sábado, abril 11, 2026
Início Site Página 49

TRUMPF é reconhecida com o estado da arte da comunicação digital

TRUMPF.COM impressiona jurados em 10 competições internacionais

Em pouco mais de um ano no ar, o novo site da TRUMPF foi reconhecido com dez prêmios de júris independentes em competições internacionais de comunicação digital. Lançado em abril de 2017, a plataforma atua como o centro de contato da empresa e fornece uma experiência de marca global otimizada.

Além de seu design, conteúdo e a própria mídia, o site foi destacado por sua estratégia e alinhamento internacional, recebendo prêmios nas categorias excelência, ouro e prata. Na semana passada, foi a vez do Prêmio Especial de Comunicações Internacionais, categoria do Prêmio Best of Content Marketing (BCM), o maior evento de marketing de conteúdo da Europa, e também ganhou prata no prestigiado German Awards for Online Communications 2018, premiação alemã para a websites e comunicação online.

Explicando suas decisões, os júris repetidamente voltaram ao fato de que a TRUMPF não apenas atende aos padrões atuais da indústria, mas os ultrapassa em muito na definição de novas referências em conceito, design e usabilidade.

“Esses prêmios são uma grande afirmação para o projeto e para todos os envolvidos. Estamos muito satisfeitos por termos causado tal impressão nos jurados, em tantas áreas diferentes, na Alemanha e no exterior ”, diz Sandra Klotz, chefe de Comunicações Digitais e Marketing do Grupo TRUMPF.

Acesse: www.trumpf.com

Soluções em Pintura: A Personalidade que todo projeto merece

A Regional Telhas atende ao mercado de coberturas metálicas com matérias-primas de alta qualidade, fabricadas em Aços Galvalume, Galvanizado, com acabamento natural ou colorido, e também com Alumínio e Inox, para obras especiais.

As telhas pré ou pós pintadas se diferenciam pelo tratamento realizado na matéria prima, onde os materiais pré pintados recebem a camada de tinta pelo sistema coil coating na usina.

Já as telhas pós pintadas o processo é eletrostático que é feito com as telhas prontas. As peças recebem uma camada de tinta em pó (com base de poliéster ou epóxi). Esse processo pode ser aplicado em uma das faces, ou nas duas, sendo da mesma cor ou não.

Ambos os processos garantem uma superfície com ótimo acabamento, maior durabilidade, desempenho estético, ecologicamente corretas entre outros benefícios.

Personalize seu projeto!

Acesse: www.regionaltelhas.com.br

Usiminas – Mineração tem novo diretor presidente

O engenheiro Carlos Hector Rezzonico é o novo diretor-presidente da Mineração Usiminas (Musa). Rezzonico, que até então ocupava o cargo de diretor Corporativo de Suprimentos da Usiminas, integra a equipe da empresa desde 2016 e, anteriormente, passou por outras grandes companhias em diversos países como Siderca, Siderar, Exiros (México, Argentina, Canadá), Sidor e Tubos de Acero de México. Formado em Engenharia Industrial pela Universidad Nacional de Buenos Aires (Argentina), Rezzonico tem 66 anos, é casado e pai de quatro filhos.

Fundada em 2010, em parceria com o grupo japonês Sumitomo Corporation, a Mineração Usiminas detém quatro ativos minerários na região de Serra Azul (MG), com capacidade para produzir 12 milhões de toneladas anuais de minério de ferro na forma de granulado, sínter feed e concentrado.

Acesse: www.usiminas.com.br

Grupo AçoTubo apresenta nova linha de Barras de Aço Inox

Companhia amplia portfólio e investe R$ 8,5 milhões em equipamentos e produtos de barras de aço inox redondo, sextavado, quadrado, barra chata e cantoneira; a previsão é de aumento de 3% no faturamento da Divisão de Aços Inoxidáveis

O Grupo Açotubo, maior distribuidor de produtos siderúrgicos da América Latina, lança neste mês uma linha de barras de aço inox. Com a ampliação do portfólio, a empresa investiu cerca de R$ 8,5 milhões em novos equipamentos e produtos de barras de aço inox redondo, sextavado, quadrado, barra chata e cantoneira.

A estimativa do Grupo é alcançar um aumento de 3% no faturamento da Divisão de Aços Inoxidáveis com o lançamento. O estado de São Paulo representa 40% do mercado de barras de aço inox, seguido por Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 20%, e Paraná, 5%.

De acordo com Bruno Bassi, gerente executivo corporativo do Grupo, a nova linha foi lançada após pedidos dos clientes. “É gratificante para o Grupo Açotubo atender a uma demanda do mercado. Investimos em uma linha que contribuirá para o crescimento da empresa e para a satisfação dos nossos clientes, além da fidelização de novos, com a mesma qualidade dos demais produtos do portfólio”, afirma o executivo.

A capacitação dos profissionais da linha de produção e do marketing foi uma das estratégias adotadas pela empresa para atender a nova demanda. “Também reforçamos a nossa área comercial com profissionais de vendas focados na nova linha de aço inox”, complementa Bruno.

O aço inox – Produtos em aço inoxidável são os mais indicados para a utilização de indústrias farmacêuticas e alimentícias, por exemplo. Além de elevada resistência mecânica, durabilidade e rigidez, são resistentes à corrosão, contaminação, tratamentos térmicos e químicos.

Na indústria alimentícia, principalmente, o aço inox oferece mais segurança, em razão da facilidade de limpeza e da manutenção de higiene, evitando contaminações através do contato com outras substâncias. “O aço inox vem se tornando cada vez mais utilizado, além de ser um material durável e econômico, oferece mais higiene sem causar contaminações aos alimentos”, afirma Bruno Bassi.

Além da nova linha, o Grupo Açotubo dispõe de produtos de aço carbono, aço inoxidável, sistemas de ancoragem e processo fabril que atua no desenvolvimento de peças, projetos e soluções para qualquer segmento. Atende clientes em todo território nacional com outras seis filiais, localizadas em Guarulhos (SP), Sertãozinho (SP), Duque de Caxias (RJ), Curitiba (PR), Canoas (RS) e Caxias do Sul (RS).

Acesse: www.acotubo.com.br

Librelato expande em mais de 80% suas vendas neste ano

Fortes investimentos em inovação tecnológica amparados por uma política de longo prazo de valorização de pessoal trazem resultados históricos para a empresa.

Com uma linha de produtos reformulada, diversos lançamentos e inovações tecnológicas que oferecem maior rentabilidade à operação de transporte rodoviário de carga, a Librelato é uma das empresas que mais cresce no mercado brasileiro nos últimos anos em seu segmento.

No ano em que completa 49 anos de atividades, a empresa apresentou resultados surpreendentes e crescimento sustentável. De janeiro a maio deste ano, a Librelato comercializou 2,7 mil unidades, registrando expansão de mais de 80% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 1,3 mil implementos rodoviários da marca no país.

“Nosso resultado extraordinariamente positivo de vendas, mais do que dobrando o volume deste ano em relação ao montante comercializado no mesmo período do ano passado, é um indicativo inequívoco de que os transportadores estão buscando produtos que oferecem qualidade superior e, sobretudo, maior rentabilidade operacional”, comenta José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato.

Dobrando o volume de vendas neste ano em relação ao ano passado, a Librelato foi a implementadora que obteve a maior expansão no mercado nacional, além de já ter comercializado cerca de 1.000 unidades para o mercado externo e da linha sobre chassi em 2018. “Esse é o resultado de um longo processo de fortes inversões em inovação e desenvolvimento de produtos que basicamente são mais leves, mais robustos e mais sustentáveis” diz Sprícigo.

Os resultados da Librelato surpreendem quando se compara o crescimento da média mensal de vendas de implementos. Neste ano, a média de vendas mensais da empresa subiu para 550 unidades contra 300 unidades vendidas por mês no primeiro semestre de 2017.

De acordo com Sprícigo, com a recuperação da atividade econômica, especialmente no setor do agronegócio, a expectativa é que o segmento de implementos feche este ano com um crescimento da ordem de 50% em relação ao ano passado. Contudo, com toda a linha de produtos modernizada, e com a surpreendente performance de vendas de janeiro a maio deste ano, a empresa estima que fechará 2018 com histórica expansão de mais de 80%.

Dando prosseguimento à sua política de constante inovação tecnológica, que tem como objetivo sempre proporcionar melhor produtividade ao transportador, recentemente a empresa apresentou ao mercado mais três novidades: a nova tampa “Eco +” da caixa de carga da linha graneleira, equipamento mais leve e mais resistente; implementou o sistema EBS com suspensão pneumática (item opcional) que gera mais segurança à operação e o revestimento da Basculante Premium, que foi patenteado com um formato único no Brasil.

“Com essa política de investimentos em inovação tecnológica, respeito ambiental e, acima de tudo, valorização de nossa mão-de-obra, estamos agora colhendo os frutos deste trabalho”, comemora Sprícigo. A Librelato é a implementadora que mais cresceu neste ano, uma das três principais fabricantes de implementos do Brasil, tanto em faturamento quanto em unidades comercializadas e é também, a segunda maior exportadora brasileira de implementos rodoviários.

Unidades Industriais

Atualmente, a Librelato possui três unidades fabris responsáveis principalmente pelos produtos de linha pesada (reboques, semirreboques, bitrens, tritrens e rodotrens), sendo duas em Içara-SC e uma em Criciúma-SC. Além destas unidades, a Librelato conta também com mais uma unidade em Orleans-SC, a Libremac, dedicada à produção de carrocerias sobre chassi. Para suportar comercialmente o crescimento da marca no Brasil, a Librelato conta com 54 revendas estrategicamente instaladas em todo o território nacional, além de distribuidores na Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

A Librelato produz implementos rodoviários de diversos segmentos, tais como: carga seca/graneleiro, basculante, carrega tudo, tanques em aço carbono e em aço inox, florestal, furgão alumínio, furgão lonado, furgão lonado para transporte de bebidas, porta contêiner, silo, canavieiro e furgão frigorífico.

Na linha sobre chassi, a Librelato produz carrocerias nos segmentos de basculante meia cana, furgão alumínio, furgão lonado para bebidas e florestal. Na Libremac são produzidas carrocerias para transporte de automóveis, basculante, coletor compactador para transporte de resíduos, nos modelos lateral e traseiro, poliguindaste e carga seca metálica.

Market share

José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato
José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato

Com um portfólio de produtos completo a Librelato alcançou em 2015 10% de market share no mercado, subindo para 12% em 2016 e 2017. “Adotamos a premissa de sustentabilidade financeira em detrimento de ganho de mercado”, explicou Sprícigo. “Para 2018 estamos projetando um número próximo a 15%, resultado esperado devido à reestruturação de nossa rede de representantes, aumento do portfólio de produtos e investimentos em processos, com o objetivo de aumentar nossa capacidade produtiva”, finaliza.

A marca é uma das mais fortes na comercialização da linha basculante, onde já chegou a 25% de share no mercado. Na linha graneleira, o modelo de implemento mais vendido do Brasil, a empresa alcançou cerca de 20% de participação em vendas no mercado nacional, enquanto na linha florestal chegou a 40%.

Acesse: www.librelato.com.br

 Librelato participa da Metalmecânica Mineração 2018

A Librelato participa da Feira e Congresso Nacional para a Indústria Metalmecânica e Mineração 2018, em Criciúma, SC.   De acordo com Fábio Tronca, gerente nacional de vendas e marketing da Librelato, “o evento se torna cada vez mais relevante para o segmento, com a presença de importantes players do mercado, que participam para apresentar e debater novas tecnologias, tendências de mercado, legislação e outros temas de interesse”.

Na edição passada da Metal Mecânica estiveram presentes mais de 10 mil visitantes de 10 estados brasileiros e 3 países. A expectativa para a edição 2018 é de reunir 250 expositores e atrair um público de 20 mil profissionais. Nesta edição do evento, a Librelato está presente em um stand de 200m², com suporte de toda a equipe comercial, marketing, engenharia e diretoria da empresa.

Graneleiro Premium será destaque – O grande destaque da Librelato no evento é o mais novo implemento do portfólio da marca e carro–chefe de vendas da marca, o Graneleiro Linha Premium, que traz uma série de inovações tecnológicas que se traduzem em vantagens operacionais aos seus clientes.  O design do chassi, totalmente remodelado, alinhado à utilização de aços especiais, permitem ganho de resistência com redução de peso, proporcionando maior capacidade de carga em relação ao modelo anterior.

A caixa de carga possui novo revestimento em um material alternativo chamado Eco+, que é mais leve, resistente e ecologicamente correto, composto por alumínio e polietileno. A fixação dos painéis de revestimento é feita através de parafusos com porcas rebites, que eliminam saliências externas e, portanto, não danificam a lona de cobertura. Outra novidade são as lanternas traseiras com design inovador e exclusivo, iluminação 100% em LED e luz de indicação de direção sequencial.

Mais robusto e mais leve, o Graneleiro Premium Librelato é o implemento que movimenta mais carga e oferece maior vida útil em seu segmento, levando com isso, maior rentabilidade aos clientes. “Os transportadores estão atualmente muito mais atentos à questão rentabilidade e buscam equipamentos tecnicamente capazes de lhes assegurar esse importante quesito”, destaca Spricigo.

A vantagens operacionais oferecidas pelos novos graneleiros da marca chamaram a atenção de outros empresários do setor de transporte. Desde o lançamento, em outubro passado, até a primeira quinzena de maio, mais de 2000 desses implementos foram comercializados no País.

Projeto e Soldagem de Estruturas de Chassi Automotivo para Processo GMAW (MIG/MAG)

Por:

Prof. Luiz Gimenes

Professor da FATEC-SP departamento de Soldagem Gerente do Site INFOSOLDA

 

Prof. Edson Urtado

Professor do Curso de Pós-Graduação Engenharia de Soldagem SENAI-SP OSASCO

 

Acadêmico Gustavo Gimenes

Técnico em Soldagem – SENAI-SP (Osasco)

Acadêmico do Curso Superior de Tecnologia em Soldagem – Fatec-SP

 

PARTE II – FINAL 

Figuras 7: Exemplos de Soldas de Filete

Soldas de chanfro

As aplicações para as soldas de chanfro são estruturas tubulares, suportes e material redondo sólido.

Tipos de juntas aplicáveis

As soldas com bisel chanfrado podem ser aplicadas nas juntas topo, sobreposta e juntas em T, nas quais as soldas com chanfro em V são exclusivas das juntas de topo. A tabela 11 mostra exemplos de solda de chanfro em V.

Requisito do raio da junta de solda

As soldas em aresta com chapas retas são similares ás soldas do filete. No entanto, as soldas de chanfro em V e chanfro em aresta incluem uma superfície de raio. Este raio da superfície externa é limitado a quatro vezes a espessura da peça, como mostrado na Figura 8.

Figura 8: Limite do raio da junta de solda

Projeto de solda para redução da concentração de tensão

Áreas de alta tensão definidas por análise de elementos finitos ou testes funcionais devem ser revisadas para otimização de soldagem.

A Tabela 8 mostra as técnicas usadas para reduzir a concentração de tensão de solda de filete e melhorar o desempenho da solda, por exemplo coloque a solda início e fim longe dos cantos e outras áreas de alta tensão.

Tabela 8: Reduzindo as Concentrações de Tensões de Soldagem

Projeto da Linha de Solda

A mudança abrupta da direção da linha de solda deve ser evitada sempre que possível, conforme ilustrado na Tabela 9.

Tabela 9: Exemplo de evitar mudança abrupta na direção da linha de solda

Localização da sobreposição de solda

A sobreposição de solda deve ser colocada longe de áreas de alta tensão, considerar uma distância mínima de 50 mm em cantos, perto de furos e outras áreas de alta tensão resultantes da carga de serviço.

Sempre que possível, soldas devem ser colocadas em áreas de baixo estresse e com o mínimo de comprimento possível.

Distância Mínima entre a Linha de Solda e a Tangente de Raio

Ao unir superfícies curvas com solda considerar uma distância tangente ao raio dessa forma reduzirá o efeito desfavorável da tensão residual adicional de tração na área tangencial do raio devido à conformação da peça. Recomenda-se manter uma distância mínima de 10 mm entre a linha de solda e a tangente ao raio, conforme mostrado na Figura 9.

 

Figura 9: X= Distância entre a linha de solda e a tangente de raio

Soldagem Intermitente

Soldas intermitentes que são adequadamente sequenciadas podem ajudar a manter as juntas retas com mínimo de deformação, reduzindo a entrada de calor, o que reduz a distorção. Enquanto isso, as soldas intermitentes também introduzem crateras de solda e inicios, sendo que ambos são de alta tensão. Semelhante às soldas contínuas, o início/parada das soldas intermitentes deve ser colocado longe de áreas de alta tensão.

Soldas intermitentes são especificadas pela distância de centro a centro e comprimento de solda, como mostrado na Figura 10.

Considerar as distâncias (L1, L2): mínimo (Lwe ≥ 0.75b; 0.75b1)

Para as chapas que sofrem tensão: mínimo (L1 ≤ 16t; 16t1; 200 mm)

Para as chapas que sofrem compressão ou cisalhamento: mínimo (L1≤12t; 12t1; 0.25b; 200 mm)

Figura 10: Geometria das soldas intermitentes

Na Tabela 11 os símbolos mais comuns empregados nos desenhos de chassis

Tabela 11: Símbolos de Soldagem

Forma da solda    Representação     Símbolo

Angulo

Chanfro reto

Chanfro reto

Chanfro em aresta

Chanfro meio v com solda em angulo

Solda sobreposta

Solda angulo

Solda tampão

Chanfro em V

Solda em Ângulo intermitente

Chanfro reto com cobre-junta

Acesse: www.infosolda.com.br

Referencias
ANSI/AWS A3.0 – Termos e definições de soldagem
ANSI/AWS A5.18 /A5.18M, Especificação para eletrodos de aço carbono e arames para soldagem a arco com proteção gasosa.
AWS D8.8M: 2007 –  Especificação para Soldagem Automotiva e Qualidade – Soldagem de Aço a Arco Elétrico.
Welding Handbook AWS, Oitava Edição, Volume 2, Capítulo 4, Soldagem a Arco Metálico Gasoso.
Soldagem Almendra at all editora SENAI 2013 720pg, São Paulo
AWS A2.4-98 – Simbologia Padrão de Soldagem, Brasagem e Ensaio não Destrutivo.
AWS D1.3/D1.3M: 2008 – Especificação de Soldagem de Estruturas – Chapa de Aço

Exaustão Industrial: Como escolher o melhor para sua empresa

Saiba como escolher o melhor Exaustor Industrial para sua empresa de acordo com cada ambiente.

Os exaustores industriais são equipamentos fundamentais para quem trabalha no chão de uma fábrica ou indústria. Nas plantas industriais, onde a presença de poeiras de polimentos, resíduos de solda, rebarbagem e outros tipos de sujeiras é constante, um equipamento de exaustão mantém um melhor ambiente de trabalho e o ar mais puro para os trabalhadores.

O sistema de exaustão ideal é aquele que atende com eficácia as necessidades de cada ambiente, sendo dimensionado de acordo com a metragem do espaço onde está instalado ou com a necessidade de vazão para captação localizada de poluentes. A exaustão completa pode ser feita no ambiente todo (ventilação geral) ou em pontos específicos (exaustão localizada); contudo, é importante salientar que a escolha de um fornecedor experiente nessa área é essencial, pois a instalação dos equipamentos deve estar 100% de acordo com as normas construtivas (NBR) e de segurança (NRs) aplicáveis de modo a assegurar a qualidade do ambiente dos trabalhadores.

Tipos de sistemas de exaustão industrial

No caso de Ventilação Geral, os sistemas são compostos basicamente de uma tubulação de insuflamento e outra de exaustão, cada uma contendo um ventilador dedicado, difusores de ar e caixas de filtro para captação do ar exterior. Exaustores axiais são utilizados como medida paliativa visando, principalmente, conforto. Já os sistemas de exaustão localizada são os compostos por captores localizados próximos à fonte de emissão de poluentes, dutos, ventiladores e, quando necessário, filtros coletores de partículas (fumos, poeiras e névoas).

Soluções eficazes em sistemas de exaustão localizada industrial

Os sistemas de exaustão localizada industrial podem ser divididos em dois grandes grupos: sistemas de baixa pressão e sistemas de alta pressão. Os de baixa pressão utilizam-se de captores fixos ou móveis, do tipo Braços Extratores Flexíveis e Auto-Portantes, tubulação de condução do ar contaminado, Filtro Cartucho Auto Limpante, ou de mangas. O Exaustor é normalmente colocado após o filtro descarregando o ar limpo para a atmosfera externa. Os sistemas de baixa pressão são os mais tradicionais sendo utilizados para uma grande variedade de aplicações na captação e filtragem de fumos de solda, particulado em suspensão e névoa de óleo de usinagem. Já os sistemas de alta pressão têm o uso mais específico em aplicações que necessitam utilizar tubulações e mangueiras flexíveis de pequeno diâmetro (38 a 100mm). Casos típicos de utilização de sistemas de alto vácuo são a soldagem MIG/MAG com tochas aspiradas, a captação em equipamentos de processo na indústria química, de alimentos e farmacêutica, bem como limpeza pesada industrial em geral. São sistemas centralizados, com múltiplas aplicações e que distribuem vácuo pela unidade fabril como uma utilidade.

Acesse: www.nederman.com.br

Udinese apresenta soluções inteligentes para automação e modernização de portas e janelas

Líder do mercado nacional de componentes e acessórios para esquadrias leva solução IOT para automação de persiana integrada além de outras novidades para portas e janelas

A Udinese, líder do mercado nacional de componentes e acessórios para esquadrias e marca do Grupo ASSA ABLOY e reconhecida por ditar tendências em um mercado altamente competitivo, leva para o mercado o que há de mais moderno em seu portfólio para automação de portas e janelas residenciais e comerciais, como também, componentes diferenciados para esquadrias.

Uma das novidades é o Udiconnect®, solução gratuita para automação de persiana integrada que promete revolucionar o mercado da construção. Aderente ao conceito de Internet das Coisas (IOT), funciona por WIFI e pode ser controlada por um aplicativo que pode ser baixado em qualquer modelo de smartphone. A tecnologia permite múltiplos acessos quando liberados previamente via registro. “Estamos bem otimistas com o lançamento do Uniconnect®, pois além de garantir comodidade para ambientes residenciais ao permitir a programação da abertura e fechamento de persianas à distância, oferece algumas facilidades estratégicas para empreendimentos comerciais, uma vez que facilita a renovação do ar condicionado fora do horário do expediente”, conta Robson Donato, gerente de marketing da Udinese.

Outra novidade Braço UDMAX, componente agora muito mais resistente pois aguenta cargas de até 74kg. É aconselhado para diversos tipos de obras, inclusive casas térreas ou prédios altos com velocidade alta do vento, seus oblongos facilitam a instalação. O produto estará disponível em três cores (branco, cinza e preto), em quatro dimensões diferentes e para mais de 28 linhas de aplicações.

Outra importante novidade da Udinese é a Fechadura Biométrica YDF40, fabricada pela Yale, também marca do Grupo ASSA ABLOY. Indicada para ambientes residenciais ou corporativos, a fechadura é aderente às portas de madeira ou alumínio. Além de garantir ainda mais segurança no acesso aos cômodos e salas, permite a geração de acessos ilimitados por senha ou impressão digital. Segundo Donato, além de ser mais prática, também é mais segura pois descarta a necessidade do uso de chaves, comumente perdidas pelos usuários. Em vista disso é um item recomendado por arquitetos e engenheiros em obras da atualidade. “Ninguém da concorrência oferece um produto parecido para esquadrias de alumínio e isso faz com que sejamos vistos como uma empresa que busca soluções completas, integradas e mais tecnológicas”, ressalta o gerente de marketing da Udinese. Outro diferencial da Fechadura Biométrica YDF40 é a mesma não necessita de energia elétrica para funcionar, bastando apenas o uso de pilhas. Para isso, são recomendadas o uso de quatro pilhas AA alcalinas. E, em caso de emergência, é possível conectar uma bateria para abertura da fechadura.

Mola Aérea UD45 é outro item novo no portfólio da companhia do Grupo ASSA ABLOY. O componente suporta cargas mais leves de até 45kg, um importante diferencial. A Mola Aérea UD45 é a ampliação do portfólio de molas Udinese direcionadas às residências, recomendada para portas de ambientes como cozinha, lavabo, área de serviço e portas de entrada que não excedam 45 kg. Já a Maçaneta Premium – mais uma novidade – é um item super diferenciado para obras de alto padrão, por ser feita de alumínio e por ser resistente à corrosão. Mais robusta e ergonômica, tem o retorno por mola, o que garante que a maçaneta volte para a posição inicial sem danificar a peça.

Por último e não menos importante, a Udinese lança o Veda Porta Automático. Um equipamento de vedação inteligente com acionamento automático para vedação de portas de madeira, alumínio e PVC. Planejado para a utilização residencial e comercial, o equipamento é instalado de maneira embutida na porta, sendo estas novas ou usadas, proporcionando acabamento discreto. Sua vedação é acionada com o fechamento da porta, que em contato com o batente abaixa a borracha pressionando-a contra o chão e vedando mesmo que o piso não esteja perfeitamente regular. O produto é indicado para casos onde há a necessidade de prevenção e proteção do ambiente. Ainda, garante proteção contra insetos, poeira, incêndios, água, proteção acústica, controle de temperatura, controle de luminosidade e proteção contra fumaça.

Mais informações sobre a Udinese: Parte do Grupo ASSA ABLOY, a marca existe há 52 anos e é sinônimo de referência no setor de esquadrias. Investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, na ampliação e atualização tecnológica de seu parque industrial, na capacitação de seus profissionais e, principalmente, no relacionamento duradouro com seus clientes. A Udinese é reconhecida por ditar tendências em um mercado altamente competitivo e possui um portfólio amplo e diversificado em componentes para esquadrias de alumínio, madeira e PVC. Seus produtos se destacam pelo design inovador, pela praticidade e funcionalidade.

Mais informações sobre o Grupo ASSA ABLOY: Presente em mais de 70 países ao redor do mundo incluindo o Brasil, possui marcas consagradas com produtos inovadores e de qualidade reconhecida. La Fonte, Yale, Papaiz, Silvana, Metalika, Vault e Udinese representam as principais marcas do setor da construção, agregando design, qualidade e segurança aos segmentos: residencial, corporativo, industrial e institucional. Outras informações acesse o site: http://www.udinese.com.br

Recuperação Além do Horizonte

Depois de três anos de estagnação, a construção civil ainda não mostra sinais palpáveis de recuperação, apesar da confiança dos empresários do setor

Por Ricardo Torrico

Passados os primeiros seis meses do ano, ocorre uma curiosidade natural sobre como será o desempenho da economia no segundo semestre – principalmente quando o primeiro esteve aquém das expectativas. No caso deste ano, não há muito que se possa esperar sobre uma recuperação consistente da economia como um todo e, particularmente, do setor da construção civil – o qual, por sua vez, é um dos três grandes mercados do aço. Alardeado pelo governo como o ano em que a economia ‘decolaria’, 2018 revelou-se anêmico, devido a uma infeliz conjunção de fatores. Além de ser o quarto ano da Operação Lava-jato, é também um ano de eleição presidencial e, portanto, de indefinições políticas. Em maio, a greve dos caminhoneiros jogou um ‘balde de água’ ainda mais fria na atividade econômica. No ambiente externo, o protecionismo implantado pelo presidente norte-americano criou novos freios ao comércio internacional, estabelecendo inclusive cotas de exportação para o aço e alumínio brasileiros. Ou seja, motivos não faltam para justificar o pessimismo e a persistência do alto nível de desemprego no nosso ambiente econômico interno.

Mercado estagnado

Esse pessimismo reflete os números oficiais da economia para este ano, sintetizados na redução da expectativa de crescimento do PIB, que já caiu do patamar superior a 2%, estimado no início do ano, para algo em torno de 1,5%, enquanto a inflação tem se deslocado no sentido oposto, atingindo 4,15%, de acordo com a evolução registrada pelos relatório Focus do Banco Central. Analisando com mais profundidade o crescimento da economia, verifica-se ainda uma grande disparidade entre o desempenho dos diversos segmentos que o PIB brasileiro, como pode ser visto no gráfico Taxa de Crescimento – Setores e Construção Civil, elaborado pelo Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com base no levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as Contas Nacionais. Nele, pode-se ver claramente o fraco desempenho do setor da construção civil nos últimos anos. Desde 2014, quando começou a crise no Brasil, o PIB da construção civil vem acumulando resultados negativos, começando em -2,1% nesse ano, passando pelo ápice de -9% em 2015, até se situar em -5% em 2017. Vale observar, ainda, que a construção foi o único setor que se manteve em queda em 2017 – e continuou em queda no primeiro trimestre deste ano.

Dentre os fatores já apontados como responsáveis pelo pessimismo generalizado que assola o país, alguns se destacam como diretamente responsáveis pelo mau desempenho da construção civil. Embora conte com a aprovação de nove entre cada dez brasileiros, a Lava Jato trouxe em seu bojo alguns efeitos colaterais. Tornou-se um importante fator inibidor da construção civil ao colocar sob seus holofotes as grandes construtoras brasileiras, que, como consequência, hoje enfrentam graves crises financeiras. Desde 2014 – ano do início da Lava Jato – a Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez viram suas estruturas e negócios encolherem. Em pior situação encontram-se a UTC e Galvão Engenharia, que pediram recuperação judicial. Embora legítima e louvável, a ‘caça às bruxas’ promovida pela ação do juiz Sérgio Moro tem sido um componente inibidor adicional à redução drástica dos investimentos governamentais em infraestrutura, decorrente do ajuste fiscal promovido em todas as esferas do Estado brasileiro.

A crise dos últimos anos também reduziu o índice de confiança no âmbito privado, seja dos grandes empresários ou dos pequenos empreendedores, que passaram a protelar suas decisões de novos investimentos, refletindo-se no desinteresse generalizado na construção de novas unidades industriais e comerciais ou na locação de unidades já existentes. Sinais evidentes dessa situação podem ser vistas em todas as grandes cidades brasileiras, onde proliferam os cartazes de ‘aluga-se’ em tradicionais ruas comerciais e bairros industriais – não raro, esses cartazes se referem a andares ou prédios inteiros. Com um grau tão elevado de vacância, cabe questionar se algum empreendedor se animaria a investir na construção de novas unidades.

Confiança renovada

No entanto, apesar de os números da construção civil persistirem em ficar no vermelho, os empresários desse mercado acreditam em sua recuperação – provavelmente por acreditarem que, depois de tantas quedas, já está na hora desse mercado se recuperar. Enquanto essa expectativa não se materializa, as perspectivas do setor são avaliadas pelos índices de confiança dos empresários, medida por instituições de pesquisa econômica. Um deles, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicou no mês de maio uma elevação de 0,4 ponto em relação a abril, alcançando 82,4 pontos. Segundo a FGV, “essa ligeira alta decorre da melhora das perspectivas de curto prazo compensando a piora das avaliações atuais dos empresários do setor”. O mesmo levantamento indica que o Índice de Expectativas (IE-CST), outro índice elaborado pela FGV, também subiu 2,1 pontos, atingindo 94,8 pontos, o maior nível desde janeiro de 2018, quando tinha atingido 95,9 pontos.

Embora menos pessimistas, os empresários da construção consultados pela FGV indicaram a demanda insuficiente como a principal limitação enfrentada pelas empresas desde julho de 2014. Além do crédito mais caro e difícil, o empresariado apontou também o cenário macroeconômico agravado pela incerteza política deste ano de eleição presidencial. Vale lembrar que, pelo menos na área da construção habitacional, existe uma crônica demanda reprimida no Brasil e, se dependesse dessa demanda, o setor certamente não passaria por crises. O problema, porém, está na falta das demais condições necessárias para reduzir o déficit habitacional brasileiro: baixo nível e baixa estabilidade de emprego e renda, bem como falta de linhas de financiamento acessíveis, ou seja, com juros razoáveis.

Enquanto a eleição presidencial – bem como do Legislativo, ou seja, das bancadas que vão viabilizar (ou não) as iniciativas do Executivo – não se delinearem, a indústria da construção civil e, consequentemente, a demanda de seus insumos industrias, entre eles, o aço, deve continuar, na melhor das hipóteses, ‘andando de lado’.

Construção naval:
Dobra de tubos em rede e maiores benefícios de tempo

O software transfluid melhora os processos móveis e a máquina de dobra com alto desempenho para grandes tubos oferecem até 60% economias de tempo

As soluções digitais são exigidas pela construção naval internacional e pela indústria off-shore para o planejamento eficiente de seus recursos e processos. Para suportar isso, a transfluid fabricante da máquina de alta tecnologia combina suas tecnologias de dobra para tubos de grande diâmetro com redes em linha destinadas a aplicações práticas, como com o software “t project” que calcula previamente a orientação exata dos flanges, ao dobrar tubos retos com flanges soldadas. Mas ferramentas de medição móvel adquirem dados no local, por exemplo para medir com precisão os tubos de molde. Além disso, a transfluid oferece a opção de processos de formação final de tubos com o tubo rotativo formando UMR ‘ t Form ‘ Machine. Por exemplo, é possível introduzir os flanges alargadas economicamente e, subsequentemente, dobrar o tubo.

Dobrar tubos com um diâmetro de até 400mm mais rápido

“economizar tempo e dinheiro são aspectos que tornamos possível para esta indústria, quando se trata de processamento de tubos”, diz a Diretora Stefanie Flaeper da transfluid Maschinenbau GmbH. “nosso ‘ t bend” máquina de dobra CNC substituiu a necessidade de soldar curvas em grandes tubos há muito tempo, uma vez que reduz os custos de produção. Além disso, os sistemas de dobra economizam até 60% do tempo de produção para tubos com um diâmetro de até 400 milímetros. A configuração rápida da máquina, às vezes em menos de 10 minutos, também desempenha um papel crucial. Equipado com um sistema de controle inteiramente automatizado do CNC, as unidades transfluid podem processar tubos com paredes finas e grossas e feito de todo o material, mesmo com raios do diâmetro do tubo de 1,5 x ou mais. Estes raios de curvatura apertados são alcançados com desbaste mínimo incomparável das paredes do tubo. Isso leva a benefícios também em termos de espaço a bordo do navio.

Melhor flexão de tubos com flanges com o software transfluid

É possível conseguir muito mais simples e muito mais barato o processamento de tubo, quando os flanges são soldados para o tubo reto de antemão, porque o processo de soldagem é consideravelmente mais rápido nessa fase. Com a conexão interna com os programas de CAD, o software de dobra “t project” pode processar os isométricos imediatamente. Os flanges podem ser escolhidos a partir de uma base de dados e integradas nos isométricos, também em termos de tecnologia de flexão. “com a flexão direcional dos tubos flangeado nossa solução é capaz de melhorar a flexibilidade da fabricação. Os processos tornam-se claramente mais simples “, explica Stefanie Flaeper.

 

‘t project’ para uso móvel a bordo

A versão Tablet do software ‘ projeto ‘ t project ‘ oferece maior liberdade para aplicações práticas no local. Ele permite ao usuário adquirir dados com um sistema de medição muito leve e portátil. É assim possível coletar dados, por exemplo para tubos do conector, ambas as geometrias do processo, assim como os flanges e a posição dos flanges. As economias de tempo são particularmente significativas para este aspecto. O processo de medição a bordo requer apenas alguns minutos, mesmo para tubos mais complexos com flanges. Todos os dados são adquiridos digitalmente, documentados e os dados podem ser transferidos on-line e estar disponíveis para o escritório técnico, bem como a máquina de dobra. Uma vez que uma peça de tubo foi concluída, ele pode ser medido mais uma vez, a fim de garantir uma instalação suave. E aqui está um benefício adicional de tempo: enquanto os tubos são processados com os dados de medição que foi fornecido, outras medições podem ser tomadas a bordo.

Forma efetiva de extremidades do tubo

Um aspecto fundamental do processamento de tubos na indústria da construção naval é a formação de extremidades do tubo, como a formação de flanges alargadas nos tubos. Com a máquina de rolamento UMR ‘ t é possível moldar tubos com diâmetros até 325mm. quase independente de ferramenta, ele usa um cone de modelagem controlada, que pode ser programado livremente durante a tarefa. Outra opção de modelagem interessante é a expansão cilíndrica das extremidades do tubo, a fim de conectar dois tubos. A solução transfluid para este desafio é adequada para tubos com um tamanho nominal de até 250. A prática tradicional na construção naval de soldagem com duas emendas em cada luva da conexão para grandes tamanhos nominais é agora redundante.

Acesse: www.transfluid.net

Exceção a Regra

Dentro do panorama generalizado de estagnação, a indústria de máquinas e implementos se destaca positivamente, refletindo a pujança do agronegócio brasileiro

Por Ricardo Torrico

Intrinsecamente ligada ao processo de industrialização, a indústria de máquinas e equipamentos tem sido duramente afetada pela incapacidade dos últimos governos de elaborar e colocar em prática uma política industrial eficiente e responsável. O resultado é que esse setor – um dos principais mercados de produtos siderúrgicos, nacionais ou importados – tem registrado resultados continuamente descendentes, levando a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) a afirmar que o Brasil passa por um processo de desindustrialização – não só do setor que representa como dos demais mercados que atende ou tem se esforção por atender. Dentro desse panorama de resultados altos e baixos – ou melhor, mais baixos que altos – dos últimos anos, há, porém, um segmento que tem se destacado precisamente por ter mais altos que baixos: o de fabricantes de máquinas e implementos agrícolas.

Resultados animadores

Além de ser um dos principais mercados consumidores de aço, a indústria de máquinas e equipamentos é também um ótimo termômetro do grau de investimento feito pelos demais setores industriais do país. Ou seja, em períodos de crise ou de expectativas de queda no faturamento, os empresários engavetam os projetos de novos investimentos e, quando a crise passa ou o mercado dá sinais de recuperação, eles os desengavetam. Resultados negativos têm sido registrados persistentemente pelo setor desde meados de 2012, quando sua receita líquida total se esteve próxima de 12 bilhões de reais, decrescendo mês a mês até um patamar que tem oscilado em torno de 6 bilhões de reais entre 2016 e 2018.

A novidade foi o bom resultado registrado em junho deste ano, em que o faturamento de todo a indústria de máquinas e equipamentos recuperou com folga o fraco desempenho registrado em maio, atingindo 7,12 bilhões de reais, valor 23% superior ao do mês anterior e também 13,1% superior ao de junho de 2017 – motivo suficiente para se acreditar numa retomada da confiança dos empresários industriais. No acumulado de janeiro a junho, o crescimento foi de 4,2% entre 2017 e 2018. Vale lembrar que, desde 2017, o mercado externo tem sido a estratégia utilizada pelos fabricantes do setor para compensar a redução do mercado interno, o que elevou a 47% a participação das exportações no faturamento total do setor.

Setor imune

Embora a crise econômica tenha afetado o setor de máquinas e equipamentos como um todo, o segmento de máquina e implementos agrícolas, conseguiu passar por ela praticamente ileso, acompanhando o bom desempenho do setor agrícola brasileiro. Os dados colhidos pela Abimaq entre as empresas associadas à sua Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) indicam que o faturamento do setor teve mais altos do que baixos entre 2002 e 2017, período abrangido pelos Indicadores Conjunturais divulgados pelos CSMIA. Mesmo tendo apresentando reduções drásticas de -43,9% em 2005, – 29,8% em 2009 e -31,0% em 2014, o faturamento do setor evoluiu 38,8% entre 2001 e 2017, em reais constantes – ou seja, descontada a inflação – e este ano promete retornar ao recorde de 14,4 bilhões de reais registrado em 2008. “Apesar de ser um ano de eleição, o ritmo dos negócios está relativamente animado, permitindo-nos trabalhar com a perspectiva de um crescimento de 8% no faturamento do nosso setor em relação ao ano passado”, afirma Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente do CSMIA da Abimaq e diretor de Relações Institucionais da Máquinas Agrícolas Jacto, fabricante de equipamentos para agricultura de precisão nos segmentos de pulverização e adubação, sediada no município de Pompeia, no interior de São Paulo.

Segundo Pedro Estevão, entre 2012 e 2014, houve uma confluência de fatores favoráveis para a agricultura brasileira. Nesse período, por causa da seca ocorrida nos Estados Unidos, o preço internacional da soja chegou a US$ 17 o bushel – medida equivalente a 14,5 kg –, tendo voltado posteriormente ao patamar de US$ 9. Embora tenha sido um fenômeno pontual, o agricultor brasileiro acabou tendo uma boa rentabilidade. Junto com esse preço alto, ocorreu também a etapa final do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), cujos juros muito favoráveis, de 2,5%, estimularam a compra de equipamentos. “Consequentemente, em 2015 e 2016, o mercado caiu naturalmente em função do excesso de compras que tinha havido anteriormente – ou seja, o mercado voltou ao normal. Em 2017, o faturamento do setor foi de R$ 13 bilhões, mas este ano já estamos estimando um crescimento de 8% em cima desse valor”, explica o executivo da Jacto. “E no longo e médio prazo, as perspectivas para a agricultura brasileira continuam sendo positivas, porque nosso país é hoje um dos grande produtores e exportadores mundiais de alimentos e, haja o que houver, a população mundial sempre vai continuar crescendo, principalmente na Ásia. Tendo em vista isso, nós estamos otimistas em relação à agricultura brasileira e, consequentemente, ao mercado de máquinas agrícolas, que é um mercado bastante dinâmico. Se olharmos um período entre cinco e dez anos, obviamente não há como prever o comportamento nos preços das commodities, que dependem dos diversos fatores que afetam as safras no hemisfério Sul e no hemisfério Norte. O que dá para prever é que a demanda mundial de alimentos deve continuar crescendo – e que o Brasil tem capacidade para atender a essa demanda.”

Questionado sobre eventuais problemas no abastecimento de aço, Pedro Estevão afirma que, no que se refere à qualidade e prazos de entrega, os fabricantes de máquinas e implementos agrícolas são normalmente bem atendidos pelas empresas distribuidoras. “No que se refere à disponibilidade de aço, não existe nenhum problema para o nosso setor. Talvez algumas ligas especiais talvez não estejam facilmente disponíveis, mas isso é algo muito pontual. Mas, de uma maneira geral, não temos problemas de abastecimento”, explica o presidente do CSMIA da Abimaq. Ele ressalva, porém, que o mesmo não ocorre em relação aos preços, que sobem continuamente, acompanhando a evolução do mercado internacional. “O aço tem uma grande participação no custo das máquinas agrícolas que, de pendendo do modelo, pode oscilar entre 10% e 20%. Quando o preço internacional do aço sobe, também sobe no mercado interno, o que acaba tendo um impacto nos nossos custos de produção”, completa Pedro Estevão.