBI é produzido com energia renovável, ele ganha a denominação de Ferro Verde.

O Ferro Verde (HBI) detém um potencial transformador para reduzir drasticamente a pegada de carbono do setor. Estudos especializados indicam que sua utilização pode levar a uma redução de até 99% das emissões de CO2 em comparação com a metalurgia tradicional baseada em alto-forno a carvão. Este avanço representa um salto qualitativo para a sustentabilidade industrial e para o enfrentamento da crise climática.

Os aliados na jornada da descarbonização

Em um movimento estratégico para fortalecer sua economia verde, o Canadá incluiu o minério de ferro de alta pureza – essencial para a produção do Ferro Verde – em sua Lista de Minerais Críticos. Essa decisão, impulsionada pela demanda por descarbonização da indústria siderúrgica global, posiciona o país na vanguarda da oferta de materiais sustentáveis.

A medida canadense não só visa garantir o abastecimento para si e seus aliados, mas também incentiva investimentos e o desenvolvimento de cadeias de valor mais limpas para esses minerais estratégicos, reforçando o compromisso do país com a transição energética global.

Já no Brasil, a Vale e a Brazil Iron emergem como aliadas estratégicas na descarbonização da indústria siderúrgica com a promessa de produzir Ferro Verde (HBI) de alta qualidade para cadeia do aço.

A Brazil Iron, por exemplo, pretende produzir HBI e ferro de baixo carbono, fornecendo a matéria-prima essencial para a transição dos altos-fornos a carvão para os fornos elétricos a arco.

A meta da companhia, ao produzir Ferro Verde para uso em FEAs, é evitar cerca de 17,5 milhões de toneladas de emissões de CO₂e por ano em comparação com as rotas tradicionais de alto-forno a carvão. Ao longo da vida útil do projeto, a estimativa é que sejam evitadas aproximadamente 473 milhões de toneladas de emissões de CO₂e,

O objetivo de zerar emissões líquidas zero passa pelo desenvolvimento de um projeto que utilizará energias renováveis, tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS) e hidrogênio verde (H2V).

A experiência de mercado nos ensina que a transformação de uma indústria tão robusta e fundamental não ocorre sem compromisso e inovação. O papel do HBI é, portanto, não apenas técnico, mas também estratégico para o futuro do nosso planeta.

Reduzir em até 99% as emissões em um dos maiores poluidores industriais é um passo monumental em direção a um futuro mais seguro e sustentável. Esse alinhamento entre a produção industrial e as metas climáticas globais é o melhor legado que podemos deixar para as próximas gerações.