domingo, setembro 20, 2026
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Mudanças na ArcelorMittal

Medidas de reestruturação entram em cena na ArcelorMittal depois que a siderúrgica teve perdas de quase 8 bilhões de dólares em 2015 pela queda dos preços do aço e do minério de ferro. No ano passado, as depreciações de ativos da empresa, principalmente no setor da mineração, somaram 4,8 bilhões de dólares. O presidente da companhia, Lakshmi Mittal, disse que reduzir a dívida é prioridade. Com esse objetivo foi anunciada a redução de investimentos neste ano e a suspensão do pagamento de dividendos. Além disso, a venda por 875 milhões de euros (cerca de 1 bilhão de dólares) da participação de 35% que possuía no fabricante espanhol de autopeças Gestamp. O grupo anunciou também um plano de ação a médio prazo, que aponta melhorar sua margem bruta de exploração estrutural em cerca de 3 bilhões de dólares de agora até 2020. A empresa prevê para este ano uma nova queda de sua EBITDA a 4,5 bilhões de dólares, algo inferior a de 2015. A expectativa agora é que a demanda de aço fique “estável” em 2016, graças ao crescimento da economia nos Estados Unidos e na Europa, que compensarão a desaceleração de outros mercados.

Equipamentos

A Fobrasa é uma empresa do Grupo Delga, que atua há mais de 50 anos na comercialização de máquinas operatrizes e acessórios para os segmentos Metal-Mecânico e de Plástico da marca Calvi. Entre os produtos oferecidos estão Guilhotinas Hidráulicas, Prensas Viradeiras, Calandras, Fresadoras, Mandrilhadoras, Metaleiras, Tornos Universais e CNC, Furadeiras, Retíficas, Centros de Usinagem e Injetoras de Plástico, entre outros. A empresa esteve na 8ª Feira Corte & Conformação de 2015, expondo um casal de máquinas composto de uma Prensa Viradeira com força de 200 toneladas e 3200 mm de ferramenta e uma Guilhotina Hidráulica com capacidade de corte de chapas, espessura de 10 mm em aço carbono e com 3100 mm de comprimento de corte.

Informações: www.fobrasa.com.br

Alto desempenho

A OPEN MIND Technologies AG anunciou a versão 2016.1 do hyperMILL®. O pacote de desempenho hyperMILL® MAXX Machining oferece três poderosos módulos que ajudam as empresas a conseguir potencial de otimização em aplicações de desbaste, acabamento e furação. O módulo de desbaste do pacote de desempenho inclui vários ciclos para fresamento em percursos de ferramentas trocoidais, resultando em usinagem HPC rápida e confiável. O ajuste dinâmico do avanço com as condições de corte reais garante que o fresamento é sempre realizado com o avanço mais elevado possível. Isso resulta em percursos de fresamento ideais, com máxima remoção de material e os menores tempos de produção possíveis. É suportado o desbaste de alta velocidade de faces de componentes prismáticas e curvadas. A OPEN MIND desenvolve soluções CAM otimizadas para proporcionar desempenhos melhores tanto na programação como na usinagem.

Volks investe em novos modelos

Os novos Gol e Voyage ganham design global, novo motor e sistema de infotainment inovador. Acompanhando as inovações nos produtos, a empresa também modernizou suas linhas de produção. A maior modificação foi realizada na área da Montagem Final, por conta do aumento da quantidade de itens tecnológicos instalados nos carros. As alterações são resultado de um investimento de R$ 363 milhões, que envolveu o desenvolvimento de engenharia veicular e de motor, aquisição de bens de capital para modernização do processo produtivo e treinamento dos colaboradores. “Os investimentos reforçam a confiança da marca no País, mesmo em um cenário desafiador como o atual. O Novo Gol e o Novo Voyage serão os modelos mais tecnológicos e conectados de seus segmentos no mercado brasileiro e, para sua produção, as linhas de montagem foram modernizadas, acompanhando essas inovações”, destaca o presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, David Powels.

TRUMPF apresentará novidades tecnológicas na Feira da Mecânica

Para comemorar seus 35 anos de presença no Brasil, a TRUMPF, vai apresentar durante a Feira da Mecânica as últimas novidades em corte a laser, dobra, puncionamento, ferramentas portáteis e marcação a laser. O visitante poderá ainda contar com a expertise dos engenheiros e técnicos da TRUMPF para obter informações, tirar dúvidas e auxiliar em seus projetos de produção no estande temático da TRUMPF, concebido em homenagem aos Jogos Olímpicos, que ficará localizado na frente da Área de Inovação. “Nossas máquinas representam soluções inovadoras para transformar chapas metálicas em produtos ou equipamentos utilizados nos mais diversos segmentos industriais, o que nos dá oportunidades incríveis de parcerias comerciais e crescimento”, afirma João C. Visetti, diretor-presidente da TRUMPF do Brasil.

AL importou 9,4 milhões de toneladas de aço da China em 2015

A América Latina importou 9,4 milhões de toneladas de aço da China em 2015, um aumento de 1% em relação ao negociado em 2014 – informou a Associação Latino-Americana do Aço. As importações de aço chinês para a América Latina “representaram 8,6% do total das vendas do metal (do país asiático) deste ano, reduzindo a participação da região em 1,7% em relação a 2014, quando alcançaram 10,3%”, apontou comunicado da entidade. Os principais destinos latino-americanos para o aço chinês (laminados mais derivados) em 2015 foram a América Central, que recebeu 1,8 milhão de toneladas (19% do total da região); o Chile, que acumulou 1,3 milhão de toneladas (14%); e o Brasil, com 1,2 milhão de toneladas (12%). O total das exportações de aço chinês, que inclui os produtos laminados e os derivados, foi de 109,6 milhões de toneladas em 2015, 20% a mais do que em 2014.

União das forças e defesa da produtividade para superar a crise

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Empresários do setor mantêm-se céticos em relação à melhora do desempenho da indústria, mas apontam saídas para amenizar o atual quadro de dificuldades

União das forças e defesa da produtividade para superar a crise

Os economistas em suas avaliações sobre o momento delicado que passa a economia brasileira costumam prever uma recuperação gradual deste cenário somente a partir de 2017. De um modo geral, a expressão “crise econômica” faz parte do discurso corrente de uma ala a que o saudoso jornalista Aloysio Biondi chamava de “catastrofista”. O fato é que a situação é grave, porém não ao ponto de se considerar que o Brasil chegou ao fundo do poço político e econômico.

No último relatório sobre os números do setor (janeiro), o Instituto Aço Brasil sinalizou ainda para uma situação de queda. Segundo a entidade, o consumo aparente nacional no mês foi de

União das forças e defesa da produtividade para superar a crise

1,3 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos, 35% menor que igual período do ano passado. “Quanto às vendas internas, o resultado de janeiro de 2016 foi de 1,2 milhão de toneladas de produtos, redução de 26,8% em relação a janeiro de 2015”, diz o IABr em suas estatísticas.

União das forças e defesa da produtividade para superar a criseAs importações, devido à desvalorização do real e ao fraco consumo de aço no país, apresentaram redução de 72,4% em relação a janeiro de 2015, totalizando 105 mil toneladas equivalentes a US$ 123 milhões. Alguns especialistas do setor acreditam, por exemplo, que será a tônica dos próximos meses. As exportações podem seguir esta linha. De acordo com o estudo, remessa de produtos siderúrgicos para outros países, em janeiro, somou 1 milhão toneladas (US$ 372 milhões), “representando uma queda de 8,6% em volume e de 45,4% em valor, quando comparadas a janeiro de 2015”.

Números descendentes à parte, os empresários precisam “pagar suas contas” e descobrir saídas para o impasse. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) ergue a bandeira da valorização deste importante segmento da produção nacional. “Entretanto, em que pese os enormes desafios, nós estamos e continuaremos motivados em defesa dos interesses da nossa indústria”, bradou o presidente do Conselho de Administração da Abimaq/Sindimaq, Carlos Pastoriza. Na verdade, será preciso unir as forças para a mudança do atual panorama.

Mas a questão é identificar corretamente a relação “pessimismo versus realismo”. Representando os fabricantes de estruturas metálicas, estes ligados à cadeia da construção civil, a Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem) está cética. “Considerando a indústria do aço, somos apenas consumidores. De toda forma, tanto quanto a maioria das indústrias, as expectativas na construção civil não são nada animadoras. Após um ano com grande retração, não esperamos recuperação em nosso segmento em 2016”, avaliou o diretor-executivo, Ronaldo do Carmo Soares.

Para Soares, a crise de confiança junto ao governo precisa superada. E como o setor se mantém no mercado? Eis a sua resposta: “A sobrevivência vem sendo conseguida com redução significativa das margens dos negócios, e uma busca enfática pela melhoria de produtividade”. Já Pastoriza, da Abimaq, promete trabalho árduo e contínuo e ações junto ao Executivo. A entidade irá apresentar propostas e cobrar ações que contribuam na reversão da baixa competitividade do Brasil. Na visão de Pastoriza, há um problema crônico aliado à falta de medidas estruturantes capazes de colocar o País no rumo do desenvolvimento.

 

Importação generalizada

O professor de Engenharia da Universidade Santa Cecília e consultor técnico da Inspebras, Willy Ank de Morais, reconhece o atual momento difícil que passa a siderurgia brasileira e considera que “causas internas e externas” desta situação poderão perdurar em 2016. Mas espera que a intensidade do problema diminua ao longo do ano. Um dos aspectos que traz incômodo é o processo de substituição da produção nacional pela importada. E admite: “O nosso comércio/indústria importa produtos de maneira bem generalizada”.

União das forças e defesa da produtividade para superar a crise

Em sua opinião, a mudança de patamar da cotação do dólar e do euro trouxe alívio a muitos setores exportadores da indústria e aos que concorrem com os produtos importados. “No caso dos setores exportadores, este alívio não é imediato, pois a exportação, assim como a venda de qualquer produto a um novo mercado, não é automática”, adverte. Willy entende que negociações, ajustes na cadeia produtiva, incorporação de novas tecnologias e procedimentos são necessários para atender às exportações.

“Por outro lado, a moeda nacional mais fraca provoca aumento dos custos de importação de matéria-prima. Insumos e equipamentos impactam negativamente todos os setores da economia de forma mais direta ou indireta. Nós mesmos estávamos com um plano de investir em equipamentos de pesquisa, a grande maioria importada, e tivemos que postergar tais investimentos”, considera o consultor. Na análise de Willy, mesmo os empresários brasileiros, em função de efeitos econômicos internos e a dificuldade de importar outras matérias-primas e equipamentos, enfrentam dificuldades no quesito comercialização.

Observador atento do atual panorama da indústria, o professor da Universidade Santa Cecília aponta dois aspectos que explicam as dificuldades produtivas de um fabricante de equipamentos industriais – consumidor de aço por excelência. Primeiro – este fabricante encontra maiores dificuldades de vender seus produtos em função das atuais condições econômicas. Segundo: o seu processo de fabricação necessita, muitas vezes, de componentes importados, cujo custo de importação aumentou muito com a atual cotação. “Os possíveis fornecedores locais ainda não estão capacitados ou não tem um custo similar ao anterior aos importados antes da mudança da cotação”, lembra.

Willy é pessimista quanto à situação delicada do setor, mas prevê alguma recuperação em 2016: “Considerando um possível cenário da evolução econômica nacional e a continuidade do cenário externo, com a manutenção do preço das commodities e do crescimento dos mercados emergentes (especialmente a China), acredito que, nos primeiros meses de 2016, ainda tenhamos uma demanda mais fraca em comparação ao ano anterior, mas a situação deve melhorar nas comparações mês a mês ao longo de 2016”.

Para o especialista, sobretudo no segundo e terceiro trimestre, a demanda nos setores primários deve acelerar, inclusive para o caso do aço. Contudo, na sua ótica, tudo irá depender de uma evolução do cenário interno, que deve ocorrer ainda no primeiro semestre. Fora isso, projeções mais precisas são muito difíceis para serem feitas agora.

Willy destaca que empresas que fazem ajustes, otimizam a sua capacidade produtiva, a geração e incorporação de inovações atravessarão, claro, um período turbulento. Por outro lado, também conseguirão saírem bastante fortalecidas da atual situação.

Este pode ser o caso, por exemplo, da Icon Máquinas e Equipamentos, que conseguiu fechar 2015 com investimentos em tecnologia e apresentou mais uma solução para a sua linha de equipamentos pesados. Para se ter uma ideia, a empresa, com sede em Criciúma, concluiu recentemente a fabricação de um Rotor para britador de impacto com processo fabril de alta complexidade.

A complexidade de produção desta peça demandou adequada qualificação dos soldadores e da indústria. Os técnicos passaram por treinamentos, que certificaram o trabalho e foram acompanhados e inspecionados durante o processo produtivo. “A Icon possui profissionais que realizam inspeções qualificadas para o processo de soldagem que contemplam qualquer requisito de qualidade de todos os nossos clientes”, pontua o supervisor de produção, Marinelson Machado. Na busca por qualificação e aprimoramento, as empresas do grupo Icon estão em processo de certificação também nas normas de qualidade da ISO 9001.

Willy ressalta sua tese de fortalecimento dos profissionais: “Este é um momento para se investir em formação e capacitação da mão de obra. Se atualmente há um desaquecimento das atividades industriais e no emprego, quando ambos retornarem, os mais se e/ou os mais capacitados serão os primeiros a se destacarem e obterem melhores posições no mercado”, opina. Na Europa e Estados Unidos, as empresas adotaram há tempos o processo de implantação do Sistema de Gestão da Qualidade. No Brasil, infelizmente, as iniciativas são tímidas nesta área.

Demanda por equipamentos na agricultura poderá crescer

O setor agrícola pode manter a indústria do aço razoavelmente aquecida? É verdade que os crescentes investimentos feitos no agronegócio geram resultados diretos, traduzidos pelos anúncios de safras recordes. É um setor que também manteve-se protegido ante a crise econômica. O consultor Willy Ank de Morais destaca três condições fundamentais por meio das quais ocorrerá, em sua opinião, manutenção – com eventuais flutuações sazonais – de tendência de aumento, em médio e longo prazo, no consumo de equipamentos agrícolas.

1. Adaptação dos equipamentos existentes (curto prazo)

Esta é uma demanda que só tende a crescer, pois dificilmente as áreas de plantio diminuirão, a não ser em casos específicos e regionalizados. Naturalmente, os equipamentos agrícolas são empregados em condições mais severas em relação aos demais tipos de maquinário industrial ou rodoviário. O fato induz a uma maior necessidade de manutenção e renovação de equipamentos.

2. Compra de novos equipamentos para as áreas de plantio já existentes (de curto a médio prazo)

A quebra e o surgimento de novos equipamentos, assim como os ganhos em produtividade pelo uso de novas tecnologias (preparação de terra, sementes, irrigação, etc.) demandam mais investimentos em mecanização. Este é um tipo de crescimento interessante, pois muitas vezes requer que a indústria nacional inove para atender as demandas. Infelizmente é também um crescimento mais sensível às turbulências do mercado, pois neste caso é possível recuperar ou adaptar os equipamentos existentes, atendendo total ou parcialmente tais demandas. No caso do atendimento parcial, este é tipicamente compensado pelo maior número de horas de trabalho no campo.

3. Aquisição de novos equipamentos pela expansão das áreas de plantio (de médio a longo prazo)

Esta é a condição que exibe impacto na demanda por novos equipamentos. Com novas áreas de plantio surgindo, torna-se necessário o uso de equipamentos que, obviamente, não existiam. Apesar de ser possível deslocar maquinário já usado das áreas anteriores para outras novas, otimizando o seu uso, as grandes distâncias e as grandes áreas envolvidas geralmente não viabilizam este tipo de operação, pelo ao menos em longo prazo. Por isso, cada hectare a mais de terra empregada para fins agrícolas vai impactar no uso de novos equipamentos agrícolas, sejam implementos, tratores, colheitadeiras, caminhões ou caminhonetes.

Neste sentido, o Brasil possui enorme potencial de crescimento, pois existem enormes faixas do Cerrado brasileiro que se encontram esgotadas pelo uso anterior com pasto. Estima-se: o total destas áreas é o equivalente à atual empregada na agricultura hoje. Assim, um dos grandes focos de atuação nas próximas décadas está na recuperação das enormes extensões de terra degradadas.

Fabricação de tubos e microtubos de ligas metálicas laminadas e soldadas de ultraprecisão

Parte 2

continuação

Os seguintes materiais podem ser processados:

Fabricação de tubos e microtubos de ligas metálicas laminadas e soldadas de ultraprecisão5. Desenho em linha

Existem duas razões para a integração de uma ou mais etapas de desenho na linha de tubo:

Produção de um intervalo específico de dimensões de tubo final em uma bancada comum de laminação

Preparação (transmissão) de um grau preciso e concreto de comprimento excessivo do tubo (comprimento adicional) durante a produção na fabricação de cabos OPGW e FIST

O processo de desenho determina exigências sobre o processo de laminação e a qualidade de da costura da solda:

• diferencial de altura da borda da fita

• alto fator de solda

• o mínimo possível de transformações estruturais em materiais base, matérias-primas impactadas e solda

• estresse e tensão transmitida inerente (menor quantidade) negligenciável

• nenhuma (mínimo de) tensão e estresse inerentes transmitidos

• sem queda de solda

Fabricação de tubos e microtubos de ligas metálicas laminadas e soldadas de ultraprecisãoUma costura de solda sem queda de solda permite o uso externamente enquanto o desenho ativo acaba (em oposição ao plug sink).

Isto muito facilita o processo de desenho e aumenta a estabilidade do processo em geral.

Esses requisitos enfatizam a necessidade absoluta de utilizar e observar os processos descritos acima.

6. Recozimento em linha

A opção de recozimento em linha serve ao propósito de alcançar uma estrutura de grãos homogêneos e redução de tensões e estresse internos. Ela é conduzida em um forno contínuo (forno de recozimento) com um gás de proteção.

7. Limpeza de superfície

Desenho em linha: O lubrificante do desenho deve ser removido da superfície do tubo.

Recozimento em linha: A contaminação de superfície (partículas de sujeira da poluição) gerada durante o ciclo de recozimento e refrigeração subsequente deve ser removida.

Em ambos os casos, uma combinação de limpeza mecânica e química é implantada.

Fabricação de tubos e microtubos de ligas metálicas laminadas e soldadas de ultraprecisão8. Vigilância e monitoramento da qualidade em linha

A qualidade e integridade da costura de solda real são monitoradas por meio de um Observador de Fendas Internas (ICO) imediatamente após a estação de solda da bancada de formação. Opcionalmente, este monitoramento pode ser repetido após os processos do desenho e/ou recozimento.

Os erros de solda e defeitos de um tamanho mínimo de x,xx mm à velocidade máxima da linha de y m min-1 são detectados.

9. Enrolamento

Os canos e tubos fabricados neste processo estão sujeitos igualmente aos altos e elevados requisitos de qualidade do enrolamento, particularmente em termos de tensão de vento, controle de tensão do alargador cônico (o menos possível com o mais alto nível de tensão mesmo) e o spool de tubo.

Opcionalmente, o tambor (bobinadores de spool) e bobinadores de tubo largo de aço são usados.

10. Controles em linha

Uma interação precisa, bem afinada e segura com todos os elementos de controle de tensão dentro da linha geral é fundamental para assegurando que todas as etapas individuais up (anterior) e down (posterior) do fluxo (stream) estejam ligadas a um processo de fabricação complexo e completo e para justificar a garantia total da qualidade e a estabilidade de processo para linha de produção “linha em linha para tubo acabado”.

 

AUTOMAÇÃO DA SOLDAGEM TIPO “STOP AND GO”

Fabricação de tubos e microtubos de ligas metálicas laminadas e soldadas de ultraprecisãoT.H.E. MACHINES apresenta uma exclusive automação de soldagem tipo STOP AND GO incorporada diretamente nas linhas de soldagem LSL Laser. O sistema foi inicialmente desenvolvido para produzir cabos para águas profundas (deep sea) em comprimento que exceda 100 km sem interrupção de costura de cabo. Isso não era possível até agora porque as máquinas blindadas usadas neste processo para aplicar o fio de reforço nas bobinas tinham que ser recarregadas frequentemente, necessitando de uma parada de linha e interrupção da solda.

Com esta automação STOP AND GO, é possível parar a linha e continuar o processo de soldagem, já que a linha é reiniciada após o carregamento, isto sem perda de qualidade de solda. Uma vez que não há interrupção, é possível produzir um comprimento de cabo acima de 250 km sem emendas.

Um cabo típico, composto pelo núcleo interno na forma de tubo largo de aço com fibras e bloqueio para água, é blindado com fios de aço. Sobre os fios de aço, é aplicado um tubo de cobre, soldado longitudinalmente. O processo de formação e soldagem deste tubo de cobre é interrompido para o carregamento da máquina de blindagem e reiniciado após a linha ser colocada em funcionamento novamente.

A limitação atual para o comprimento de um cabo sem interrupção está sujeita à largura da fibra que é, normalmente, de cerca de 100 km.

T.H.E. MACHINES é atualmente capaz de produzir elementos de tubos largos de aço usados em cabos para águas profundas com elevada contagem de fibras em qualquer comprimento sem interrupção.

Fabricação de tubos e microtubos de ligas metálicas laminadas e soldadas de ultraprecisãoA figura abaixo mostra uma típica máquina de soldagem T.H.E. MACHINES tipo LSL 012 FO.

Para maiores informações, entre em contato conosco no

e-mail info@the-machines.ch.

Em busca de alternativas contra crise

Não é segredo que a economia do país passa por um momento difícil. Mas não dá pra ficar parado esperando que um milagre aconteça. É preciso produzir e muitas empresas têm buscado alternativas para continuar a criar riquezas para o país. Um dos setores que tem chamado atenção é o de energia alternativa.

Em busca de alternativas contra criseUm dos destaques é a energia eólica que segundo estimativas da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a cadeia produtiva do setor deve gerar cerca de 50 mil empregos somente neste ano, que se somarão aos mais de 40 mil gerados no ano passado. Nada mau para um país onde a previsão para 2016 é de uma taxa de desemprego já na casa dos dois dígitos: além de diversificar a reforçar a matriz energética do Brasil, a energia eólica também começa a se tornar uma grande geradora de empregos.

E, ainda de acordo com a entidade, com as projeções apontando para a continuidade da expansão desse segmento de produção de energia, a criação de novos postos de trabalho em atividades diretas e indiretas deve ser constante ao longo dos próximos anos, de modo a acompanhar essa expansão.

“O setor cresceu 32% no ano passado em comparação com 2014, e em 2016 deve crescer uns 40% diante de 2015”, afirma a presidente da Abeeólica, Elbia Gannoum. Ela diz que o setor necessita de mão de obra para todas as áreas, desde operários de fábrica até gestores com alta qualificação acadêmica.

Na área industrial, o crescimento do número de empregos deve-se principalmente à tradicional política de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), hoje bastante criticada pelos defensores mais radicais do livre mercado, mas que – e isso é inegável – vem sendo o verdadeiro “motor” do segmento eólico com a sua exigência de percentuais mínimos de conteúdo local na produção de componentes como condição básica dos financiamentos.

Aço

O BNDES exige, para liberar as suas linhas de crédito para as empresas do setor, que as torres eólicas produzidas no Brasil contenham pelo menos 70% das chapas de aço ou concreto armado de procedência nacional.

Além disso, a entidade financeira também exige a fabricação das pás dentro do país – em unidade própria ou de terceiros -, a montagem da nacelle (parte principal do aerogerador) igualmente em unidade própria e a montagem do cubo (peça que envolve a nacelle) também no Brasil, com o uso de fundidos de origem nacional. Os fabricantes têm de atender pelo menos três dessas quatro exigências para terem direito ao crédito. Essas exigências, estabelecidas em dezembro de 2012, foram aplicadas gradativamente, permitindo que as empresas do setor tivessem tempo para se adaptar.

Segundo a Abimaq, o setor de equipamentos eólicos está conseguindo se expandir com boas taxas de lucratividade. E a capacidade de geração de energia eólica no Brasil já é de 8,7 mil MW, fornecidos por 349 usinas, instaladas na maioria na região Nordeste.

Segundo estimativas da Abeeolica, cada família que arrenda suas terras para a instalação de aerogeradores ganha cerca de R$ 2,3 mil por mês. No ano passado, foram pagos cerca de R$ 5,5 milhões por mês em arrendamentos. Os parques instalados atualmente possuem 87,5 mil ha arrendados e 3% destas áreas são ocupadas com os equipamentos eólicos. O restante pode ser utilizado para agricultura, pecuária e piscicultura, entre outras atividades microeconômicas.

Alternativa

Algumas empresas estão de olho no setor como forma de fornecer serviços e produtos. Uma delas é a Brafer, que tem experiência na fabricação de estruturas metálicas, e fez uma aliança estratégica com o Grupo Clavijo, companhia espanhola considerada uma das maiores corporações globais no setor de energia solar. O objetivo da aliança é fornecer seguidores solares (trackers) completos e, opcionalmente, a sua montagem em campo, para a geração de energia fotovoltaica.a entre Brafer e Grupo Clavijo oferece a mais recente tecnologia de energia solar no país

O objetivo da parceria é aproveitar os mais de 2,5 GW de geração fotovoltaica a serem implantados no Brasil durante os próximos três anos. Segundo o vice-presidente da Brafer, Luiz Carlos Caggiano, esse acordo permitirá que sejam realizados projetos fotovoltaicos no país. Afinal, o Brasil hoje conta com mais de 2,5 GW de projetos de energia solar fotovoltaica para serem instalados durante os próximos três anos. “Nosso principal objetivo é oferecer primeiramente ao território nacional tais estruturas, visando atender as demandas deste mercado, e, principalmente, a dos vencedores dos leilões ANEEL/LER (Leilões de Energia de Reserva), realizados em 2014 e 2015”, explica Caggiano.

Porém, o alcance também irá além das fronteiras do Brasil. O contrato, já assinado pelas empresas, visa atender tanto as demandas do mercado nacional quanto da América do Sul. “Com a expertise de ambas as empresas, será possível colocar em prática todo o projeto, oferecendo preços competitivos e a tecnologia mais avançada do segmento”, conclui Caggiano.

A Clavijo fabricará e fornecerá os componentes de movimentação e controles (PLC) na Espanha. O responsável pela área na Brafer, engenheiro Rubens Amaral, lembra que somente estes componentes serão importados pela Brafer e serão incorporados aos componentes nacionais, deixando o produto final com índice de nacionalização acima de 80%. “A Brafer fabricará e galvanizará, em sua própria planta de galvanização, os componentes da estrutura e fornecerá o conjunto completo aos clientes. Opcionalmente, também poderá oferecer a execução das fundações, montagem das estruturas e a fixação dos módulos (placas). Além disso, a parceria oferece estruturas fixas monoposte ou biposte aos projetos de geração de energia fotovoltaica”, conclui Amaral.

Mercado livre: a hora é agora

Depois de registrarem aumentos da ordem de 50% em 2015, as tarifas de energia elétrica devem continuar tendo altas substancialmente superiores à inflação nos próximos anos. Os aumentos expressivos, que têm sido verificados desde 2013, devem-se a diversos passivos do setor, como os custos de concessionárias de distribuição com exposição involuntária ao mercado de curto prazo de energia, à valorização do dólar (que impacta principalmente as tarifas das distribuidoras que compram energia de Itaipu) e ao aumento dos encargos setoriais.

Mercado livre:  a hora é agoraPara a cadeia produtiva da metalurgia, o aumento dos custos de insumos primordiais para a produção, como a energia, tem impacto direto nas operações. Combinada com os desafios relativos à crise econômica, essa situação contribui para o acirramento dos problemas do setor, fortemente impactado pela redução da demanda interna e pela crise global das commodities.

Os dados do mercado de trabalho retratam bem essa situação. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), no primeiro semestre deste ano a indústria metalúrgica poderá demitir até 30 mil funcionários, acompanhando uma queda que vem se agravando desde 2014, ano em que apenas indústria do aço – um dos segmentos mais fortes da metalurgia – demitiu mais de 10 mil empregados. Por trás dos números, situações como a da Usiminas que, no final do ano passado, anunciou a paralisação gradual de toda a produção de aço em Cubatão. A situação se repete Brasil afora, como pode ser percebido pelo balanço anual do número de funcionários das principais indústrias metalúrgicas de Caxias do Sul. Conforme detalhado no gráfico a seguir, a quantidade de profissionais contratados na região caiu de 54 mil no início de 2012 para 36,9 mil no final do ano passado.

Embora a produção nacional venha diminuindo significativamente, o aço segue como uma das principais matérias-primas de processos automotivos, na construção civil e em muitos outros setores. Porém, o aço que alimenta esses mercados agora é importado da China. Conforme tem sido noticiado pela imprensa, há 10 anos, apenas 1,3% do aço utilizado no Brasil era importado do país asiático, hoje esse número ultrapassa 50%.

Evidentemente que o custo elevado da energia não explica, sozinho, essa situação difícil enfrentada hoje pela indústria. A busca de alternativas mais competitivas pode, de qualquer forma, servir como um alento para as empresas que ainda têm algum folego. A migração para o mercado livre de energia por empresas que ainda encontram-se ligadas apenas à distribuidora de sua região é uma opção para reduzir custos, evitando reajustes ainda mais pesados sobre seus orçamentos.

Mercado livre:  a hora é agoraDe acordo com informações da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), os consumidores que migram para o mercado livre verificam uma redução média de 22% nos seus gastos com energia. Essa redução está associada principalmente às diferenças nas condições de contratação do insumo entre distribuidoras e comercializadoras. Outra diferença relevante é que, no ambiente de livre contratação, as indústrias podem contar com gestão dedicada da energia, de modo a garantir as condições mais adequadas para o seu negócio e melhores condições de previsibilidade dos gastos. A redução com os gastos de energia pode ser ainda maior, por meio de uma estratégia de gestão de compra de energia, considerando aspectos como as melhores negociações em termos de preços, prazos e volume, entre outras variáveis.

Atualmente, o mercado livre representa 24,5% do mercado nacional de energia, tendo registrado um consumo de 14.342 MW em 2015. Existe espaço, no entanto, para montante muito mais significativo: segundo a Abraceel, aproximadamente 14 mil consumidores têm condições legais de migrar para o ambiente livre, o que poderia elevar sua representatividade para 46% do mercado.

Importante observar, ao mesmo tempo, que as empresas participantes também se beneficiam indiretamente das reduções de tarifas – caso o ganho no Ambiente de Contratação Livre (ACL) de energia não seja satisfatório, o consumidor tem a liberdade de solicitar seu regresso ao mercado regulado. Mas, diante da perspectiva de as tarifas de energia seguirem em alta, certamente observaremos cada vez mais empresas tomando a direção contrária, aproveitando o mercado livre como alternativa para ajudar na recuperação de setores industriais como o da metalurgia.

* João Carlos Mello é presidente da Thymos Energia