sexta-feira, abril 3, 2026
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Alunorte reduz emissões de CO2 em 700 mil toneladas

Maior refinaria de alumina em planta única do mundo, que completa 30 anos de operação em 2025, estima diminuir emissões em 35% este ano

Em primeiro plano válvulas de segurança, ao fundo sistema de filtração, na Estação do Gás Natural da Alunorte

Cerca de 700 mil toneladas de carbono deixaram de ser emitidas por ano na Alunorte, maior refinaria de alumina em planta única do mundo, após um ano do início da implementação do gás natural na operação de 13 equipamentos. O gás natural substituiu completamente o óleo combustível utilizado na planta. Com isso, a refinaria começou 2025, ano do seu 30º aniversário de operação, liderando a indústria do alumínio na jornada pela descarbonização.

A Alunorte investiu 1,3 bilhão de reais em infraestruturas, sistemas de segurança e operação para a introdução do gás na refinaria no município de Barcarena, onde a planta está localizada. Com essa e outras iniciativas, a Alunorte estima uma redução de 35% nas emissões de CO2 da refinaria em 2025, o que equivale a cerca de 1,4 milhão de toneladas de emissões de carbono em relação à referência de emissões de 2017.

Carlos Neves, vice-presidente sênior e COO da Hydro Bauxita & Alumina, destaca o compromisso da empresa: “A Hydro se comprometeu em reduzir suas emissões e tem se tornado uma referência global. A descarbonização é uma prioridade e já é realidade na Hydro. Para descarbonizar uma indústria como a Alunorte, é necessário investimento financeiro e tecnológico, mas, acima de tudo, exige compromisso pela liderança na transformação das operações na busca do carbono zero”.

A meta global da Hydro é diminuir suas emissões de carbono em 30% até 2030 e alcançar emissões líquidas zero (net-zero) na produção de alumínio até 2050 ou antes. A substituição do óleo combustível por gás natural representa um avanço relevante nesta jornada da descarbonização da empresa. O uso do gás natural emite até 50% menos gases de efeito estufa e poluentes atmosféricos quando comparado a fontes como o petróleo e o carvão, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e a mitigação das mudanças climáticas. Este projeto é um exemplo concreto de como a inovação e a tecnologia podem impulsionar a sustentabilidade na indústria.

A implementação do projeto envolveu cerca de 330 empregados, especialistas e parceiros, garantindo a eficiência e a segurança da implantação e conversão para o gás natural. Atualmente, já em plena operação, a Alunorte, que conta com um efetivo de mais de 7 mil empregados próprios e contratados, continua a monitorar e aprimorar o sistema, mantendo a operação segura e sempre em busca de reduzir ainda mais as emissões.

“Assim como fomos os pioneiros no uso do gás natural em refinaria de alumina no Norte e Nordeste do país, também lideramos o uso da tecnologia do filtro prensa, levando para outro patamar o tratamento do resíduo de bauxita possibilitando a disposição por compactação de resíduo seco. A Alunorte é uma operação madura que chega aos seus 30 anos de história gerando emprego e renda em toda a região sempre buscando a vanguarda de novas tecnologias. Vamos continuar a transformação da indústria do alumínio liderando a jornada pelo carbono zero e como bons vizinhos”, reforça Carlos Neves.

Redução das emissões de carbono

A Alunorte já é uma das refinarias mais eficientes no consumo de energia do mundo, figurando entre as 25% mais eficientes em baixa emissão de carbono. Além do gás natural, a refinaria introduziu três caldeiras elétricas que substituíram o carvão e são responsáveis por uma redução nas emissões de até 550 mil toneladas de CO2 anualmente.

Para a operação desses equipamentos, a refinaria investe em parques de geração de energia renovável: o complexo de energia solar de Mendubim, no Rio Grande do Norte, e energia eólica do complexo Ventos de São Zacarias, na divisa de Pernambuco e Piauí — ambos são projetos da Hydro REIN, braço de energias renováveis da empresa, e de parceiros estratégicos. Somadas, essas duas unidades têm a capacidade de produzir cerca de 1000 MW de energia, potencial que será consumido em mais de 50% pela Alunorte.

Sobre a Hydro: É uma empresa líder em alumínio e energia renovável, comprometida com um futuro sustentável. Com o objetivo de criar sociedades mais viáveis, desenvolve indústrias que importam para as pessoas e para a sociedade. Desde 1905, a Hydro transforma recursos naturais em soluções e negócios relevantes de forma inovadora, criando um local de trabalho seguro para 33.000 empregados em mais de 140 unidades e 40 países. No Brasil, a Hydro está presente em toda a cadeia de valor do alumínio, com quase 7 mil empregados. Atuando desde a extração de bauxita, geração de energia renovável, refino de alumina, produção de alumínio e extrusão, oferece conhecimentos e competências únicas para indústrias da construção, automotiva e de embalagens, entre outras.

A descarbonização da siderurgia é uma realidade viável?

Baixa emissão de carbono na siderurgia: utopia ou realidade próxima?

Por Sandro Raposo, Diretor de Sustentabilidade e Novos Negócios da Aço Verde do Brasil

A siderurgia, historicamente, é uma das indústrias mais intensivas em emissões de carbono, responsável por cerca de 7% das emissões globais de CO₂, de acordo com a Worldsteel Association. Com o avanço do Acordo de Paris e a crescente pressão por metas de neutralidade até meados deste século, surge uma questão: descarbonizar a siderurgia é uma utopia ou uma realidade próxima? A resposta, embora complexa, indica um cenário cada vez mais factível, especialmente diante da evolução tecnológica e do potencial brasileiro nesse contexto.

Grandes grupos siderúrgicos internacionais já definiram compromissos de redução de emissões, estabelecendo metas para 2030 e mirando a neutralidade líquida até 2050. No entanto, o percurso para alcançar esses objetivos requer uma profunda transformação, que envolve o desenvolvimento e a adoção de tecnologias disruptivas, mudanças estruturais nos processos produtivos e investimentos significativos. O hidrogênio verde é frequentemente apontado como uma solução definitiva, sobretudo como agente redutor nos altos-fornos, substituindo o carvão mineral. Mas, seu uso em larga escala ainda enfrenta obstáculos importantes relacionados à competitividade econômica, infraestrutura e disponibilidade em diferentes mercados, especialmente fora dos centros industriais mais desenvolvidos.

Diante dessa realidade, soluções alternativas, tecnologicamente maduras e economicamente viáveis, tornam-se protagonistas. O Brasil, por sua vez, possui um diferencial competitivo, que é a possibilidade concreta de substituir o carvão mineral pelo carvão vegetal renovável, oriundo de florestas plantadas e manejadas de forma sustentável. Essa abordagem, se conduzida sob rigorosos padrões ambientais e associada a certificações de origem, transforma um processo historicamente emissor em uma operação de baixíssima pegada de carbono. Além de mitigar as emissões, essa rota produtiva fortalece a bioeconomia nacional, gera empregos em áreas florestais e promove o desenvolvimento sustentável de territórios, especialmente no interior do país.

Naturalmente, além do uso de biomassa renovável, a jornada para uma siderurgia de baixas emissões passa também pela incorporação de outras tecnologias complementares. A eletrificação de processos com base em fontes renováveis é um caminho promissor para reduzir ainda mais a pegada de carbono das operações. A captura e armazenamento de carbono, por sua vez, surge como solução estratégica para processos que, ainda hoje, dependem de fontes fósseis e cujas emissões são difíceis de eliminar completamente. A busca por eficiência energética, apoiada pela digitalização e automação dos processos produtivos, permite otimizar o consumo de recursos, reduzir perdas e, consequentemente, minimizar emissões. A economia circular também desempenha papel fundamental nesse contexto, com o incremento do uso de sucata metálica como matéria-prima, diminuindo a necessidade de novos processos redutores e contribuindo para a sustentabilidade da cadeia como um todo.

O Brasil possui condições únicas para liderar a transição para uma siderurgia de baixas emissões. O país conta com vasta disponibilidade de terras para florestas plantadas, detém expertise reconhecida internacionalmente em manejo florestal sustentável e dispõe de uma matriz elétrica majoritariamente renovável, fator essencial para a eletrificação dos processos industriais. Além disso, temos capacidade tecnológica comprovada na implementação de processos baseados em biomassa e um mercado interno expressivo, que combinado à força exportadora do setor, oferece condições ideais para escalar soluções sustentáveis e competitivas para o mercado global.

O fortalecimento de políticas públicas que reconheçam e valorizem essas práticas sustentáveis, que estimulem mecanismos de precificação de carbono e que ampliem o acesso a financiamentos verdes, pode acelerar significativamente essa transição. Se trata de uma oportunidade econômica e de uma responsabilidade estratégica: o Brasil pode, e deve, assumir protagonismo global na descarbonização da siderurgia.

A baixa emissão de carbono no setor siderúrgico, portanto, já não é mais um tema restrito ao campo das utopias ou das especulações futuras. Ela é uma realidade tangível, em plena construção, sustentada por iniciativas pioneiras que demonstram, na prática, que é possível conciliar produtividade e preservação ambiental. O desafio global, naturalmente, é enorme, mas a experiência brasileira comprova que existem caminhos viáveis, sustentáveis e competitivos.

Neste momento, a pergunta que devemos fazer não é se a descarbonização da siderurgia será possível, mas quem está efetivamente disposto a liderar essa transformação. O Brasil reúne todas as credenciais para assumir essa liderança global, e nós temos o orgulho de mostrar ao mundo que é plenamente possível produzir aço com responsabilidade, inovação e visão de futuro.

Vallourec finaliza a aquisição da Thermotite do Brasil

A Vallourec, líder mundial em soluções tubulares premium sem costura, anuncia hoje a conclusão do processo de aquisição da Thermotite do Brasil da Mattr (MATR.TO), conforme os termos do acordo anunciado no dia 16 de setembro de 2024.

Essa operação dará suporte à estratégia de premiumização da Vallourec, com a integração de uma expertise tecnológica diferenciada em revestimentos térmicos isolantes para dutos de condução. Com essa oferta integrada, a Vallourec reforça o valor agregado fornecido para os projetos offshore na indústria de óleo e gás.

Philippe Guillemot, Presidente do Conselho de Administração e CEO do Grupo, declarou: “Essa aquisição fortalece ainda mais nossa presença na cadeia de valor industrial no Brasil, um mercado-chave para a indústria offshore de óleo e gás. Ela nos permitirá avançar mais um passo em nossa estratégia de oferecer aos nossos clientes soluções integradas com altíssimo valor agregado.”

A transação recebeu todas as aprovações regulatórias necessárias e foi concluída dentro do prazo previsto.

Sobre a Vallourec – Está entre os líderes mundiais em soluções tubulares premium para os mercados de energia e para aplicações industriais exigentes, como poços de petróleo e gás, nas condições mais adversas; usinas de energia de nova geração; projetos arquitetônicos desafiadores; e equipamentos mecânicos de alto desempenho. O espírito pioneiro e a pesquisa e desenvolvimento de ponta da Vallourec abrem novas fronteiras tecnológicas. Com cerca de 16 mil empregados dedicados e motivados em mais de 20 países, a Vallourec trabalha lado a lado com seus clientes para oferecer mais do que apenas tubos: oferece soluções tubulares inovadoras, seguras, competitivas e inteligentes para tornar cada projeto possível.

No Brasil, a Vallourec possui oito unidades. Em Minas Gerais, as unidades Barreiro e Jeceaba são focadas na produção de tubos de aço sem costura; a unidade Florestal é responsável pela produção do carvão vegetal que abastece o Alto-Forno das unidades produtoras de tubos; e a unidade Mineração supre as necessidades de abastecimento internas de minério de ferro.

A empresa conta, ainda, com uma unidade de Negócios no estado, provedora de serviços administrativos. Com linhas de produção em Minas Gerais e em São Paulo, a Vallourec Tubos para Indústria (VTI) fornece tubos de aço com e sem costura e soluções tubulares para a indústria em geral, especialmente para os mercados automotivo, de energia, máquinas e equipamentos industriais. No Rio de Janeiro, a Vallourec Tubular Solutions (VTS) presta serviços especializados para o setor de óleo e gás. E, no Espírito Santo, fornece serviços de revestimento anticorrosivo.

Unidade da Termomecanica em Manaus é certificada com a ISO 14001

– Norma obtida pela unidade de Manaus reconhece práticas ambientais conforme diretrizes internacionais de gestão

– Somente nos últimos cinco anos, a companhia já investiu cerca de R$ 350 milhões em iniciativas de modernização, P&D e novas tecnologias em suas unidades e centros de distribuição

A Termomecanica da Amazônia (TMA), unidade industrial da Termomecanica instalada em Manaus (AM), acaba de obter a certificação ISO 14001 após auditoria conduzida pela Société Générale de Surveillance (SGS), órgão certificador reconhecido internacionalmente. A norma estabelece critérios para a implementação de sistemas de gestão ambiental, com foco na identificação, controle e mitigação dos impactos gerados pelas atividades operacionais.

A certificação reforça a conformidade da TMA com práticas reconhecidas internacionalmente para o gerenciamento de aspectos ambientais. A adoção da norma envolve uma abordagem sistemática para atender obrigações legais e operacionais, com monitoramento contínuo de indicadores e processos focados no meio ambiente.

De acordo com o Gerente de Engenharia de Processos e Produtos da Termomecanica, Ricardo de Luca, a certificação representa um marco importante na trajetória de fortalecimento da governança ambiental da companhia. “A Termomecanica conduz suas operações com base em uma gestão ambiental estruturada, orientada por rigorosos padrões de conformidade legal e por uma cultura de melhoria contínua. Nosso compromisso vai além do atendimento às exigências regulatórias, buscamos continuamente elevar o desempenho ambiental de nossas unidades, em linha com as melhores práticas internacionais, fortalecendo o nosso tripé ESG”, destaca.

A unidade da Termomecanica em Manaus passou por um processo de avaliação que incluiu análise documental, entrevistas e inspeções em campo. A auditoria concluiu que a TMA atende aos requisitos da ISO 14001, o que permite sua inclusão no conjunto de unidades certificadas da Termomecanica.

Com essa conquista, a companhia consolida sua política de gestão ambiental em toda a cadeia industrial. As demais fábricas da companhia no Brasil, localizadas em São Bernardo do Campo (SP), já são certificadas pela ISO 14001, além de outras normas técnicas, como ISO 9001 (gestão da qualidade), ISO 45001 (saúde e segurança ocupacional – unidades 01 e 02), ISO 50001 (gestão de energia), AS9100D (indústria aeroespacial – unidade 01) e ISO/IEC 17025 (ensaios laboratoriais – unidade 01).

A unidade de Manaus integra a divisão de semielaborados, e é responsável pela produção de tubos de Cobre voltados principalmente ao setor de refrigeração. Com forte presença nesse segmento, a Termomecanica passou a produzir localmente para ampliar o abastecimento da cadeia produtiva da região, tradicionalmente dependente da importação de insumos.

Para o executivo, o reconhecimento é fruto direto de uma estratégia industrial bem delineada e do engajamento das equipes locais na execução desse plano. “A unidade de Manaus foi pensada com foco em excelência operacional, responsividade às demandas do mercado e aderência aos mais elevados padrões de conformidade ambiental. A certificação é um desdobramento natural desse direcionamento estratégico”, ressalta Luca.

Ao todo, nos últimos cinco anos, cerca de R$ 350 milhões foram aplicados no parque fabril da Termomecanica em iniciativas de modernização, pesquisa e desenvolvimento, implantação de tecnologias alinhadas à Indústria 4.0 e expansão da presença internacional, incluindo centros de distribuição no Brasil, Estados Unidos e México.

Luca acrescenta que o envolvimento das equipes operacionais foi um fator determinante para o sucesso do processo de certificação, refletindo a maturidade da cultura organizacional da companhia no que diz respeito à gestão ambiental. “A mobilização dos colaboradores da unidade da Amazônia durante todas as fases do projeto, desde a preparação inicial até as auditorias finais, foi decisiva para garantir a conformidade com os requisitos técnicos da norma. Esse engajamento demonstra não apenas alinhamento com as diretrizes corporativas, mas também o compromisso diário das equipes com a excelência operacional e a sustentabilidade”, conclui o executivo.

Sobre a Termomecanica – É líder no setor de transformação de Cobre e suas ligas, em produtos semielaborados e acabados, e atua, desde 2016, na fabricação de produtos em Alumínio. Fundada em 1942 pelo engenheiro Salvador Arena, é altamente capitalizada, com um patrimônio líquido superior a 3,2 bilhões de reais. Comprometida com o desenvolvimento sustentável, mantém programas de modernização e expansão que definem sua tradicional estratégia de reinvestimento de lucros e geração de empregos. A Termomecanica destaca-se no cenário brasileiro, pois parte de seus resultados são direcionados para transformação social por meio da sua controladora, Fundação Salvador Arena.

Uma das maiores indústrias privadas brasileiras, desde 1974 está entre as “Maiores e Melhores” da Revista Exame e, por dois anos (2017 e 2018), em primeiro lugar no ranking “As Melhores da Dinheiro”, no setor Mineração, Siderurgia e Metalurgia.

Brasmin 2025 e 9º Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração reúnem setor mineral em Goiânia

A capital goiana se prepara para sediar a terceira edição da BRASMIN – Feira da Indústria da Mineração, que ocorrerá de 24 a 26 de junho no Centro de Convenções da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). O evento reunirá mais de 200 marcas expositoras e espera atrair mais de 5 mil visitantes, consolidando-se como um dos principais encontros do setor mineral no país.

Paralelamente à feira, será realizado o 9º Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração, promovido pela Brasil Mineral e pela Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM). O encontro abordará temas cruciais para o desenvolvimento sustentável do setor, com painéis que discutirão políticas públicas, inovação tecnológica, financiamento e comunicação estratégica.

A programação do Encontro inclui debates sobre a necessidade de uma nova política mineral brasileira, modernização ambiental, aplicação responsável da CFEM, alternativas de financiamento para pequenas e médias mineradoras, dinâmica de mercados e processos autorizativos, integração de cadeias produtivas e estratégias de comunicação para melhorar a imagem do setor junto à sociedade.

A solenidade de abertura contará com a presença de autoridades como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, e representantes do Ministério de Minas e Energia, da FIEG e da ABPM.

As inscrições para a BRASMIN 2025 e para o 9º Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração são gratuitas e podem ser feitas pelo site oficial do evento: www.brasmin.com.br

IABr – Nota sobre nova tarifa para o aço importado pelos Estados Unidos

O Instituto Aço Brasil recebeu com grande preocupação a elevação da tarifa de importação de aço para 50%, oficializada ontem (3), pelo presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump. A medida agrava o já delicado cenário global do setor, caracterizado pelo excesso
de capacidade na ordem de 620 milhões de toneladas.
A medida intensifica práticas protecionistas e compromete a estabilidade do comércio
internacional de aço. Em 2024, os Estados Unidos importaram 5,6 milhões de toneladas de
placas de aço, sendo 3,4 milhões de toneladas provenientes do Brasil. Os dados evidenciam que a demanda por esse insumo não será suprida internamente de forma imediata, tornando a imposição de tarifas adicionais prejudicial, tanto para exportadores brasileiros
quanto para setores industriais norte-americanos.
Diante da decisão, ressaltamos a importância da atuação do governo brasileiro, por intermédio dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços (MDIC), visando o reestabelecimento do acordo bilateral estabelecido
em 2018, que permitia a exportação de aço brasileiro aos EUA dentro de cotas, sem a aplicação de tarifas adicionais.
Reafirmamos a disposição da indústria brasileira do aço em contribuir para a construção
de um ambiente de comércio internacional pautado por regras claras, previsibilidade e respeito mútuo. Seguimos confiantes de que, por meio do diálogo e da cooperação entre os
governos, será possível encontrar soluções que fortaleçam as relações e beneficiem as
cadeias produtivas dos dois países.

www.acobrasil.org.br

EUA aumentará para 50% tarifas do aço e alumínio

O presidente dos Estados Unidos, disse que vai duplicar as tarifas à importação de aço e de alumínio, até 50%, para defender a produção nacional.

Em um evento, na última sexta 31/05, na planta da US Steel no estado de Pensilvânia, reduto da indústria siderúrgica americana. Diante dos trabalhadores.

O principal motivo, seria a proteção da “indústria siderúrgica dos EUA”.

Ele o fez na Pensilvânia, um estado do nordeste estratégico em termos eleitorais e berço da siderurgia nacional.

Somente lembrando que cerca de 50% do aço e alumínio utilizados nos Estados Unidos são importados e o Brasil é o 2º maior parceiro comercial exportador e será bastante impactado, se este pronunciamento for concretizado.

O países mais impactados serão: 1º Canadá , 2º Brasil e 3º México. E as industrias que mais demando estes metais são: Automotiva, aeronáutica, petroquímica e de produtos básicos de consumo, como embalagens de alimentos.

Ainda não temos a certeza desta ação, mas não obstante tivemos o mesmo posicionamento, que se concretizou…Fiquemos no aguardo e acompanhando tais desdobramentos.

Porto Itapoá atinge marco histórico com 10 milhões de TEUs movimentados

Perfil de cargas movimentadas, assim como origem e destino de importações e exportações, mudaram ao longos dos anos

O Porto Itapoá alcançou um marco significativo em sua trajetória: 10 milhões de TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) movimentados desde o início de suas operações, em 2011. “Este é um momento de grande orgulho para toda nossa equipe e parceiros. Chegar a 10 milhões de TEUs em pouco mais de uma década comprova a eficiência de nossas operações e a importância estratégica do Porto Itapoá para o comércio exterior brasileiro”, comemora Ricardo Arten, CEO do terminal.

A história de sucesso do Porto Itapoá começou há 14 anos, e seus números mostram uma trajetória ascendente. Em 2014, apenas três anos após a inauguração, o terminal atingiu 1 milhão de TEUs acumulados. Dois anos depois, em 2016, dobrou esse volume, chegando a 2 milhões, e em 2017 ultrapassou a marca de 3 milhões de TEUs. “Cada marco alcançado foi fruto de muito trabalho e investimentos contínuos em infraestrutura e tecnologia”, destaca Arten.

O ano de 2023 trouxe outro recorde: pela primeira vez, o porto movimentou 1 milhão de TEUs em um único ano, demonstrando sua crescente relevância no cenário logístico nacional. “Estamos preparados para os próximos desafios e seguiremos investindo para manter nosso padrão de excelência”, afirma o executivo.

Ao analisar os dados dos últimos dez anos, é possível observar mudanças significativas no perfil das operações do Porto Itapoá. Em 2015, as exportações representavam 64% da movimentação do Terminal, enquanto as importações representavam 36%. Atualmente, o cenário é bem mais equilibrado, com as exportações representando 41% e as importações representando 59%. “Essa mudança reflete as transformações no mercado global e nossa capacidade de adaptação às novas demandas”, analisa Arten.

A composição das cargas também mudou. Na importação, em 2015, as cadeias mais movimentadas foram “Automóveis e seus componentes” e “Eletrônicos”. Dez anos depois, as cadeias mais movimentadas são “Plásticos e suas obras” e “Maquinário e Siderurgia”. “Observamos uma diversificação importante na pauta de importações, com produtos de maior valor agregado ganhando espaço”, comenta o CEO.

A lista de países-origem de onde mais se importou continua parecida. Os três principais em 2015 são os mesmos de hoje: China, EUA e Alemanha. “Temos em nosso portfólio linhas de navegação para todos os principais mercados mundiais”, ressalta Arten.

No sentido das exportações, em 2015, liderava a movimentação as cadeias de “Carnes congeladas e refrigeradas” e “Maquinário geral e seus componentes”. Já em 2025, lideram as cadeias de “Produtos Florestais” e “Alimentos e Bebidas”.

Os três principais destinos das exportações que passaram pelo Porto Itapoá foram, em 2015, EUA, Venezuela e China. Em 2025, até o momento, são EUA, China e Itália. “A consolidação dos EUA e China como nossos principais mercados compradores reforça a integração da economia brasileira com as maiores potências globais”, finaliza Ricardo Arten.

Maior do Sul do Brasil

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), divulgou os dados de movimentações portuárias do primeiro trimestre de 2025. Segundo a agência, o Porto Itapoá foi o 2º maior movimentador de contêineres do Brasil no período, com mais de 202 mil unidades registradas. O resultado coloca o Terminal catarinense atrás apenas do complexo de Santos e na liderança no Sul do País.

O aumento da movimentação do trimestre foi de 37% quando comparado ao mesmo período de 2024, quando o Terminal havia movimentado pouco mais de 146 mil contêineres. O número é mais do que três vezes o crescimento médio nacional, que foi de 10% no comparativo entre os períodos.

CBMM acelera sua jornada de inovação com SAP S/4HANA

A CBMM, líder global na produção e comercialização de produtos de Nióbio, concluiu com êxito a implementação do SAP S/4HANA como parte de sua estratégia de transformação digital. O projeto foi marcado por um alto nível de engajamento dos colaboradores e uma forte governança, posicionando a companhia em um novo patamar de eficiência, transparência e sustentabilidade.

Daniel Lopes Martins, CIO da CBMM, aponta que o projeto tem como diferencial a mobilização interna e o alinhamento entre áreas. “Desde o início, buscamos garantir que todas as áreas estivessem envolvidas, com o apoio da alta liderança e protagonismo dos próprios usuários. Esse não foi um projeto da TI, mas sim da CBMM como um todo”, destaca.

O projeto envolveu a migração completa para o SAP S/4HANA, contemplando os principais processos de negócio, como gestão de materiais, produção, manutenção, finanças, controladoria, pessoas, supply chain e vendas. “Essa decisão exigiu uma preparação intensa. Investimos fortemente na capacitação das equipes, realizamos extensos testes integrados e utilizamos dados reais para garantir segurança e assertividade. Todo esse rigor nos deu confiança para executar uma virada robusta e sem grandes incidentes”, explica Martins.

Para apoiar a implementação, a companhia formou uma estrutura robusta de governança com comitês executivos, de projeto e de operação, além de um time interno multifuncional. “Tivemos mais de 100 colaboradores diretamente envolvidos no projeto, o que facilitou o processo de transição e reduziu a resistência à mudança. O sistema foi desenhado com a CBMM e para a CBMM”, completa o executivo.

Além da modernização tecnológica, a solução trouxe ganhos significativos em integração de dados, rastreabilidade e controle de processos. Segundo Martins, “o SAP S/4HANA nos permitiu consolidar uma base única e confiável de informações, que será essencial para as próximas etapas da nossa transformação digital”.

ESG e uso de novas tecnologias

A escolha da plataforma também está conectada aos compromissos de sustentabilidade da CBMM. “Hoje, temos metas claras de ESG e soluções como o SAP S/4HANA nos permitem ter indicadores mais precisos e em tempo real, apoiando decisões que vão desde a gestão de resíduos até a eficiência energética”, reforça Daniel.

Com a fundação digital já estabelecida, a empresa se prepara para novos avanços, com iniciativas voltadas para automação de processos e o uso de inteligência artificial, conforme a maturidade dos processos e da organização evolui. “Estamos pavimentando o caminho para uma CBMM ainda mais digital, inovadora e sustentável”, afirma.

Para Adriano Testoni, vice-presidente de Vendas da SAP Brasil, a CBMM demonstra como a adoção da solução vai além da tecnologia, promovendo uma verdadeira transformação cultural e operacional. “Ver uma equipe tão engajada e um projeto tão bem estruturado reforça o nosso compromisso de ser um parceiro estratégico na jornada de inovação e sustentabilidade de nossos clientes”, conclui o executivo.

Sobre a SAP – Como líder global em aplicações e inteligência artificial empresariais, a SAP (NYSE:SAP) está no centro dos negócios e da tecnologia. Por mais de 50 anos, organizações confiaram na SAP para extrair o seu melhor ao unir operações críticas que abrangem finanças, compras, RH, cadeia de suprimentos e experiência do cliente. Para mais informações, visite www.sap.com.

Sobre a CBMM  - Líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, a CBMM completa 70 anos em 2025, com mais de 500 clientes em 50 países. Com sede no Brasil e escritórios regionais na China, Holanda, Singapura, Suíça e Estados Unidos, a CBMM fornece tecnologia para setores como infraestrutura, mobilidade, aeroespacial, saúde e energia. Para suportar seus planos de crescimento, a Companhia está alinhada às tendências mundiais de eletrificação, urbanização e sustentabilidade, promovendo a pesquisa, o desenvolvimento e a adoção do Nióbio em diversas indústrias. A CBMM tem firmado parcerias e realizado investimentos estratégicos em empresas como a Echion Technologies e Battery Streak, visando novos desenvolvimentos em materiais com Nióbio para baterias de íons de lítio. Para mais informações, visite o media center.

Gabiões modulares da Belgo Arames aumentam produtividade e sustentabilidade na construção civil

Estudo da universidade Feevale (RS) constatou que o gabião Belgo Easy® teve produtividade superior ao gabião tradicional, além de reduzir resíduos no canteiro de obras

A Belgo Arames, maior produtora brasileira de arames de aço, tem registrado resultados expressivos em relação ao uso dos gabiões modulares de malha soldada Easy em obras de contenção. Pesquisa da Federação dos Estabelecimentos de Ensino Superior em Novo Hamburgo (Feevale), do Rio Grande do Sul, acompanhou a performance do gabião Belgo Easy® aplicado em obra do Grupo Beatek, fazendo mensurações acerca da mão-de-obra envolvida em todo o processo construtivo, revelando um sistema construtivo limpo e de elevada produtividade.

Em 43 dias de obra de contenção no complexo industrial do Grupo Beatek, empresa referência nacional em sinos, relógios, sirenes escolares e de segurança, localizado no distrito de Viamão, Porto Alegre (RS), foram erguidos dois muros de gravidade com mais de mil metros cúbicos de gabiões, em um terreno inclinado, envolvendo três platôs. Conforme a pesquisa da Feevale, a utilização do gabião de malha soldada gabião Belgo Easy® demonstrou um rendimento operacional de 1,90 hora-homem por m³ de caixas totalmente executadas. Esse rendimento, se comparado às referências publicadas de índices de mão-de-obra para gabiões convencionais, representa um ganho de 30% de produtividade. Ganhos de produtividade implicam em redução substancial do tempo de execução e, consequentemente, minimizam custos diretos com locação de equipamentos e custos indiretos de obra.

De acordo com Daiana Cristina Metz Arnold, professora da Feevale, foi realizado o acompanhamento técnico da construção pelos gabionistas. Durante esse processo, foram observadas as etapas construtivas, medidos e aferidos os tempos de execução das principais tarefas, além do registro das facilidades e dificuldades no processo construtivo. “Foram identificadas quatro tarefas básicas na execução: a montagem das caixas no próprio local, a inserção dos tirantes, a montagem do gabarito e o preenchimento das caixas com rochas. A partir desse acompanhamento, foi possível constatar uma redução no tempo total do processo construtivo em comparação com o método tradicional de gabiões”, destaca. Além disso, observou-se vantagens no uso do gabião Belgo Easy® devido à melhor ergonomia e à intuitividade na montagem. “São utilizados elementos pré-fabricados interligados, com maior padronização na execução, o que confere maior rigidez às estruturas”, finaliza.

O gerente de negócios de Construção Civil da Belgo Arames Jeferson Rocha explica que, por ser fabricado em fios de maior resistência mecânica e em malha soldada, o gabião Belgo Easy® garante maior rigidez estrutural, alta capacidade de carga e menor deformação. “As conexões pré-formadas transformam o processo de montagem. O que antes era um trabalho manual intensivo de costura e amarração, agora se torna um sistema de montagem intuitiva e rápida, permitindo que a mão de obra seja mais eficiente e trabalhe sob uma condição ergonomicamente mais favorável”, afirma.  “Gabiões trazem os benefícios de uma construção predominantemente seca, gerando estruturas de contenção integralmente drenantes, relativamente flexíveis e muito bem integradas à arquitetura e ao meio ambiente, conferindo ao projeto uma solução mais verde”, completa.

O arame desta tecnologia é revestido com Bezinal®, com uma alta gramatura da liga ZnAl (zinco-alumínio), o que contribui para o aumento da durabilidade, dada a elevada resistência à corrosão. “Não se trata apenas de um produto, mas de uma solução completa que agrega valor desde a concepção do projeto até a sua entrega. Os resultados da pesquisa da Feevale reforçam o que já observamos em campo: estamos entregando mais agilidade, mais segurança e um compromisso real com a sustentabilidade. É a engenharia evoluindo para atender às demandas de um mercado cada vez mais desafiador”, finaliza Rocha.

Confira aqui o vídeo que mostra a utilização do gabião Belgo Easy® em obra do Grupo Beatek.

Sobre o gabião Easy – É uma solução inovadora para muros de contenção urbanos, projetados para oferecer propriedades físicas superiores e otimizar o processo construtivo.  É o primeiro gabião em malha soldada produzido na América Latina e leva um nome que remete à principal característica, que é oferecer facilidade de montagem e alta performance.

O gabião Belgo Easy é fruto de cinco anos de estudos e pesquisas realizadas pela equipe técnica da Belgo Soluções Geotech. Gabiões modulares de malha soldada é uma tecnologia já consagrada pelo uso em grande parte da Europa, nos EUA, Japão e China.

Sobre a Belgo Arames – Que está celebrando 50 anos no Brasil em 2025, é líder brasileira na transformação de arames de aço desde sua criação e fruto da parceria estratégica no Brasil entre a ArcelorMittal e a Bekaert. A empresa atua nos segmentos de agronegócios, cercamentos, construção civil, automotivo, solda, aplicações especiais e indústria petrolífera, oferecendo um mix de produtos e serviços que atendem com tecnologia de ponta, confiabilidade e qualidade aos mais diversos perfis de clientes. Possui unidades em Minas Gerais, São Paulo e Bahia.

Sobre a Feevale – Com 55 anos, a Universidade Feevale se propõe a ser um agente fundamental de transformação para a sociedade, promovendo o empreendedorismo nas diferentes áreas do conhecimento, sempre na perspectiva da promoção de uma cultura inovadora. A Instituição possui 10 mil estudantes em todos os níveis de ensino e também se projeta internacionalmente em função de parcerias com instituições estrangeiras, distribuídas em dezenas de países, inclusive naqueles que são referência em Educação, como é o caso da Finlândia. Mantida pela Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur), a Universidade possui uma moderna estrutura, que inclui três câmpus; Feevale Techpark, com unidades em Campo Bom, Novo Hamburgo e Porto Alegre; Teatro Feevale; e polos em nove cidades.