Organizado pelo ICZ e patrocinado pela Nexa, Prêmio Brasil Galvanizado reuniu todos os elos da cadeia; vencedores competirão na Itália
Projetos de todo o Brasil comprometidos com sustentabilidade, durabilidade e inovação foram premiados nesta semana na quarta edição do Prêmio Brasil Galvanizado.
Idealizado pelo ICZ (Instituto de Metais Não Ferrosos), o evento ocorreu na última terça-feira (10) em São Paulo e reconheceu o uso exemplar de aço galvanizado por arquitetos, engenheiros, construtoras, empresas de estruturas metálicas entre outros.
Ao todo, 39 obras concluídas de junho de 2017 a agosto deste ano foram inscritas em três categorias: Construção e Arquitetura, Industrial e Novas Aplicações. Há, ainda, a categoria Obra Emblemática, cujo ganhador é escolhido entre todas as obras inscritas. Os vencedores participarão do prêmio Global Galvanizing Awards 2021, que será realizado na Itália.
“É uma grande honra para nós organizar e promover o Prêmio Brasil Galvanizado. A cada ano este evento vem se consolidando fortemente com a participação de todos os elos da cadeia de galvanização reunidos em um só local. O objetivo da premiação é reconhecer os profissionais que utilizam a galvanização por imersão a quente em suas obras, garantindo um futuro sustentável para o nosso país”, afirma Daniele Albagli, presidente do ICZ e gerente-geral de marketing e desenvolvimento de mercado global da Nexa Resources.
“Em 2019, o número de projetos inscritos superou o das edições passadas, o que indica um maior conhecimento das vantagens da utilização desta tecnologia na proteção do aço contra a corrosão. O ICZ e a Nexa acreditam e investem no desenvolvimento deste mercado”, diz Daniele.
Vencedores
O grande prêmio da noite, de Obra Emblemática, foi entregue ao restaurante Mangai, localizado em Natal (RN) e galvanizado pela Galvanisa. A obra foi escolhida por um jurado internacional, o diretor da EGGA (European General Galvanizers Association), Murray Cook. Também foi finalista o projeto da Vila Terraço, da Brafer Construções Metálicas.
O restaurante Mangai foi também agraciado na categoria Construção e Arquitetura, que na votação final concorreu com o Clube Tamboré Jaguariúna, da Ztec Galvanização, e do Edifício Corporate Eugenio Casillo, da Galvanização Betel.
Na categoria Industrial, o vencedor foi o Galpão de Compostagem CSJ da BBosch, que integrava o grupo de finalistas com a Fazenda Progresso e a Unoeste, ambos da Ztec Galvanização.
Na categoria mais inusitada da noite, de Novas Aplicações, ganhou a galvanização de toboáguas AquaDream, da BBosch. Também estavam na disputa os projetos do Trem do Romeiro (Galvanização Beretta) e do veículo lançador de esterco LEC (BBosch).
Galvanização
A galvanização consiste no processo de imergir aço em um banho de zinco fundido. Com essa nova camada, o metal fica protegido contra a corrosão, ganhando resistência e durabilidade. Além de estender a vida útil do aço ou ferro fundido, a técnica permite economia ao minimizar gastos com manutenção.
O Prêmio Brasil Galvanizado reconhece o uso transformador do aço galvanizado desde 2012, quando ocorreu a primeira edição. O evento também ocorreu em 2014, 2017 e, agora, 2019.
A premiação tem como patrocinadora a Nexa Resources e como apoiadores a IZA (International Zinc Association), ABCEM (Associação Brasileira da Construção Metálica), a ABTS (Associação Brasileira de Tratamentos de Superfície), o Instituto Aço Brasil, o CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço), a EGGA (European General Galvanizers Association), W. Pilling e K.D.Feddersen.
Acesse: www.icz.org.br











Segundo Magalhães, a Amazon Aço atua no mercado pautada por valores éticos de credibilidade, transparência, comprometimento, valorização e responsabilidade social e ambiental, seguindo as diretrizes do Sistema de Gestão Integrada (SGI). Dessa maneira, tem assegurado: 1) a conformidade no atendimento dos requisitos dos clientes, das partes interessadas e dos requisitos estatutários e regulamentares aplicáveis; 2) o desempenho ambiental e o compromisso com a prevenção da poluição; 3) o atendimento da conformidade legal aplicável ao meio ambiente; 4) a disponibilidade de recursos para atender o conhecimento organizacional de seus processos e 5) a elevada competência de seus colaboradores.






EC − O mercado este ano não está apresentando a recuperação que todos nós desejávamos, tanto os importadores como os fabricantes nacionais e até o usuário final de máquinas, que precisa investir no seu negócio. Eu digo que ele precisa porque percebe-se claramente que há uma demanda reprimida, ou seja, um desejo de investir em novos equipamentos, que poderiam ser fornecidos tanto pela indústria doméstica quanto de fora. Mas os empresários ainda estão receosos, porque não se sentem seguros com os contratos que têm em mãos ou se vão continuar recebendo novos pedidos e no volume que eles esperam. A recente redução da previsão do PIB é um dado negativo, mas, por outro lado, a Volkswagen anunciou um investimento de 2,4 bilhões de reais em suas plantas de São Paulo. Notícias como essa também têm acontecido com freqüência. O problema é que todos esses investimentos − já realizados ou por realizar − ainda não têm se refletiram no mercado em geral. No caso da Volkswagen, por exemplo, dificilmente esse volume de investimentos se traduzirá na aquisição de máquinas. Parte deles, sem dúvida, só que a maior parte será feita em novas instalações industriais, como linhas de montagem, de pintura ou de automação. O que pode acontecer é que, quando a Volkswagen fabricar um novo veículo na sua planta de São Bernardo do Campo ou de São Carlos, isso significará novas compras dos sistemistas, das indústrias de autopeças, dos terceirizados − isso é o que dispara novos investimentos na cadeia automotiva. Nós sentimos que há uma demanda reprimida, mas o empresário tem receio de pôr em prática porque, primeiro, ele está esperando qual será a perspectiva da reforma da Previdência e, depois, ele que sentir se haverá uma sinalização positiva sobre a reforma tributária. Então, sempre existem fatores que influenciam. Nós achamos que o último trimestre deste ano será bom, porque, tradicionalmente, é um período em que muitas empresas, principalmente as multinacionais, precisam gastar as verbas projetadas em seus orçamentos. Acreditamos também num 2020 bem melhor, porque, no segundo trimestre deste ano, todo mundo achava que a evolução do PIB seria negativa, mas, surpreendentemente, apresentou uma alta de 0,4%.
EC − Mais do que a necessidade de uma reforma tributária, uma coisa que inibe os investimento em máquinas e equipamentos de uma maneira geral é o problema da falta de acesso a linhas de financiamento. As linhas do governo, como as do Finame e do Proger, que estão focadas em financiar os equipamentos produzidos no país, continuam existindo, só que os bancos que as repassam estão muito restritivos. Por exemplo, o Proger, que é de baixo custo, está praticamente com a ‘torneira fechada’. E quando existe dificuldade de acesso ao crédito, isso complica a aquisição de máquinas e equipamentos. Então, se pudéssemos dar uma sugestão − mas eu acho muito difícil que seja assimilada pelo governo −, é que todo investimento feito em máquinas e equipamentos, nacionais ou importados, não deveria ter impostos. O ICMS, por exemplo, deveria ser ‘zero’, o que é bem diferente de pagar esse imposto e depois ser creditado para ser recuperado em 48 meses, como é hoje em dia. Para nós, importadores, existe uma sinalização clara do governo com relação à abertura comercial. Cada vez mais, vai se tentar simplificar a concessão de ex-tarifários, que é a redução do imposto de importação para máquinas e equipamentos, que hoje é de 14%. Achamos que deveria ser reduzida a zero, desde que não exista similar nacional. Antes o critério era só de similaridade técnica, mas agora se passará a levar em conta também o prazo de entrega, o preço e a produtividade da máquina. Nossos colegas da Abimei costumam dizer que, quando você adquire uma máquina, seja nacional ou importada, junto com ela vem um carnê de recolhimento de impostos, porque tudo o que você produzir com a máquina vai ter que pagar imposto. E mais ainda: a despeito da cada vez maior automação que existe − que é algo inegável −, cada máquina adquirida poderá significar um posto de trabalho, não só para operá-la, mas também para fazer a sua manutenção, supervisão etc. Por isso é que o governo deveria dar um grande incentivo para as empresas renovarem o parque industrial.
