quinta-feira, maio 21, 2026
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Produção de aço bruto em abril de 2025

Fonte: WordSteel: https://worldsteel.org/media/press-releases/2025/april-2025-crude-steel-production/

A produção mundial de aço bruto dos 69 países que reportaram à Associação Mundial do Aço (worldsteel) foi de 155,7 milhões de toneladas (Mt) em abril de 2025, uma queda de 0,3% em comparação a abril de 2024.

Produção de aço bruto por região

A África produziu 1,9 Mt em abril de 2025, um aumento de 6,3% em relação a abril de 2024. A Ásia e a Oceania produziram 115,0 Mt, um aumento de 0,1%. A UE (27) produziu 11,1 Mt, uma queda de 2,6%. A Europa e Outros países produziram 3,4 Mt, uma queda de 0,5%. O Oriente Médio produziu 5,2 Mt, um aumento de 2,2%. A América do Norte produziu 9,0 Mt, um aumento de 0,2%. A Rússia e outros países da CEI + Ucrânia produziram 6,9 Mt, uma queda de 4,4%. A América do Sul produziu 3,3 Mt, uma queda de 2,4%.

Tabela 1. Produção de aço bruto por região

Os 69 países incluídos nesta tabela foram responsáveis ​​por aproximadamente 98% da produção mundial total de aço bruto em 2024.

Regiões e países abrangidos pela tabela:

  • África: Argélia, Egito, Líbia, Marrocos, África do Sul, Tunísia
  • Ásia e Oceania: Austrália, China, Índia, Japão, Mongólia, Nova Zelândia, Paquistão, Coreia do Sul, Taiwan (China), Tailândia, Vietnã
  • União Europeia (27): Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, República Checa, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia
  • Europa, Outros: Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia, Reino Unido
  • Oriente Médio: Bahrein, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iêmen
  • América do Norte:  Canadá, Cuba, El Salvador, Guatemala, México, Estados Unidos
  • Rússia e outros países da CEI + Ucrânia: Cazaquistão, Rússia, Ucrânia
  • América do Sul:  Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela

Os 10 principais países produtores de aço

A China produziu 86,0 Mt em abril de 2025, o mesmo que em abril de 2024. A Índia produziu 12,9 Mt, um aumento de 5,6%. O Japão produziu 6,6 Mt, uma queda de 6,4%. Os Estados Unidos produziram 6,6 Mt, uma queda de 0,3%. Estima-se que a Rússia tenha produzido 5,8 Mt, uma queda de 5,1%. A Coreia do Sul produziu 5,0 Mt, uma queda de 2,5%. A Turquia produziu 3,0 Mt, um aumento de 7,0%. A Alemanha produziu 3,0 Mt, uma queda de 10,1%. O Brasil produziu 2,6 Mt, uma queda de 3,1%. O Irã produziu 3,3 Mt, um aumento de 4,6%.

Tabela 2. Os 10 principais países produtores de aço

Notas para os editores:

  • A Associação Mundial do Aço (worldsteel) é uma das maiores e mais dinâmicas associações industriais do mundo, com membros em todos os principais países produtores de aço. A worldsteel representa produtores de aço, associações nacionais e regionais da indústria siderúrgica e institutos de pesquisa do setor. Seus membros representam cerca de 85% da produção global de aço.
  • A worldsteel disponibiliza gratuitamente um conjunto limitado de dados através do Steel Data Viewer. Uma assinatura com acesso aos dados de produção de ferro e aço bruto de todos os outros países está disponível por € 1.545 na livraria worldsteel . Esta assinatura inclui acesso a 20 anos de dados do Steel Statistical Yearbook . Em caso de dúvidas, entre em contato com subscribers@worldsteel.org .
  • Informações sobre capacidade podem ser encontradas no  site da OCDE .

Vallourec conquista novo contrato para fornecimento de dutos de condução no offshore do campo de Búzios

A Vallourec, líder mundial em soluções tubulares premium sem costura, firmou um novo contrato com a Allseas para fornecer tubos de condução para o projeto offshore Búzios 10, localizado no campo de Búzios e operado pela Petrobras. O contrato representa cerca de 18 mil toneladas de tubos de condução de aço carbono premium sem costura para risers e flowlines. O acordo prevê um escopo opcional de quase 5 mil toneladas.

Localizado na costa do Rio de Janeiro, Búzios é um dos maiores campos de águas profundas do mundo e é onde está uma parte significativa das operações da empresa petrolífera brasileira. A produção no campo deve aumentar substancialmente, já que cinco unidades adicionais de produção estão previstas para iniciar operações até 2028.

O contrato também inclui a solução Pipe Navigator da Vallourec, um portal digital centralizado que oferece acesso instantâneo à documentos, dados e análises referentes aos tubos fornecidos no contrato. Toda a produção será realizada em nossa unidade ultramoderna localizada em Jeceaba (Minas Gerais), garantindo alto conteúdo local e uma pegada de carbono reduzida.

Philippe Guillemot, Presidente do Conselho e CEO da Vallourec, declarou: “Esse contrato reforça nosso posicionamento estratégico no Brasil, um de nossos principais mercados para projetos offshore complexos, e é mais uma demonstração da nossa capacidade de fornecer soluções tubulares premium com fabricação totalmente brasileira. O acordo também valida a estratégia de investimento implementada ao longo dos últimos três anos para aprimorar nosso desempenho industrial e atender aos requisitos mais exigentes de nossos clientes.”

Sobre a Vallourec – A Vallourec está entre os líderes mundiais em soluções tubulares premium para os mercados de energia e para aplicações industriais exigentes, como poços de petróleo e gás, nas condições mais adversas; usinas de energia de nova geração; projetos arquitetônicos desafiadores; e equipamentos mecânicos de alto desempenho. O espírito pioneiro e a pesquisa e desenvolvimento de ponta da Vallourec abrem novas fronteiras tecnológicas. Com cerca de 16 mil empregados dedicados e motivados em mais de 20 países, a Vallourec trabalha lado a lado com seus clientes para oferecer mais do que apenas tubos: oferece soluções tubulares inovadoras, seguras, competitivas e inteligentes para tornar cada projeto possível.

No Brasil, a Vallourec possui sete unidades. Em Minas Gerais, as unidades Barreiro e Jeceaba são focadas na produção de tubos de aço sem costura; a unidade Florestal é responsável pela produção do carvão vegetal que abastece o Alto-Forno das unidades produtoras de tubos; e a unidade Mineração supre as necessidades de abastecimento internas de minério de ferro.

A empresa conta, ainda, com uma unidade de Negócios no estado, provedora de serviços administrativos. Com linhas de produção em Minas Gerais e em São Paulo, a Vallourec Tubos para Indústria (VTI) fornece tubos de aço com e sem costura e soluções tubulares para a indústria em geral, especialmente para os mercados automotivo, de energia, máquinas e equipamentos industriais. No Rio de Janeiro, a Vallourec Tubular Solutions (VTS) presta serviços especializados para o setor de óleo e gás. E, no Espírito Santo, fornece serviços de revestimento anticorrosivo.

Sistema de extração de fumos de soldagem, qual é o melhor?

Embora a soldagem seja uma atividade que trouxe progresso para a humanidade, pois permite unir peças de metal para criar estruturas complexas e resistentes, também é um processo que, devido aos gases e vapores envolvidos, pode causar danos ao ser humano. Por esse motivo, em muitos locais onde a soldagem é um processo contínuo, é necessário um sistema de extração de fumaça.

Em alguns países, existem regulamentos muito rígidos em relação ao gerenciamento de fumos de soldagem. Em outros, nem tanto. Portanto, não é uma boa ideia confiar apenas em padrões para definir como os fumos de soldagem devem ser manuseados em nossa oficina. Por outro lado, cuidar do bem-estar dos operadores com a instalação de um sistema de extração de fumos de soldagem deve ser uma decisão empresarial.

O que é um sistema de extração de fumos de soldagem?

Como o próprio nome sugere, um sistema de extração de fumos de soldagem é um dispositivo que capta o ar contaminado e o filtra, coletando os compostos perigosos, para evitar que os operadores o respirem.

O sistema geralmente é projetado para capturar e remover fumaça de soldagem e fumaça na fonte. Isso é feito com o uso de exaustores, exaustores ou pistolas de fumaça que são colocados diretamente acima ou perto da operação de soldagem. O sistema então extrai os vapores e a fumaça por meio de uma rede de dutos e filtra o ar antes de ser liberado de volta ao ambiente. Esses sistemas podem ser portáteis, móveis ou estacionários.

Um sistema portátil de extração de fumaça de soldagem é um pequeno dispositivo que pode ser carregado com uma alça e geralmente pode ser encontrado na garagem de um hobby. Um sistema móvel de extração de fumos de soldagem é um dispositivo leve que pode ser usado por períodos de tempo em soldagem casual. Algumas marcas fabricam sistemas móveis de extração de fumaça de soldagem com recursos poderosos que podem ser usados ​​para trabalhos médios. Um sistema estacionário de extração de fumos de soldagem é um dispositivo de serviço pesado que requer instalação em uma parede ou coluna e possui um ou mais braços para capturar o ar. Vamos explicar todos eles em detalhes mais adiante neste artigo.

A soldagem não é a única atividade industrial que produz fumos tóxicos, por isso a necessidade de sistemas de extração é compartilhada com outras indústrias. Como a soldagem é uma de nossas áreas de especialização, focaremos nossa explicação na necessidade de sistemas de extração de fumaça de soldagem.

Algumas empresas instalaram ventilação de diluição, que é um sistema que visa reduzir a concentração de poluição no ar, introduzindo ar fresco em níveis de exposição aceitáveis. Embora seja uma forma de reduzir os riscos de fumaça, não é bem um sistema de exaustão, pois o ar não é totalmente exaurido da área de trabalho, mas sim misturado com ar limpo. Portanto, o sistema de ventilação de diluição não faria parte do escopo deste artigo.

Porque o que são necessários

A principal razão pela qual um sistema de extração de fumos de soldagem é necessário é proteger a saúde dos operadores. Os vapores de soldagem podem causar danos à saúde a curto e longo prazo. Danos à saúde a curto prazo que podem ocorrer incluem febre de fumaça de metal que pode ser tratada e o operador pode retornar ao trabalho em poucos dias, evitando a exposição a metais nocivos a partir de então.

No entanto, a exposição contínua a vapores de soldagem pode causar problemas neurológicos e respiratórios, doenças cardíacas e até mesmo câncer. Isso vem dos gases e vapores gerados pela soldagem. Gases e fumos não são os mesmos, mas ambos são perigosos para os humanos.

Todo processo de soldagem requer gases como dióxido de carbono, ozônio, argônio e óxido de nitrogênio, entre outros. Os fumos de soldagem são formados quando o metal é fundido e seus vapores se condensam em partículas sólidas muito pequenas. Por exemplo, os vapores da soldagem de aço inoxidável contêm partes de ferro, níquel e cromo.

Nos Estados Unidos existem 2 organizações que regulam a segurança no local de trabalho. Um é o OSHA (Administração de Segurança e Saúde Ocupacional). Eles definiram limites de exposição permissíveis (PEL) que podem ser alcançados por meio de sistemas de extração de fumaça. o outro é o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (NIOSH), que na verdade é um ramo do CDC. Outras organizações que lidam com essa importante questão são o Canadian Centre for Occupational Health and Safety – CCOHS (CAN) e o Health and Safety Executive – HSE (Reino Unido).

Agora, você precisa proteger não apenas os operadores, mas também toda a sua empresa dos fumos de soldagem. Para entender melhor isso, você precisa ter uma visão geral dos sistemas de extração de fumaça de soldagem.

A visão geral dos sistemas de extração de fumaça de soldagem

O pessoal diretamente envolvido na soldagem geralmente é cuidadosamente protegido dos vapores. É uma boa medida e nós encorajamos você a continuar fazendo isso.

Agora, no mesmo prédio, mais pessoas podem trabalhar. Provavelmente alguns deles são os que fornecem consumíveis aos operadores de soldagem, ou conduzem os robôs, supervisores ou mesmo funcionários de escritório que precisam realizar atividades no chão de fábrica de soldagem. Nenhum deles pode estar devidamente protegido dos fumos de soldagem, mas ainda assim estão expostos.

Em tais circunstâncias, pode ser útil estabelecer algum sistema de extração de fumos de soldagem para toda a área de trabalho ou pelo menos para a área de soldagem dentro do chão de fábrica. Obviamente, a necessidade de um sistema de extração de fumaça de soldagem estacionário ou móvel depende de sua área de trabalho específica. Levar em consideração a saúde de todos os seus funcionários e as leis que você deve cumprir o ajudará a reter funcionários, melhorar a eficiência (menos dias de doença) e evitar multas.

Para uma empresa socialmente responsável, o número de baixas por doença ou a compensação a pagar a um trabalhador não são o principal motivo para a instalação de um sistema de extração de fumos de soldadura. A ideia é evitar problemas de saúde e manter a segurança de todos.

Além disso, se um sistema de extração de fumaça de soldagem móvel ou estacionário estiver instalado, este é um modelo para os planos de produção de longo prazo da empresa. Portanto, ver o quadro geral disso pode ajudá-lo a tomar uma boa decisão e dar os primeiros passos para alcançá-lo. Vamos agora descrever sistemas estacionários e móveis de extração de fumos de soldagem, com vantagens e desvantagens.

Sistema estacionário de extração de fumaça de soldagem

Um sistema estacionário de extração de fumos de soldagem é um dispositivo montado na parede que pode ter um ou mais braços flexíveis para capturar o ar contaminado diretamente na fonte. Quando a soldagem robótica é aplicada, não é necessário mover o braço de decapagem. Normalmente é definido de 6 a 18 polegadas do ponto de solda, dependendo da capacidade do sistema de exaustão. A maioria deles tem filtros reutilizáveis ​​para economizar custos.

A maioria dos sistemas estacionários de extração de fumos de soldagem tem uma área de cerca de 15 polegadas para capturar o ar contaminado. Se o feixe de solda for mais longo do que isso, alguns dos fumos podem circular livremente pelo ambiente. Nesses casos, é bom verificar se o feixe de solda deve ser mais curto, para garantir que todo o ar contaminado seja removido.

Em muitas oficinas, esses sistemas estacionários de extração de fumaça de soldagem são instalados perto da área onde os soldadores executam seus projetos. Quando a soldagem manual é aplicada, o braço flexível pode ser movido para capturar imediatamente o ar contaminado. Quanto mais próximos estiverem do ponto de solda, melhor.

Mais adiante neste artigo, apresentaremos a você um sistema estacionário de extração de fumaça de soldagem de alta qualidade da Miller.

Vantagens do sistema estacionário de extração de fumos de soldagem

As principais vantagens dos sistemas estacionários de extração de fumos de soldagem são:

  • Eles são geralmente o sistema de extração de fumaça mais poderoso disponível
  • Eles podem ser configurados para lidar com vários braços e atender vários operadores ao mesmo tempo.
  • Eles são ideais para operações de soldagem contínua.
  • Eles não ocupam espaço no chão

Desvantagens do sistema estacionário de extração de fumos de soldagem

Apesar dos benefícios de um sistema estacionário, ainda existem algumas desvantagens a serem consideradas:

  • Eles não são portáteis ou móveis.
  • Eles são caros
  • Eles devem ser instalados por especialistas.
  • Eles estão limitados a uma área específica no local de trabalho.

Sistema móvel de extração de fumaça de soldagem

Continuando com a descrição dos sistemas de extração de fumos de soldagem, é hora de falar sobre dispositivos móveis. São sistemas leves que possuem rodas e vêm com um braço para captar o ar poluído. Eles devem ser usados ​​por um único operador. Dependendo do fabricante, eles podem ser considerados para serviços leves ou médios. A maioria deles tem filtros reutilizáveis ​​para economizar custos.

Dispositivos móveis são uma coisa e laptops são outra. Para explicar melhor esse conceito, você pode imaginar um aspirador de pó. Eles vêm em diferentes tamanhos e formas. Você os tem em tamanho industrial (que são para limpar áreas de tráfego intenso), tamanho normal (para limpar uma casa) e tamanho pequeno (que funcionam com bateria e são ideais para limpar carros). Você nunca tentará limpar uma área de tráfego intenso ou mesmo uma casa de tamanho pequeno.

Na mesma linha, um sistema portátil de extração de fumaça de soldagem pode ser uma boa ideia para um hobby que só solda de vez em quando e só precisa evitar fumaça nessas raras ocasiões. Mas se a soldagem faz parte do seu trabalho, pelo menos até certo ponto, o menor equipamento que você deve obter é um sistema móvel de extração de fumaça de soldagem.

Vantagens do sistema móvel de extração de fumos de soldagem

Os sistemas móveis de extração de fumos de soldagem são ideais por vários motivos diferentes, incluindo:

  • Eles podem ser usados ​​em diferentes lugares na área de trabalho e em outros locais devido à sua mobilidade
  • Eles são menos caros do que os sistemas estacionários.
  • Eles são fáceis de usar e não requerem instalação.
  • Eles são ideais para áreas confinadas ou de difícil acesso.

Desvantagens do sistema móvel de extração de fumos de soldagem

Apesar dos benefícios de um sistema móvel, ainda existem algumas desvantagens a serem consideradas:

  • Eles só podem ser usados ​​por um operador por vez.
  • Eles têm uma capacidade limitada, menor que os sistemas estacionários
  • Eles não devem ser usados ​​para soldagem robótica.
  • Eles podem se desgastar mais facilmente do que os sistemas estacionários, devido ao manuseio e realocação

Como definir o que é ideal para sua planta

Definir que você precisa de um sistema de extração de fumaça não é difícil. Se você solda, obviamente precisa de um dispositivo de extração de fumaça. O difícil é definir qual é o ideal para sua oficina.

A eficácia do sistema de extração de fumaça dependerá de vários fatores, como o tipo de processo de soldagem, os materiais a serem soldados e o tamanho da área onde a solda está sendo executada. Os fumos produzidos variam de acordo com essas variáveis.

Por exemplo, ele Organização Internacional para Padronização definiu 3 níveis de fumos de soldagem, dependendo dos materiais presentes na solda, como segue:

  • Classe W1: Eficiência de filtragem de pelo menos 95 por cento ou mais. Os filtros desta classe são adequados para aço sem liga ou de baixa liga (baixo teor de níquel e cromo no aço).
  • Classe W2: A eficiência da filtragem deve ser superior a 98 por cento. As ligas de aço a serem soldadas não devem ter mais de 30% de teor de níquel e cromo.
  • Classe W3: A eficiência da filtragem deve ser de 99% ou mais. As ligas de aço soldadas podem ter mais de 30% de teor de níquel e cromo.

Podemos te ajudar a definir qual seria o sistema ideal para você. Algumas das perguntas que qualquer um de nossos especialistas fará a você são as seguintes:

  • Qual o tamanho da oficina?
  • Quanta soldagem é feita?
  • Quantos soldadores existem?
  • Quantos outros funcionários estão na área?
  • Todas as soldas são realizadas na mesma área da oficina?
  • Existe uma célula de soldagem robótica?
  • Quais processos de soldagem estão em uso?
  • Quais metais estão sendo soldados?
  • Quanto espaço no chão e na parede há?
  • As operações de soldagem podem ser realocadas dentro do prédio?

Com suas respostas, uma solução (não apenas um equipamento) será personalizada para suas necessidades específicas. Vamos mostrar-lhe alguns equipamentos para extração de fumos.

Equipamento para sistemas de extracção de fumos de soldadura

Existem muitas opções quando se trata de sistemas de extração de fumaça de soldagem. É seguro dizer que cada fabricante de produtos de soldagem tem algo diferente a oferecer. Isso é bom porque mostra o quanto é importante. Mas também pode ser opressor ao decidir qual caminho seguir.

Depois de obter um sistema de extração de fumos de soldagem

Depois de definir que tipo de sistema de extração de fumaça de soldagem você obterá, é necessário configurá-lo. Se for móvel, basta aproximá-lo do local onde está sendo feita a soldagem e ensinar os operadores a utilizá-lo. Algumas instruções básicas são como identificar quando é hora de limpar os filtros, como fazê-lo e como mover os braços.

Se o sistema for montado na parede, você precisa definir onde ele deve ser instalado e provavelmente fazer alguns ajustes na área de soldagem. Se o sistema tiver vários braços, cada operador deve saber manusear aquele que vai utilizar. Alguém deve se encarregar de limpar ou trocar os filtros sempre que necessário.

Confira o artigo na integra: Sistema de extração de fumos de soldagem, qual é o melhor? – Codinter Brasil

Fonte: Site Infosolda:

Sistema de extração de fumos de soldagem, qual é o melhor?

 

AVB reforça infraestrutura com nova planta de gases do ar no Maranhão

Unidade será 100% alimentada por energia renovável e vai garantir autonomia e crescimento à operação de aço verde, com foco em eficiência e sustentabilidade

A Aço Verde do Brasil (AVB), referência mundial em siderurgia de baixo carbono, está ampliando sua estrutura industrial com a construção de uma nova planta de gases industriais em sua unidade de Açailândia (MA). A iniciativa está voltada a garantir estabilidade e crescimento à empresa. A operação deve ter início no primeiro trimestre de 2026 e a empresa poderá comercializar os gases excedentes.

A nova unidade produzirá oxigênio, nitrogênio e argônio, com alta pureza, abastecendo integralmente os processos internos da empresa. A planta será operada exclusivamente com energia renovável, reforçando o compromisso da AVB com práticas industriais de baixa emissão de gases poluentes. O projeto soma, até o momento, quase R$ 100 milhões em investimentos.

“Vamos utilizar tecnologia de separação criogênica por compressão interna — processo considerado o mais eficiente para a produção de gases industriais de alta pureza, o que reduz perdas energéticas e melhora a eficiência do sistema, garantindo maior confiabilidade e menor impacto ambiental na operação”, explica Ricardo Carvalho, membro do conselho de administração da Aço Verde do Brasil.

Eficiência e autossuficiência no centro da estratégia

Atualmente, cerca de 99% dos gases industriais utilizados pela AVB são empregados na aciaria, especialmente no refino do aço. Com a entrada da ASU-02 em operação, a companhia mais que dobrará sua capacidade de produção, garantindo maior autonomia, inclusive para planos de crescimento na produção do aço verde.

“Esse reforço não se traduz em aumento imediato de produção, mas sim em garantia operacional, mitigando riscos de desabastecimento, reduzindo a dependência externa e criando bases sólidas para eventuais movimentos de crescimento no futuro na nossa produção de aço verde. Esta expansão irá também fomentar a economia circular na AVB, incrementando o potencial de uso metalúrgico de finos de biocarbono, que serão produzidos na nova planta de biochar”, comenta Carvalho.

Cronograma e visão de longo prazo

A obra já alcançou cerca de 60% de execução e a expectativa é concluir até o primeiro trimestre de 2026.

A AVB opera com os menores índices de emissão de carbono do mundo, utilizando biocarbono de florestas plantadas, energia elétrica renovável e combustíveis gerados a partir de gases do processo siderúrgico, além do alto índice de reaproveitamento de seus resíduos.

Histórico de responsabilidade social e eficiência

A infraestrutura de gases da AVB já foi colocada à prova durante a pandemia e a crise de falta de oxigênio medicinal, no início do ano de 2021, principalmente no norte do Brasil. À época, a companhia doou o equivalente a 28 mil cilindros de oxigênio medicinal para o estado do Amazonas e quantidades ainda maiores para o Maranhão.

Com a nova planta, a empresa fortalece ainda mais sua base industrial, garantindo autonomia e continuidade para seguir liderando a produção de aço verde no Brasil.

Sobre a Aço Verde do Brasil  - A Aço Verde do Brasil (AVB), empresa do Grupo Ferroeste, é uma siderúrgica especializada em aços verdes longos, localizada em Açailândia (MA), com mais de 2.700 colaboradores diretos. Sua planta industrial tem capacidade para produzir 730.000 toneladas de aço por ano, atendendo a diversos mercados em todo o Brasil. Entre seus principais produtos estão o fio máquina, os vergalhões CA-50 e CA-60, e o tarugo de aço.  

Aço Verde do Brasil e Instituto AVB beneficiaram milhares de pessoas

A indústria siderúrgica com sede no sul do Maranhão ampliou ações em educação, saúde e cidadania após consolidação do instituto

Mais de 54 mil pessoas foram beneficiadas em 2024 pelas ações do Instituto AVB e da Aço Verde do Brasil, indústria siderúrgica com operação em Açailândia (MA). O número é quatro vezes maior em relação a 2021, quando os projetos sociais da AVB beneficiaram cerca de 10 mil pessoas. Após a consolidação do Instituto, as ações foram estruturadas com foco em impacto de longo prazo.

Projetos como o Parceiros da Escola, que atendeu mais de 3.400 alunos de 17 escolas da rede pública de ensino com kits de material escolar e de higiene. Além disso, os VoluntariAços — mutirões sociais promovidos em bairros periféricos — somaram mais de 1.100 atendimentos em saúde, assistência e cidadania.

Também como parte de sua estratégia desenvolvimento socioeconômico, a AVB investe continuamente na capacitação técnica e superior de seus colaboradores e jovens da região. Por meio de uma parceria com o SENAI, a empresa promove o compartilhamento de conhecimento, cooperação e desenvolvimento em processos de produção e gestão, ampliando as possibilidades de crescimento profissional.

Voltado à população do sul do Maranhão, são 15 cursos de especialização, técnico e pós-técnico que tem como foco ampliar a empregabilidade local e responder às demandas da indústria. Parte dos participantes foi contratada diretamente pela empresa, reforçando o vínculo entre qualificação profissional e oportunidades reais de trabalho.

“Em um contexto de desafios sociais persistentes, sobretudo em regiões com alta vulnerabilidade econômica, a atuação do Instituto reforça o papel do investimento social privado como ferramenta de transformação de longo prazo”, afirma Silvia Nascimento, Presidente da Aço Verde do Brasil, mantenedora do Instituto.

Modelo fortalece dignidade e desenvolvimento comunitário

O Instituto AVB adota um modelo de atuação que complementa políticas públicas e parcerias privadas, com o objetivo de contribuir para o fortalecimento das comunidades no entorno de suas operações e promover o desenvolvimento social sustentável.

Nos últimos anos, ampliou sua presença regional, com ações de combate à insegurança alimentar, valorização da cultura local, apoio à população idosa, campanhas de saúde e iniciativas de voluntariado. “Fechamos 2024 com resultados robustos e estratégicos, incluindo a distribuição de milhares de cestas básicas, atendimentos em saúde e ações. Nossas iniciativas são planejadas com foco no fortalecimento da dignidade das famílias atendidas, buscando mitigar os efeitos da vulnerabilidade social e ampliar o acesso a condições básicas de bem-estar”, destaca Luana Leandro Lima Ramalho, coordenadora de responsabilidade social do Instituto AVB.

O Instituto AVB é mantido e gerido pela Aço Verde do Brasil, como parte da sua estratégia de responsabilidade social.

Sobre a Aço Verde do Brasil  – A Aço Verde do Brasil (AVB), empresa do Grupo Ferroeste, é uma siderúrgica especializada em aços verdes longos, localizada em Açailândia (MA), com mais de 2.700 colaboradores diretos. Sua planta industrial tem capacidade para produzir 730.000 toneladas de aço por ano, atendendo a diversos mercados em todo o Brasil. Entre seus principais produtos estão o fio máquina, os vergalhões CA-50 e CA-60, e o tarugo de aço.

Indústria segue tendência de crescimento nos próximos meses, prevê novo indicador da ABDI

Índice ABDI de Sustentabilidade da Expansão Industrial vai auxiliar governo no monitoramento da indústria brasileira no curto prazo

A indústria brasileira deve continuar a crescer nos próximos meses. É o que aponta o Índice ABDI de Sustentabilidade da Expansão Industrial (ISEI), novo indicador criado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial para auxiliar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no monitoramento do setor industrial no curto prazo. Além de auxiliar gestores públicos na tomada de decisões, o ISEI também fornece insights a empresários e pesquisadores interessados no tema.

Em janeiro deste ano, o ISEI atingiu 104,0 pontos – acima de 100, o cenário é considerado positivo e indica uma conjuntura onde o crescimento da demanda, o resultado do comércio exterior e as condições financeiras e produtivas das empresas industriais permanecem fortes. Na comparação com o mesmo mês em anos anteriores, o índice de janeiro de 2025 dá um salto significativo: o ISEI registrou 100,2 no ano passado; 100,5, em 2023. E 101,1 pontos no mesmo mês em 2022.

De acordo com a ABDI, esse salto demonstra a atual sustentabilidade da indústria de transformação, resultado da aceleração da produção industrial no ano passado, da retomada de investimentos públicos e da consolidação da Nova Indústria Brasil (NIB), política do governo federal para estimular a neoindustrialização no país. O ISEI também prevê o crescimento da indústria de transformação neste primeiro semestre do ano e o aumento na produção industrial, que deve superar os 2,1% ao final do ano.

O gerente da Unidade de Monitoramento e Avaliação da ABDI, Roberto Pedreira, destaca a importância do novo índice. “O ISEI foi criado para capturar quais são as perspectivas acerca do comportamento da indústria de transformação, monitorar o desempenho dessa atividade econômica, analisar tendências futuras e, dessa forma, contribuir para a tomada de decisão dos gestores públicos, reorientando a política industrial e os investimentos dos empresários”, afirma. “É instrumento da ABDI para viabilizar um maior e mais eficiente monitoramento da política industrial”, pontua.

Além da gestão pública, como no caso do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o novo índice pode ser útil para empresários, pesquisadores e a sociedade interessada. “Nossa intenção é que os pesquisadores de temas relacionados à economia industrial e à inovação possam usufruir de um novo indicador, mais robusto, para compor suas análises e avaliações sobre o desempenho e evolução da neoindustrialização brasileira”, diz Pedreira.

Sobre o ISEI – O ISEI é mais um produto do Observatório da Indústria da ABDI, plataforma de inteligência de dados e informação voltado à disseminação de análises, estudos e pesquisas sobre a indústria brasileira.

O índice analisa os dados do último trimestre para lançar reflexões no trimestre seguinte. Por meio de boletim, o novo indicador será publicado no site da ABDI a cada três meses. A primeira edição já está disponível no portal da ABDI.

O resultado é composto por uma média simples de três subíndices: o de Crescimento Esperado na Demanda (ICED), que estima a flutuação potencial da demanda interna do país; o de Qualidade do Crescimento Industrial (IQCI), que avalia a força ou a fragilidade da indústria; e, por fim, o de Comércio Exterior (ICE), que investiga o impacto do comércio exterior sobre o crescimento industrial brasileiro.

Para o cálculo, a ABDI leva em consideração a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de indicadores do Banco Central (BC) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Sobre a ABDI – A ABDI formula e executa ações que contribuem para o desenvolvimento do setor produtivo nacional. Sua missão é promover a transformação digital dos negócios por meio do estímulo à adoção e à difusão de tecnologias, a novos modelos de negócios e à política de desindustrialização, com atenção especial à economia sustentável e à indústria verde.

A Agência atua na interface entre governo e empresas para qualificar políticas públicas e ações estratégicas voltadas ao aumento da competitividade e da produtividade da economia brasileira frente aos desafios da era digital.

ArcelorMittal apresenta carro desenvolvido com aço de alta resistência

ArcelorMittal apresenta carro desenvolvido com aço de alta resistência para a temporada 2025 da Stock Car aos fãs paranaenses

Corrida será realizada nos dias 24 e 25 de maio; Gabriel Casagrande, natural do Paraná e patrocinado pela empresa, será um dos competidores.

A temporada 2025 da Stock Car Pro Series segue a todo vapor e chega agora à cidade de Cascavel (PR), nos dias 24 e 25 de maio, com mais uma oportunidade para o público conferir de perto os novos carros da categoria — agora mais seguros, leves e sustentáveis. O modelo, que estreou em Interlagos no início do mês, marca uma evolução importante para o automobilismo brasileiro, com a aplicação do aço de alta resistência produzido pela ArcelorMittal.

Parceira oficial da Stock Car desde 2022, a ArcelorMittal é a primeira produtora de aço a participar diretamente do desenvolvimento estrutural dos veículos da categoria. O novo modelo traz em seu design soluções que reforçam a proteção dos pilotos, unindo inovação e engenharia de ponta. A solução foi adotada na estrutura de segurança dos carros, conhecida como safety cage, elemento essencial para a proteção dos pilotos.

“Segurança é o primeiro e mais importante dos nossos pilares. A estreia do novo aço oficial da Stock Car, produzido pela ArcelorMittal, é resultado do trabalho integrado de várias equipes. Mais do que um marco para o automobilismo e para a indústria do aço, é a prova de que, com valores e visão de futuro alinhados, é possível gerar transformações reais. Temos orgulho de contribuir com um carro que une resistência, leveza e, principalmente, segurança — e que aponta para um futuro mais sustentável na mobilidade”, destaca Alexandre Kalil, vice-presidente Comercial da ArcelorMittal.

Produzido no Brasil e com certificação do programa global XCarb™, que reconhece a redução das emissões de CO₂ na produção, o aço aplicado nos novos carros contribui também para tornar o esporte mais sustentável e eficiente.

Natural de Pato Branco (PR), o piloto Gabriel Casagrande — atual campeão da Stock Car e patrocinado pela ArcelorMittal — corre em casa nesta etapa. Um dos principais nomes da categoria, Casagrande representa o talento e a competitividade do automobilismo paranaense, levando para as pistas o orgulho de sua origem e a força da parceria com a ArcelorMittal.

Além de desenvolver soluções que contribuem para o desempenho e a segurança na pista, a ArcelorMittal também assina a produção dos troféus da Stock Car Pro Series e da Stock Series, além do exclusivo Anel do Campeão, entregue ao vencedor da temporada.

Importação de ferro e aço cresce 27% no primeiro trimestre de 2025

Segundo estudo da Vixtra, Brasil importou US$ 2,69 bilhões em produtos

No primeiro trimestre de 2025, o Brasil importou US$ 2,69 bilhões em produtos de ferro fundido, ferro e aço. A soma é um aumento de 27,18% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com levantamento exclusivo da Vixtra, fintech especializada em soluções para importadores, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Em volume, foram importadas 1,95 milhões de toneladas somente no primeiro trimestre, alta de 27,18% comparado a 2024.Segundo Leonardo Baltieri, co-CEO da Vixtra, embora o primeiro trimestre tenha sido marcado por grandes incertezas políticas, as importações seguem fortes.

“As notícias sobre as políticas tarifárias internacionais neste começo do ano levantaram diversas hipóteses sobre o cenário de exportação e importação do ferro, aço e similares que poderiam abalar o mercado. O que vemos, porém, é uma resiliência. Mas do que isso: tendência de crescimento, aproveitando-se também dos preços”, explica Baltieri.

O valor médio do quilograma caiu 41,48% frente a 2023, o que pode explicar a queda de 58,62% do preço na comparação com o primeiro trimestre de 2023. Entre os motivos para o fenômeno, estão o excesso da demanda global e o enfraquecimento do mercado imobiliário chinês, em crise há dois anos.

A China manteve sua posição de principal fornecedora, respondendo por 45,79% de todas as importações brasileiras do setor, com um volume de US$ 1,14 bilhão. No âmbito interno, São Paulo liderou as compras com 25,87% do total, seguido de perto por Santa Catarina (24,85%) e Rio de Janeiro (11,15%).

Em 2024, o Brasil acumulou importações de ferro e aço na ordem de US$ 10 bilhões, totalizando 6,93 milhões de toneladas. Entre os produtos mais importados, destacam-se: parafusos e pinos, produtos semimanufaturados não ligados e produtos laminados planos.

Sobre a Vixtra – é a primeira Fintech especializada em Importação para empresas no Brasil e América Latina. Oferecemos soluções financeiras de crédito, financiamento e câmbio, assim como soluções tecnológicas que facilitam, simplificam e unificam em uma única plataforma. A Vixtra é composta por especialistas em finanças, tecnologia e importação dedicados a ajudar importadores a fazerem melhores negócios, ter acesso a crédito suplementar e gerir com maior eficiência as suas importações.

O Crédito Rotativo Vixtra, por exemplo, é um modelo de crédito exclusivo e inovador onde qualquer importador que tenha mercadorias em trânsito, pode ampliar seu capital de giro usando sua carga como garantia. Com o Financiamento para Importação Vixtra, você capta dinheiro com a Vixtra para pagar antecipadamente o seu fornecedor internacional, ganha tempo para girar seu estoque sem impactar suas outras linhas de crédito. Sem custos de IOF, em moeda local e sem afetar sua posição no Sisbacen.

Indústria: Como a IA está otimizando linhas de produção e reduzindo desperdícios

A inteligência artificial está deixando de ser tendência para se tornar realidade nas indústrias brasileiras.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 69% das empresas já utilizam alguma tecnologia digital. No Dia da Indústria, comemorado no dia 25 de maio, é oportuno discutir como a IA está redesenhando o chão de fábrica e abrindo novas possibilidades para empresas de todos os portes. Um estudo realizado pelo SENAI e pela ABDI aponta que a adoção de tecnologias inteligentes pode reduzir em até 20% o desperdício de matéria-prima e aumentar em mais de 15% o tempo útil de operação das máquinas. No cenário global, o Fórum Econômico Mundial projeta que a IA deve gerar mais de US$ 1 trilhão em valor na manufatura até 2030 — com destaque para a América Latina.

No Brasil, empresas como a FWK, especializada em transformação digital e inovação industrial, têm acompanhado de perto essa evolução. Eduardo Freire, que é estrategista de inovação e CEO da FWK, comenta que soluções como visão computacional, manutenção preditiva, gêmeos digitais e IA generativa já estão sendo aplicadas com ótimos resultados, em pequenas, médias e grandes indústrias.

Segundo Eduardo, o impacto é visível na redução de perdas, aumento de produtividade e até na eficiência energética. Além disso, o investimento em IA pode ser acessível mesmo para PMEs, especialmente com o uso de soluções modulares e computação em nuvem.

Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China

* Ricardo Alban

O estreitamento da relação comercial entre o Brasil e a China precisa vir acompanhado de um protagonismo da nossa indústria de transformação, que hoje está em enorme desvantagem na balança comercial com o país asiático. A chamada indústria manufatureira – que engloba as atividades de transformar matérias-primas e insumos em produtos intermediários ou finais – é a responsável por desenvolver e disseminar tecnologia no país e pelos maiores investimentos e salários. Embora represente apenas 14,4% do PIB nacional, a manufatura responde por 47,6% das exportações de bens e serviços do país, por 62,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento, e por 25,6% da arrecadação de tributos federais.

Esses dados ilustram a importância da indústria de transformação para o desenvolvimento do país e mostram que a agropecuária não pode ser a única protagonista na relação com a China. Esse setor tem fundamental importância para o Brasil. Não se trata de reduzir a participação do agro, mas de ampliar o leque de atração de investimentos para a indústria da manufatura e de buscar espaço para que o nosso produto entre no mercado chinês.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras em 2024, com US$ 94,4 bilhões, o que significa 28% do que exportamos no ano passado. O país asiático foi também a principal origem das nossas importações, com US$ 63,6 bilhões, o equivalente a 24,2% do que importamos. No entanto, quando falamos da indústria de transformação, a balança está longe, muito longe do equilíbrio: temos um déficit de R$ 45 bilhões entre o que vendemos e o que compramos de bens industriais.

O crescimento sustentado da China aumenta a demanda por produtos agropecuários, minerais e insumos industriais, favorecendo especialmente os setores de commodities no Brasil, mas também há espaço para o produto manufaturado. Precisamos de uma estratégia consistente e arrojada para abrir mais espaço para o produto de maior valor agregado da indústria brasileira na China.

Reafirmo. A indústria brasileira precisa ganhar espaço na relação bilateral com a China. As oportunidades estão surgindo, mas é imprescindível que o governo brasileiro impulsione políticas industriais e priorize a manufatura para equilibrar a balança comercial de produtos manufaturados, hoje muito desfavorável ao país.

Uma estratégia é focar em inovação, qualidade e diferenciação de produtos, em vez de competir apenas pelo preço. Precisamos investir em design, branding e atendimento especializado para agregar valor e criar nichos de mercado onde a simples vantagem de custo não é determinante. Além disso, a adoção de tecnologias avançadas de automação e gestão da produção, bem como a busca de parcerias comerciais mais amplas, fortalecerão a nossa competitividade.

Precisamos atrair investimentos produtivos da China, de forma que a presença asiática não se baseie apenas em exploração do nosso mercado para consumo de bens, mas em encadeamento produtivo, de forma que a parceria contribua para a neoindustrialização do Brasil e para a integração das nossas empresas a cadeias mais complexas e tecnológicas.

Recentemente, atraímos empresas chinesas do setor automotivo e de eletrônicos na Bahia, em Goiás e no Amazonas. Esse movimento é essencial, mas ainda mais importante é garantir o encadeamento produtivo de forma que peças e equipamentos sejam fabricados no Brasil. A instalação de polos de pesquisa e desenvolvimento e a criação de novos parques fabris com parceiros chineses no país, como anunciados durante a visita do presidente Lula à China recentemente, precisam ganhar escala e integrar, irrevogavelmente, a agenda de negociações entre os países.

Outro exemplo do que o Brasil precisa nessa relação bilateral é o acordo que prevê a instalação do grupo Windey Energy Technology Group Co. no campus do SENAI CIMATEC, na Bahia. A parceria busca soluções em energia eólica, hidrogênio verde e sistemas de armazenamento de energia em baterias, com inovação aplicada e investimento para a instalação de fábricas de turbinas eólicas e sistemas para armazenamento de energia em baterias. Essa é mais uma medida que pode fortalecer a cadeia produtiva nacional e contribuir para a geração de empregos.

Podemos e devemos fabricar máquinas agrícolas em vez de importar esses equipamentos na China, como também precisamos explorar cada vez mais o nosso potencial para atender a elevada demanda mundial por minerais críticos, especialmente no contexto da transição energética.

A atração de Data Centers também é uma outra oportunidade que bate a nossa porta. Temos enorme disponibilidade de energias renováveis e podemos desenvolver em conjunto com parceiros comerciais tecnologias como super baterias para serem usadas em polos tecnológicos. Muitos países, como a China e os EUA, usam pequenas termelétricas para abastecer os Data Centers, enquanto nós temos condições de fazer centros de dados realmente verdes com energia totalmente renovável.

A ampliação do uso de políticas industriais ativas pós-pandemia e a recente guerra tarifária provocada pelos Estados Unidos mostraram ao mundo a extrema necessidade de os países protegerem e fortalecerem suas indústrias, sob o risco de perderem espaço e serem engolidos pelas tecnologias e investimentos de outras economias. Nesse cenário, precisamos manter diálogo aberto com países que querem acordos e relações de ganha-ganha.

O anúncio esta semana de acordos de cooperação entre Brasil e China, assinados durante visita do presidente Lula a Pequim, preocupa setores da indústria brasileira. Os investimentos chineses em infraestrutura são bem-vindos, mas não podemos abrir mão de produzir e exportar para a China, em detrimento de comprar produtos manufaturados chineses – o que enfraquece a indústria brasileira.

A baixa capacidade de agregação de valor no Brasil pode ser evidenciada pela realidade de que vamos exportar etanol para a China transformar em combustível da aviação e revender para o mundo. Esse não é o caminho. Precisamos ter capacidade e tecnologia para produzir e vender o produto final.

Os empresários industriais brasileiros entendem que o Brasil corre o risco de deixar a indústria da manufatura em segundo plano diante das oportunidades de estreitamento do comércio com a China. Precisamos aproveitar essa onda. Caso contrário, quem perderá será a indústria nacional.

* Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)