segunda-feira, setembro 21, 2026
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Reformas Possíveis e Necessárias

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Por Ricardo Torrico

Em entrevista exclusiva à Revista do Aço, a gerente do Departamento de Competitividade, Economia e Estatística (DCEE) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Maria Cristina Zanella, aponta os gargalos e possíveis soluções para melhorar a competitividade desse estratégico segmento industrial

Revista do Aço − Supondo que as reformas da Previdência e tributária se concretizem até o final deste ano, quais seriam os reflexos no curto e médio prazos no consumo aparente de máquinas e equipamentos?

Maria Cristina Zanella − Das reformas citadas, uma atinge o setor de forma indireta, enquanto outra de forma direta. A reforma da Previdência vem com o intuito de controlar os gastos do governo e garantir sua solvência. O impacto positivo no consumo aparente de máquinas e equipamentos não se dará diretamente por isso, mas em um país com as contas descontroladas e insolvente sobram as incertezas e o capital tende a buscar alternativas mais seguras. Desta forma, é de extrema importância o país diminuir suas incertezas e mostrar que é viável no longo prazo, sendo esta uma situação necessária, mas não suficiente para aumentar os investimentos e o consumo. A reforma da Previdência é extremamente importante para o país, mas seus reflexos nos setores produtivos se darão por um conjunto maior de ações.

A Abimaq defende uma agenda ampla de reformas, entre as quais a tributária, esta sim com impactos mais direto no consumo de máquinas, desde que a reforma alcance alguns objetivos, como a simplificação e eliminação dos resíduos tributários, ou seja, parte do imposto não recuperável. Isso teria um impacto direto na estrutura de custos das empresas, aumentando a eficiência e alterando assim os preços da economia, com impacto direto no consumo de todos os setores, inclusive em M&E (máquinas e equipamentos).

Com relação ao prazo em que será possível observar as mudanças citadas, depende do item a ser observado. No caso da reforma tributária, o impacto nos custos se daria a partir da reforma totalmente entregue. Reformas deste tipo, que tendem a ser graduais, seu impacto seria proporcional ao modelo de transição, mas teria um impacto imediato na alocação de investimentos, pois alguns deles têm maturação mais longa e esses já contemplariam a mudança. Já a reforma Previdência poderia trazer benefícios mais a médio prazo, porém, para garantir um equilíbrio das contas públicas no longo prazo, outras reformas complementares terão que ser feitas e um exemplo seria a reforma administrativa.

RA − Quanto tempo levaria para o setor recuperar os patamares de receita e emprego registrados entre 2011 e 2013?

MCZ − Uma recuperação completa do setor pode levar muitos anos, caso o Brasil como um todo não consiga ser mais competitivo, eliminando os entraves que atrapalham quem quer investir e gerar empregos no país. Para voltar aos mesmos patamares registrados em 2011 a 2013, uma agenda de competitividade precisa ser traçada e, caso seja cumprida, os efeitos seriam sentidos em toda a economia e estimamos que o setor estaria recuperado dentro de 4 ou 5 anos.

RA − Quais são as propostas da Abimaq para que a reforma tributária tenha um efeito imediato e consistente na demanda de máquinas e equipamentos?

MCZ − Efeitos imediatos através da reforma tributária não são o objetivo da Abimaq. Nossa entidade espera uma reforma tributária que possa eliminar os resíduos, como foi citado anteriormente, além de desonerar os investimentos e a exportação, para que o país possa ter um sistema menos caótico e que lhe possibilite obter mais competitividade. O modelo que mais nos agrada são aqueles que se baseiam na criação do IVA (Imposto de Valor Agregado).

RA − As máquinas importadas têm uma forte participação no consumo aparente da indústria nacional. Quais são os fatores que reduzem a competitividade das máquinas nacionais frente às importadas?

MCZ − São vários os fatores que mais impactam na competitividade do setor. Os que merecem maior destaque são os sistêmicos da economia brasileira, como os impostos não recuperáveis, a logística, o custo do capital, a burocracia, a alta regulamentação e os custos dos investimentos, da energia, dos insumos e, por último, os tributos sobre a folha de pagamento. Mas aqueles que têm maior impacto são o custo de capital e dos insumos, que juntos correspondem a mais da metade dos custos citados.

RA − Do ponto de vista tecnológico, as máquinas e equipamentos brasileiros são competitivos tanto no mercado interno quanto no externo? O que precisa ser feito para melhorar sua competitividade?

MCZ − De forma geral, o setor de máquinas e equipamentos no Brasil tem tecnologia para competir com os principais países do mundo, além de ser um setor altamente internacionalizado, com exportações para os principais países do mundo. Para a Abimaq, uma medida importante e necessária é a redução dos custos de produção, que giram em torno do Custo Brasil, por ser o fator que gera maior impacto na competitividade. Outros fatores também podem ser abordados, como melhoras na capacitação produtiva e para a inovação, bem como na gestão e em RH.

RA − O abastecimento de aço representa um gargalo para a produção de máquinas e equipamentos? O que poderia ser melhorado nesse quesito?

MCZ − Como já comentamos, os fatores mais representativos no custo de produção são os custos de capital e insumos, sendo o aço um importante insumo para o setor de M&E. Desta forma, um custo maior para a aquisição de aço pela indústria brasileira frente às suas concorrentes representa um gargalo para a produção local. Esse problema se resolve com uma reforma tributária e mexendo nas tarifas de importação, a fim de dar mais isonomia do produtor local em relação ao estrangeiro.

Acesse: wwww.abimaq.org.br

 

Setor Ocioso com Demanda Reprimida

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A indústria nacional de máquinas e equipamentos deve demorar para voltar a colher os bons resultados obtidos na primeira metade desta década, mas − pelo menos − tem detectado uma boa disposição dos seus usuários para voltar a investir

Por Ricardo Torrico

Já se passaram nove meses desde que Jair Bolsonar assumiu a Presidência e, consequentemente, as rédeas da economia, mas ela ainda ‘anda de lado’, esperando as soluções necessárias para uma retomada minimamente consistente do crescimento do PIB. Uma situação de letargia como essa acaba inibindo novas decisões de investimentos produtivos, principalmente em novas máquinas e equipamentos industriais. No entanto− apesar dos pesares −, os números colhidos pelo Departamento de Competitividade, Economia e Estatística (DCEE) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) indicam que existe uma demanda reprimida de máquinas e equipamentos, como pode ser inferido dos principais indicadores divulgados pela entidade e que uma retomada mais consistente depende da aprovação das reformas que se encontram em tramitação no Congresso nacional.

Além dos dados divulgados pela Abimaq, leia também nesta edição as entrevistas com, Maria Cristina Zanella, gerente do DCEE da Abimaq, e com Ennio Crispino, presidente do Conselho Administrativo da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei).

Indicadores do setor

Receita líquida total − No mês de julho,  a receita líquida da indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou um crescimento de 2,4% em relação ao mês imediatamente anterior, mas uma queda de 5,2% quando comparado com julho de 2018. Em função disso, o crescimento acumulado no ano de 2019 encolheu mais um pouco: de +3,9% no encerramento do primeiro semestre para +2,4% no acumulado de janeiro e julho. Segundo o DCEE da Abimaq, em julho, a piora nas vendas foi provocada pelo mercado doméstico, que encolheu 9,8% em relação ao mês anterior e 17,2% sobre julho de 2018. Apesar disso, o mercado doméstico acumulou um crescimento de 5,8% no período de janeiro a julho deste ano.

Exportações − Apesar da desaceleração generalizada observada no cenário internacional, em julho de 2019, as exportações de máquinas e equipamentos registraram um bom desempenho, crescendo 24,1%, tanto em relação ao mês anterior como sobre julho de 2018. Esse forte crescimento resultou de exportações feitas ao Paraguai e à Holanda, que, juntos contribuíram para reduzir a queda de 7,1% acumulada no primeiro semestre de 2019 para 3,2% no período de janeiro a julho. A desaceleração das atividades nos países da zona do Euro, as tensões entre EUA e China e a crise na Argentina ajudam a explicar a queda das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos nos sete primeiros meses deste ano.

Importações − No mês de julho de 2019, as importações de máquinas e equipamentos cresceram novamente, tanto em relação ao mês de junho(+11,1%) quanto na comparação com julho de 2019 (+19,9%). Com isso, no período de janeiro a julho deste ano, o crescimento das importações de máquinas chegou a 10,8%, na comparação com o mesmo período de 2018. Importante destacar que esse crescimento se concentrou no segundo trimestre do ano, o que indica uma clara melhora dos investimentos realizados com bens importados. A expectativa é de que essa tendência atinja também a produção nacional de máquinas e equipamentos.

Consumo aparente − O consumo aparente de máquinas e equipamentos (produção – exportações + importações), medido em R$ bilhões constantes, registrou um crescimento de 1,7% no mês de julho de 2019 em relação ao mês imediatamente anterior, mas também uma queda de 0,9% quando comparado com julho de 2018, desempenho esse que ocorreu devido ao aumento do consumo de bens importados. Já a aquisição de máquinas nacionais recuou 10% sobre junho de 2019 e 17% sobre julho de 2018. No período de janeiro e julho, o consumo aparente registrou um crescimento de 9,6%, ou seja, ligeiramente abaixo do crescimento de 11,8% acumulado no primeiro semestre, provavelmente refletindo a desaceleração das atividades observada no segundo trimestre deste ano.

Utilização da capacidade instalada − Após a forte crise econômica que levou ao encolhimento tanto do estoque de capital como de mão de obra, a indústria de máquinas e equipamentos continua atuando com forte ociosidade. Em julho de 2019, o setor atuou com 73,9% da sua capacidade instalada − um recuo de 2,8% em relação ao mês de junho de 2019. A carteira de pedidos também continua em níveis historicamente baixos. O setor de bens sob encomenda, cuja carteira girava ao redor de 6 meses, praticamente desapareceu com a ausência de investimentos na infraestrutura do país. O volume desses investimentos corresponde a 1,7% do PIB, quando, para se igualar com a média mundial, precisaria ser ao redor de 5%.

Emprego − Após ter-se reduzido em mais de 90.000 o número de pessoas empregadas na indústria brasileira de máquinas equipamentos em 2018, o setor retomou o processo de ampliação e contratou 10.000 pessoas. Em 2019, mesmo com a atividade ainda fraca, o setor manteve as contratações e encerrou o mês de julho com mais 8.000 pessoas empregadas sobre o final de 2018, atingindo um total de 309.000 funcionários. É oportuno observar que a indústria de máquinas e equipamentos se destaca por ser um dos setores que melhor remuneram sua mão de obra no país, com um patamar estimado em 86% acima da média nacional.

 

Schulz Compresspres é Pioneira na Utilização da Impressora 3D Taurus de Grande Dimensão

A primeira e única impressora nacional de grande dimensão (com área de impressão de 500mm x 500mm x 900mm proporciona o melhor custo benefício já obtido pela empresa e agrada por sua proximidade entre cliente e fabricante, prestação de serviços de consultoria, pós-venda e assistência técnica contínua: diferenciais essenciais.

A Schulz S/A, empresa catarinense e maior indústria de compressores de ar da América Latina, começou suas atividades fabricando torno de bancadas (morsas) e peças agrícolas com apenas 26 funcionários e, hoje, conta com 2.750 colaboradores em seu parque de 359 mil metros quadrados para construir uma ampla gama de soluções residenciais, profissionais e industriais. Era 1963 quando Heinz Schulz, para fundar a empresa, convidou um grupo de amigos que hoje têm seus sobrenomes reconhecidos em todo o Estado e eles transformaram a Metalúrgica Schulz no que ela representa hoje.

Com o mesmo ímpeto desses visionários, o grupo – com várias empresas hoje, entre elas a Schulz Compressores Ltda. – se manteve ao longo desses anos sempre à frente do seu tempo com elevado padrão tecnológico de seus produtos e, atualmente, conta com a impressão 3D para acelerar cada vez mais o lançamento de novos produtos de compressores, secadores de ar, filtros de linhas, ferramentas pneumáticas e elétricas, entre vários outros, e a melhoria contínua de milhares de produtos que compõem a linha completa para geração, tratamento e armazenamento de ar comprimido para os mais variados ambientes e necessidades que surgem nos 70 países que atende hoje. A empresa tem presença física também nos Estados Unidos e na China.

Fabiano Alves Dencker, especialista em Desenvolvimento de Produtos da Schulz Compressores Ltda, conta que, com o robusto modelo 3D Taurus AF5 900, adquirido em dezembro de 2018, a empresa vem ganhando celeridade na criação de peças dos mais variados tamanhos.

“Buscávamos uma máquina com capacidade dimensional (área de impressão) que permitisse fazer peças grandes e deixar de terceirizar a produção de protótipos”, explica. “E encontramos na Render, a distribuidora oficial da 3D Taurus no Brasil, um acompanhamento diário de nossas necessidades para que o fabricante construísse um modelo desenhado especialmente para nossas necessidades”, detalha Dencker. “A AF5 900 nos ajudou na flexibilização do tamanho das peças que produzimos para testes pois o eixo Z da máquina proporcionou uma altura satisfatória de 900 mm”, diz.

REDUÇÃO RECORDE DE TEMPO E CUSTO NO DESENVOLVIMENTO DE PROTOTIPOS

De acordo com Dencker a área de prototipagem vem se reinventando. Ele recorda que há uns 15 anos, o Brasil tinha muita limitação no desenvolvimento de protótipos e as partes das peças da Schulz eram produzidas todas separadas e não acompanhava a dinâmica da indústria. Em algumas ocasiões chegaram a produzir protótipos fora do Brasil, na Alemanha, com custo inevitavelmente muito alto, além dos custos com transportes. E mesmo as terceirizadas no Brasil, o tempo de espera pela peça levava até 60 dias. Há alguns anos reduziu para 45 o tempo médio. Mas com a impressão 3D têm-se peças grandes em no máximo três dias e as peças pequenas e médias em poucas horas, e dentro do departamento de engenharia da empresa.

Sem citar valores drásticos de redução de custos, Dencker afirma que em apenas seis meses de usabilidade o equipamento já se pagou.  Basicamente o custo atual é o de mantê-la ligada durante todo o expediente das 8h00 às 18h00 e, dependendo da peça, ela trabalha sozinha em finais de semana; e o investimento também em insumos (materiais) e filamentos (em ABS, mais utilizado pela Schulz, além do PET-G e PLA).

Os analistas Lucas Tuan Schulz e Muryllo Vinci, da equipe de Dencker, destacam também a comodidade de não precisar orientar terceiros sobre o modelo que deseja para cada peça. O equipamento está na sala de trabalho, disponível para o que quiserem co-criar. “A possibilidade de termos uma impressora 3D Taurus aqui na fábrica gera a oportunidade de viabilizarmos novas habilidades e criarmos soluções diferenciadas e impensadas antes dela. Há de forma empírica uma intrínseca vontade de criar novidades e inovações. Não vemos mais necessidade de contratar um especialista externo”, diz Vinci.

“E, hoje, por exemplo, é possível que uma peça de protótipo também sirva de molde para a fundição em alumínio e ferro fundido. Em vez de produzir uma peça em madeira (ou outro material) através da usinagem (manufatura subtrativa) em uma máquina CNC, nós conseguimos imprimir a peça final (considerando a contratação do filamento da impressora e até do material da peça final) e utilizá-la para fabricação do molde. Resolvemos em uma semana o que demoraria cerca de 40 dias. Há uma significativa agilidade em todo o processo de desenvolvimento”, finaliza Schulz

Acesse: www.virtualautomacao.com.br

 

 

Fronius Disponibiliza Produto de Soldagem para Empreendedores

A história da soldagem é datada desde a Idade do Bronze. Vários artefatos eram fabricados a partir da forma primitiva de soldagem. Em 1800, o inventor químico britânico, Humphry Davy, estabeleceu um processo de soldagem, produzindo um arco com dois eletrodos de carbono por meio de uma bateira. E de lá para cá, o mercado teve uma evolução muito importante que atende às mais complexas indústrias em todo o mundo, desde petrolíferas, petroquímicas, metalúrgicas em geral, indústria naval, construção civil, entre outros.

A cada dia as empresas buscam por soldadores qualificados para atender ao mercado com eficiência e profissionalismo, ou seja, que tenha um bom conhecimento do processo, proativos e que sejam bem treinados em tecnologias avançadas de soldagem. Ela é uma das áreas mais importantes na fabricação de estruturas e componentes metálicos.

Ser soldador é uma profissão desafiadora. E preciso ter vários cuidados durante o trabalho e ter segurança. É imprescindível utilizar óculos de proteção, máscara acompanhadas por lentes protetoras, calçados de seguranças e outros dispositivos para evitar lesões oculares e queimaduras.

E para o profissional e empreendedor, a Fronius lançou máquinas pequenas e resistentes e com até 180 A (amperes). As Transpocket 150 e Transpocket 180 (foto ao lado) possuem um design moderno e ergonômico, além de serem mais eficientes e fáceis na operação. Por dispor de uma construção elétrica do tipo inversora tem um aproveitamento de mais de 90% de energia em relação ao extraído da tomada e entregue durante a soldagem. Por este motivo também pode ser ligada em qualquer tomada doméstica, industrial ou até mesmo em um pequeno gerador sem causar sobrecarga na rede.

De acordo com Claudio Sá, gerente da Unidade de Negócios de Soldagem, estas máquinas por serem inversoras garantem as características perfeitas de soldagem para diversos tipos de eletrodos, propiciando regulagem mais rápida e precisa.  “Como resultado, a máquina oferece mais facilidade na abertura de arco, menos respingos além um arco voltaico extremamente estável” comenta.

Empresa de implementos tem até 65% a mais de produtividade com máquina de soldagem
Equipamento reduz cerca de 120 horas de trabalho por mês

Acelerar os processos de produção se tornou uma necessidade, especialmente, na indústria manufatureira global, um dos principais setores para a expansão da economia. Um estudo divulgado pela Federal Reserve de Saint Louis, em 2019, constatou que o setor quase duplicou o uso de robôs nos últimos 20 anos. Só no Brasil, as empresas investiram 10% a mais em tecnologias digitais, entre 2016 e 2018, de acordo com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

Ao substituir tarefas repetitivas, geralmente, realizadas por um trabalhador, as células robotizadas proporcionam mais segurança, precisão e produtos com qualidade superior, sem contar que podem ser aplicadas para diversas finalidades, como: montagem, manipulação, paletização, soldagem e muito mais. Porém, um detalhe é importante: quanto maior o ciclo de trabalho, e melhor for a tecnologia de processamento e definição da qualidade do arco de solda acoplada ao robô, maior é a produtividade. De olho nesta assertividade, a Painco, líder na fabricação seriada de componentes e conjuntos soldados em chapas grossas de aço carbono, investiu na TPS 600i com PMC, um dos equipamentos mais modernos da Fronius – empresa líder mundial em inovação e tecnologia de soldagem.

“Quando compramos os robôs, algo que deixava a desejar nas fontes iniciais era a potência limitada (ciclo de trabalho), em torno de 350 amperes. Com a solução Fronius, esse problema foi resolvido. A empresa teve ganho de produtividade de até 65%”, explica Rafael Severino, engenheiro e diretor industrial da Painco. Ele conta ainda que, antes da aquisição do equipamento da Fronius, ele pensava que seria necessário investir em mais células robóticas. “A partir do momento que trocamos a fonte, verificamos que poderíamos produzir mais com o mesmo número de células que temos atualmente. E o investimento em uma solução comparado ao de uma célula robótica é muito menor. Hoje a Painco economiza 120 horas de trabalho por mês”, conta o engenheiro.

A TPS600i com PMC (foto ao lado), adquirida pela Painco, é uma máquina que combina as funções inteligentes da sua plataforma de aparelhos com as vantagens do processo de soldagem mais estável. Em especial, a Curva Sinérgica PMC traz um avanço significativo do uso da transferência metálica do tipo pulsada, com uma transferência multicontrolada do arco pulsado, que permite o aumento significativo da velocidade de soldagem, e com um controle tão preciso, que além de diminuir o aporte de calor ao processo, diminui sensivelmente a emissão de respingos. Seu processo de soldagem reduz visivelmente a aplicação de calor em comparação aos outros métodos de soldagem MIG/MAG e traz resultados melhores, pois as matérias-primas são livres de respingos, com menos perdas para o empreendedor e maior economia de tempo. Em combinação com a fonte de solda inteligente TPS600i, surgem ainda áreas de aplicação mais abrangentes: diversas possibilidades de ajuste, por exemplo, permitem regular a aplicação de calor na soldagem de maneira mais precisa, bem como otimizar a capacidade de ponte e o perfil de queima.

“Temos um orgulho imenso de desenvolver tecnologias tão diferenciadas como a TPS 600i com PMC. O mercado atual precisa de equipamentos que auxiliem nos processos de trabalho, tragam mais agilidade e benefícios em geral. Por esse motivo, é importante atualizar os equipamentos com novas funcionalidades e criar outros mais inovadores”, comenta Cláudio Sá, gerente da Unidade de Negócios de Soldagem da Fronius.

Fronius lança aplicativo que facilita instalação e manutenção de equipamentos

Acaba de anunciar o lançamento do app Fronius do Brasil. O aplicativo é uma iniciativa da unidade de negócios de Energia Solar, que promete auxiliar instaladores de todo o Brasil e está disponível para download na Play Store (Android) e Apple Store (iOS).

Dentre as funções disponíveis estão: tutoriais de instalação, dados técnicos dos equipamentos, dicas para solucionar os status dos inversores, encontrar os distribuidores e FSP (Fronius Solution Partner – Parceiros de Soluções Fronius) autorizados, manuais, certificações e muito mais. “O app funciona como uma central de suporte técnico. Nosso objetivo é ajudar o instalador durante o seu trabalho em campo, reduzir o tempo na resolução de problemas e garantir mais segurança aos técnicos de instalação, já que o aplicativo dirá de forma mais rápida, qual é o status e a solução a ser aplicada”, explica o gerente de Customer Service da Fronius do Brasil, Lucas Ribeiro.

Acesse: www.fronius.com.br

Sistema de soldagem da Fronius minimiza custos operacionais de produção de cana e álcool

A tecnologia estará presente na Fenasucro & Agrocana de Ribeirão Preto, além de demonstrações de soldagem manual

Na feira, a Fronius expos o sistema de soldagem de revestimento Arcing (foto ao lado) destinado especificamente para o agronegócio. Um equipamento à prova d’água, desenvolvido para realizar soldagem em frisos dos rolos de moendas das usinas de açúcar e álcool. Por dispor de automação inteligente, reduz riscos de acidentes graves dos profissionais durante a manutenção. O objetivo é minimizar ao máximo os custos operacionais da produção de cana e etanol, que muitas vezes são maiores do que o ganho total.

É um equipamento extremamente fácil de manipular; dispõe de duas opções de trabalho (com um ou dois arames) e tochas refrigeradas, que diminuem o consumo do bico de contato – responsável pela execução da solda – além de resultar em menos paradas e menos manutenção do sistema.

“Todo o processo de reparos nos frisos pode ser realizado durante a safra, sem necessidade de paradas. Para executar a soldagem, o Arcing utiliza duas fontes de soldagens reguladas e monitoradas pelo microprocessador de cada máquina. Sua ignição perfeita impede que o arame grude no rolo na hora de desligar o arco. Se no decorrer do trabalho houver queda de energia, o profissional não precisa se preocupar. Basta acessar o programa e reiniciar a soldagem. Não há necessidade de ajustes, o que otimiza o tempo de trabalho” explica Cláudio Sá, gerente da Unidade de Negócios de Soldagem da Fronius.

Para Sá, a grande dificuldade das usinas hoje é encontrar soluções robustas que possam operar em ambientes externos e contra intempéries. “São poucas empresas que ainda dispõem de tecnologia para enfrentar as chuvas, sem contar que há muitos equipamentos no mercado que tem danos irreparáveis quando molhados. O Arcing veio para enfrentar essa dificuldade, propiciando ao produtor mais segurança, produção e rentabilidade”.

Produção Bem Controlada Conquista Mercados

Aliando boas práticas produtivas a uma forte ação de marketing, a BTL Steelworks estima repetir em 2020 o bom desempenho deste ano
Por Ricardo Torrico

Fundada em 2009, com o objetivo de suprir a necessidade de abastecimento do mercado nacional com tubos de aço sem costura, a BTL Steelworks tem passado sem sobressaltos pela crise que preocupa o governo e a maioria dos empresários. No período de janeiro a agosto deste ano, a empresa registrou um aumento de 28% no seu faturamento e trabalha com a perspectiva de um crescimento de 15% em 2020.

A fórmula para esse bom desempenho parece relativamente simples, mas na prática exige uma gestão eficiente. Os tubos da BTL são desenvolvidos e validados de acordo com as mais rigorosas especificações
nacionais e internacionais, com um processo 100% controlado, que proporciona total rastreabilidade desde o recebimento da matéria-prima até a entrega do produto final aos clientes. “Nossa estrutura produtiva  verticalizada e uma linha completa de equipamentos garantem maior agilidade e flexibilidade ao mercado, permitindo-nos fabricar tubos sem costura, laminados e trefilados nas mais diversas medidas”, afirma o diretor comercial da BTL, Luis Otavio Barbosa.

Além das boas práticas produtivas, a BTL também não se descuida de ampliar seu acesso ao mercado, participando dos principais eventos dedicados ao segmento do aço, como a Tubotech. Na edição deste ano, a empresa vai divulgar toda sua linha de produtos, com destaque para tubos de aço ligados sem costura nas normas ASTM A213 T11 e T22 e ASTM A335 P11 e P22, para aplicação em caldeiras para os setores de papel e celulose e álcool e açúcar; tubos sem costura em aço Corten (aço patinável, muito utilizado na construção civil), para aplicação em sistemas de ancoragem de torres de transmissão. E também deve divulgar a ampliação da sua linha de tubos laminados ASTM A106 para as bitolas de 1”; 1 ¼” e 1 ½”, para aplicação geral. “Esses dois tipos de tubos estamos lançando agora, com disponibilidade de entrega a partir de janeiro de 2020. Já a ampliação da nossa produção de tubos laminados vai passar de 60 mil para 90 mil toneladas por ano”, completa Luis Otavio Barbosa.

Acesse: www.btlsteelworks.com

 

Mercado de Fundição Cresce 16% em Três Anos e tem Melhor Desempenho desde 2015

Retomada da indústria impulsiona geração de empregos que em três anos cresceu 11,6% no setor.

Setor cresceu 4,2% no acumulado de janeiro a junho deste ano e espera encerrar 2019 com um índice 6,9% maior do que em 2018.

Todo o cenário será debatido durante a 18ª Feira Latino-Americana de Fundição (FENAF) entre os dias 17 a 20 de setembro, em São Paulo, com reunião do 9th BRICS International Foundry Forum.

Agosto de 2019 – Depois de um longo e difícil período com seguidas quedas, a indústria brasileira está retomando o seu crescimento. Ela começou o terceiro trimestre melhor do que o esperado e os consultores já fazem uma projeção de recuperação gradual nos próximos meses. Prova disso é o constante crescimento apresentado nos últimos três anos em que o setor cresceu 16% entre 2016 e 2019. O mercado de peças fundidas, de acordo com a Associação Brasileira de Fundição (ABIFA), por exemplo é puxado principalmente pela demanda da indústria automotiva, que no primeiro semestre ampliou em 2,8% a produção de veículos em comparação com o mesmo período do ano anterior, como aponta a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O índice de 6,9% de crescimento projetado para este ano pode até parecer pequeno, mas é muito comemorado pela ABIFA pelo afastamento gradativo de um período que não vai deixar saudades.

O crescimento sustentável que se verifica é sentido pelos números mais recentes do mercado. No acumulado de janeiro a junho de 2019, produziu 1.161.165 toneladas de peças fundidas, 4,2% a mais do que o mesmo período de 2018, quando registrou 1.115.134 toneladas. O Brasil tem capacidade de produzir, anualmente, 4 milhões de toneladas. Se mantida a produção estimada de 2.440 milhões de toneladas neste ano, o país se mantém entre os dez maiores mercados de fundição do mundo, que é encabeçado pela China que produziu em 2017 (49,4 milhões de toneladas, seguido pela Índia (12,06 milhões), Estados Unidos (9,67 milhões), Alemanha (5,48 milhões), Japão (5,4 milhões) Rússia (4,2 milhões), México (2,91 milhões),  Coréia (2,54 milhões), Itália (2,24 milhões) e Brasil (2,22 milhões).Do que o país produz anualmente, cerca de 16,5% é destinado às exportações.

O setor de fundição é a base de toda a indústria e um dos principais termômetros da economia. De acordo com a ABIFA, o Brasil tem 1.170 empresas de fundição, onde 40% destas atuando na fundição de ferro, 21% alumínio e 14%, com aço. Outras 25% das companhias trabalham com metais não ferrosos, cobre, zinco e magnésio. Juntas, elas foram responsáveis por gerar uma receita de perto de US$ 8 bilhões em 2018.

Em 2019, é provável um faturamento por volta de US$ 9 bilhões. “E estamos muito confiantes em atingir a meta, pois a indústria automotiva, que representa mais de 54% das demandas do nosso setor, tem uma previsão otimista. De acordo com Anfavea é esperado crescimento de 9% na produção, com alta de 11,4% nas vendas no mercado interno”, explica Roberto João de Deus, diretor-executivo da ABIFA.

Geração de empregos – Outro índice que demonstra a retomada do setor é a geração de empregos que de 2016 para cá cresceu 11,6% no setor. Hoje, o mercado de fundição emprega cerca de 56 mil pessoas. Minas Gerais lidera o ranking com 16.794 postos de trabalho, seguido por Santa Catarina com 16.393 e São Paulo vem em terceiro lugar com 12.239.

18ª edição da FENAF  Para aproveitar essa retomada do mercado de fundição, a ABIFA promove em setembro a maior feira da América Latina do setor de fundição, a 18ª edição da FENAF – Feira Latino-Americana de Fundição – ocorre entre os dias 17 a 20 de setembro, em São Paulo. O evento reúne os maiores players do mercado e ainda conta com Congresso ABIFA de Fundição (CONAF) e um dia dedicado ao 9th BRICS International Foundry Forum em que os países participantes apresentam novas tecnologias de fundição e discutem soluções para os problemas que afetam o setor.

Serviço

Evento: 18ª Fenaf, 18º Conaf e 9th BRICS International Foundry Forum
Local: Pro Magno Centro de Eventos
Endereço: Avenida Professora Ida Kolb 513, em São Paulo (SP)
Data: 17 a 20 de setembro de 2019
Horário: das 13h às 20h

Mais informações: www.abifa.org.br

SOBRE A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FUNDIÇÃO (www.abifa.org.br)
A Associação Brasileira de Fundição (ABIFA) está presente no mercado há 50 anos, reconhecida mundialmente pela significativa atuação em seu setor. Presidida por Afonso Gonzaga, a entidade reúne as principais empresas brasileiras de fundição com o objetivo de incentivar o crescimento sustentado do setor, gerando e participando das ações necessárias para torná-lo forte e competitivo. Além de promover o desenvolvimento tecnológico das empresas de fundição, a ABIFA estimula debate sobre temas econômicos e sociais para a defesa do setor e seu crescimento comercial.

Alacero entra para rol de organizações observadoras na UNCTAD

Classificação admitida pela direção da entidade permitirá participação na Cúpula de Comércio e Desenvolvimento e em reuniões intergovernamentais

A Cúpula de Comércio e Desenvolvimento aprovou, durante sessão realizada na última semana de junho, o pedido da Associação Latino-americana do Aço (ALACERO) pelo status de observador junto à Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Agora a Alacero poderá ser representada e participar dos encontros da Cúpula e das reuniões intergovernamentais públicas organizadas pela UNCTAD. Além disso, a associação também passará a ser notificada pela Seção de Gestão de Documentos do escritório das Nações Unidas, a respeito de todos os documentos emitidos para sessões da Cúpula e seus órgãos subsidiários.

“Os objetivos da UNCTAD convergem com os nossos em reduzir a desigualdade e uma cooperação multistakeholder em relação às metas globais, incluindo com o setor privado e a sociedade civil, é incentivada. Entendemos que a evolução da indústria do aço está intrinsecamente ligada ao progresso da coletividade, e que uma indústria saudável gera emprego, guia o crescimento e assim cuida de toda a comunidade, agindo diretamente em benefício de uma economia sólida”, disse Francisco Leal, Diretor Geral da Alacero.

A carta de admissão foi assinada por Arlette Verploegh, responsável pelo Gabinete de Comunicação, Informação e Divulgação da Secretaria Geral da UNCTAD.

Acesse: www.alacero.org

Jorge Luiz Oliveira assume a presidência do Conselho de Administração da ABM

Executivo da ArcelorMittal tomou posse.

Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira, Vice-Presidente de Operações da ArcelorMittal Aços Planos América do Sul, tomará posse como presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM) para o biênio 2019/2020. Ele substituirá Sérgio Neves Monteiro, professor do Instituto Militar de Engenharia (IME). O novo presidente será responsável em liderar o colegiado que reúne representantes de empresas, instituições de ensino, pesquisa, ciência e tecnologia e profissionais das áreas de mineração, materiais e metalurgia. O executivo da ArcelorMittal é graduado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal Fluminense. Participou de muitas capacitações gerenciais, tais como o STC Executivo na Kellog School of Management, nos EUA, e o PGA, realizado em parceria com a Fundação Dom Cabral e o Insead da França.

Acesse: www.abmbrasil.com.br

Soluções Usiminas recebe reconhecimento da Honda

A Soluções Usiminas foi uma das empresas premiadas durante o 21º Encontro de Fornecedores da fabricante de automóveis japonesa Honda. A companhia teve seu trabalho reconhecido na categoria Excelência em Qualidade e Entrega, durante o evento realizado na fábrica da montadora inaugurada recentemente, em Itirapina (SP).

“O prêmio é um reconhecimento importante ao trabalho que estamos desenvolvendo, em especial, no que diz respeito à gestão das cadeias de fornecedores dos nossos clientes. O prêmio é um novo estimulo para nos avançarmos nessa direção e melhorarmos, ainda mais, os serviços que oferecemos”, celebra Ascanio Merrighi, diretor executivo da Soluções Usiminas, que representou a empresa durante a premiação.

Acesse: www.usiminas.com.br

Controlador MCX da Danfoss atende desde sistemas pequenos até os mais complexos

Desenvolvida a princípio para trabalhar em sistemas de HVAC-R, a linha de controladores programáveis universais MCX da Danfoss também pode ser aplicada em qualquer segmento que precise de automação por ser um controlador programável (CLP), o que permite se adequar à necessidade do cliente.

Com diversos modelos, a linha MCX é indicada desde sistemas pequenos até aos mais complexos. O MCX conta também com um sistema de supervisão WEB, que permite armazenar dados, criar gráficos e enviar alertas de alarmes por email. A solução da Danfoss possibilita encontrar a programação que melhor atende as necessidades devido a flexibilidade do design modular do MCX e as últimas opções de programa e conectividade.

Entre seus recursos e benefícios, o controlador programável MCX da Danfoss tem arquitetura de hardware modular para sistemas que exigem maior número de recursos. O software para programação ajuda no design e na configuração, pois a gama de produtos é completamente programável na linguagem padrão C++ ou ainda com programação gráfica de blocos.

A interface CANbus padrão é integrada como field-bus para trocar informações entre os controladores e acessórios. A solução da Danfoss está disponível com comunicação de rede integrada Modbus RS485, ou seja, integra com Sistema de Gerenciamento Predial diretamente por meio de Modbus. Por fim, o MCX tem gateways com outros protocolos de comunicação, como Bacnet, LonWorks, HTTP e etc.

Acesse: www.danfoss.com/pt-br/