segunda-feira, setembro 21, 2026
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Carregador Selectiva Trifásico da Fronius reduz custos com processos de intralogística

Ter um processo intralogístico alinhado dentro de uma companhia significa ter ganho de produtividade e rentabilidade. Além de reduzir custos de infraestrutura, diminui e muito a conta de energia elétrica. Para atender a demanda do mercado e ajudar a preservar o meio ambiente, a Fronius dispõe do carregador Selectiva 8 kW – trifásico – 220 (foto acima do lado esquerdo) – com sistema de carregamento Ri (resistência interna efetiva da bateria) indicado aos processos intralogísticos.

Todo o sistema – visualizado por um software – tem como objetivo oferecer exatamente a corrente necessária para cada carga; proporcionar mais eficiência (desde a rede de energia até a empilhadeira elétrica), equalizar completamente as baterias durante a carga, reduzir os custos de energia, emissões de CO2, além prolongar a vida útil da bateria. Para um melhor acompanhamento, a Fronius disponibiliza atualizações de software, leitura de relatórios mais completos e simples, além da tecnologia de prevenção de picos de corrente.

São tecnologias que proporcionam a preservação do meio ambiente, redução de custos e agilidade nos processos. A Fronius é uma empresa que não mede esforços para ajudar as empresas a operarem melhor seus centros intralogísticos. Está sempre em busca de novas tecnologias sustentáveis para oferecer o que há de melhor no mercado. “Sabemos que as despesas são altas quando os processos são realizados de forma errada. Em torno de 25% dos gastos são provenientes das ações internas de movimentação e armazenagem e 50% dos problemas operacionais são determinados por carregadores de baterias mais antigos que demandam mais tempo de carregamento e consomem energia demasiada. Nossa tecnologia reduz em torno 40% dos custos de todo o processo, garantindo mais dinheiro no bolso das empresas”, diz Mariana Kroker, gerente comercial da Unidade de Negócios de Carregadores de Baterias da Fronius.

Acesse: www.fronius.com.br

ArcelorMittal Brasil está com inscrições abertas para estágio

Estão disponíveis quase 700 vagas para os níveis superior e técnico no Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina

A ArcelorMittal Brasil abre inscrições, a partir de (29 de julho), para o seu Estágio de Aço. São 698 oportunidades em 22 cidades brasileiras para estudantes de cursos técnico e superior.

As oportunidades de estágio visam contribuir para o aprendizado e desenvolvimento dos jovens talentos.  De acordo com Laila Botelho, gerente de Recrutamento, Seleção e Treinamento da ArcelorMittal, a empresa cada vez mais busca profissionais com valores e perfil aderente aos valores e competências da ArcelorMittal. “São profissionais ousados, éticos, inovadores e que valorizam as relações”, explica.

A empresa oferece ao candidato uma bolsa de complementação educacional e benefícios competitivos com o mercado. A contratação está prevista ao longo do ano de 2020 e dependerá da vaga e da programação de cada unidade da ArcelorMittal Brasil. As etapas do processo seletivo também podem variar de acordo com cada local e consistem em entrevistas coletivas e/ou individuais, avaliações comportamentais e exames médicos.

As áreas de atuação para estudantes de nível superior são: Administração de Empresas, Agronomia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Arquitetura e Urbanismo, Arquivologia, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Comércio Exterior, Controladoria, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharias, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Geologia, Gestão Ambiental, Gestão em Recursos Humanos, Jornalismo, Marketing, Nutrição, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Relações Públicas, Serviço Social e Sistema de Informação.

Já para estudantes de nível técnico, há vagas para os cursos de Administração, Automação, Automação Industrial, Contabilidade, Edificações, Eletromecânica, Eletrotécnica, Enfermagem do Trabalho, Informática, Logística, Manutenção Eletromecânica Ferroviária, Mecânica, Mecatrônica, Meio Ambiente, Metalurgia, Portos, Química, Recursos Humanos, Refrigeração, Segurança do Trabalho e Transporte de Carga.

Presente em 60 países, a ArcelorMittal é líder mundial na produção de aço. Para a empresa, pessoas que pensam de forma diferente geram soluções inovadoras e respostas mais criativas diante dos desafios. Por isso, a ArcelorMittal valoriza a diversidade como fonte de novas perspectivas para os negócios e promove um ambiente de trabalho inclusivo, no qual todos têm as mesmas oportunidades de desenvolvimento humano e profissional.

As vagas estão distribuídas nas seguintes cidades:

ES – (Vitória/Serra, Cariacica) / MG – (Belo Horizonte, Carbonita, Contagem, Itatiaiuçu, João Monlevade, Juiz de Fora, Martinho Campos, Sabará,  Vazante)  / MS – (Três Lagoas) / PR – (Curitiba) / SC – (São Francisco do Sul) / SP – (Bauru, Iracemápolis, Piracicaba, São Paulo) / RJ – (Barra Mansa, Resende,   Sapucaia)

Acesse: brasil.arcelormittal.com.br

Abeaço abre inscrições para 5º Prêmio de Embalagens de Aço

Iniciativa premiará fornecedores de embalagens em sete categorias e um jornalista destaque

Promovido pela Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), o 5º Prêmio de Embalagens de Aço está com inscrições abertas até 30 de agosto para concorrer em sete categorias: Inovação, Praticidade, Design, Litografia, Aplicação diferenciada, Tampas para embalagens diversas, e Sustentabilidade no ciclo de vida do produto. Além dessas categorias, os jornalistas podem inscrever reportagem veiculada sobre a lata de aço para concorrer como Jornalista Destaque na 5ª edição do prêmio. Bianual, a premiação acontece em 23 de setembro, no Espaço Villa Bisutti, em São Paulo.

A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a imagem da embalagem de aço. Podem concorrer embalagens de aço para alimentos, promocionais/decorativas e tintas, bem como latas de aerossol e tampas de aço. Já o Jornalista Destaque premiará a melhor reportagem sobre lata de aço. Poderão concorrer matérias veiculadas em jornais ou revistas sediados no Brasil. As inscrições são gratuitas.

Para participar, o candidato deve solicitar até 23 de agosto a ficha de inscrição enviando e-mail para celita@abeaco.org.br. Ao receber a ficha por e-mail, o candidato deve preenchê-la e digitalizá-la para ser enviada por e-mail ou ainda encaminhá-la por correio para a sede da Abeaço, em São Paulo. Amostra da embalagem inscrita e as reportagens também devem ser encaminhadas para a sede da Abeaço até 30 de agosto.

Para serem qualificadas ao prêmio, todas as embalagens e reportagens devem ter sido lançadas/veiculadas entre 1 de setembro de 2017 e 30 de agosto de 2019. A seleção dos vencedores será feita por comitê composto por agências de design, universidades, institutos de pesquisas, entidades setoriais e empresas ligadas a logística reversa. Para o Jornalista Destaque a comissão julgadora receberá o reforço da assessoria de imprensa da Abeaço, a Press à Porter.

Serviço

5º Prêmio de Embalagens de Aço

Inscrições gratuitas até 30 de agosto

Amostras das embalagens e reportagens devem ser enviadas à Abeaço (Rua Alvarenga Peixoto, 123, 1º andar, Vila Anastácio, São Paulo, SP, CEP 05095-010), entre 9h e 18h, aos cuidados de Celita Amaral.

Informações e regulamento: celita@abeaco.org.br e (11) 3842-9512.

Premiação

23 de setembro, a partir das 19h
Espaço Villa Bisutti, Vila Olímpia, São Paulo (SP)

Acesse: abeaco.org.br/

EMO Hannover realiza coletiva para apresentar os destaques da edição 2019

A EMO Hannover, maior feira metalúrgica do mundo, realizou em uma coletiva com o intuito de fornecer informações aos principais jornalistas e multiplicadores especializados no Brasil. A feira é organizada pela Deutsche Messe AG (DMAG) e a Associação dos Construtores de Máquinas-Ferramenta Alemãs (VDW). A Câmara Brasil-Alemanha é a representante oficial da DMAG e apoia a EMO Hannover.

A edição de 2019 acontecerá entre 16 a 21 de setembro na cidade de Hanover. O evento abrange diversos segmentos de produção de máquinas e ferramentas, desde sistemas para corte e modelagem a controles e sistemas para a automatização.

Durante a ocasião, será possível conhecer os principais atores dos setores juntamente com as tendências do mercado. A feira conta com mais de 128.000 visitantes comerciais e 2.200 expositores, dos quais 65% são de fora da Alemanha, uma oportunidade ideal para encontrar parceiros e fornecedores.

As feiras internacionais são um instrumento de negócios muito efetivo para ampliar contatos. “Na EMO Hannover temos a chance de apresentar nossos produtos, o que nos possibilita o contato com mais clientes, conhecer novas empresas e tecnologias. Além disso, ganhamos um reconhecimento valioso no mercado em que atuamos, uma vez que a feira é referência internacional” observa Karl-Heinz Freund da Hydrokomp GmbH.

Sob o lema “Tecnologias inteligentes que impulsionam a produção de amanhã!”, a edição 2019 abordará um dos maiores desafios enfrentados pela indústria.

Para visitar ou expor na EMO Hannover 2019.

Acesse: www.emo-hannover.de/home

Tantec apresenta máquinas e equipamentos para tratamento superficial na feira wire South America 2019

Pela primeira vez na feira, empresa projeta crescimento de 15% para este ano.

Empresa de comércio exterior e representação comercial de empresas internacionais especializadas em medição de controle de diversas grandezas, a Tantec participa este ano pela primeira vez da 4ª wire South America, único evento na América Latina a congregar as mais recentes tecnologias, produtos e serviços na fabricação e processamento de fios e cabos, que acontece no mês de outubro, em São Paulo.

Com vistas às oportunidades de novos negócios e parcerias, a empresa levará para a feira suas máquinas e equipamentos para aplicar tratamento superficial em materiais ferrosos e não ferrosos, utilizando a tecnologia de Corona e Plasma. “Muitas indústrias podem se beneficiar com a tecnologia de plasma para tratamento superficial como uma solução inovadora para resolver problemas de aderência e molhabilidade”, afirma Humberto Ledo, gerente de vendas da empresa. “O objetivo de aplicar a uma superfície qualquer tratamento superficial por meio de plasma ou corona é elevar a energia superficial para garantir a ancoragem de tintas, vernizes ou películas aplicadas à superfície que apresentem dificuldades de adesão”.

De acordo com Ledo, este segmento do mercado está aquecido. Desta forma, a Tantec projeta um crescimento de 15% em vendas e serviços este ano. “Nossa atividade consiste em criar uma aproximação entre companhias brasileiras e estrangeiras, que  buscam novas tecnologias de medição e controle, para fomentar novos  negócios”, explica.

Acesse: www. tekbrasil.com.br

Ternium adota robôs para aumentar segurança na usina

A Ternium Brasil investe continuamente em inovação para garantir a qualidade de seus produtos e serviços. Agora a tecnologia passa a ter também um papel fundamental para aumentar a segurança na operação da planta do Rio de Janeiro. Com um investimento de US$6 milhões, a empresa adquiriu dois robôs que estão substituindo os empregados em atividades de risco, que foram realocados em setores de supervisão. O exemplo da Ternium Brasil será disseminado para outras usinas na Argentina e no México.

O projeto iniciado ano passado permitiu à área da Aciaria contar com o apoio de dois robôs manipuladores, responsáveis por tarefas como a medição de temperatura do aço líquido no distribuidor do lingotamento da panela. Antes, a atividade era de responsabilidade do operador que, embora devidamente equipado, tinha proximidade com o aço líquido, cuja temperatura chega a até 1560ºC no distribuidor. É o primeiro equipamento no Brasil a adicionar material no distribuidor.

“Na Ternium, trabalhamos com uma base industrial e tecnológica de alta eficiência, sempre primando pelo cuidado com a segurança e condições de trabalho. Com os robôs estamos usando a tecnologia em benefício da segurança e sem abrir mão das pessoas, que deixaram o serviço mais braçal e passaram a uma função de supervisão”, explica Leonardo Demuner, Gerente-geral da Aciaria.

Os robôs foram implantados em parceria com a área de Engenharia. Ao todo, 12 funcionários foram capacitados para operar o equipamento, programado para realizar até sete funções diferentes. Como parte do processo de implementação do robô, operadores foram à Bélgica para aprender a trabalhar com o equipamento.

“Foi uma experiência muito boa viajar para outro país e participar de um projeto tão importante para a Ternium”, destacou Leonardo da Costa, morador de Santa Cruz/RJ. Ele é direto ao responder sobre os impactos do robô na área. “A segurança foi o que o equipamento nos trouxe de melhor. Antes, tínhamos proximidade com o aço líquido. Hoje, fazemos nossa função a uma distância muito mais segura”, explica o operador.

Acesse: br.ternium.com

Norton apresenta a nova geração de discos de corte diamantados para construção

iHD é a mais avançada tecnologia já desenvolvida para essas ferramentas.

Profissionais que usam discos diamantados nos processos de corte na construção civil podem contar, a partir de agora, com a mais avançada tecnologia desenvolvida por uma fabricante do setor. Trata-se da tecnologia iHD (Infiltrated High Density, em português infiltração alta densidade), patenteada pela Norton e que já está disponível no Brasil.

De acordo com Vivian Marques, diretora de marketing da Saint-Gobain Abrasivos, os Discos Diamantados com a tecnologia iHD, combinados com o processo de soldagem a laser da Norton, são o resultado da mais avançada tecnologia desenvolvida nos últimos tempos para essas ferramentas. “Ao desenvolvermos a tecnologia iHD reforçamos o nosso compromisso de entregar ao mercado e, principalmente aos profissionais, as mais novas tecnologias visando sempre otimizar tempo e a qualidade do trabalho. Outros produtos dessa nova geração de discos estão em desenvolvimento e, em breve, também estarão disponíveis”, argumenta Marques.

Os discos garantem rendimento superior e vida útil prolongada. São usados em máquinas cortadoras. O corte é, em média, 40% mais rápido. Ao reduzir a vibração e o esforço no corte, oferece mais conforto aos operadores e ainda consome menos energia durante o processo de fabricação causando, assim, menor impacto ambiental.

O Destaque da linha fica para o Explorer 4×4, que oferece corte em grande diversidade de materiais, como asfalto, concreto e concreto armado, granito, pedras naturais e, inclusive, metais.

O Explorer 4×4 une vida útil longa, velocidade alta no corte, além de ter segmento com design diferenciado que permite o controle do desgaste. A linha ainda conta com o Extreme Concreto e o Extreme Asfalto. Todos possuem 350mm de diâmetro.

Acesse: www.nortonabrasives.com/pt-br

Executiva da ArcelorMittal Brasil recebe prêmio nacional

A Diretora de Suprimentos da ArcelorMittal Brasil, Raquel Pittella, recebeu, pela segunda vez, o prêmio Inbrasc 2019, categoria Profissional do ano: Melhor Diretor de Compras, Indústria de base. A premiação anual é organizada pelo Instituto Brasileiro de Supply Chain (Inbrasc). Ela foi eleita por voto direto de usuários e executivos da área de todo o Brasil.

A quarta edição do prêmio reconheceu os líderes no mercado de supply chain, logística e compras, os projetos inovadores nas organizações, os melhores projetos de alunos e ex-alunos do Inbrasc e os fornecedores de soluções que mais se destacaram no ano passado. Raquel Pitella está há 13 anos na ArcelorMittal e ocupa o atual cargo desde 2016.

Estudo do Comportamento dos Aços ABNT D2 e ABNT O1 antes e após o Tratamento Térmico, na usinagem por eletroerosão por penetração – PARTE 2

Daniel Alves Sodré  *1
Willy Ank de Moraes *2

A rugosidade do canal usinado foi medida na forma de rugosidade máxima (Ry) e rugosidade média (Ra). Em relação à rugosidade máxima, foi verificada uma coerência entre os valores fornecidos pela tabela tecnológica do fabricante e os obtidos durante os ensaios em todos os Cps. Já em relação à rugosidade média, é possível constatar que, nas amostras tratadas termicamente, a rugosidade é ligeiramente menor que nas amostras sem tratamento térmico. A Figura 8 apresenta os resultados de rugosidade.

O acabamento superficial de uma peça está diretamente relacionada ao desempenho na sua aplicação. Entre estes desempenhos é possível citar o desgaste de componentes mecânicos, onde, superfícies com rugosidade mais pronunciadas estão sujeitas a desgastes mais intensos do que teriam no caso de um melhor acabamento [16]. Outro fator influenciado pela qualidade do acabamento superficial é a resistência a fadiga – componentes que trabalham sob a exigência de cargas elevadas necessitam de melhor acabamento, pois geometrias com alta rugosidade estão propensas a concentrações de tensão facilitando a propagação de trincas [16].

Figura 8 – Variação da rugosidade: (a) rugosidade máxima; (b) rugosidade média.

A medição da dureza teve como objetivo a comparação entre a dureza do componente fora do canal usinado e da dureza dentro do canal usinado. Esta comparação é importante devido à formação da camada branca originada pela resolidificação do material durante o processo de EDM. Nesse sentido verificou-se que todos os CPs apresentam uma dureza dentro do canal usinado maior do que a dureza medida fora deste canal. A Figura 9 apresenta as medições de dureza.

Figura 9 – Variação da dureza dentro e fora do canal usinado.

Como verificado em diversos trabalhos [4-5-7], a dureza superior dentro do canal é justificada pela integridade superficial deficiente gerada em função às altas temperaturas envolvidas durante a usinagem por EDM. Segundo Amorim [7], a dureza e a fragilidade da região termicamente afetada pela eletroerosão é bem superior ao material base da liga.

No caso de peças usinadas com dielétrico de hidrocarbonetos, ocorre que durante a usinagem carbono é liberado pela desintegração do dielétrico e interage com o ferro do aço, formando cementita (Fe3C) [17]. Devido as suas características, a camada deve ser removida por processos abrasivos como polimento e retificação. A presença desta camada também ficou evidente durante o ensaio metalográfico realizado nas amostras, principalmente nos CPS tratados termicamente, conforme mostrado na Figura 10.

Figura 10 – Camada branca mais nos CPs que receberam tratamento térmico (30x)

Com base nos resultados obtidos, foi possível constatar que as peças que foram tratadas termicamente apresentaram-se com a largura do canal usinado menor que as demais. O mesmo comportamento foi observado em relação à rugosidade e a integridade superficial na região usinada. Peças com tratamento térmico se apresentam com menor rugosidade e com uma camada branca maior do que as que foram usinadas sem tratamento térmico. As Figuras 11 e 12 ilustram a relação entre a dureza, o dimensiona e a rugosidade.

Figura 11 – Relação entre a dureza e a dimensão do canal usinado.
Figura 12 – Relação entre a dureza e rugosidade do canal usinado

A principal referencia para operadores de eletroerosão em relação a regulagem da máquina e os calculos da medida final do eletrodo ferramenta, são as tabelas tecnologicas fornecidas pelos fabricantes (Figura 4) que pos sua vez não levam em conta o tratamento térmico das peças. Com relação as tabelas tecnologicas, segundo apontado por Amorim [7], é muito difícil obter na pratica industrial as condições ótimas de usinagem e os mesmos resultados informados pelas tabelas tecnológicas fornecidas pelos fabricantes. Isso ocorre tanto pela complexidade na fabricação de moldes e matrizes quanto pela diferença entre os materiais efetivamente empregados na fabricação e aqueles que foram usados pelos fabricantes para a elaboração das tabelas tecnológicas de controle dos equipamentos de usinagem.

Entretanto, o que se observou durante os testes foi que o tratamento térmico interfere em características importantes de peças submetidas ao processo de EDM como a dimensão, o acabamento e a integridade da superfície usinada. Esta variação pode ser justificada em função dos efeitos que as transformações de fases no estado sólido, ocorridas durante o tratamento térmico, tem sobre a microestrutura dos aços afetando suas propriedade físicas [18 e 19].

CONCLUSÕES

Para a maioria das aplicações  industriais, o tratamento térmico tem como objetivo a alteração das propriedades mecânicas como resistência a esforços diversos, desgaste ou fadiga. Entretanto nos ensaios realizados neste trabalho foi possível observar que o tratamento térmico tem influência direta no comportamento da usinagem por eletroerosão e possivelmente sobre a condutividade elétrica dos aços aqui estudados.

Variações dimensionais, de rugosidade ou de integridade superficial podem afetar aspectos importantes de moldes e matrizes causando dificuldades de montagem, diminuição da vida útil e até mesmo fratura. Diante da evidência da influencia do tartamento térmico na usinagem por descargas elétricas, fica a possibilidade de estudos futuros no sentido de que as tabelas tecnológicas para regulagem das máquinas levem em consideração o tratamento térmico dos aços ou ainda, estudos capazes de invertigar como as transformações na microestrutura dos aços afetam suas propriedades físicas, como por exemplo as propriedades elétricas.

Agradecimentos

Os autores expressam seus agradecimentos ao apoio recebido pelos colegas do SENAI Manuel Garcia Filho durante a fase de preparação e usinagem dos Corpos de Prova empregados neste trabalho. 

REFERÊNCIAS

  1. 1 VILLARES METALS. Catálogo de Materiais. 2016. Disponível em http://www.villaresmetals.com.br /pt/Produtos/Acos-Ferramenta/Trabalho-a-frio. <Acesso em 15/01/2016>.
  2. 2 GGD METALS. Catálogo de Materiais. 2016. Disponível em: http://www.ggdmetals.com.br/aco-ferramenta/. <Acesso em 15/01/2016>.
  3. 3 OLIVEIRA CJ. Avaliação da Influência de Sistemas de Filtragem Aplicados a Topografia de Superfícies em Usinagens. Dissertação de Mestrado. Belo Horizonte – MG: Pontifícia universidade Católica de Minas Gerais; 2004: p.123.
  4. 4 OLINIKI R. Influência da Combinação entre os Parâmetros de Usinagem por Eletroerosão na Integridade Superficial do Aço AISI H13 Temperado e Revenido. Dissertação de Mestrado. Curitiba: Universidade Tecnológica Federal do Paraná; 2009: p.127.
  5. 5 NEVES P, SOUZA O. Influência da Variação dos Parâmetros do Processo de Eletroerosão por Penetração no Desgaste do Eletrodo e na Produtividade no Desbaste do Aço Inoxidável 304 e do Inconel 718. In 7º Congresso Brasileiro de Engenharia de Fabricação; Penedo RJ; 2013: p. 10.
  6. 6 SILVA RD. Comparação do Desempenho do Fluído Dielétrico Vegetal com Mineral Sintético e Querosene na Eletroerosão do Aço AISI H13. Dissertação de Mestrado. Belo Horizonte MG: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; 2007: p.110.
  7. AMORIM FL. Tecnologia de Eletroerosão por Penetração da Liga de Alumínio AMP 800 e da Liga de Cobre CuBe para Ferramentas de Moldagem de Materiais Plásticos. Tese de Doutorado. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2002: p.156.
  8. SANTOS RFd. Influência do Material da Peça e do Tratamento Térmico na Eletroerosão dos Aços AISI H13 e AISI D6. Dissertação de Mestrado. Belo Horizonte MG: Pontifícia Universidade Católica de Minhas Gerais; 2007: p.122.
  9. ELETR. Manual de operação, instalação e manuteção ZNC 400. 2011. Apostila.
  10. HEXAGON METROLOGY. Micro Hite 3D – Máquina de Medição por Coordenada. Catálogo. 2015. Disponível em http://www.hexagonmetrology .com.br/TESA-Micro-Hite-3D_134.htm <Acesso em 21/09/2015>.
  11. MITUTOYO DO BRASIL. Medidor de rugosidade superficial modelo SJ201. 2009. Manual do usuário.
  12. TIME GROUP INC. Time High Tec instrumentos de medição. Medidor de dureza portátil. Catálogo. 2015. Disponível em: http://www.timeinstrument. com/th160.html.
  13. MAZIERO L, FERREIRA CE, GUBERT É. Desenvolvimento de um banco de dados de tolerâncias. Congresso Brasileiro de Engenharia Mecânica. 1997.
  14. SENAI SÃO PAULO. Ferramenteiro de Corte, Dobra e Repuxo – Informações Tecnológicas. 2009. Apostila.
  15. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6158: sistema de tolerâncias e ajustes. Rio de Janeiro. 2006.
  16. AMORIM HJ. Estudo da Relação entre Velocidade de corte, Desgaste de Ferramenta, Rugosidade e Forças de Usinagem em Torneamento com Ferramenta de Metal Duro. Dissertação de Mestrado. Porto Alegra: Universidade do Rio Grande do Sul, Departamento de Engenharia Mecânica; 2002: p.114.
  17. ENGENHEIRO DE MATERIAIS. Site Engenheiros de Materiais.disponível em http://engenheirodemateriais.com.br/tag/camada-branca. <Acesso em 28/06/2016>.
  18. ASKELAND DR, PHULÉ PP. Ciência e Engenharia dos Materiais. 1st ed. São Paulo: Cengage Learning; 2008.
  19. MORAIS ,W.A.; MENEZES NETO, E.B.; MAGNABOSCO, A.S. Metalurgia Física e Mecânica Aplicada. 2ª Edição. São Paulo: Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração. 2009.

Acesse: www.willyanksolucoes.com

*1 Tecnólogo Mecânico, Mestre em Engenharia Mecânica da UNISANTA, Professor no SENAI Manuel Garcia Filho e no Centro Universitário Anhanguera de Santo André, São Paulo, Brasil (danielsodre@uol.com.br)

*2 Doutorando, Mestre, Engenheiro e Técnico em Metalurgia e Materiais, Sócio-Diretor da Willy Ank Soluções Metal-Mecânicas, Professor Mestre da UNAERP-Guarujá e Professor Adjunto da Universidade Santa Cecília (UNISANTA), Santos, SP, Brasil (willyank@willyanksolucoes.com).

Reforma TRIBUTÁRIA deve ampliar a COMPETITIVIDADE da INDÚSTRIA, melhorando acesso ao CRÉDITO e o CUSTO do capital

O Brasil está em último lugar no ranking de custo do capital, na comparação com dezessete países com economia similar, segundo estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Para Felipe Leonard, CEO da empresa global S.I.N. Implant System, a alteração nos impostos deve gerar empregos e atrair investidores, sendo fundamental para a recuperação da economia

Para o CEO e presidente da S.I.N. Implant System Felipe Leonard, o fato de o Brasil estar em último lugar no ranking de custo do capital, em comparação com países de economia similar, tem relação direta com os altos impostos e a sua complexidade, que aumentam o risco e dificuldade de geração de renda no País. Por isso, com a Reforma da Previdência encaminhada, é hora de se iniciar amplo debate para que a Reforma Tributária tenha um impacto mais rápido para a recuperação da economia.

Na visão do executivo, a alteração dos tributos tende a atrair investimentos a curto e médio prazos, reduzindo o chamado “custo Brasil” ¬   que torna o País, atualmente, pouco atrativo para as empresas. Também acaba permitindo ao País e às empresas acesso a melhores condições de crédito no mercado financeiro global.

Segundo Leonard, o custo financeiro e a dificuldade de acesso ao crédito no Brasil reduzem fortemente os investimentos e a geração de renda e emprego no País. “Ao mesmo tempo, a complexidade e pressão fiscal atentam também contra a geração de renda, aumentando o risco para quem vai fazer empréstimos. Como consequência, o dinheiro fica mais caro e mais restrito”, explica o CEO.

“Com o equilíbrio dos impostos e burocracias, além de medidas capazes de atenuar a insegurança jurídica, vamos conseguir facilitar o acesso ao crédito do País como um todo e, inclusive, no setor privado”, defende Leonard.

A S.I.N. Implant System, com fábrica instalada no País, opera em mais de 20 países e é controlada pelo grupo internacional Southern Cross Group, que atualmente investe mais de U$ 2,8 bilhões em 38 empresas de toda a América Latina.

Conforme o boletim Competitividade em Foco, divulgado no início do mês pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil ficou em último lugar (18º. posição) no ranking do custo e disponibilidade do capital, quando comparado a dezessete outros países com economia similar à brasileira. Os principais competidores do Brasil no mercado internacional e que estão à sua frente são: Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, Espanha, Indonésia, Índia, Coreia do Sul, México, Peru, Polônia, Rússia, Tailândia, Turquia e África do Sul.

Segundo a publicação, o Brasil é o País que apresenta a mais alta taxa de juros real de curto prazo entre os 18 países avaliados. A taxa de juros real de curto prazo no Brasil é de 8,8% ao ano, o que representa 68% acima dos 5,2% ao ano cobrados na Rússia, país que está na 17ª colocação.

Muitos entraves para as corporações

Para um projeto empresarial vingar, sabe-se que ele precisa ser viável e demonstrar sua rentabilidade em primeiro lugar. “Mas no Brasil, para isso ocorrer, é necessário lidar com uma carga tributária altíssima, com PIS, Cofins, ICMS e IPI, além de burocracias e um custo laboral considerável, com os encargos e impostos sobre a geração de trabalho”, enfatiza Leonard. “A isso se somam os trâmites para obtenção de licenças e alvarás, sendo que é preciso, muitas vezes, outorgar parcelamentos aos clientes, com a consequente inadimplência de alguns deles. Por fim, surge o grande obstáculo: o custo do acesso ao crédito para financiar essa roda toda. E o fato de a roda ser tão complexa é que aumenta o custo do crédito e reduz a sua disponibilidade”, conclui Felipe Leonard.

Sobre o entrevistado: Felipe Leonard é presidente e CEO da empresa global S.I.N. Implant System

Sobre a S.I.N. Implant System: Com uma trajetória de conquistas apoiada nos princípios simplicidade, inovação e nanotecnologia, a S.I.N. Implant System está presente em mais de 20 países, e já é referência global. A marca atua no mercado desde 2003, oferecendo as melhores linhas de implantes dentários do mundo, além de componentes protéticos. A empresa tem como visão oferecer o que há de melhor e mais seguro na área de implantodontia, utilizando, para isso, tecnologia de ponta e equipamentos de última geração, que passam por rigoroso controle de processos. A excelência em qualidade dos produtos é garantida e comprovada por meio de certificações nacionais e internacionais.

O sonho de restaurar sorrisos, iniciado com a sra. Neide e o dr. Ariel Lenharo continua vivo. Em tempo: Ariel Lenharo foi o primeiro doutor em implantodontia do Estado de São Paulo, tendo também realizado sua pós-graduação nos Estados Unidos, no Pankey Institute. Neide e dr. Lenharo estiveram à frente da companhia até 2009, quando o controle acionário da S.I.N passou para o fundo de investimentos Southern Cross Group, equity firm líder e mais antigo dedicado ao mercado latino-americano, com mais de U$ 2,8 bilhões investidos em 38 empresas em todo o continente.