A linha Temper Pass Cut to Length, solução para o processamento do aço, vai fornecer chapas com melhores tolerâncias e planicidade e livre de tensões residuais. A tecnologia é trazida pela Steel Warehouse Cisa, que nasceu da joint venture entre a americana Steel Warehouse, qu atua na linha Temper Pass Cut to Length e no processamento de bobinas de aço de maior espessura, com a brasileira Cisa Trading, que oferece soluções logísticas, operacionais, tributárias e financeiras na importação e exportação para mais de 200 clientes do mercado. “A linha Temper Pass Cut to Length vai realizar um trabalho com chapas mais grossas, de até 1 polegada, que normalmente requerem condições especiais de processamento, garantindo mais precisão, qualidade e produtividade ao cliente”, explica David Sánchez, diretor geral da Steel Warehouse Cisa. O processo de funcionamento da linha Temper Pass Cut to Length possui quatro etapas. No estágio inicial, o aço é desbobinado. Na segunda etapa, o aço passa por um endireitador de 11 rolos para deixar a chapa completamente plana. Na sequência a chapa é cortada no comprimento especificado pelo cliente em uma guilhotina rotativa de operação contínua. E por fim, na última etapa do processo, é feita uma escovação na chapa, que em conjunto com a planicidade atingida, fornece condições ideais para o processamento por corte a laser. Ao final do processo, cada fardo será identificado de modo a garantir a sua rastreabilidade e quando necessário, cada chapa poderá ser identificada individualmente.
Reaproveitamento
A ArcelorMittal Brasil reaproveitou cerca de 3,4 milhões de toneladas de resíduos industriais durante 2015, dando novos usos às escórias, gases e outros coprodutos derivados do processo de produção do aço. A venda desses mais de 30 tipos de coprodutos gerou uma receita extra de R$ 203,5 milhões à empresa. Os principais destinos dos materiais foram as indústrias de cimento e química. Em 2015, a ArcelorMittal Brasil investiu em 17 novas linhas de pesquisa e desenvolvimento para novas aplicações dos resíduos, evitando o descarte no meio ambiente, economizando no uso dos recursos naturais e ainda gerando riqueza.
Investimento em inovação cresce
Os financiamentos concedidos pela Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista para as pequenas e médias empresas (PME’s) e prefeituras paulistas somaram R$ 353 milhões em 2015, redução de 23% no montante total financiado pela instituição em relação a 2014. No entanto, ao mesmo tempo em que a falta de confiança dos empresários diante da crise resultou na queda dos financiamentos para investimento, o crédito para inovação quase quintuplicou, saindo de pouco mais de R$ 5 milhões em 2014 para R$ 23 milhões em 2015. Em um ano de retração no mercado de crédito para pessoa jurídica, motivada principalmente pela queda da demanda, os financiamentos para o setor público, voltados à infraestrutura dos municípios, foram os que tiveram o melhor desempenho, somando 37% do total. O setor de serviços foi responsável por 30%, seguido pela indústria com 29% e o comércio, com 4%. De acordo com o levantamento, a instituição registrou 196 novos contratos de financiamento em 2015. Em 2014 foram 320. “A baixa atividade econômica reduz os investimentos das empresas em ampliações e modernizações. Os setores de serviços e a indústria são os que mais sofrem com a crise. No entanto, há muitos que apostam na oportunidade, os financiamentos para inovação cresceram substancialmente no ano passado, passaram de 1% do total desembolsado em 2014 para 7% em 2015”, diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP.
FEI inaugura Laboratório de Manufatura Digital
Como forma de apoiar o ensino e a pesquisa na área de projetos, planejamento e gestão do ciclo de vida de um produto, a Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) inaugurou recentemente um Laboratório de Manufatura Digital. É uma forma de aproximar o meio acadêmico das empresas que atuam nesse setor a partir da realização de pesquisas e projetos em conjunto. A idealização do laboratório se deu porque a Instituição identificou a tendência para os sistemas de manufatura e a carência de pesquisas e formação de mão de obra qualificada para este setor. “O novo laboratório deve colocar a FEI na vanguarda do estudo de sistemas de manufatura. O projeto tem um caráter altamente multidisciplinar, permitindo o envolvimento de alunos e professores de praticamente todos os cursos da Instituição”, conta um dos coordenadores do projeto e professor do curso de Engenharia de Produção da FEI, Fabio Lima. A instalação do laboratório contou com a parceria da Siemens PLM Software, unidade de negócios da Siemens Digital Factory Division, que forneceu 100 licenças do portfólio Tecnomatix (no valor de mais de R$ 3 milhões), que inclui softwares para planejamento de processos de manufatura, com soluções para validar processos robotizados como manipulação, solda a ponto e pintura. A SPI Integração de Sistemas conduziu a fase de definição da concepção e implantação do projeto, agregando diversas empresas do setor nas discussões. Além disso, a empresa contribuiu com um robô industrial Fanuc que trará uma visão mais próxima da realidade industrial.
Falta de aço
Um acidente fez com que a Toyota suspendesse a produção no Japão durante uma semana por falta de aço. A suspensão aconteceu no início de fevereiro e atingiu as 16 linhas de montagem da fabricante automóvel. O acidente aconteceu em uma fábrica da filial da Toyota Aichi Steel, localizada no centro do Japão. Foi a primeira vez que a Toyota parou a produção no Japão desde o terramoto que atingiu o país em março de 2011. Com esta paragem, a empresa deixou de produzir entre 70 e 80 mil automóveis, o que poderá ter um impacto nas suas contas anuais, segundo comunicado divulgado pela própria empresa. A medida não afetou as fábricas da empresa na América, Europa e noutros países da Ásia, que são responsáveis por cerca de metade da produção total do grupo.
Previsões do setor de autopeças
O Sindipeças atualizou as previsões de desempenho do setor para este ano e trabalha com perspectivas também para 2017. As projeções indicam faturamento nominal de R$ 64 bilhões em 2016, com crescimento de 1,3% sobre o registrado no ano anterior. Importante considerar que o crescimento nominal previsto é bastante inferior à inflação e à variação cambial passadas e projetadas. Portanto, esse crescimento nominal significa provável retração do faturamento real (ajustado à inflação e ao câmbio). Outro indicador que demonstra as dificuldades que a indústria de autopeças instalada no País tem enfrentado, independentemente da origem do capital, é o investimento. Segundo levantamento da entidade, as cerca de 470 empresas associadas devem investir R$ 575 milhões este ano, valor 7,6% inferior ao investido em 2015. O nível de emprego também vem caindo e deve chegar a 156,5 mil trabalhadores ao final deste ano, 5,1% menos que em 2015. Não se prevê melhora relevante em 2017. Apenas o resultado da balança comercial das autopeças, embora ainda deficitária, tem apresentado evolução favorável, ainda assim essencialmente pela queda das importações. O saldo negativo em 2015 atingiu US$ 5,6 bilhões, 37,8% inferior ao de 2014. Este ano, espera-se que caia mais 28%, chegando a US$ 4 bilhões. As exportações devem crescer cerca de 5% este ano, para US$ 8 bilhões, enquanto que as importações devem cair cerca de 9%, para US$ 12 bilhões.
Crédito mais fácil
Participando pela primeira vez da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília, o presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, Carlos Pastoriza (foto), avalia que as medidas de incentivo ao crédito devem ajudar as empresas. “Acredito que teremos um pouco de fôlego e a economia poderá ser destravada. O aumento do crédito é fundamental para que consigamos ajudar a retomada do Brasil”, ressalta. O executivo destaca também o anúncio de que haverá o refinanciamento das dívidas contraídas junto ao BNDES. “Além de dar fôlego neste momento tão agudo da crise, contribuirá para que as empresas estejam preparadas e equipadas para o momento em que houver a retomada da economia brasileira”.
Novo site da Saint-Gobain Abrasivos
O novo portal tem foco nos mais diferentes públicos, aproxima profissionais, parceiros e consumidores das marcas da Saint-Gobain Abrasivos e traz em detalhes conteúdos técnicos com informações dos milhares de produtos que integram os portfólios da Carborundum, Norton e Winter. Informações sobre os mais recentes lançamentos, sobre as novas tecnologias e sobre as diversificadas soluções que podem ser obtidas através dos abrasivos produzidos pela empresa.
China quer reduzir produção de aço
O Conselho Estatal da China, ou gabinete, anunciou que planeja cortar a capacidade de produção de aço bruto do país entre 100 milhões e 150 milhões de toneladas nos próximos cinco anos. Com a medida, Pequim tenta ajudar sua indústria de aço e ferro, que enfrenta o problema de excesso de capacidade. Segundo diretrizes divulgadas no site federal, governos locais devem interromper a produção de siderúrgicas defasadas e ajudá-las a aperfeiçoar sua tecnologia. O gabinete também determinou que o fim das chamadas empresas “zumbi” seja acelerado, por meio de fusões e aquisições, reestruturações de dívida e liquidações. O governo central prometeu ampliar o apoio fiscal e financeiro a siderúrgicas que tenham de cortar funcionários. No ano passado, o lucro líquido das siderúrgicas chinesas sofreu queda de 68% ante 2014, segundo dados oficiais.
Nova plataforma integra cadeia de produção à Indústria 4.0
AXOOM é uma nova prestadora de serviços de TI para empresas de manufatura que cobre toda a cadeia produtiva, independentemente do fabricante. A empresa tem a TRUMPF como a sua fundadora e constrói soluções de TI para otimizar os processos de produção. A nova plataforma de negócios digitais operada pela AXOOM utiliza módulos customizados ao longo da cadeia de valor para ajudar a otimizar o caminho rumo à Indústria 4.0. A plataforma AXOOM dá suporte aos usuários de forma contínua – desde o fornecedor até o cliente final. O software oferecido é modular na sua concepção e pode ser montado conforme a necessidade da empresa. Os interessados em conhecer a plataforma podem se pré-registrar através do link www.axoom.com. Durante essa fase, os usuários serão capazes de experimentar os primeiros módulos, gratuitamente. O primeiro módulo integrado para conhecimento inclui ordem e gestão de recursos, logística, planejamento de produção e chão de fábrica, bem como elaboração de relatórios. O módulo de gestão de recursos administra todos os recursos.
Mais informações, visite: www.axoom.com.


