segunda-feira, setembro 21, 2026
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Sinais Positivos de Retomada

A demanda interna de máquinas e equipamentos cresceu 15,9% no acumulado de janeiro a outubro deste ano, fortemente concentrada na aquisição de bens importados

Por Ricardo Torrico

Se a indústria de máquinas e equipamentos é, como normalmente se alardeia, o termômetro de toda a indústria nacional, há então bons motivos para alimentar um clima de otimismo. Depois de anos em constante recessão, o setor tem colhido bons resultados, decorrentes principalmente do aumento da demanda interna. Isso talvez resulte de um longo período de demanda reprimida, que vinha comprometendo a eficiência e produtividade da indústria nacional… talvez. Mas vale observar que, mesmo nessas condições, nenhum empresário resolve investir em máquinas e equipamentos se não tiver uma mínima perspectiva de retomada da demanda de seus produtos.

Consumo aparente − O consumo aparente (produção – exportação + importação) de máquinas e equipamentos, que reflete a disposição dos empresários a ampliar sua capacidade de produção, registrou crescimento no mês de outubro de 2019, tanto em relação ao mês imediatamente anterior, de 21,5%, quanto em relação ao mesmo mês do ano anterior, de 33,7%. No acumulado do ano, o aumento na aquisição de máquinas e equipamentos foi de 15,9%, em comparação com o mesmo período de 2018. Uma parte importante desse aumento advém do mercado externo, que ampliou sua participação em 3 pontos percentuais, de 60% em 2018 para 63% em 2019.

Receita líquida − As receitas de vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos ficaram estáveis na passagem de setembro para outubro de 2019, mas registraram um crescimento de 1,9% em relação ao mesmo mês de 2018.Essa melhoria do desempenho das vendas continuou sendo puxado pelas vendas internas. Já as vendas realizadas ao mercado externo registraram novas quedas, de 11% na comparação mensal e de 21% na interanual, em decorrência da desaceleração da atividade produtiva em diversos parceiros comerciais. No acumulado do ano, as vendas de máquinas e equipamentos acumulam um crescimento de 1,4%, desempenho este novamente sustentado pelo mercado doméstico, que evoluiu 7,7%.

Exportações − As exportações de máquinas e equipamentos registraram queda no mês de outubro de 2019, tanto em relação ao mês de setembro, de 11%, como sobre outubro de 2018, de 21,1%. O resultado acumulado no ano piorou 1,8 ponto percentual, saindo de uma queda de 4,5%, acumulada até o mês de setembro, para uma queda de 6,3% até outubro. Ainda que o câmbio, ao redor de R$/US$ 4,00, tenha permitido melhorar o retorno financeiro dos exportadores de máquinas e equipamentos, o cenário internacional em desaceleração vem inviabilizando o aumento das vendas, principalmente aos países da América do Latina, para alguns da Europa e a China.

Utilização da capacidade instalada − Passados dois anos do fim da pior fase da recessão econômica, que levou ao sucateamento e encolhimento do estoque de capital brasileiro, a indústria de máquinas e equipamentos ainda atua com uma ociosidade de quase 25% nos seus fatores de produção. No mês de outubro, a utilização da capacidade instalada teve uma pequena queda adicional, de 0,7%, atingindo 75,5%. Por outro lado, a carteira de pedidos registrou uma melhora de 14,1% em relação ao mês de setembro e de 2,3% em relação ao mesmo mês de 2018, sinalizando uma evolução positiva nas encomendas de bens não seriados.

Emprego − Após ter reduzido em mais de 90 mil o número de pessoas empregadas na indústria brasileira de máquinas equipamentos, em 2018 o setor retomou o processo de ampliação contratando 10 mil pessoas. Em 2019, o setor manteve suas contratações e em outubro, ainda que tenha registrado uma queda de 0,4% em relação ao mês imediatamente anterior, o setor atingiu o patamar de 306.310 trabalhadores formalmente contratados. Em relação ao número de pessoas ocupadas no final do ano passado, esse número foi 1,8% superior, equivalendo a 6 mil trabalhadores adicionais na indústria nacional de máquinas e equipamentos.

Fontes Limpas e Inesgotáveis

Depois de um século de predomínio do petróleo como principal fonte de energia, o século 21 deverá se caracterizar pela substituição da energia fóssil pelas energias renováveis e limpas

Por Ricardo Torrico

O uso de fontes de energia limpa e renovável, com destaque para as energias solar e eólica, não se trata apenas de um modismo, mas de uma real necessidade, motivada por dois fatores: primeiro, o esgotamento − cedo ou tarde − das reservas mundiais de petróleo e gás, que, obviamente, não são infinitas e, segundo, a urgentíssima necessidade de minimizar a emissão de CO2 decorrente do uso desses combustíveis. Acompanhando a tendência mundial, o Brasil caminha a passos largos no processo de substituição da energia gerada pelos combustíveis fósseis por outras que, além do fato de ser totalmente ‘limpas’, têm a vantagem adicional de resultar de duas fontes inesgotáveis: o sol e o vento.

É bem verdade que, entre os combustíveis fósseis e as energias limpas, situa-se a energia hidrelétrica, com forte presença na matriz energética brasileira. Cabe, porém, lembrar que essa fonte é limpa, mas não é inesgotável, mesmo num país com o privilégio de ter uma vasta rede hidrográfica. Além disso, construir hidrelétricas implica um elevado impacto ambiental, como se pode depreender pela recente experiência  da Usina de Belo Monte, no Pará. Motivo de ufanismo por ser a segunda maior hidrelétrica do país, ela tem gerado uma grande polêmica pelos seus efeitos ambientais e sociais − neste caso, no âmbito das comunidade indígenas da região.

Bons ventos

As torres eólicas já estão em operação há algumas décadas, mas exigiam investimentos maciços que só se justificavam em casos muito específicos. No entanto, os avanços tecnológicos ocorridos principalmente desde o início deste século permitiram reduzir os seus custos de instalação e aumentar significativamente a sua eficiência, tornando-as economicamente viáveis. A primeira usina eólica brasileira −e também a primeira na América do Sul − começou a operar em 1992 no arquipélago de Fernando de Noronha (PE), com 225 kW de capacidade. Durante a crise energética de 2001, houve a tentativa de incentivar a contratação de empreendimentos de geração de energia eólica no país. Criou-se então, o Programa Emergencial de Energia Eólica (Proeólica), que tinha como objetivo a contratação de um total de 1.050 MW em projetos de energia eólica até dezembro de 2003. Mas esse Programa não alcançou os resultados esperados e foi substituído pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).

Medidas com essa estimularam a criação, em 2002, da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que hoje conta com mais de 100 associados representantes de todos os segmentos da cadeia produtiva de energia eólica. De acordo com os dados divulgados pela entidade, contidos no boletim Infovento 13, de 20 de outubro deste ano, o Brasil conta com 613 parques eólicos, com 7.536 aerogeradores em operação e capacidade para gerar 15,3 GW de energia, sendo que os projetos em andamento de novas usinas e ampliações devem acrescentar outros 4,6 GW até 2023. No ano de 2018, foram gerados 48,4 TWh de energia eólica, que representou 8,6% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN) no período. A energia gerada eólica gerada em 2018 cresceu 14,6% em relação a 2017, frente ao crescimento de 1,5% de toda a geração do SIN. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualmente a energia eólica é responsável por 8,8% da matriz elétrica brasileira.

Estudos técnicos também indicam que a redução de CO2 propiciada pelas usinas atualmente instaladas é de 28 milhões de toneladas por ano, volume que equivale à emissão anual de cerca de 11 milhões de automóveis. Segundo a AEEólica, o potencial eólico do Brasil está estimado em torno de 500 GW, superando em mais de três vezes a capacidade instalada de 160 GW relativa a todas as fontes de energia  − nuclear, hídrica, térmica, eólica e outras. Isso não significa, porém, que um dia o Brasil possa ser abastecido inteiramente por energia eólica, já que − como a própria AEEólica reconhece − a situação ideal de qualquer país é que a geração total esteja distribuída entre todas as fontes de energia disponíveis.

Sol abundante

A energia solar é outra fonte de energia que já deu os primeiros passos, mas que ainda está longe de atingir o enorme potencial de um país com as características do Brasil, que, apesar de ter uma parcela considerável de seu território abaixo da Trópico de Capricórnio, é considerado primordialmente um país tropical. Da mesma forma que ocorreu com a energia eólica, no caso da energia solar fotovoltaica, o custo elevado da tecnologia disponível era um barreira para o seu desenvolvimento. Essa situação tem mudado nas últimas duas décadas e promete mudar mais ainda nos próximos anos, multiplicando a sua modesta participação atual na matriz elétrica brasileira, estimada em cerca de 1,3%, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Partindo de uma base muito restrita em relação ao seu enorme potencial, a tendência de um intenso crescimento já pôde ser comprovada em 2018, quando a capacidade instalada deu um salto de 100%, passando de 1,2 GW para 2,4 GW. Com esse modesto resultado, tanto em valor absoluto quanto percentual, o Brasil ainda está longe de se destacar na linha de frente do ranking mundial de países que mais investem em energia solar fotovoltaica, liderado pela China, com 176,1 GW de capacidade instalada − ou seja, cerca de 73 vezes a brasileira. O que se pode depreender dessa comparação é que o Brasil tem uma enorme demanda a ser atendida para que a participação da energia solar na sua matriz energética possa se aproximar, pelo menos, dos 8,8% já atingidos pela energia eólica.

Segundo projeções da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), em 2050, 40% da matriz elétrica mundial será composta por energia solar. O Brasil deve acompanhar essa tendência, estimando-se que, até lá, 38% da sua matriz energética será suprida por energia solar fotovoltaica. Há, portanto, um longo caminho a ser percorrido para atingir esse patamar. Dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que, hoje, dos mais de 84,4 milhões de consumidores cativos brasileiros faturados pelas distribuidoras, apenas 170 mil fazem uso da tecnologia, o que equivalente a somente 0,2% do total.

Na opinião de Alexandre Borin, gerente da Unidade de Negócios de Energia Fotovoltaica da Fronius, multinacional austríaca há 25 anos atuando no mercado brasileiro, a adesão ao uso de energia limpa, principalmente a solar, é vantajosa em todos os aspectos, desde o menor custo para o consumidor até a preservação do meio ambiente. Do lado do consumidor, a economia gerada na conta de luz pode chegar até 95%. Já com referência à política do governo, Borin ressalta que a Fronius tem acompanhado com atenção o posicionamento da Aneel referente à revisão da Resolução Normativa 482/2012. “Essa resolução limita o acesso dos consumidores brasileiros a uma energia mais econômica e sustentável, uma vez que reduz o atual sistema de compensação de energia gerada dos atuais 100% para 66% para instalações junto à carga e para 38% no caso de instalações remotas. É necessário buscar uma solução viável e sustentável, respeitando o direito de escolha do consumidor por uma energia mais acessível, seja para a sua residência ou negócio. Caso o posicionamento da Aneel seja mantido, ou seja, se ocorrer uma drástica redução na política de compensação de energia solar, os avanços do mercado fotovoltaico podem ser prejudicados, acarretando o fechamento de empresas e desemprego, atingindo principalmente os pequenos instaladores do setor”, adverte Borin.

ENERGIA SOLAR BEM APROVEITADA

De olho na demanda reprimida, a Fronius desenvolve tecnologias destinadas a reduzir o custo da energia fotovoltaica

Lançou novidades como o novo inversor híbrido GEN24, o medidor inteligente bidirecional Smart Meter e o dispositivo regulador de consumo Ohmpilot.

O inversor híbrido GEN24 conquistou o título de “produto do ano” em quatro categorias do renomado prêmio alemão Plus X Award em 2019: alta qualidade, conforto operacional, funcionalidade e ecologia. O equipamento possui as vantagens do atual SnapINverter, ou seja, uma solução completa para todos tipos de projetos e instalações residenciais ou comerciais. O GEN24 pode ser conectado a uma bateria para composição de um sistema de geração híbrido de energia. Ele gerencia a geração, o armazenamento de energia e o consumo do cliente por meio de sistema de processamento de dados que pode ser acessado por um aplicativo ou através do portal de monitoramento Fronius (www.solarweb.com). Dessa forma o usuário tem total controle sobre o sistema, pode por exemplo escolher o horário em que injetará energia na rede elétrica ou quando usará a energia armazenada na bateria para suprir a demanda de suas cargas.

O medidor inteligente Smart Meter tem três linhas: o modelo monofásico Smart Meter 63A-1, para rede AC 380V, corrente de instalação até 63A, com TC (transformador de corrente) integrado; o Smart Meter 50kA-3 (mono/bi/trifásico), para rede AC 380V, com corrente de 63A até 50kA e necessário TC; e o Smart Meter 240-3 UL, destinado à rede de 220V. Indicado para medição da energia consumida e injetada na rede elétrica, pode ser usado em residências, indústrias e usinas de grande porte.

O regulador de consumo Ohmpilot também é um marco de inovação da empresa. O produto foi projetado para aproveitar a energia solar excedente e utilizá-lo no aquecimento da água. Com sua regulagem ajustável de 0 a 9kW, a energia que for gerada em excesso poderá ser utilizada de forma eficiente e segura pelos consumidores em suas casas. Sua principal função é controlar de maneira inteligente os elementos de aquecimento para fornecer água quente em aquecedores e tanques de armazenamento tipo boiler. Este sistema contribui para a redução das emissões de CO2 e melhora o aproveitamento da energia gerada pelo sistema fotovoltaico.

Demanda em alta

“A demanda destes produtos no mercado brasileiro vem evoluindo à medida que o consumidor tem mais consciência e controle sobre a energia que está sendo gerada pelo seu sistema fotovoltaico. Devido à política atual da compensação de energia ser de 100%, ou seja, para cada 1KW injetado na rede, o consumidor tem direito a receber o mesmo 1KW em seu consumo, os produtos que propiciam controle e armazenamento tem ganhado cada vez mais espaço nas instalações fotovoltaicas”, explica Alexandre Borin, gerente da Unidade de Negócios de Energia Fotovoltaica da Fronius. “Os custos adicionais desses dispositivos podem ser facilmente diluídos nos diversos financiamentos disponíveis no mercado, tanto para pessoa física como jurídica. Hoje a grande parte das instalações está em residências, mas todos os setores, sem exceção, estão em busca de opções renováveis para reduzir seus custos”.

Segundo Borin, o preço de todos os componentes do sistema solar fotovoltaico vem caindo nos últimos anos devido ao aumento da escala de produção e à adoção cada vez maior dessa tecnologia limpa e sustentável. Por enquanto, os inversores da Fronius são todos de fabricação austríaca, mas a empresa monitora constantemente o crescimento do mercado e as tendências de nacionalização dos produtos. “Infelizmente ainda não existe uma política industrial para o setor que justifique um investimento para a fabricação local dos inversores. Por outro lado, como todo produto europeu, os nossos seguem as mais rigorosas normas de segurança e desempenho praticadas mundialmente”, garante o executivo da Fronius.

Acesse: www.fronius.com.br


Sistema de energia solar fotovoltaica exige produto de qualidade e cuidados durante a instalação de todo o sistema

Inversor é a peça fundamental em todo o processo de geração de energia solar

Aos poucos, empresas de todos os segmentos estão buscando alternativas para preservar o meio ambiente e proporcionar mais qualidade de vida. E um dos setores que tem avançado e conquistado os brasileiros é a energia solar.

Mas, para que o processo tenha êxito, é necessário estudar a viabilidade do processo de instalação, a qualidade e a procedência de todos os produtos envolvidos, inclusive o inversor. Aliás o inversor é um componente fundamental para o funcionamento do sistema fotovoltaico, considerado o “cérebro do sistema”. Para oferecer mais segurança às empresas e às pessoas que estão investindo ou pensam em investir em energia fotovoltaica, a Fronius é a única empresa a propiciar sete anos de garantia de seu inversor. “Nossos produtos têm uma garantia maior, porque acreditamos no que construímos. Tudo é fabricado com a máxima segurança”, ressalta a gerente de Marketing, Thaís Bitencourt.

É importante ressaltar que todo o procedimento – desde a montagem dos painéis solares até os inversores – deve ser realizado por empresas especializadas. Apesar da garantia de sete anos, os inversores da Fronius, assim como qualquer outro produto, necessitam de inspeções para garantir sua durabilidade e funcionalidade.

A manutenção dos inversores solar é algo simples, mas que deve ser realizada por um técnico autorizado. A visita do profissional consiste em uma inspeção visual e periódica no equipamento e nas placas. Todo o sistema de qualidade tem durabilidade estimada de 25 anos.

O segmento de energia solar é um negócio que chegou no Brasil e está se solidificando aos poucos. De acordo com os últimos dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a potência operacional total, que inclui geração centralizada (com 2.253,4 MW) e micro e minigeração distribuída (1.112,1 MW), alcançou 3.365,5 MW. A energia solar fotovoltaica pode ser aplicada em residências,  indústrias, hospitais, hotéis, no agronegócio (frigoríficos, usinas de açúcar e álcool, etc), entre outros.

A multinacional austríaca Fronius – uma das líderes em tecnologia e soluções de energia solar – tem investido ininterruptamente em tecnologia para atender às exigências de mercado. A empresa, uma das pioneiras neste segmento no Brasil, atualmente é responsável por mais de 25% de participação no mercado brasileiro. A expectativa é dobrar o faturamento em 2019 e um dos responsáveis por este crescimento é a Unidade de Negócios de Energia Solar,comenta Alexandre Borin, gerente da unidade no Brasil.

Energia Renovada

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Os pesados investimentos previstos na exploração das jazidas do pré-sal e onshore podem levar o Brasil da 10a para a 5a posição no ranking mundial dos produtores de petróleo e gás

Por Ricardo Torrico

Não há como negar que, em algum momento do futuro, as fontes de energia limpa e renovável vão prevalecer sobre as de energias fósseis. A maioria dos especialistas concorda, porém, que essa situação ideal ainda deve demorar algumas décadas para se tornar realidade. De acordo com as projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda por petróleo no mundo continuará crescendo pelo menos até 2040. Dada essa perspectiva realista, a economia mundial seguirá atrelada ao tão conhecido petróleo e de seu principal subproduto, o gás natural. Assim, o país que quiser manter um mínimo de autonomia econômica deve continuar investindo pesado nas quatro etapas − exploração, produção,refino e abastecimento − que compõem a cadeia produtiva do setor.

Quando o assunto petróleo e gás, o principal dilema de um país industrializado, como o Brasil, é ser um importador líquido. Ou seja, um país sempre de olho nas cíclicas mudanças no preço do barril de petróleo e, consequentemente, do BTU (British Thermal Unit ou Unidade Térmica Britânica), medida utilizada internacionalmente para determinar o preço do gás natural. Foi por esse motivo que os Estados Unidos investiram maciçamente no desenvolvimento do fracking, ou fraturamento hidráulico, uma técnica que permite recuperar o gás e óleo contidos nas rochas de xisto, que permitiu, transformar esse país de importador em exportador líquido de petróleo e seus derivados em menos de uma década.

Solução brasileira

Ao mesmo tempo em que o fracking era desenvolvido nos Estados Unidos, no Brasil a solução para acabar com a dependência das importações surgiu em 2006, com a descoberta, pela Petrobras, das jazidas do pré-sal − ou seja, localizadas abaixo das camadas de sal − no Atlântico Sul, além da área considerada como mar territorial brasileiro, mas dentro da região reconhecida como Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Com o preço do barril acima dos 100 dólares naquele período, a exploração dessas jazidas se tornou viável, motivando a Petrobras a investir maciçamente em plataformas e FPSOs (Floating Production, Storage and Offloading), ou seja, navios adaptados para a produção, armazenamento e posterior escoamento de petróleo ou gás natural por navios petroleiros.

Os investimentos necessários para a prospecção e exploração dessas jazidas se refletiram em consistentes encomendas aos fornecedores nacionais e internacionais de equipamentos e demais insumos. A ampliação da demanda de produtos siderúrgicos às usinas nacionais foi uma consequência natural desse processo, que se estendeu até 2013. Caracterizada por uma quase euforia, essa fase sofreu uma reviravolta em 2014, provocada por uma perversa combinação entre uma drástica queda nos preços internacionais do petróleo − a mesma que provocou a brutal debacle da economia venezuelana − e as denúncias de corrupção na Petrobras.

Antes mesmo da descoberta das jazidas do pré-sal, a produção doméstica de petróleo já dava sinais de atingir a autossuficiência, o que acabou acontecendo a partir de 2005, com uma retração em 2013 e 2014. Da condição de importador, o Brasil passou a ser exportador, embora ainda precise importar petróleo ‘leve’ para misturar com o petróleo ‘pesado’ que produz, para ser processado nas 17 refinarias nacionais. Elas foram projetadas para processar  o petróleo leve importado quando nosso país ainda estava longe de ser autossuficiente . Vale observar que exportar petróleo pesado e importar petróleo de melhor qualidade é uma prática normal em todo o mundo. O Brasil, portanto, atingiu o patamar conhecido pelos especialistas como ‘autossuficiência volumétrica’.

Fim do monopólio

O monopólio da União na exploração, produção, refino e transporte do petróleo no Brasil, instituído em 1952 − dois anos após a criação da Petrobras −, acabou com a promulgação da Lei 9.478, de 6 de agosto de 1997, que abriu o mercado à concorrência internacional. Desde 1999, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tem levado adiante essa nova proposta, realizando rodadas de licitações de blocos exploratórios e rodadas de partilha da produção do pré-sal. Além dessas licitações programadas, em setembro de 2010, a União e a Petrobras assinaram um acordo, conhecido como ‘cessão onerosa’, que concedeu à estatal o direito de extrair 5 bilhões de barris de óleo equivalente (BOE) da camada do pré-sal em sete campos do pré-sal da Bacia de Santos.

Ocorre, porém, que prospecções posteriores feitas pela estatal revelaram um volume que pode chegar a 15 bilhões de barris. Se essas previsões se concretizarem, o Brasil pode saltar da 10a para a 5a posição no ranking dos maiores países produtores de petróleo. Esse novo contexto levou o governo a realizar a Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa, chamando pela imprensa de ‘megaleilão’ por ser o maior valor já realizado nesse mercado em todo o mundo.  A sessão pública de apresentação das ofertas aconteceu no dia 6 de novembro deste ano, mas o resultado ficou muito aquém dos R$ 106,5 bilhões que pretendia arrecadar em bônus de assinatura. Isso ocorreu porque, das quatro áreas oferecidas, somente duas foram arrematadas, por R$ 69,96 bilhões. Uma das áreas foi arrematada pela Petrobras e outra pela mesma estatal, consorciada com uma empresa chinesa. Especialistas do setor consideraram que os valores bilionários a serem cobrados como bônus no caso específico deste leilão podem ter inibido o interesse das demais empresas internacionais do setor. No entanto, tendo atingido 66% do valor pretendido, o resultado pode ter sido um pouco frustrante, mas esteve longe de ser um fracasso. Os resultados obtidos nas demais licitações permitem deduzir que existe, sim, um grande interesse daqueles empresas pela exploração das jazidas brasileiras.

Futuro promissor

Considerando os resultados obtidos nos diversos leilões e no megaleilão até o presente momento, o setor petrolífero brasileiro apresenta perspectivas bastante animadoras. De acordo com um artigo de Spencer Dale, economista-chefe da British Petroleum, publicado no Anuário da Indústria de Petróleo no Rio de Janeiro: Panorama 2019, em 2018, o Brasil foi o 10º maior produtor de petróleo, 2º em biocombustíveis e 7º em geração de energia renovável. As avaliações do setor indicam também que, até 2024, o Brasil será a 2ª maior fonte de crescimento de produção de petróleo fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Quanto desse entusiasmo vai se transformar em pedidos mais consistentes para a toda a cadeia da industria nacional − das usinas siderúrgicas aos estaleiros− é ainda uma incógnita. Uma coisa, porém, é certa: existem bons motivos para uma expectativa otimista, já que ninguém aposta tão alto sem ter uma clara perspectiva de retorno. De acordo com o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, de 50 a 60 novas plataformas deverão ser instaladas no litoral brasileiro nos próximos anos. Se essa estimativa se confirmar, certamente representará um consistente reaquecimento do setor de O&G, com reflexos positivos para os fornecedores nacionais de equipamentos e demais insumos, em que se destacam as usinas e os distribuidores de produtos siderúrgicos.

Investimentos

Por enquanto, alguns investimentos pesados têm sido feitos para viabilizar a produção, refino e distribuição do petróleo e gás do pré-sal, como o Projeto Integrado Rota 3, em construção na região do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, destinado ao escoamento da produção de gás natural de campos do pré-sal da Bacia de Santos e composto por duas estruturas. A primeira é a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), com capacidade para processar até 21 milhões de m³ por dia, cujo custo de implantação, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia (MME), é estimado em R$ 2,3 bilhões. A segunda das estruturas do Rota 3 contempla a construção de um gasoduto com uma extensão total de 355 km, sendo 307 km de trecho marítimo − já construído − e 48 km de trecho terrestre − em construção.

Em agosto deste ano, o MME lançou o Reate 2020 – Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres, cuja meta é duplicar a produção de petróleo e gás em dez anos, com o setor de gás crescendo a um ritmo maior que o do petróleo. Segundo o ministro Bento Albuquerque, até 2030, a produção praticamente dobrará, passando de 270 mil para 500 mil BOEs. Para tanto, o MME projeta que os investimentos em extração e produção onshore (terrestre) devem sair do atual patamar de R$ 1,6 bilhão para cerca de R$ 4 bilhões por ano, atingindo um total em torno de R$ 40 bilhões e gerando aproximadamente 700 mil empregos;

Já de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Petróleo (Abespetro), nos próximos dez anos, serão investidos mais de R$ 2 trilhões em E&P nas áreas já contratadas, sendo que 20 novas plataformas do tipo FPSO devem entrar em operação nos próximos anos, mantendo a média de três por ano, o que significa 35% da demanda mundial desses equipamentos. Entre projeções mais ou menos otimistas, só resta a certeza de que o setor de petróleo e gás ainda tem muita energia pela frente − e que o Brasil certamente vai tirar muito proveito disso.

A Indústria Brasileira e a Baixa Participação na Economia Nacional

Por Christian Bundt

A participação do Valor Adicionado (VA) da indústria no PIB brasileiro está caindo. Em 1997, representava 25% do VA total e quase isso do PIB. De acordo com pesquisas divulgadas recentemente pelo IBGE, o PIB e o VA total têm curva mais acentuada que a do VA da indústria no período entre 2009 e 2018. Em 2009, a indústria representava 22% do PIB. Já em 2018, representava pouco mais de 18%.

Em perspectiva histórica, a indústria de base foi formada na era Vargas, preparando o arranque do desenvolvimento do país. O setor não recebeu organização e estímulo adequados dos governos seguintes. Assim, alguns setores industriais avançaram no caminho tradicional do crescimento e trocaram de fase enquanto outros não. Por fatores sociais e políticos, essa descoordenação não permitiu ao país aproveitar ao máximo o que o processo de industrialização poderia ter dado à sociedade brasileira. Os governantes falharam na missão de organizar e consolidar a sociedade economicamente madura, onde a indústria já gerou o máximo de excedentes, e na condução da passagem para a sociedade de consumo em massa.

A indústria de transformação perdeu espaço no VA industrial: em 2009 tinha 60% e, em 2018, representou 52%. A indústria extrativista crescia até a tragédia de Mariana (3T2015); recuperou-se em 2017 e 2018; em 2019 a tragédia de Brumadinho trará queda no VA do segmento. Na perspectiva teórica tradicional e histórica de nações economicamente desenvolvidas, há um caminho que deve ser trilhado, diminuindo a participação da indústria extrativa no PIB e aumentando a da indústria de transformação, para posterior crescimento do setor de serviços. Se o setor terciário cresce “antes da hora”, a economia precisa de estímulos-extra, mais intensos e acertados. Só que governos fracos não têm condições de fazê-lo e somente novas gerações o farão.

A desindustrialização brasileira precoce ocorre desde os anos 1980. Houve esboço de reação no início dos anos 2000, mas o resultado é VA da indústria não acompanhando o PIB.  A baixa produtividade da indústria é motivadamente histórica. O êxodo rural marcou a passagem do trabalho manual rural para o manual fabril: o capataz virou gerente e o peão virou o operário (com poucas exceções). Isto não é mais problema. É história. Ações em prol da educação, ciência, tecnologia e infraestrutura precisam de assertividade maior que a média do que ocorreu em economias que já reuniam condições logísticas e comerciais para o amadurecimento.

Ponto de atenção é a contribuição negativa da indústria de alta tecnologia na balança comercial. Há problemas com o processo de transferência (entrada) de tecnologia, que torna as empresas nacionais dependentes de quem inventa/pensa o processo. Novamente falha dos governos. O gasto público maior que a receita não permite o domínio da “fúria tributária”, não estimula a real queda dos juros nem dá tranquilidade aos agentes financeiros. A reforma tributária nem está em boa marcha e já se falava na (re)criação da CPMF (retrofitada). A reforma da previdência está quase aprovada, mas a manutenção do regime de repartição reduzirá drasticamente a potência fiscal da reforma. O próximo presidente do Brasil, no final do seu mandato, já discutirá novo ajuste.

Os programas de incentivo à indústria, como a redução do IPI ou a desoneração da folha de pagamento, não são usados estrategicamente. É um grande jogo de lobby. A “Lei do Bem” foi frustrada pela burocracia dos órgãos de controle.

Quais setores a incentivar? a vocação do Brasil é produzir carros e geladeiras? Ou usar a sua vasta biodiversidade para produzir fármacos? Por que construir rodovias se o custo logístico de outros modais é menor? Quanto da produção primária local é processada pela indústria nacional? A questão tributária também contribui para a baixa produtividade. Perde-se tempo enorme na operação e depois na recuperação de alguns impostos.

Esses são temas antigos do agir racional-instrumentalmente. Aí está, de fato, a proteção ao emprego de qualidade e à indústria nacional.

*Christian Bundt é Coordenador do Painel de Economia e Tendências Empresariais do ISAE Escola de Negócios

Acesse: www.isaebrasil.com.br

Humanos e Robôs: Trabalhando Juntos no Futuro

Muito se fala da quarta revolução industrial, conceito desenvolvido por alguns teóricos, em que a convergência de tecnologias como robótica, inteligência artificial, internet das coisas, entre outras, impactarão diretamente na vida das pessoas, desde estilo de vida, economia, política a mercado de trabalho. Segundo o alemão, Klaus Schwab, diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial, essa nova fase transformará o mundo de forma significativa. No entanto, há quem diga que essa revolução já está em curso.

A partir de agora, prezados leitores, vocês terão a oportunidade de conhecer o ponto de vista da professora e doutora de psicologia robótica da universidade Johannes Kepler em Linz, na Áustria, Martina Mara.

“Para mim, a interação entre humanos e máquinas não é coisa do futuro, mas do presente. Minha função como “psicóloga robótica” é fazer com que as pessoas se sintam confortáveis nessa nova realidade, uma vez que a transformação tecnológica está acontecendo e, muitas vezes, por falta de conhecimento do assunto, o tema assusta.

Atualmente, os robôs virtuais estão mais presentes na vida diária das pessoas, como por exemplo, os bots. Em compra de lojas online, mensagens automáticas de redes sociais ou chats, eles estão lá interagindo com os humanos. Mas há também os robôs físicos, como aspiradores de pó, máquinas automatizadas e veículos elétricos, que estão chegando. Esses últimos são os mais temidos pelos profissionais, uma vez que eles acreditam que suas funções serão substituídas por máquinas.

Acredito que há poucas colaborações reais entre humanos e máquinas. Independentemente do local em que os robôs industriais sejam utilizados, geralmente, trabalham em gaiolas de segurança e atrás de fitas de barreira. Agora, é possível uma cooperação mais próxima devido às melhorias da tecnologia de sensores. O principal desta parceria é o entendimento mútuo entre humanos e robôs.

Há uma grande discussão sobre os cobots e robôs colaborativos, são outra realidade da revolução e seu desenvolvimento se dá, sobretudo, na indústria. No meu ponto de vista, o cobot deve se comportar de maneira que a pessoa se sinta segura e não dominada por eles. Há diversos comportamentos que precisam ser respeitados. Por exemplo, há pessoas que se dão melhor com robôs proativos, outras preferem um robô mais contido que apenas responde ao comando. É importante ressaltar que os cobots também devem ser projetados para diferentes níveis de expertise. Alguém que nunca conviveu com robôs tem necessidades muito diferentes ao interagir com a máquina do que alguém que está acostumado ou já tem muito conhecimento sobre robótica.

Humanos e robôs devem, principalmente, combinar seus pontos fortes e um robô não deve copiar um humano. Atualmente, há muitos significados e conceitos que não são esclarecidos corretamente. Muitas pessoas não possuem conhecimentos básicos, portanto, é de extrema importância esclarecer o contexto como um todo. Todos devem ser capazes de discutir como o futuro deve ser moldado pelas tecnologias. No geral, minha preocupação é criar um futuro robótico que tenha foco o ser humano. O robô pode nos proporcionar qualidade de vida para todos, liberando-nos de atividades cansativas, monótonas e que não gostamos”.

Professora e doutora Martina Mara – a primeira professora em todo o mundo de psicologia robótica e, desde abril de 2018, professora de psicologia robótica na universidade Johannes Kepler em Linz, .Áustria. É membro do conselho austríaco para robótica e inteligência artificial.

 

Acesse: www.fronius.com.br


Empresa de implementos tem até 65% a mais de produtividade com máquina de soldagem da Fronius
Equipamento reduz cerca de 120 horas de trabalho por mês

São Bernardo, agosto de 2019 – Acelerar os processos de produção se tornou uma necessidade, especialmente, na indústria manufatureira global, um dos principais setores para a expansão da economia. Um estudo divulgado pela Federal Reserve de Saint Louis, em 2019, constatou que o setor quase duplicou o uso de robôs nos últimos 20 anos. Só no Brasil, as empresas investiram 10% a mais em tecnologias digitais, entre 2016 e 2018, de acordo com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

Ao substituir tarefas repetitivas, geralmente, realizadas por um trabalhador, as células robotizadas proporcionam mais segurança, precisão e produtos com qualidade superior, sem contar que podem ser aplicadas para diversas finalidades, como: montagem, manipulação, paletização, soldagem e muito mais. Porém, um detalhe é importante: quanto maior o ciclo de trabalho, e melhor for a tecnologia de processamento e definição da qualidade do arco de solda acoplada ao robô, maior é a produtividade. De olho nesta assertividade, a Painco, líder na fabricação seriada de componentes e conjuntos soldados em chapas grossas de aço carbono, investiu na TPS 600i com PMC, um dos equipamentos mais modernos da Fronius – empresa líder mundial em inovação e tecnologia de soldagem.

“Quando compramos os robôs, algo que deixava a desejar nas fontes iniciais era a potência limitada (ciclo de trabalho), em torno de 350 amperes. Com a solução Fronius, esse problema foi resolvido. A empresa teve ganho de produtividade de até 65%”, explica Rafael Severino, engenheiro e diretor industrial da Painco. Ele conta ainda que, antes da aquisição do equipamento da Fronius, ele pensava que seria necessário investir em mais células robóticas. “A partir do momento que trocamos a fonte, verificamos que poderíamos produzir mais com o mesmo número de células que temos atualmente. E o investimento em uma solução comparado ao de uma célula robótica é muito menor. Hoje a Painco economiza 120 horas de trabalho por mês”, conta o engenheiro.

A TPS600i com PMC (foto ao lado), adquirida pela Painco, é uma máquina que combina as funções inteligentes da sua plataforma de aparelhos com as vantagens do processo de soldagem mais estável. Em especial, a Curva Sinérgica PMC traz um avanço significativo do uso da transferência metálica do tipo pulsada, com uma transferência multicontrolada do arco pulsado, que permite o aumento significativo da velocidade de soldagem, e com um controle tão preciso, que além de diminuir o aporte de calor ao processo, diminui sensivelmente a emissão de respingos. Seu processo de soldagem reduz visivelmente a aplicação de calor em comparação aos outros métodos de soldagem MIG/MAG e traz resultados melhores, pois as matérias-primas são livres de respingos, com menos perdas para o empreendedor e maior economia de tempo. Em combinação com a fonte de solda inteligente TPS600i, surgem ainda áreas de aplicação mais abrangentes: diversas possibilidades de ajuste, por exemplo, permitem regular a aplicação de calor na soldagem de maneira mais precisa, bem como otimizar a capacidade de ponte e o perfil de queima.

“Temos um orgulho imenso de desenvolver tecnologias tão diferenciadas como a TPS 600i com PMC. O mercado atual precisa de equipamentos que auxiliem nos processos de trabalho, tragam mais agilidade e benefícios em geral. Por esse motivo, é importante atualizar os equipamentos com novas funcionalidades e criar outros mais inovadores”, comenta Cláudio Sá, gerente da Unidade de Negócios de Soldagem da Fronius.


Fronius lança concurso para instaladores de inversores de sua marca
Autor da maior instalação será premiado com viagem à Áustria

São Bernardo do Campo, outubro de 2019 – Que instalador não gostaria de ir para a Áustria e conhecer o que há de mais tecnológico no setor? A Fronius, empresa líder em tecnologias e soluções em energia solar fotovoltaica, acaba de lançar a campanha “O Tamanho Importa”, uma promoção para os instaladores de inversores Fronius em todo o país.

Para participar é fácil, basta cadastrar, até o dia 31 de dezembro de 2019, as instalações com potência a partir de 800kWP com inversores Fronius no site da promoção (este aqui) e enviar fotos com visão geral da instalação, edifícios (incluindo os painéis) e detalhes do inversor Fronius utilizado na instalação. Atente-se, porque as fotos devem ser de alta qualidade (resolução de 300dpis), não podem estar distorcidas ou borradas, nem conter pessoas e filtros de edição.

Se você possui alguma instalação que se enquadre nesses requisitos, corra e faça seu cadastro no site. O vencedor do concurso ganhará uma viagem à sede da Fronius na Áustria. O segundo e terceiro lugar também serão premiados com viagens, sendo um pacote CVC e uma estádia de final de semana no Casa Grande Hotel, em Guarujá/SP, respectivamente. Além dos prêmios para os 3 primeiros colocados, as melhores instalações serão compartilhadas nas mídias sociais da empresa.

Garimpando Oportunidades

Fundada há menos de três anos, a FKF Reciclagem passou longe da crise e tem colhido bons resultados do grande potencial do mercado de reciclagem industrial

Sediada em São José do Campos, interior de São Paulo, e fundada em janeiro de 2017, a FKF Reciclagem atua em todo o processo de reciclagem industrial, desde a avaliação, coleta e compra das sucatas até a separação dos materiais, retorno ao cliente, destinação e comercialização final dos produtos passíveis de reciclagem. A empresa está preparada para atuar em todo o território nacional, mantendo atualmente equipes de trabalho em clientes situados nos estado de Ceará e Santa Catarina, e uma unidade de processamento de fios e cabos em Paulínia, interior de São Paulo.

“Para o processamento e reciclagem de fios e cabos, utilizamos equipamentos com tecnologia de moagem a seco e para os trabalhos de sucateamento, avaliamos as necessidades e características de cada projeto, aplicando as melhores práticas de engenharia”, explica o diretor da FKF Reciclagem, Fernando Teixeira de Carvalho. “A utilização desses processos nos permitiu crescer significativamente desde o início das nossas operações, aumentando em mais de dez vezes nosso volume de materiais reciclados e faturamento, que saiu de R$ 800 mil, no primeiro ano, para um valor estimado em cerca de R$ 20 milhões, para 2019. Para obter esse resultado, trabalhamos, não somente com reciclagem de fios e cabos, mas ampliamos nosso portfólio de serviços, incluindo os trabalhos de sucateamento e gestão de sucatas.”

Apesar desse bom resultado, o diretor da FKF Reciclagem aponta a existência de algumas dificuldades inerentes a esse mercado, como a concorrência desleal de empresas que não trabalham com a devida transparência. “Nossa empresa tem como prioridades básicas a emissão de licenças e certificações, a rastreabilidade dos produtos, o comprometimento com a segurança dos processos. São fatores que agregam valor aos nossos serviços e que nos permitem entregar ao cliente muito mais do que somente lucro”, diz Fernando Carvalho.

A burocracia, os impostos, o custo do transporte e seguros, a segurança − o cobre é muito visado para roubo − são outros problemas enfrentados no dia a dia da indústria de reciclagem. “Com todos esses entraves e em meio a um quadro de recessão, os últimos dois anos foram bastante difíceis para as empresas do setor de reciclagem em geral, conforme relatam alguns empresários ligados ao ramo. Felizmente, nós identificamos as oportunidades em meio às dificuldades e conseguimos expandir nossos negócios. Agora, com o provável retorno do crescimento econômico, acreditamos que o cenário mude e aumentem nossas perspectivas para 2020”, completa Fernando Teixeira de Carvalho.

Acesse: www.fkfreciclagem.com.br

Taiwan pretende intensificar relações comerciais com o setor de autopeças no Brasil

A vigorosa indústria de autopeças de Taiwan e as facilidades em fazer negócio com o país são tema de seminário marcado para 28/11, em São Paulo

Com números pujantes, a fabricação de autopeças é um dos setores mais produtivos de Taiwan, gerando impacto na economia de norte a sul do país.  As 2.505 fábricas de autopeças se espalham por todo o território, com predominância do norte, onde há 1.018 fabricantes (41%), seguido das regiões central (764 fábricas ou 31%) e sul (723 ou 28%). O setor emprega em torno de 90.000 pessoas e faturou U$6,70 bilhões no ano passado.

Por ter um mercado interno pequeno, 85% das autopeças produzidas em Taiwan são exportadas. Segundo o Ministério da Economia, o valor de exportação de autopeças em 2018 foi de U$ 5,73 bilhões. Os cinco principais países importadores de autopeças de Taiwan foram EUA (45,3%), Japão (5,7%) e China Continental (5,2%), Reino Unido (3,4%) e Alemanha (2,8%). O valor total das exportações para os cinco principais países representou 65% do total.

Embora seja um parceiro potencialmente importante, o Brasil ainda não figura na lista dos mais expressivos importadores de autopeças de Taiwan, com pouco mais de 0,67% de participação de mercado.  “Temos bons distribuidores no Brasil, alguns líderes em seus segmentos, mas precisamos reforçar a nossa presença aqui. A ascensão de marcas chinesas favoreceu a expansão de autopeças de Taiwan, por serem mais abertas para fabricantes menos tradicionais, mas com ótima relação custo/qualidade”, diz Rachel Lu, diretora do Conselho para o Desenvolvimento do Comércio Exterior de Taiwan – TAITRA.

Para mudar essa realidade, e intensificar as relações comerciais no setor, a Taitra irá promover o Seminário Autopeças Taiwan, dia 28 de novembro, no L´Hotel Porto Bay, em São Paulo, das 9h30 às 11h30. O tema central irá trazer um panorama das tendências dos fabricantes de autopeças taiwaneses para atender as demandas tecnológicas do mercado automobilístico mundial, especialmente em carros eletrificados.  A força vigorosa da indústria de autopeças do país será apresentada com os números da AMPA, a tradicional feira do setor, que reúne cerca de 1400 expositores e 4 mil estandes em dois pavilhões do Taipei Nangang Exhibition. Na última edição, realizada este ano, a feira atraiu mais de 39 mil visitantes de todas as partes do mundo.  A próxima edição está marcada para 15 a 18 de abril de 2020. “Queremos levar muitos empresários e sistemistas brasileiros para conhecer a manufatura de autopeças de Taiwan e fazer negócios conosco”, diz Rachel.

O Seminário é gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo link: Inscrições Seminário Autopeças Taiwan

Carros Eletrificados – O Futuro 

O volume anual de exportação de autopeças de Taiwan só tende a crescer. Atualmente, os fabricantes investem em montar fábricas no exterior, estabelecer escritórios de vendas, buscar cooperação técnica ou joint-ventures, conseguindo assim entrar na cadeia de fornecimento de sistemistas ou montadoras e distribuir seus produtos no mercado global.

A concentração de fábricas-satélite e a divisão sincronizada de trabalho no processo fabril permitiram, ao mesmo tempo, a produção de escala e o fornecimento flexível. O mercado de reposição sempre foi o principal segmento para os fabricantes de autopeças de Taiwan, porém, com a difusão de veículos elétricos e a ascensão de montadoras chinesas, a indústria ganhou novos impulsos de crescimento.

O futuro do setor automobilístico mundial passa pelo carro elétrico e o carro autônomo: ambos os modelos estão se desenvolvendo com velocidade, motivados pela determinação de vários países europeus, como Alemanha, França, Grã-Bretanha e Noruega, assim como a China continental e a Índia de estabelecer uma política de proibição de vendas de veículos a combustível a partir de 2030 ou 2040. Taiwan também está estudando adotar a mesma política. O governo pretende adquirir apenas ônibus e veículos oficiais totalmente eletrificados em 2030, e a partir de 2040, todos os novos veículos comercializados em Taiwan deverão ser totalmente eletrificados.

O advento da era dos veículos elétricos permitirá que o motor elétrico substitua o motor à combustão, a bateria substitua o tanque de combustível, o redutor substitua a caixa de câmbio, colocando a indústria de autopeças em nova ordem. Atualmente, já há empresas especializadas na produção de motores elétricos em Taiwan. Uma delas é a Fukuta Motor. Segundo seu presidente, Gordon Chang, estima-se que metade dos 90 milhões de automóveis produzidos anualmente no mundo deverá ser de carros elétricos até o ano 2040, graças à política de fomento de uso do veículo elétrico dos governos no mundo. Para atender essa demanda, Fukuta integrou motor, atuator e diferencial do sistema de transmissão, criando um motor elétrico muito semelhante ao “motor tradicional”. O produto é homologado pela Tesla e já se encontra em todos os modelos da marca.

Os componentes automotivos estão se tornando cada vez mais eletrificados, inteligentes, modulares e leves. A indústria está passando por uma transformação que direciona o mercado global para duas extremidades. Uma extremidade é a demanda por componentes de alto valor, novas fontes energéticas e veículos elétricos. E a outra, de baixo custo, demandada por veículos pequenos e enxutos. Taiwan possui sólida indústria de tecnologia de informação e de semicondutores, o país investe em tecnologia de manufatura avançada e inovação, para aumentar o valor agregado dos produtos e inserir-se numa divisão internacional do trabalho para manter as vantagens da concorrência industrial. É este debate que o Taiwan Trade Center do Brasil levará no dia 28 de novembro, em São Paulo.

Sobre a AMPA : A AMPA é organizada pelo Conselho de Desenvolvimento do Comércio Exterior de Taiwan (TAITRA), que ocorrerá junto com Autotrônics (Eletrônicos automotivos), EV Taiwan (veículo elétrico) e Taiwan ITS (Intelligent Transportation Show).

Serviço:

Seminário Autopeças Taiwan
28 de novembro de 2019 – 9h30 x 11h30
L´Hotel Porto Bay – Alameda Campinas, 266
Organização Taitra – Apoio Sicap
Informações: 11 3170-1800

Informações para a Imprensa

Agência NB Comunicação
Nilza Botteon – nilza.botteon@agencianb.com.br
Natalia Helen – natalia.helen@agencianb;com.br
11 5051 1426

Pilz do Brasil Realiza Curso sobre Projeto de Segurança Elétrico

Líder em sistemas de automação e em soluções de segurança para máquinas, a Pilz do Brasil, realiza o curso Projeto de Segurança Elétrico, nos próximos dias 5 e 6 de novembro, na sede da empresa, em São Bernardo (SP).

O objetivo é instruir os participantes sobre as normas de sistemas de controle de segurança, como também sobre os requisitos de segurança elétrica em equipamentos de máquinas, destacando os componentes de segurança atuais do mercado. Vai ensinar ainda habilidades de determinar os componentes eficazes para cada situação, mencionando a relação entre componentes de segurança e a redução de risco.

O curso abordará temas sobre as normas relacionadas à segurança de sistemas de controle, sobre segurança de equipamentos elétricos de máquinas, sobre componentes e tecnologia de segurança, e sobre análise dos componentes de segurança.

E é direcionado a todos os profissionais envolvidos em segurança de máquinas e equipamentos, da área de projeto, de planejamento, de manutenção, operadores, técnicos e engenheiros de segurança do trabalho.

Acesse: www.pilz.com

Purlins Metsec | Voestalpine Meincol

Com a expectativa de retomada do mercado da construção civil em 2019, a voestalpine Meincol traz para o Brasil os Sistemas Construtivos METSEC, com atuação no mercado há mais de 40 anos, que já são utilizados largamente pelas filiais Metsec (Reino Unido), Sadef (Bélgica) e Profilform (República Tcheca). Se somadas, a produção de Purlins passa de 20.000 toneladas por ano nestas três filiais.

Os Sistemas Construtivos METSEC incluem soluções para coberturas, fechamentos laterais e mezaninos. Trazem aos clientes o equilíbrio entre segurança e economia, isso porque os componentes do sistema atendem a diversas normas técnicas, foram ensaiados ao longo dos anos e, principalmente, possuem décadas de experiência e de fornecimento.

Quatro profissionais foram treinados na filial voestalpine Profilform entre os meses de maio e outubro de 2018. Durante os meses de novembro e dezembro de 2018, aconteceu a desmontagem e o transporte da linha de produção para o Brasil. A instalação, em Caxias do Sul, foi realizada em janeiro de 2019, na unidade de Tubos Especiais e Processos Agregados da voestalpine Meincol.

Inauguração linha Purlins

A Convenção de Vendas da Meincol, destinada à área Comercial, iniciou com o Plant Tour, a fim de conhecerem as novas tecnologias implantadas juntamente com a inauguração oficial da nova linha Purlins. Os participantes do evento tiveram a oportunidade de conhecerem a nova máquina em detalhes, com demonstração de produção e mix de produtos. Os primeiros pedidos já foram produzidos e entregues!

Acesse: www.voestalpine.com

Detecção de Vazamentos: Edwards Vacuum Anuncia sua Nova Tecnologia

O ELD 500 se destaca pela mobilidade e precisão na detecção de vazamentos

Após o lançamento de uma série de bombas secas e lubrificadas no primeiro semestre, a Edwards Vacuum anuncia o lançamento do ELD500 sendo essa uma solução dedicada aos mercados e segmentos que utilizam vácuo na mais diversas variações. O ELD500 é um aparelho projetado para detecção de vazamentos de forma rápida e precisa, totalmente móvel e com interface de fácil manuseio.

O ELD500 pode ser utilizado para identificar a localização exata do vazamento em um sistema de vácuo. “Nós fazemos o teste de detecção com o ELD 500 de duas maneiras”, explica Thais Oliveira, engenheira de vendas na Edwards Vacuum. “Podemos fazer o teste em vácuo diretamente no sistema ou borrifar hélio pelo lado de fora, e, com um sniffer (sonda) conectado à porta de entrada do ELD500, identificar o vazamento”.

O ELD 500 possui design arrojado, apresenta baixo nível de consumo de energia e fácil mobilidade. Destinado para indústrias e também centros de pesquisa é ideal para as aplicações em fornos à vácuo, indústrias automotivas, nanotecnologia, entre outros. “Essa tecnologia é voltada para qualquer aplicação que exista a utilização de vácuo, afinal onde há vácuo pode existir um vazamento, e esse poderá ser detectado pelo novo ELD 500”, finaliza a engenheira.

Acesse: www.edwardsvacuum.com