quinta-feira, maio 21, 2026
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Empresas Randon registram crescimento de 3% na receita líquida do primeiro trimestre do ano

Posição de caixa robusta e modelo de negócio diversificado impulsionaram os resultados da companhia no início de 2020

O desempenho das Empresas Randon ao longo do primeiro trimestre do ano resultou em crescimento da receita líquida, que alcançou R$ 1,2 bilhão, 3% maior que o obtido no primeiro trimestre de 2019. Em linha com este avanço, está a evolução da receita bruta, 2% maior que o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 1,7 bilhão. Além disso, a companhia alcançou EBITDA consolidado de R$ 107 milhões, com margem EBITDA de 9,2%, e EBITDA ajustado de R$ 150 milhões, com margem EBITDA ajustada de 12,6%.

Os resultados positivos das Empresas Randon têm duas principais motivações. A companhia mantém uma posição robusta de caixa, importante ferramenta para enfrentar o elevado grau de incertezas no ambiente de negócios.

“A gestão de caixa da empresa é um modelo acertado que estamos seguindo nos últimos anos. Sem dúvida, é um fator que colaborou para o desempenho positivo da organização nos primeiros meses de 2020. Além disso, atuar de maneira sólida em diferentes segmentos nos tornou mais resilientes e preparados para enfrentar e reduzir os impactos da volatilidade do cenário atual”, salienta o CFO das Empresas Randon, Paulo Prignolato.

Mold Brasil investe R$ 128 milhões em sua infraestrutura mirando a liderança do setor de ferramentaria

A empresa vai aplicar na montagem de uma nova planta e em maquinário pesado num momento em que a concorrência está ameaçada pela crise

A Mold Brasil Ferramentaria e Usinagem está investindo num plano de expansão R$ 128 milhões até agosto de 2022, aproveitando a previsão de crescimento da indústria automotiva e de outros mercados promissores da metalurgia no País. Por meio de seu novo programa vai gerar entre 150 e 200 empregos para trabalhadores de ‘chão de fábrica’/ferramentaria, escritório e engenharia. O objetivo da empresa é se tornar top of market, ou líder do mercado brasileiro, diante do cenário em que a ferramentaria vem sofrendo profundamente com a crise econômica.

Para o desenvolvimento do projeto foi adquirido um galpão de 9 mil m² de área construída em Guarulhos (região metropolitana de São Paulo), para se somar a atual planta industrial de 5,5 mil m² na mesma cidade. O plano prevê investimentos de R$ 105 milhões em maquinário, tais como pontes rolantes para movimentação de carga de até 50 toneladas, além de portais CNC de até 10 metros de comprimentos para a usinagem de moldes, que se destinam à produção de peças automotivas e outras necessidades de compradores. A aquisição desse maquinário pesado está sendo negociada com gigante taiwanesa Hartford Machine.

O aporte prevê ainda a compra de uma prensa para try–out de duas mil toneladas, ou seja, para execução de teste prático de ferramental. O equipamento facilitará o ajuste final da ferramenta para verificação se a peça está em conformidade com as especificações. Apenas em máquinas de grande porte os recursos envolverão R$ 64 milhões.

Nova célula robótica acelera a produção para os setores automotivo, aeroespacial, máquinas pesadas e construção

Capaz de detectar defeitos com menos da metade da largura de um fio cabelo humano e imperceptível a olho nu, a nova célula robótica de inspeção de qualidade 3D (3DQI) da ABB acelerará substancialmente a produção, fornecendo testes rápidos e precisos para facilitar a metrologia e consumir menos tempo. A célula de inspeção de qualidade 3D elimina a necessidade de uma inspeção manual demorada, enquanto reduz substancialmente a probabilidade de falhas e erros. Além de aumentar a produtividade, a solução também reduz custos, minimizando o risco de defeitos do produto que podem levar a possíveis recalls.

Os principais benefícios da célula 3DQI incluem velocidade combinada, precisão abaixo de 100 (micrômetro) μm e flexibilidade fornecida por seu design modular, com os clientes capazes de criar uma solução sob medida para seus requisitos exatos.

O 3DQI foi concebido para estações de teste offline e sua modularidade permite a personalização ou expansão para atender às crescentes necessidades dos negócios. Usando um único sensor óptico de luz branca 3D para digitalizar milhões de pontos 3D por foto, é possível criar um modelo digital detalhado da peça que está sendo inspecionada, que pode ser comparado a um desenho CAD original. Tudo isso pode ser feito 10 vezes mais rápido do que com as tradicionais máquinas de medição coordenadas (CMM).

O sensor pode ser transportado por qualquer robô com uma capacidade de manipulação superior a 20 kg e é compatível com uma variedade de robôs, esteiras e mesas rotativas, portanto, não há limites nas dimensões das peças que podem ser inspecionadas.

A nova célula de inspeção 3DQI é a mais recente célula introduzida pela ABB e junta-se ao FlexArc® e ao FlexLoader no crescente portfólio de soluções inteligentes e flexíveis da ABB.

“A capacidade de medir e controlar com precisão a qualidade é vital para garantir que os produtos atinjam consistência, cumpram os padrões e atendam às expectativas dos clientes. Os métodos de teste tradicionais são lentos e capturam os possíveis erros de qualidade com frequência tarde demais no processo”, disse Tanja Vainio, diretora administrativa Auto Tier One da área de negócios Robotics da ABB. “Nossa célula 3DQI automatiza esse processo, excedendo em muito as capacidades da inspeção tradicional em velocidade, precisão e repetibilidade. Desenvolvemos e testamos nossa tecnologia 3DQI em aplicações automotivas, incluindo o fornecedor automotivo Benteler, e foi comprovado que a solução 3DQI melhora a qualidade, produtividade e segurança do produto, liberando mão de obra qualificada para ser implantada em outras tarefas.”

A solução também fornece análise abrangente de dados processados em tempo real. Os registros digitais suportam a rastreabilidade, necessária em vários setores, além de permitir que os clientes adaptem seus processos para evitar falhas adicionais para melhorar a qualidade e a produtividade em geral. Todo o equipamento está incluído no potente RobotStudio® Sidio Planner Power Pack da ABB para programação fácil e intuitiva, permitindo que novos usuários se familiarizem rapidamente com o uso da solução 3DQI.

Acesse: www.new.abb.com/br

Indicadores mostram retomada da indústria e empresas já se preparam para aumentar produção

CH Master Data, rede que conta com mais de 70 grandes empresas, viu nível de busca por insumos do setor industrial retomar a níveis pré-quarentena.

Apesar da crise que assola parte das famílias e negócios, no setor industrial indicadores já dão sinais de que há uma retomada da economia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após quedas significativas em março (-9,2%) e abril (-18,8%), a produção industrial registrou um avanço de 7% em maio em relação ao mês anterior. A recuperação se deu em 12 das 15 regiões pesquisadas.

Para além do cenário atual, a perspectiva para o setor industrial também tem melhorado. É o que mostra o Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O termômetro de confiança cresceu 16,2 pontos, fechando em junho em 77,6 pontos. Foi a maior alta já registrada da série histórica da pesquisa.

“Os sinais indicam para que o pior momento tenha passado. As empresas já começam a se preparar para um aumento de produção”, diz Tadeu Avellar, da CH Master Data, empresa brasileira de tecnologia em gestão de Dados Mestres.

A empresa possui uma rede de mais de 70 grandes empresas usuárias de sua plataforma de cadastro de materiais, serviços e fornecedores. O nível de atividade da plataforma acaba servindo como um indicador de aceleração ou retração da indústria, sendo inclusive consultado por algumas instituições como FGV e IBGE para construir alguns indicadores de atividade de mercado.

Sendo líder no mercado em gestão de cadastro de materiais, a CH consegue trazer dados e informações que, de fato, traduzem o ritmo da economia. Se o mercado está aquecido, as empresas passam a cadastrar mais itens na plataforma e a consultar mais fornecedores.

“Percebemos que houve uma desaceleração da demanda por materiais quando a quarentena começou, tendo atingido o menor patamar no começo de maio”, analisa Tadeu Avellar. “Desde então, porém, o nível de atividade vem avançando já tendo passado os patamares de março, quando a pandemia chegou ao Brasil e parte da produção foi paralisada”, completa.

Acesse: www.chmasterdata.com.br

Exportações de sucata de ferro e aço batem recorde com retração da demanda interna pelas usinas siderúrgicas

As exportações de sucata de ferro e aço, matéria-prima utilizada na produção de aço pelas usinas siderúrgicas, se mantêm em ritmo forte neste ano, em função principalmente da retração no mercado interno, que deve se intensificar nos próximos meses. Em abril, conforme os últimos dados disponíveis da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas atingiram 53,1 mil toneladas, com receita de U$ 11 milhões. O aumento foi de 16% em relação ao mesmo mês de 2019 (45,8 mil toneladas).

Nos primeiros quatro meses do ano, já foram exportadas 264,5 mil toneladas de sucata de ferro e aço, recorde histórico do setor, um crescimento de 120% em comparação a janeiro a abril de 2019, com 119,8 mil toneladas. A retração da demanda interna pela sucata se  deve à queda no consumo de aço com a paralisação da economia. Conforme informou recentemente o Instituto Aço Brasil (IABr), as usinas siderúrgicas estão trabalhando atualmente com 40% da capacidade instalada.

Segundo o Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), com a forte queda na demanda interna, as exportações são hoje uma das poucas alternativas para o setor. “Mesmo com a pandemia do coronavírus, os países da Ásia, principal mercado da sucata,  continuam a importar bastante o insumo brasileiro”, afirma Clineu Alvarenga, presidente do Inesfa.

As exportações são também importantes, diz Alvarenga, como forma de dar um destino correto às milhares de toneladas de sucatas, acumuladas nos pátios das empresas geradoras, cooperativas de catadores e em pequenos depositários, que, se não forem reaproveitadas, podem levar à propagação de doenças como a covid-19, dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

O Inesfa reúne um setor composto por mais de 5,6 mil empresas em todo o país, responsáveis pela produção anual de 8 milhões de toneladas de sucata e que garante o emprego de mais de 1,5 milhão de pessoas, das quais cerca de 800 mil são os catadores (os chamados “carroceiros”).

Acesse: www.inesfa.org.br

Ternium recebe prêmio de reconhecimento global por práticas de sustentabilidade

Siderúrgica  foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo pela organização que reúne os principais produtores de aço do mundo

A Ternium foi reconhecida por demonstrar seu compromisso com o desenvolvimento sustentável em 2019. Este é o segundo ano consecutivo em que a empresa conquista a distinção de Sustainability Champions ou Campeões da Sustentabilidade, em português, pela WorldSteel Association, a organização que reúne os principais produtores de aço do mundo.

Máximo Vedoya, CEO da Ternium, expressou seu orgulho pelo reconhecimento no Twitter. “Na Ternium, sabemos que o aço é essencial para um futuro sustentável e a proteção do meio ambiente  um valor primordial”, escreveu ele na rede social.

Para serem reconhecidas, as empresas siderúrgicas devem cumprir várias etapas. O primeiro é o compromisso de assinar a Carta de Desenvolvimento Sustentável da worldsteel. Elas também devem medir e fornecer dados para os seis indicadores de sustentabilidade da organização, como eficiência de materiais, sistemas de gestão ambiental, taxa de frequência de acidentes com perdas de dias, capacitação de funcionários, investimento em novos processos e produtos e valor econômico distribuído. Além disso, devem fornecer dados do ciclo de vida.

Além disso, as empresas devem publicar um relatório relacionado à sustentabilidade e terem sido pré-selecionadas em um dos cinco Worldsteel Steelie Awards ou reconhecidas no Programa de reconhecimento de segurança e saúde.

Em 2019, a Escola Técnica Roberto Rocca, um projeto educacional da Ternium na comunidade de Pesquería, no estado mexicano de Nuevo León, ganhou o Steelie Award de Excelência em Educação e Capacitação. Os dados sobre sustentabilidade da empresa são publicados no relatório anual, cuja edição mais recente pode ser encontrada aqui.

Este ano, nove empresas ganharam o reconhecimento. Os campeões geralmente recebem certificados na assembléia geral da worldsteel, mas devido às medidas pela COVID-19, os prêmios deste ano foram enviados a empresas e representantes em seus países de origem.

Acesse: br.ternium.com/pt

Vendas do E-commerce da Arcelormittal crescem 38% durante a quarentena

O e-commerce tem alcançado crescimento anual de cerca de 20% no Brasil, mas a quarentena acarretou um fenômeno diferente: a busca por novos produtos neste canal. Segundo a consultoria McKinsey, a participação total do comércio eletrônico   nas empresas brasileiras aumentou 62% pós-pandemia. Mesmo em setores onde esta modalidade não era oferecida ao mercado, como o aço, a ArcelorMittal, que possui uma loja virtual pioneira na compra de aços teve um acréscimo de 38% das vendas online em março e abril na comparação com os meses anteriores à pandemia da covid-19.

A migração tem explicação direta no fechamento das lojas físicas da produtora de aço pelo Brasil. O e-commerce da ArcelorMittal é uma operação online completa ou de ponta a ponta, que integra loja virtual, estoque e distribuição. “A plataforma está em crescente evolução. No segundo semestre de 2019, praticamente dobramos o número de pedidos”, explica René Kahler Junior, Diretor de Vendas Regionais do segmento de Aços Longos da ArcelorMittal Brasil. Entretanto, Kahler reforça que, neste momento de isolamento social, a quantidade de transações concluídas e de vendas superou as expectativas. “Escritórios de arquitetura, empresas de engenharia e aquele proprietário – que está reformando seu imóvel -, serralheiros e profissionais de manutenção são alguns dos clientes neste período”, afirma. No período de quarentena, os vendedores das lojas físicas estavam com acesso ao link do e-commerce para a realização das vendas.

O canal de vendas pela internet da ArcelorMittal oferece mais de 500 produtos e soluções em aço para a construção civil, entre eles vergalhões, arames, chapas, perfis, telas, treliças e outros. Os planos da ArcelorMittal para 2021 foram antecipados e realizados nos últimos 60 dias. “Precisamos nos adaptar à nova realidade do mercado digital, onde mais e mais pessoas compram e vendem online.  O e-commerce  deve ser parte ativa de seu negócio, tanto quanto sua equipe de vendas”, complementa Kahler.

O canal virtual de vendas (loja.arcelormittal.com.br) integra a estratégia da empresa de ampliar sua presença no varejo de aço e de aproximar-se dos consumidores finais, entre eles serralheiros, pedreiros e pessoas que estejam construindo, reformando ou ampliando suas casas. “A entrega rápida é outro diferencial: máximo de sete dias. Uma central de atendimento da companhia dá todo suporte ao usuário e a confiabilidade da entrega”, conclui o executivo.

Aço Inox recebe aplicação inédita em projeto de face shields para combate ao covid-19

Metal se tornou uma solução inovadora na fabricação de máscaras face shields, agregando eficiência, segurança e durabilidade aos equipamentos de proteção

A versatilidade do aço inox foi fundamental para o sucesso de um projeto de confecção e doação de máscaras face shields a profissionais que atuam na linha de frente de combate ao novo coronavírus em Minas Gerais. Por meio da parceria entre a Aperam South America, líder na produção de aços planos inoxidáveis, elétricos e de carbono no Brasil, e a Aethra, empresa especializada em componentes automotivos, estão sendo produzidas 120 mil unidades de máscaras face shields tendo o aço inox como elemento fundamental na estruturação do equipamento.

O projeto, que foi idealizado pelo médico mineiro Leandro Duarte utilizando a produção de peças de plástico em impressora 3D, ganhou novos contornos com a aplicação inédita do aço inox. O metal trouxe não só ganho em produtividade, possibilitando a produção de até 1.200 unidades por dia, como também outros benefícios que ajudam a ampliar a eficácia de prevenção à pandemia. De fácil higienização e também maior durabilidade, os novos modelos de face shields garantem melhor ergonomia no uso e foram aprovados por profissionais de saúde de Belo Horizonte na fase de testes. Agora, serão produzidos em larga escala e doados à instituições como a Polícia Militar do estado de Minas Gerais, Bombeiros, Samu e profissionais que atuam na linha de frente de hospitais que recebem pacientes de Covid-19 na capital do estado, com apoio da Aperam.

A “descoberta” saiu das mãos do engenheiro de desenvolvimento Felipe Martins, da Aethra. “O aço inox é uma matéria-prima que conhecemos bem e utilizamos amplamente no nosso dia a dia na empresa. Quando percebemos que a fabricação de peças em 3D não seria escalável, uma vez que as impressoras tem capacidade de confecção de uma peça a cada 2h, voltei os olhos para os materiais com os quais já temos expertise e o principal deles é o aço inox. Incrivelmente ninguém no mundo teve essa ideia antes, o que torna esse projeto muito especial”, ressalta Felipe.

O engenheiro de aplicações da Aperam, João Paulo Porto foi um dos consultores envolvidos no projeto. “Agregamos o nosso know-how sugerindo o melhor tipo de aço inox para uma aplicação como essa, garantindo que chegássemos à um resultado confortável, seguro e durável para os profissionais. E a escolha foi o aço inox 430, que possui um bom custo benefício e um nível de resistência e corrosão adequados para esta aplicação, tendo como base outras aplicações deste tipo de material, como garfos e colheres, que são expostos a contato com a pele humana e não apresentam desgaste”, explica Porto.

Para viabilizar a produção das 120 mil máscaras a Aperam doou 7 toneladas de chapas do seu aço  inoxidável“verde”. “Participar ativamente desse projeto é uma satisfação dupla, tanto por contribuir com algo que é extremamente relevante nesse atual cenário enfrentado pelos profissionais de saúde e segurança, como também por comprovar a capacidade de versatilidade e inovação que o aço inox possui”, ressalta Frederico Ayres Lima, presidente da Aperam.

A produção das face shields acontecerá nas próximas semanas e em seguida serão encaminhadas a mais de 100 mil profissionais em Minas Gerais, entre médicos, enfermeiros técnicos, bombeiros e policiais, principalmente. Parte do montante total, cerca de 12 mil máscaras, também será destinado a profissionais de saúde que atuam em unidades de saúde nas áreas onde a Aperam atua – Vale do Aço e Vale do Jequitinhonha.

Acesse: www.brasil.aperam.com

Gestão do Tempo em meio à pandemia

Por: Marcus V. S. Gimenes

Estamos vivendo um novo mundo. Com mudanças significativas no nosso modo de trabalho. O home office é o destaque do momento. Com o isolamento social as ferramentas de comunicação virtual passaram a ser utilizadas como nunca antes. Todos tivemos que nos adaptar.

Mas será que trabalhar em casa aumenta ou diminui nossa produtividade? Se por um lado não perdemos tempo com deslocamento. Por outro lado, temos distrações do ambiente como cônjuge, animais, crianças, e o próprio ambiente em si.  Não temos chefe nem colegas e isso pode nos levar a procrastinação. Em outras situações podemos ser levados a trabalhar muito além do horário.

O fato é que o modelo de trabalho mudou e temos que nos adaptar a essa mudança.  Hoje as ferramentas de trabalho colaborativo e para reuniões virtuais passaram a ser utilizadas para tudo, como por exemplo escolas, trabalho, palestras, cursos, lives e tantas outras aplicações.

Dentro deste novo cenário, quero lhes apresentar uma ferramenta útil tanto para planejar tarefas como para avaliar a relevância delas.

Toda tarefa a ser executada damos uma nota de importância, o quanto esta tarefa impacta no trabalho, e uma nota de urgência, o quanto rápido dever ser feita. Definido a urgência e importância podemos alocar esta tarefa na matriz.

Matriz de Gestão de Tarefas
Tabela 01: Matriz de Gestão de Tarefas

Legenda:

Zona de Stresse – faça imediatamente
Zona de Alerta – anote para fazer
Zona Baixa – sem engajamento
Zona de Delegação – precisa ser feito

Como avaliar as tarefas:

Se temos muitas tarefas entrando no campo vermelho, onde algo tem que ser feito de imediato em detrimento das demais tarefas, porem se tivermos muitas tarefas neste campo devemos parar, analisar as causas e tomar uma ação corretiva.

Tarefas nos campos amarelo e azul, são tarefas que estão em flow, ou seja, em harmonia.

As tarefas no campo verde provavelmente nunca serão feitas, mas podem ser delegadas.

Manter o equilíbrio e ter disposição para engajamento e mudanças são itens chaves para esse novo cenário.

Acesse: www.infosolda.com.br

Comparação entre aço patinável e aço galvanizado como alternativas para o setor de construção

Resumo

Existem várias alternativas quando procuramos evitar danos por corrosão sofridos pelo aço no setor da construção. Duas alternativas muito populares são os aços patináveis, também conhecidos como aços Cor-ten, que podem ser colocados em serviço sem aplicação de tintas e, por outro lado, temos os aços galvanizados por imersão a quente, revestidos com uma camada de zinco que protege o aço e prolonga a vida útil do ativo.

No presente trabalho são discutidas as principais características destes dois sistemas de proteção, os principais mecanismos presentes para combater a corrosão e o comportamento em diferentes ambientes de corrosividade.

Aço Patinável: Recursos e mecanismo de proteção

Os aços patináveis, conhecidos como aços Cor-Ten, surgiram nos anos 30 nos Estados Unidos e correspondem a uma antiga patente da United States Steel Corporation. Inicialmente, este aço foi aplicado na fabricação de vagões, devido à sua boa resistência à corrosão e abrasão.

Estes tipos de aços são de alta resistência e de baixa liga que, em condições atmosféricas normais, têm um comportamento anticorrosivo aprimorado em comparação com um aço carbono-manganês comum. A diferença metalúrgica entre um aço patinável e um aço comum está na adição de elementos de liga, como cromo, cobre e níquel, que proporcionam esse melhor comportamento de corrosão.

Figura 1. Comparação esquemática da perda de corrosão entre um aço comum e um aço patinável.
Figura 1. Comparação esquemática da perda de corrosão entre um
aço comum e um aço patinável.

Na presença de umidade e ar, todos os aços se oxidam, mas a velocidade com que isso ocorre depende do acesso ao oxigênio, umidade e poluentes atmosféricos na superfície do metal. Na medida que esse processo progride, forma-se uma camada de óxido que age como uma barreira que impede a entrada de oxigênio, umidade e contaminantes, e a taxa de oxidação diminui.

Mas existem algumas diferenças entre um aço comum e um aço patinável. Em um aço comum, essa camada de óxido é porosa e se separará da superfície do aço após algum tempo e, assim, o ciclo de corrosão começará novamente a formar uma nova camada de óxido. Com um aço patinável, o processo de oxidação começa da mesma maneira, mas os elementos de liga presentes produzirão uma camada de óxido mais estável, menos porosa e mais aderente à superfície, conhecida como pátina. É necessário considerar que, para formar essa pátina de ferrugem, é necessário que o aço seja exposto a ciclos alternados de umidade e secagem, que formarão uma barreira protetora que reduzirá a taxa de corrosão.

Aço galvanizado: características e mecanismo de proteção

Héctor Muñoz - Nexa Resources (Associada do ICZ Instituto Metais Não Ferrosos)
Héctor Muñoz – Nexa Resources (Associada do ICZ Instituto Metais Não Ferrosos) Product Development & Technical Assistance – hector.munoz@nexaresources.com

Os aços galvanizados por imersão a quente são aqueles produzidos através de um processo em que uma peça de aço é imersa em um banho de zinco fundido a uma temperatura de aproximadamente 450 °C. As origens desse processo remontam a mais de 250 anos, mas atualmente as novas tecnologias estão contribuindo para a evolução contínua desse processo.

Durante a imersão das peças, ocorre uma reação metalúrgica entre o ferro do aço e o zinco líquido, formando um revestimento de liga fortemente aderido ao aço; isso dará à estrutura características de proteção superiores contra a corrosão.

O revestimento no aço é formado por uma série de camadas intermetálicas, sendo a camada externa e visível de zinco puro, como mostra o esquema da figura 3. Esse tipo de revestimento não apenas cria uma barreira protetora que isola o aço do meio ambiente, mas também oferece proteção catódica. A proteção catódica oferecida pelo zinco significa que o revestimento também é sacrificado para proteger o aço da corrosão; mesmo se o revestimento estiver danificado, a ação do zinco protegerá o aço exposto a até ¼ de polegada de distância.

Além da proteção de barreira e proteção catódica oferecida pela galvanização por imersão, há outras características que proporcionam longevidade às estruturas. Primeiro, a reação no banho de galvanização é um processo de difusão, o que significa que o revestimento cresce perpendicular à superfície, garantindo que todos os cantos e bordas tenham pelo menos a mesma espessura de revestimento que as superfícies planas. Além disso, submergir a peça na cuba dá um revestimento total da peça, incluindo as superfícies internas. Finalmente, o revestimento de zinco exposto a ciclos úmidos e secos no ambiente também desenvolverá naturalmente uma pátina, neste caso, conhecida como pátina de zinco, formada por carbonatos de zinco e que normalmente leva entre 6 e 12 meses em se-desenvolver. Esta pátina é fina, estável e aderente ao revestimento e corrói muito lento, o que contribuirá para a longa vida útil das estruturas de aço galvanizado.

Figura 3. Esquema de un recubrimiento típico del galvanizado por
inmersión en caliente.

Resistência à corrosão de aços patináveis e aços galvanizados

Em relação aos aços patináveis, eles são resistentes à corrosão, portanto, eles têm um grande número de aplicações, no entanto, existem algumas limitações no uso que podem causar problemas de durabilidade. Em geral, o desempenho dos aços patináveis em condições ambientais exigentes não será satisfatório; portanto, seu uso deve ser evitado em casos como:

  • Ambientes marinhos, caracterizados pela alta concentração de cloretos ou névoa salina.
  • Condições de umidade constante ou permanente, como estruturas submersas em água, enterradas ou cobertas por vegetação, onde essa pátina protetora não será formada, causando corrosão acelerada.
  • Condições de poluição atmosférica, onde existem altas concentrações de produtos químicos corrosivos ou fumos industriais (SO2).

Por outro lado, existem algumas considerações de desenho que também devem ser levadas em consideração no momento de usar um aço patinável, embora a taxa de corrosão seja muito menor que a de um aço estrutural comum, não podemos ignorar a perda da espessura corroída para formar a pátina. Para compensar essa perda de massa, geralmente é fornecida uma espessura adicional em cada superfície exposta (espessuras mais espessas), acima do especificado, para atender aos requisitos de projeto estrutural e não comprometer a resistência.

Figura 4. Ponte construída em aço galvanizado
Figura 4. Ponte construída em aço galvanizado

No caso dos aços galvanizados, a resistência à corrosão de uma estrutura é proporcional à espessura do revestimento, mas varia com a severidade das condições ambientais. Em um processo de galvanização por imersão a quente, as espessuras típicas do revestimento de zinco variam de 55 mícrons (2,2 mils) a 100 mícrons (3,9 mils). Vários estudos demonstraram o bom desempenho deste sistema de proteção sob várias condições ambientais.

A Figura 5 mostra os tempos de serviço estimados de um aço galvanizado até a primeira manutenção. Pode-se observar que é possível obter tempos estimados superiores a 70 anos em vários tipos de ambientes corrosivos. A vida útil indicada no gráfico corresponde ao tempo para a primeira manutenção, onde se considera que 5% de oxidação da superfície do aço foi atingida; Até o momento, ainda há revestimento de zinco suficiente na maior parte da superfície, mas será necessário fazer um reparo. Devido a essa característica e à proteção duradoura oferecida pelo revestimento de zinco, os custos de manutenção de um ativo são praticamente zero ou muito baixos.

Figura 5. Relação da vida útil do aço galvanizado e espessura do revestimento.
Figura 5. Relação da vida útil do aço galvanizado e espessura do revestimento.

Comparação entre aços galvanizados e patináveis

Abaixo está um gráfico comparativo do desempenho de ambas alternativas quando expostas a diferentes condições ambientais.

Condições Galvanizado por imersão a quente Aço Patinável

Costa – Boa proteção contra corrosão em ambiente salino.    Baixa proteção, os cloretos causam corrosão por pites e a corrosão acelerada pode comprometer a integridade do aço.

Agentes Químicos (aerotransportados) Boa proteção contra corrosão. Os produtos químicos são agressivos para a galvanização, mas somente após vários anos o revestimento de zinco será completamente consumido.   Baixa proteção, há um consumo acelerado da pátina formada e o aço corrói semelhante a um aço comum sem proteção.

Vegetação – Excelente proteção contra corrosão. A umidade pode acelerar a corrosão, especialmente em juntas de solda.

Setor elétrico – Amplamente utilizado, não há risco de arcos elétricos. Produtos de corrosão causam arco elétrico.

Alta umidade – Excelente proteção contra corrosão. A pátina de zinco estável não é afetada por essas condições. Baixa proteção contra corrosão. Há corrosão acelerada sob essas condições.

Fonte: American Galvanizers Association

Conclusões

Em várias condições ambientais, o aço galvanizado a quente prova ser um método de proteção eficaz, durável e sem manutenção. Os aços para patinação, por outro lado, têm uma melhor resistência à corrosão em comparação com o aço comum, no entanto, existem condições exigentes em que seu uso não é recomendado.

Referências

Corrosion Protection. American Galvanizers Association. Recuperado de: https://galvanizeit.org/hot-dip-galvanizing/why-specify-galvanizing/corrosion-protection

Weathering Steel. Steel Construction. Recuperado de: https://www.steelconstruction.info/Weathering_steel

Aceros patinables resistentes a la corrosión. Arquitectura en Acero. Recuperado de: http://www.arquitecturaenacero.org/uso-y-aplicaciones-del-acero/materiales/aceros-patinables-resistentes-la-corrosion

Faixa ICZ

Acesse: www.icz.org.br