segunda-feira, setembro 21, 2026
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Projeto e Soldagem de Estruturas de Chassi Automotivo para Processo GMAW (MIG/MAG)

Por:

Prof. Luiz Gimenes

Professor da FATEC-SP departamento de Soldagem Gerente do Site INFOSOLDA

 

Prof. Edson Urtado

Professor do Curso de Pós-Graduação Engenharia de Soldagem SENAI-SP OSASCO

 

Acadêmico Gustavo Gimenes

Técnico em Soldagem – SENAI-SP (Osasco)

Acadêmico do Curso Superior de Tecnologia em Soldagem – Fatec-SP

 

PARTE II – FINAL 

Figuras 7: Exemplos de Soldas de Filete

Soldas de chanfro

As aplicações para as soldas de chanfro são estruturas tubulares, suportes e material redondo sólido.

Tipos de juntas aplicáveis

As soldas com bisel chanfrado podem ser aplicadas nas juntas topo, sobreposta e juntas em T, nas quais as soldas com chanfro em V são exclusivas das juntas de topo. A tabela 11 mostra exemplos de solda de chanfro em V.

Requisito do raio da junta de solda

As soldas em aresta com chapas retas são similares ás soldas do filete. No entanto, as soldas de chanfro em V e chanfro em aresta incluem uma superfície de raio. Este raio da superfície externa é limitado a quatro vezes a espessura da peça, como mostrado na Figura 8.

Figura 8: Limite do raio da junta de solda

Projeto de solda para redução da concentração de tensão

Áreas de alta tensão definidas por análise de elementos finitos ou testes funcionais devem ser revisadas para otimização de soldagem.

A Tabela 8 mostra as técnicas usadas para reduzir a concentração de tensão de solda de filete e melhorar o desempenho da solda, por exemplo coloque a solda início e fim longe dos cantos e outras áreas de alta tensão.

Tabela 8: Reduzindo as Concentrações de Tensões de Soldagem

Projeto da Linha de Solda

A mudança abrupta da direção da linha de solda deve ser evitada sempre que possível, conforme ilustrado na Tabela 9.

Tabela 9: Exemplo de evitar mudança abrupta na direção da linha de solda

Localização da sobreposição de solda

A sobreposição de solda deve ser colocada longe de áreas de alta tensão, considerar uma distância mínima de 50 mm em cantos, perto de furos e outras áreas de alta tensão resultantes da carga de serviço.

Sempre que possível, soldas devem ser colocadas em áreas de baixo estresse e com o mínimo de comprimento possível.

Distância Mínima entre a Linha de Solda e a Tangente de Raio

Ao unir superfícies curvas com solda considerar uma distância tangente ao raio dessa forma reduzirá o efeito desfavorável da tensão residual adicional de tração na área tangencial do raio devido à conformação da peça. Recomenda-se manter uma distância mínima de 10 mm entre a linha de solda e a tangente ao raio, conforme mostrado na Figura 9.

 

Figura 9: X= Distância entre a linha de solda e a tangente de raio

Soldagem Intermitente

Soldas intermitentes que são adequadamente sequenciadas podem ajudar a manter as juntas retas com mínimo de deformação, reduzindo a entrada de calor, o que reduz a distorção. Enquanto isso, as soldas intermitentes também introduzem crateras de solda e inicios, sendo que ambos são de alta tensão. Semelhante às soldas contínuas, o início/parada das soldas intermitentes deve ser colocado longe de áreas de alta tensão.

Soldas intermitentes são especificadas pela distância de centro a centro e comprimento de solda, como mostrado na Figura 10.

Considerar as distâncias (L1, L2): mínimo (Lwe ≥ 0.75b; 0.75b1)

Para as chapas que sofrem tensão: mínimo (L1 ≤ 16t; 16t1; 200 mm)

Para as chapas que sofrem compressão ou cisalhamento: mínimo (L1≤12t; 12t1; 0.25b; 200 mm)

Figura 10: Geometria das soldas intermitentes

Na Tabela 11 os símbolos mais comuns empregados nos desenhos de chassis

Tabela 11: Símbolos de Soldagem

Forma da solda    Representação     Símbolo

Angulo

Chanfro reto

Chanfro reto

Chanfro em aresta

Chanfro meio v com solda em angulo

Solda sobreposta

Solda angulo

Solda tampão

Chanfro em V

Solda em Ângulo intermitente

Chanfro reto com cobre-junta

Acesse: www.infosolda.com.br

Referencias
ANSI/AWS A3.0 – Termos e definições de soldagem
ANSI/AWS A5.18 /A5.18M, Especificação para eletrodos de aço carbono e arames para soldagem a arco com proteção gasosa.
AWS D8.8M: 2007 –  Especificação para Soldagem Automotiva e Qualidade – Soldagem de Aço a Arco Elétrico.
Welding Handbook AWS, Oitava Edição, Volume 2, Capítulo 4, Soldagem a Arco Metálico Gasoso.
Soldagem Almendra at all editora SENAI 2013 720pg, São Paulo
AWS A2.4-98 – Simbologia Padrão de Soldagem, Brasagem e Ensaio não Destrutivo.
AWS D1.3/D1.3M: 2008 – Especificação de Soldagem de Estruturas – Chapa de Aço

Exaustão Industrial: Como escolher o melhor para sua empresa

Saiba como escolher o melhor Exaustor Industrial para sua empresa de acordo com cada ambiente.

Os exaustores industriais são equipamentos fundamentais para quem trabalha no chão de uma fábrica ou indústria. Nas plantas industriais, onde a presença de poeiras de polimentos, resíduos de solda, rebarbagem e outros tipos de sujeiras é constante, um equipamento de exaustão mantém um melhor ambiente de trabalho e o ar mais puro para os trabalhadores.

O sistema de exaustão ideal é aquele que atende com eficácia as necessidades de cada ambiente, sendo dimensionado de acordo com a metragem do espaço onde está instalado ou com a necessidade de vazão para captação localizada de poluentes. A exaustão completa pode ser feita no ambiente todo (ventilação geral) ou em pontos específicos (exaustão localizada); contudo, é importante salientar que a escolha de um fornecedor experiente nessa área é essencial, pois a instalação dos equipamentos deve estar 100% de acordo com as normas construtivas (NBR) e de segurança (NRs) aplicáveis de modo a assegurar a qualidade do ambiente dos trabalhadores.

Tipos de sistemas de exaustão industrial

No caso de Ventilação Geral, os sistemas são compostos basicamente de uma tubulação de insuflamento e outra de exaustão, cada uma contendo um ventilador dedicado, difusores de ar e caixas de filtro para captação do ar exterior. Exaustores axiais são utilizados como medida paliativa visando, principalmente, conforto. Já os sistemas de exaustão localizada são os compostos por captores localizados próximos à fonte de emissão de poluentes, dutos, ventiladores e, quando necessário, filtros coletores de partículas (fumos, poeiras e névoas).

Soluções eficazes em sistemas de exaustão localizada industrial

Os sistemas de exaustão localizada industrial podem ser divididos em dois grandes grupos: sistemas de baixa pressão e sistemas de alta pressão. Os de baixa pressão utilizam-se de captores fixos ou móveis, do tipo Braços Extratores Flexíveis e Auto-Portantes, tubulação de condução do ar contaminado, Filtro Cartucho Auto Limpante, ou de mangas. O Exaustor é normalmente colocado após o filtro descarregando o ar limpo para a atmosfera externa. Os sistemas de baixa pressão são os mais tradicionais sendo utilizados para uma grande variedade de aplicações na captação e filtragem de fumos de solda, particulado em suspensão e névoa de óleo de usinagem. Já os sistemas de alta pressão têm o uso mais específico em aplicações que necessitam utilizar tubulações e mangueiras flexíveis de pequeno diâmetro (38 a 100mm). Casos típicos de utilização de sistemas de alto vácuo são a soldagem MIG/MAG com tochas aspiradas, a captação em equipamentos de processo na indústria química, de alimentos e farmacêutica, bem como limpeza pesada industrial em geral. São sistemas centralizados, com múltiplas aplicações e que distribuem vácuo pela unidade fabril como uma utilidade.

Acesse: www.nederman.com.br

Udinese apresenta soluções inteligentes para automação e modernização de portas e janelas

Líder do mercado nacional de componentes e acessórios para esquadrias leva solução IOT para automação de persiana integrada além de outras novidades para portas e janelas

A Udinese, líder do mercado nacional de componentes e acessórios para esquadrias e marca do Grupo ASSA ABLOY e reconhecida por ditar tendências em um mercado altamente competitivo, leva para o mercado o que há de mais moderno em seu portfólio para automação de portas e janelas residenciais e comerciais, como também, componentes diferenciados para esquadrias.

Uma das novidades é o Udiconnect®, solução gratuita para automação de persiana integrada que promete revolucionar o mercado da construção. Aderente ao conceito de Internet das Coisas (IOT), funciona por WIFI e pode ser controlada por um aplicativo que pode ser baixado em qualquer modelo de smartphone. A tecnologia permite múltiplos acessos quando liberados previamente via registro. “Estamos bem otimistas com o lançamento do Uniconnect®, pois além de garantir comodidade para ambientes residenciais ao permitir a programação da abertura e fechamento de persianas à distância, oferece algumas facilidades estratégicas para empreendimentos comerciais, uma vez que facilita a renovação do ar condicionado fora do horário do expediente”, conta Robson Donato, gerente de marketing da Udinese.

Outra novidade Braço UDMAX, componente agora muito mais resistente pois aguenta cargas de até 74kg. É aconselhado para diversos tipos de obras, inclusive casas térreas ou prédios altos com velocidade alta do vento, seus oblongos facilitam a instalação. O produto estará disponível em três cores (branco, cinza e preto), em quatro dimensões diferentes e para mais de 28 linhas de aplicações.

Outra importante novidade da Udinese é a Fechadura Biométrica YDF40, fabricada pela Yale, também marca do Grupo ASSA ABLOY. Indicada para ambientes residenciais ou corporativos, a fechadura é aderente às portas de madeira ou alumínio. Além de garantir ainda mais segurança no acesso aos cômodos e salas, permite a geração de acessos ilimitados por senha ou impressão digital. Segundo Donato, além de ser mais prática, também é mais segura pois descarta a necessidade do uso de chaves, comumente perdidas pelos usuários. Em vista disso é um item recomendado por arquitetos e engenheiros em obras da atualidade. “Ninguém da concorrência oferece um produto parecido para esquadrias de alumínio e isso faz com que sejamos vistos como uma empresa que busca soluções completas, integradas e mais tecnológicas”, ressalta o gerente de marketing da Udinese. Outro diferencial da Fechadura Biométrica YDF40 é a mesma não necessita de energia elétrica para funcionar, bastando apenas o uso de pilhas. Para isso, são recomendadas o uso de quatro pilhas AA alcalinas. E, em caso de emergência, é possível conectar uma bateria para abertura da fechadura.

Mola Aérea UD45 é outro item novo no portfólio da companhia do Grupo ASSA ABLOY. O componente suporta cargas mais leves de até 45kg, um importante diferencial. A Mola Aérea UD45 é a ampliação do portfólio de molas Udinese direcionadas às residências, recomendada para portas de ambientes como cozinha, lavabo, área de serviço e portas de entrada que não excedam 45 kg. Já a Maçaneta Premium – mais uma novidade – é um item super diferenciado para obras de alto padrão, por ser feita de alumínio e por ser resistente à corrosão. Mais robusta e ergonômica, tem o retorno por mola, o que garante que a maçaneta volte para a posição inicial sem danificar a peça.

Por último e não menos importante, a Udinese lança o Veda Porta Automático. Um equipamento de vedação inteligente com acionamento automático para vedação de portas de madeira, alumínio e PVC. Planejado para a utilização residencial e comercial, o equipamento é instalado de maneira embutida na porta, sendo estas novas ou usadas, proporcionando acabamento discreto. Sua vedação é acionada com o fechamento da porta, que em contato com o batente abaixa a borracha pressionando-a contra o chão e vedando mesmo que o piso não esteja perfeitamente regular. O produto é indicado para casos onde há a necessidade de prevenção e proteção do ambiente. Ainda, garante proteção contra insetos, poeira, incêndios, água, proteção acústica, controle de temperatura, controle de luminosidade e proteção contra fumaça.

Mais informações sobre a Udinese: Parte do Grupo ASSA ABLOY, a marca existe há 52 anos e é sinônimo de referência no setor de esquadrias. Investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, na ampliação e atualização tecnológica de seu parque industrial, na capacitação de seus profissionais e, principalmente, no relacionamento duradouro com seus clientes. A Udinese é reconhecida por ditar tendências em um mercado altamente competitivo e possui um portfólio amplo e diversificado em componentes para esquadrias de alumínio, madeira e PVC. Seus produtos se destacam pelo design inovador, pela praticidade e funcionalidade.

Mais informações sobre o Grupo ASSA ABLOY: Presente em mais de 70 países ao redor do mundo incluindo o Brasil, possui marcas consagradas com produtos inovadores e de qualidade reconhecida. La Fonte, Yale, Papaiz, Silvana, Metalika, Vault e Udinese representam as principais marcas do setor da construção, agregando design, qualidade e segurança aos segmentos: residencial, corporativo, industrial e institucional. Outras informações acesse o site: http://www.udinese.com.br

Recuperação Além do Horizonte

Depois de três anos de estagnação, a construção civil ainda não mostra sinais palpáveis de recuperação, apesar da confiança dos empresários do setor

Por Ricardo Torrico

Passados os primeiros seis meses do ano, ocorre uma curiosidade natural sobre como será o desempenho da economia no segundo semestre – principalmente quando o primeiro esteve aquém das expectativas. No caso deste ano, não há muito que se possa esperar sobre uma recuperação consistente da economia como um todo e, particularmente, do setor da construção civil – o qual, por sua vez, é um dos três grandes mercados do aço. Alardeado pelo governo como o ano em que a economia ‘decolaria’, 2018 revelou-se anêmico, devido a uma infeliz conjunção de fatores. Além de ser o quarto ano da Operação Lava-jato, é também um ano de eleição presidencial e, portanto, de indefinições políticas. Em maio, a greve dos caminhoneiros jogou um ‘balde de água’ ainda mais fria na atividade econômica. No ambiente externo, o protecionismo implantado pelo presidente norte-americano criou novos freios ao comércio internacional, estabelecendo inclusive cotas de exportação para o aço e alumínio brasileiros. Ou seja, motivos não faltam para justificar o pessimismo e a persistência do alto nível de desemprego no nosso ambiente econômico interno.

Mercado estagnado

Esse pessimismo reflete os números oficiais da economia para este ano, sintetizados na redução da expectativa de crescimento do PIB, que já caiu do patamar superior a 2%, estimado no início do ano, para algo em torno de 1,5%, enquanto a inflação tem se deslocado no sentido oposto, atingindo 4,15%, de acordo com a evolução registrada pelos relatório Focus do Banco Central. Analisando com mais profundidade o crescimento da economia, verifica-se ainda uma grande disparidade entre o desempenho dos diversos segmentos que o PIB brasileiro, como pode ser visto no gráfico Taxa de Crescimento – Setores e Construção Civil, elaborado pelo Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com base no levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as Contas Nacionais. Nele, pode-se ver claramente o fraco desempenho do setor da construção civil nos últimos anos. Desde 2014, quando começou a crise no Brasil, o PIB da construção civil vem acumulando resultados negativos, começando em -2,1% nesse ano, passando pelo ápice de -9% em 2015, até se situar em -5% em 2017. Vale observar, ainda, que a construção foi o único setor que se manteve em queda em 2017 – e continuou em queda no primeiro trimestre deste ano.

Dentre os fatores já apontados como responsáveis pelo pessimismo generalizado que assola o país, alguns se destacam como diretamente responsáveis pelo mau desempenho da construção civil. Embora conte com a aprovação de nove entre cada dez brasileiros, a Lava Jato trouxe em seu bojo alguns efeitos colaterais. Tornou-se um importante fator inibidor da construção civil ao colocar sob seus holofotes as grandes construtoras brasileiras, que, como consequência, hoje enfrentam graves crises financeiras. Desde 2014 – ano do início da Lava Jato – a Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez viram suas estruturas e negócios encolherem. Em pior situação encontram-se a UTC e Galvão Engenharia, que pediram recuperação judicial. Embora legítima e louvável, a ‘caça às bruxas’ promovida pela ação do juiz Sérgio Moro tem sido um componente inibidor adicional à redução drástica dos investimentos governamentais em infraestrutura, decorrente do ajuste fiscal promovido em todas as esferas do Estado brasileiro.

A crise dos últimos anos também reduziu o índice de confiança no âmbito privado, seja dos grandes empresários ou dos pequenos empreendedores, que passaram a protelar suas decisões de novos investimentos, refletindo-se no desinteresse generalizado na construção de novas unidades industriais e comerciais ou na locação de unidades já existentes. Sinais evidentes dessa situação podem ser vistas em todas as grandes cidades brasileiras, onde proliferam os cartazes de ‘aluga-se’ em tradicionais ruas comerciais e bairros industriais – não raro, esses cartazes se referem a andares ou prédios inteiros. Com um grau tão elevado de vacância, cabe questionar se algum empreendedor se animaria a investir na construção de novas unidades.

Confiança renovada

No entanto, apesar de os números da construção civil persistirem em ficar no vermelho, os empresários desse mercado acreditam em sua recuperação – provavelmente por acreditarem que, depois de tantas quedas, já está na hora desse mercado se recuperar. Enquanto essa expectativa não se materializa, as perspectivas do setor são avaliadas pelos índices de confiança dos empresários, medida por instituições de pesquisa econômica. Um deles, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicou no mês de maio uma elevação de 0,4 ponto em relação a abril, alcançando 82,4 pontos. Segundo a FGV, “essa ligeira alta decorre da melhora das perspectivas de curto prazo compensando a piora das avaliações atuais dos empresários do setor”. O mesmo levantamento indica que o Índice de Expectativas (IE-CST), outro índice elaborado pela FGV, também subiu 2,1 pontos, atingindo 94,8 pontos, o maior nível desde janeiro de 2018, quando tinha atingido 95,9 pontos.

Embora menos pessimistas, os empresários da construção consultados pela FGV indicaram a demanda insuficiente como a principal limitação enfrentada pelas empresas desde julho de 2014. Além do crédito mais caro e difícil, o empresariado apontou também o cenário macroeconômico agravado pela incerteza política deste ano de eleição presidencial. Vale lembrar que, pelo menos na área da construção habitacional, existe uma crônica demanda reprimida no Brasil e, se dependesse dessa demanda, o setor certamente não passaria por crises. O problema, porém, está na falta das demais condições necessárias para reduzir o déficit habitacional brasileiro: baixo nível e baixa estabilidade de emprego e renda, bem como falta de linhas de financiamento acessíveis, ou seja, com juros razoáveis.

Enquanto a eleição presidencial – bem como do Legislativo, ou seja, das bancadas que vão viabilizar (ou não) as iniciativas do Executivo – não se delinearem, a indústria da construção civil e, consequentemente, a demanda de seus insumos industrias, entre eles, o aço, deve continuar, na melhor das hipóteses, ‘andando de lado’.

Construção naval:
Dobra de tubos em rede e maiores benefícios de tempo

O software transfluid melhora os processos móveis e a máquina de dobra com alto desempenho para grandes tubos oferecem até 60% economias de tempo

As soluções digitais são exigidas pela construção naval internacional e pela indústria off-shore para o planejamento eficiente de seus recursos e processos. Para suportar isso, a transfluid fabricante da máquina de alta tecnologia combina suas tecnologias de dobra para tubos de grande diâmetro com redes em linha destinadas a aplicações práticas, como com o software “t project” que calcula previamente a orientação exata dos flanges, ao dobrar tubos retos com flanges soldadas. Mas ferramentas de medição móvel adquirem dados no local, por exemplo para medir com precisão os tubos de molde. Além disso, a transfluid oferece a opção de processos de formação final de tubos com o tubo rotativo formando UMR ‘ t Form ‘ Machine. Por exemplo, é possível introduzir os flanges alargadas economicamente e, subsequentemente, dobrar o tubo.

Dobrar tubos com um diâmetro de até 400mm mais rápido

“economizar tempo e dinheiro são aspectos que tornamos possível para esta indústria, quando se trata de processamento de tubos”, diz a Diretora Stefanie Flaeper da transfluid Maschinenbau GmbH. “nosso ‘ t bend” máquina de dobra CNC substituiu a necessidade de soldar curvas em grandes tubos há muito tempo, uma vez que reduz os custos de produção. Além disso, os sistemas de dobra economizam até 60% do tempo de produção para tubos com um diâmetro de até 400 milímetros. A configuração rápida da máquina, às vezes em menos de 10 minutos, também desempenha um papel crucial. Equipado com um sistema de controle inteiramente automatizado do CNC, as unidades transfluid podem processar tubos com paredes finas e grossas e feito de todo o material, mesmo com raios do diâmetro do tubo de 1,5 x ou mais. Estes raios de curvatura apertados são alcançados com desbaste mínimo incomparável das paredes do tubo. Isso leva a benefícios também em termos de espaço a bordo do navio.

Melhor flexão de tubos com flanges com o software transfluid

É possível conseguir muito mais simples e muito mais barato o processamento de tubo, quando os flanges são soldados para o tubo reto de antemão, porque o processo de soldagem é consideravelmente mais rápido nessa fase. Com a conexão interna com os programas de CAD, o software de dobra “t project” pode processar os isométricos imediatamente. Os flanges podem ser escolhidos a partir de uma base de dados e integradas nos isométricos, também em termos de tecnologia de flexão. “com a flexão direcional dos tubos flangeado nossa solução é capaz de melhorar a flexibilidade da fabricação. Os processos tornam-se claramente mais simples “, explica Stefanie Flaeper.

 

‘t project’ para uso móvel a bordo

A versão Tablet do software ‘ projeto ‘ t project ‘ oferece maior liberdade para aplicações práticas no local. Ele permite ao usuário adquirir dados com um sistema de medição muito leve e portátil. É assim possível coletar dados, por exemplo para tubos do conector, ambas as geometrias do processo, assim como os flanges e a posição dos flanges. As economias de tempo são particularmente significativas para este aspecto. O processo de medição a bordo requer apenas alguns minutos, mesmo para tubos mais complexos com flanges. Todos os dados são adquiridos digitalmente, documentados e os dados podem ser transferidos on-line e estar disponíveis para o escritório técnico, bem como a máquina de dobra. Uma vez que uma peça de tubo foi concluída, ele pode ser medido mais uma vez, a fim de garantir uma instalação suave. E aqui está um benefício adicional de tempo: enquanto os tubos são processados com os dados de medição que foi fornecido, outras medições podem ser tomadas a bordo.

Forma efetiva de extremidades do tubo

Um aspecto fundamental do processamento de tubos na indústria da construção naval é a formação de extremidades do tubo, como a formação de flanges alargadas nos tubos. Com a máquina de rolamento UMR ‘ t é possível moldar tubos com diâmetros até 325mm. quase independente de ferramenta, ele usa um cone de modelagem controlada, que pode ser programado livremente durante a tarefa. Outra opção de modelagem interessante é a expansão cilíndrica das extremidades do tubo, a fim de conectar dois tubos. A solução transfluid para este desafio é adequada para tubos com um tamanho nominal de até 250. A prática tradicional na construção naval de soldagem com duas emendas em cada luva da conexão para grandes tamanhos nominais é agora redundante.

Acesse: www.transfluid.net

Exceção a Regra

Dentro do panorama generalizado de estagnação, a indústria de máquinas e implementos se destaca positivamente, refletindo a pujança do agronegócio brasileiro

Por Ricardo Torrico

Intrinsecamente ligada ao processo de industrialização, a indústria de máquinas e equipamentos tem sido duramente afetada pela incapacidade dos últimos governos de elaborar e colocar em prática uma política industrial eficiente e responsável. O resultado é que esse setor – um dos principais mercados de produtos siderúrgicos, nacionais ou importados – tem registrado resultados continuamente descendentes, levando a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) a afirmar que o Brasil passa por um processo de desindustrialização – não só do setor que representa como dos demais mercados que atende ou tem se esforção por atender. Dentro desse panorama de resultados altos e baixos – ou melhor, mais baixos que altos – dos últimos anos, há, porém, um segmento que tem se destacado precisamente por ter mais altos que baixos: o de fabricantes de máquinas e implementos agrícolas.

Resultados animadores

Além de ser um dos principais mercados consumidores de aço, a indústria de máquinas e equipamentos é também um ótimo termômetro do grau de investimento feito pelos demais setores industriais do país. Ou seja, em períodos de crise ou de expectativas de queda no faturamento, os empresários engavetam os projetos de novos investimentos e, quando a crise passa ou o mercado dá sinais de recuperação, eles os desengavetam. Resultados negativos têm sido registrados persistentemente pelo setor desde meados de 2012, quando sua receita líquida total se esteve próxima de 12 bilhões de reais, decrescendo mês a mês até um patamar que tem oscilado em torno de 6 bilhões de reais entre 2016 e 2018.

A novidade foi o bom resultado registrado em junho deste ano, em que o faturamento de todo a indústria de máquinas e equipamentos recuperou com folga o fraco desempenho registrado em maio, atingindo 7,12 bilhões de reais, valor 23% superior ao do mês anterior e também 13,1% superior ao de junho de 2017 – motivo suficiente para se acreditar numa retomada da confiança dos empresários industriais. No acumulado de janeiro a junho, o crescimento foi de 4,2% entre 2017 e 2018. Vale lembrar que, desde 2017, o mercado externo tem sido a estratégia utilizada pelos fabricantes do setor para compensar a redução do mercado interno, o que elevou a 47% a participação das exportações no faturamento total do setor.

Setor imune

Embora a crise econômica tenha afetado o setor de máquinas e equipamentos como um todo, o segmento de máquina e implementos agrícolas, conseguiu passar por ela praticamente ileso, acompanhando o bom desempenho do setor agrícola brasileiro. Os dados colhidos pela Abimaq entre as empresas associadas à sua Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) indicam que o faturamento do setor teve mais altos do que baixos entre 2002 e 2017, período abrangido pelos Indicadores Conjunturais divulgados pelos CSMIA. Mesmo tendo apresentando reduções drásticas de -43,9% em 2005, – 29,8% em 2009 e -31,0% em 2014, o faturamento do setor evoluiu 38,8% entre 2001 e 2017, em reais constantes – ou seja, descontada a inflação – e este ano promete retornar ao recorde de 14,4 bilhões de reais registrado em 2008. “Apesar de ser um ano de eleição, o ritmo dos negócios está relativamente animado, permitindo-nos trabalhar com a perspectiva de um crescimento de 8% no faturamento do nosso setor em relação ao ano passado”, afirma Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente do CSMIA da Abimaq e diretor de Relações Institucionais da Máquinas Agrícolas Jacto, fabricante de equipamentos para agricultura de precisão nos segmentos de pulverização e adubação, sediada no município de Pompeia, no interior de São Paulo.

Segundo Pedro Estevão, entre 2012 e 2014, houve uma confluência de fatores favoráveis para a agricultura brasileira. Nesse período, por causa da seca ocorrida nos Estados Unidos, o preço internacional da soja chegou a US$ 17 o bushel – medida equivalente a 14,5 kg –, tendo voltado posteriormente ao patamar de US$ 9. Embora tenha sido um fenômeno pontual, o agricultor brasileiro acabou tendo uma boa rentabilidade. Junto com esse preço alto, ocorreu também a etapa final do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), cujos juros muito favoráveis, de 2,5%, estimularam a compra de equipamentos. “Consequentemente, em 2015 e 2016, o mercado caiu naturalmente em função do excesso de compras que tinha havido anteriormente – ou seja, o mercado voltou ao normal. Em 2017, o faturamento do setor foi de R$ 13 bilhões, mas este ano já estamos estimando um crescimento de 8% em cima desse valor”, explica o executivo da Jacto. “E no longo e médio prazo, as perspectivas para a agricultura brasileira continuam sendo positivas, porque nosso país é hoje um dos grande produtores e exportadores mundiais de alimentos e, haja o que houver, a população mundial sempre vai continuar crescendo, principalmente na Ásia. Tendo em vista isso, nós estamos otimistas em relação à agricultura brasileira e, consequentemente, ao mercado de máquinas agrícolas, que é um mercado bastante dinâmico. Se olharmos um período entre cinco e dez anos, obviamente não há como prever o comportamento nos preços das commodities, que dependem dos diversos fatores que afetam as safras no hemisfério Sul e no hemisfério Norte. O que dá para prever é que a demanda mundial de alimentos deve continuar crescendo – e que o Brasil tem capacidade para atender a essa demanda.”

Questionado sobre eventuais problemas no abastecimento de aço, Pedro Estevão afirma que, no que se refere à qualidade e prazos de entrega, os fabricantes de máquinas e implementos agrícolas são normalmente bem atendidos pelas empresas distribuidoras. “No que se refere à disponibilidade de aço, não existe nenhum problema para o nosso setor. Talvez algumas ligas especiais talvez não estejam facilmente disponíveis, mas isso é algo muito pontual. Mas, de uma maneira geral, não temos problemas de abastecimento”, explica o presidente do CSMIA da Abimaq. Ele ressalva, porém, que o mesmo não ocorre em relação aos preços, que sobem continuamente, acompanhando a evolução do mercado internacional. “O aço tem uma grande participação no custo das máquinas agrícolas que, de pendendo do modelo, pode oscilar entre 10% e 20%. Quando o preço internacional do aço sobe, também sobe no mercado interno, o que acaba tendo um impacto nos nossos custos de produção”, completa Pedro Estevão.

USIMINAS – Mineração adota Nova Tecnologia

Empresa está solicitando licença para implantar sistema de filtragem com empilhamento, antecipando uma tendência que deve prevalecer na indústria da mineração

A Mineração Usiminas (Musa) protocolou na Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) o pedido de licenciamento ambiental para a implantação de um novo Sistema de Disposição de Rejeitos em sua unidade localizada em Itatiaiuçu (MG). O projeto de Disposição de Rejeitos Filtrados deve consumir um investimento da ordem de R$ 140 milhões e tem como objetivo aprimorar técnica e ambientalmente a destinação dos rejeitos do processo produtivo do minério de ferro. Uma vez licenciado, será um dos primeiros grandes empreendimentos do gênero no país a utilizar a tecnologia.

Embora com custos de implantação e de operação superiores aos das barragens de rejeitos convencionais, a Musa, segundo o diretor Wilfred Theodoor Bruijn, optou pelo novo método. “Estamos nos antecipando ao que acreditamos ser uma tendência para o futuro da indústria da mineração. A filtragem de rejeitos vem sendo usada com sucesso em operações localizadas em regiões com acesso restrito à água e, agora, conseguimos adaptar com sucesso a técnica à nossa realidade, trazendo ganhos ambientais e mantendo o elevado padrão de segurança que já marca nossa operação”. Wilfred lembra ainda o ambiente mais restritivo no processo de licenciamento das barragens tradicionais. “Por tudo isso, avaliamos que investir na nova tecnologia seria mais vantajoso e em linha com os anseios da sociedade”, afirma o diretor.

O processo de empilhamento do rejeito filtrado também demanda menor área para disposição, permite ainda mais segurança no processo e possibilita ações imediatas de controle de impactos. À medida que vai sendo formada, a pilha vai simultaneamente sendo revegetada para fins ambientais e geotécnicos. A nova metodologia apresenta ainda maior vida útil da estrutura, eleva os níveis de recuperação de água, bem como oferece maior controle e estabilidade das estruturas de disposição.

A estimativa é que sejam gerados cerca de 300 postos de trabalho durante as obras e outras 50 vagas em caráter permanente. Uma vez obtida a licença ambiental, a expectativa é iniciar de imediato as obras de implantação do projeto. O prazo para conclusão das obras está estimado em 12 meses.

A Mineração Usiminas espera que o processo de licenciamento seja concluído até o próximo mês de dezembro, conforme acertado em reuniões mantidas entre a empresa e o órgão ambiental.

Sobre a decisão da Musa de investir no novo sistema, o secretário Germano Vieira, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), afirma: “Temos trabalhado firmemente no fomento de novas tecnologias para disposição de rejeitos, bem como em alternativas para construção de barragens. O governo de Minas, seguindo diretrizes legais, busca a convergência entre o desenvolvimento econômico e a preservação da qualidade ambiental e enaltece todos os projetos que cumprem essa premissa, tendo em vista que o maior beneficiário de todo esse processo é o cidadão mineiro”.

Como funciona:

O Sistema de Disposição de Rejeitos da Musa, em processo de licenciamento ambiental, visa aprimorar a destinação dos rejeitos das operações. Os materiais serão enviados para uma Planta de Filtragem, composta basicamente por processo de espessamento e a filtragem propriamente dita. A água originada no processo será recirculada, retornando para a Flotação como água de processo, enquanto a torta de rejeitos filtrados será transferida por meio de uma correia transportadora que formará a pilha intermediária. Desta pilha, os rejeitos filtrados serão transportados por caminhões para a área do empilhamento a seco, onde tratores e rolos serão utilizados para espalhar e compactar o material.

A expectativa da MUSA com o novo sistema é elevar o nível de recirculação de água no processo produtivo, uma vez que não haverá perdas do insumo por infiltração e evaporação, o que é normalmente observado no sistema de disposição de rejeitos em barragem convencional.

Adicionalmente, parte da água que fica retida junto com o rejeito no reservatório da barragem, passará a recircular diretamente para a planta, uma vez que o sistema de filtragem aumentará a concentração de sólidos no rejeito final, dos atuais 45% para aproximadamente 88%.

Porto DA USIMINAS em Cubatão inicia movimentação de cargas da Petrocoque

Contrato é o primeiro formalizado dentro da estratégia de ampliar o uso da infraestrutura local e ampliar o potencial econômico na cidade.

A Usiminas e a Petrocoque fecharam um contrato para o embarque do coque calcinado de petróleo pelo porto privado da siderúrgica, localizado em Cubatão/SP. Os primeiros navios já foram carregados e a expectativa é que, a cada mês, sejam movimentados entre um a dois navios por meio do terminal, totalizando cerca de 30 mil toneladas mensais. O produto exportado pela Petrocoque é utilizado como matéria prima nas principais indústrias produtoras do alumínio primário.

O contrato é o primeiro formalizado pela Usiminas no âmbito do plano da companhia de ampliar o uso da infraestrutura para cargas de terceiros. “Contamos com um porto bem equipado e que tem plenas condições de ampliar suas atividades portuárias. Ao abrir a possiblidade de movimentar cargas gerais, conseguimos aumentar a geração de receita para a unidade, diluímos os custos portuários e ainda possibilitamos uma opção logística eficiente e com custo reduzido para as empresas próximas à Usina”, avalia Leonardo Zenóbio, diretor executivo de Logística da Usiminas.

A parceria com a Petrocoque exemplifica bem o potencial de negócios do terminal portuário e os ganhos logísticos e ambientais. “Anteriormente, os embarques vinham sendo feitos pelo porto de Imbituba, em Santa Catarina. Temos um benefício relevante com a redução da distância percorrida pelos veículos de carga, de 740 quilômetros para apenas nove quilômetros. São menores os riscos inerentes ao transporte rodoviário, além de reduzirmos fortemente a quantidade de emissões (CO, HC, NOx) de veículos diesel na atmosfera”, diz Luis Guilherme Stella Lima, diretor comercial da Petrocoque.

Novos negócios

Com a mudança no modelo de negócios da Usina de Cubatão em 2016 – a unidade passou a comprar placas de terceiros para laminação – permitindo que novos negócios no terminal portuário fossem explorados. A Usiminas, então, realizou um estudo da potencialidade da estrutura e buscou outras empresas da região para apresentar uma proposta de uso do porto para escoamento de produção e/ou recebimento de matérias-primas.

O contrato com a Petrocoque foi o primeiro firmado dentro do projeto, mas a expectativa é que novas parcerias sejam fechadas nos próximos meses. “Nosso desejo é atingir toda a capacidade de movimentação do terminal, o que traria um impacto positivo para a Baixada Santista com mais empregos gerados na região, mais arrecadação de impostos para Cubatão e uma maior dinamização econômica tanto no Polo Industrial quanto nas regiões vizinhas, sem a necessidade de novas obras ou investimentos vultosos”, afirma Zenóbio.

A iniciativa também fortalece o condomínio industrial regional, uma iniciativa do Centro de Integração e Desenvolvimento (Cide) com apoio da Prefeitura de Cubatão para atrair novas empresas e fortalecer o Polo Industrial de Cubatão. A região, que já oferece condições diferenciadas para a instalação de indústrias, soma mais uma condição de atratividade com a nova opção logística.

Soluções Usiminas e consultoria britânica The Bakery se unem em projeto de transformação digital

A maior empresa de transformação de aço do Brasil busca junto a startups soluções para desafios do negócio

Escolhida em uma ação do governo mineiro para ter consultoria especial, a Soluções Usiminas (SU) vai receber know-how diferente para superar o desafio de reduzir seu capital de giro. A empresa será apoiada pela consultoria e aceleradora de negócios britânica, The Bakery London, em um programa de inovação aberta, voltado para startups de todo o mundo. O objetivo é aplicar o modelo de atuação e inovação das startups para identificar oportunidades de melhorias nos processos da empresa, que trabalha com os aços fabricados pela Usiminas, agregando valor por meio da transformação industrial e gerenciando a complexidade da cadeia metalmecânica do Brasil.

A proposta da SU é avançar no sentido da prestação de serviços completos, se posicionamento como uma plataforma de desenvolvimento para cerca de cinco mil empresas da cadeia metalmecânica brasileira. “Queremos equilibrar nosso modelo tradicional de negócios com novas iniciativas, que permitam alavancar nosso crescimento, das empresas Usiminas e do setor”, explica Hector Aguilera, diretor Comercial da empresa.  Em contrapartida ao trabalho da aceleradora, a SU assumirá os investimentos necessários para a execução do protótipo sugerido por startups para encaminhar  os temas propostos, como, por exemplo, capital de giro.

O projeto, segundo o diretor da SU, já está bem encaminhado. Representantes da Bakery têm conversado com executivos da empresa com o intuito de entender as necessidades e identificar as startups corretas para o desenvolvimento das estratégias que solucionarão o desafio. “Essa iniciativa é um passo importante para fortalecer a frente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de todas as empresas Usiminas. A conexão com startups possibilita o contato com novos tipos de negócios, ainda mais flexíveis e dinâmicos, envolvendo a resolução de desafios importantes para a companhia e propagando também a cultura da inovação”, reforça Aguilera.

A troca intensa entre diferentes empresas também é apontada como um fato positivo pelo cofundador da Bakery, Andrew Humphires. “De nossa própria experiência, sabemos que esse esforço trará ótimos resultados para a Soluções Usiminas bem como ajudará a engrandecer o ecossistema de inovação no Brasil. Assim como outras grandes empresas, a Soluções Usiminas tem muitas oportunidades para inovar e sempre ficamos muito contentes quando membros sêniores de grandes corporações como a Usiminas estão tão engajados com nosso processo e comprometidos a resolverem seus desafios, utilizando startups locais e de todo o mundo, fomentando a inovação”, avalia.

Hub Minas Digital

O projeto de parceria entre a Soluções Usiminas e a britânica The Bakery é resultado de uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, o Hub Minas Digital. O programa busca promover mudanças na cultura de negócios e estimular a criação e o crescimento de startups no estado. Desde 2015, o número de empresas desse modelo saltou 320% em Minas Gerais e o estado tem voltado sua atenção à integração entre as novas tecnologias e as empresas da economia tradicional.

A The Bakery London, aceleradora de inovação pioneira no mundo, tem como principais destaques em seu portfólio projetos desenvolvidos em parcerias com a BMW (indústria automobilística alemã), ABInBev (multinacional belgo-brasileira de bebidas e cervejas) e Unilever (multinacional britânico-holandesa de bens de consumo).

Acesse: www.usiminas.com

Usiminas registra Ebitda de R$ 519 milhões no segundo trimestre e margem Ebitda de 16%
R$ 1,16 bilhão é o Ebitda acumulado no semestre. Margem no mesmo período é de 18%

A Usiminas registrou, no segundo trimestre do ano, um Ebitda Ajustado de R$ 519 milhões e uma margem de Ebitda Ajustado de 16%. O resultado foi impactado pelo provisionamento contábil de R$ 62,4 milhões para ICMS no Rio Grande do Sul. Sem esse efeito, o Ebitda da companhia atingiria R$ 581 milhões, contra R$ 641,8 milhões registrados de janeiro a março, e a margem Ebitda registraria 18% ante 19,8% (1T18). Nos primeiros seis meses do ano, o Ebitda Ajustado da companhia atingiu R$ 1,16 bilhão e a margem de Ebitda chegou ao patamar de 18%.

De abril a junho de 2018, a Usiminas registrou um prejuízo líquido de R$ 19 milhões frente R$ 157 milhões de lucro líquido no trimestre anterior. Desconsiderados os impactos do provisionamento contábil e da paralisação dos caminhoneiros, bem como da desvalorização do real frente ao dólar, que atingiu 16%, a companhia contabilizaria lucro líquido superior a R$ 200 milhões. No semestre, a Usiminas totalizou R$ 138 milhões de lucro líquido.

“Nos últimos meses, a percepção da população e dos agentes econômicos foi duramente abalada pela paralisação dos caminhoneiros, que coincidiu com o momento de expressiva elevação do câmbio. Esses fatores, somados ao crescimento do protecionismo internacional e às incertezas no cenário político, trouxeram à tona fragilidades da economia e criaram uma crise de confiança que prossegue até o momento”, avalia o presidente da Usiminas, Sergio Leite.

A receita líquida do segundo trimestre ficou em R$ 3,2 bilhões, estável em relação ao primeiro trimestre, destacando-se os maiores preços do aço no mercado doméstico e na exportação, que compensaram os menores volumes de venda de aço e de minério de ferro. Foram comercializadas 977 mil toneladas de aço no 2T18 contra 1,08 milhão no trimestre anterior. Já a venda de minério de ferro, de abril a junho, atingiu 1,4 milhão ante 1,8 milhão no primeiro trimestre do ano.

Mesmo num cenário adverso, a Usina de Ipatinga elevou a produção de aço das 715 mil toneladas registradas nos três primeiros meses do ano para 813 mil toneladas no trimestre encerrado em junho. A produção de laminados nas usinas de Ipatinga e Cubatão totalizou 1,06 milhão de toneladas, estável em relação a do primeiro trimestre, quando foram produzidas 1,07 milhão de toneladas.

Os investimentos (Capex) totalizaram R$ 66,8 milhões no período, contra os R$ 64,9 milhões dos três primeiros meses de 2018.

Resultados por unidade de negócio

O destaque entre as unidades de negócio da Usiminas foi a Soluções Usiminas, que registrou aumento de 31% no Ebitda Ajustado. O resultado foi de R$ 37,3 milhões, contra R$ 28,5 milhões no primeiro trimestre do ano.  A margem de Ebtida Ajustado da unidade de transformação industrial do aço e gerenciamento de serviços da cadeia metalmecânica foi de 4,8% (2T18) contra 4,1% nos três primeiros meses de 2018. A receita líquida no segundo trimestre foi de R$ 770,6 milhões e registrou uma alta superior a 9,6%, quando comparada ao trimestre anterior (R$ 702,8 milhões), em função, principalmente, do maior preço médio praticado no período (6,1%), bem como do maior volume de vendas e serviços (3,3%).

A Mineração Usiminas teve redução de 32% no Ebitda Ajustado – R$ 33,3 milhões contra R$ 49 milhões no 1tri18. A margem de Ebitda Ajustado foi de 16,5% no 2T18 contra 19,5% nos três primeiros meses do ano. O volume de produção no período atingiu 1,3 milhão de toneladas, estável em comparação ao trimestre anterior. Já o volume de vendas foi de 1,4 milhão de toneladas, contra 1,8 milhão do primeiro trimestre, em função do menor volume exportado no trimestre. Os números se devem, ainda, a uma queda da ordem de 12% na cotação média do preço do minério de ferro no mercado internacional e uma forte elevação no valor do frete marítimo, que flutuou em até 60% para a referência Brasil-China, impactando o volume de embarques para o exterior.

No caso da Usiminas Mecânica – empresa de bens de capital que atua no mercado de estruturas metálicas, naval e offshore, óleo e gás e montagens industriais -, segue o reflexo negativo causado pela estagnação dos investimentos e grandes projetos de engenharia no Brasil. Somado a isso, houve também o impacto pontual de um projeto de fabricação de vagões, levando o Ebitda Ajustado do negócio a ficar negativo em R$ 19,9 milhões e a uma margem de 19,6% negativa. Nos primeiros três meses de 2018, a margem Ebitda da Mecânica havia atingido 28,9%.

Entregas e novos projetos

O segundo trimestre foi marcado ainda por importantes conquistas para a Usiminas. Em abril, a empresa retomou as operações do Alto-Forno 1, após 34 meses desativado. Com a retomada, a Usina de Ipatinga contabilizou um acréscimo de 650 mil toneladas à sua capacidade anual de produção de ferro-fusa em mais um indicativo da curva ascendente do processo de recuperação iniciado pela companhia em meados de 2016. Foram R$ 80 milhões investidos e uma obra que durou cerca de 11 meses e gerou cerca de 600 empregos.

Em maio, a Fitch, uma das principais agências internacionais de avaliação de risco elevou a nota de crédito da Usiminas, de B para B+ com perspectiva positiva. Na sequência, em junho, foi a vez da Standard and Poors elevar a nota de crédito da companhia, de B- para B, também com perspectiva positiva. Segundo a agência, a melhora do rating reflete a recuperação gradual da empresa nos quesitos econômico-financeiros e a estratégia acertada da companhia de focar sua atuação em produtos de maior valor agregado que trazem margens mais altas.

Ainda vale destacar entre os marcos do período o início, no mês de junho, do processo de licenciamento ambiental da Musa para adoção de uma nova tecnologia para a disposição de rejeitos gerados no processo produtivo de sua unidade localizada em Itatiaiuçu (MG). O novo sistema prevê a filtragem e o empilhamento do material a seco em substituição ao método tradicional das barragens de rejeitos.

O projeto de Disposição de Rejeitos Filtrados deve consumir um investimento da ordem de R$ 140 milhões e, uma vez licenciado, será um dos primeiros grandes empreendimentos do gênero no país a utilizar essa tecnologia para a produção em larga escala. A expectativa é que sejam gerados cerca de 300 postos de trabalho durante as obras e outras 50 em caráter permanente.

Uma Solução para a Indústria Aeronáutica e Aeroespacial

A máquina de dobra com mandril da transfluid fornece melhores processos através do controle sequencial.

A Sincronização de eixos através de controle sequencial inteligente segurança é uma questão extremamente importante na indústria aeronáutica e aeroespacial, talvez mais do que em qualquer outra indústria, e, portanto, as demandas são muito elevadas e no processamento de tubos, como explica a diretora de gestão Stefanie Flaeper: ” muitas vezes a demanda para processos de produção rápida de pequenos lotes de componentes complexos, é claro. Além disso, os materiais de alta e ultra alta resistência são uma questão importante para os tubos que são mais leves e que podem ser submetidos a maior carga. O que torna o desenvolvimento de tecnologias de processamento de tubos para a indústria aeronáutica e aeroespacial particularmente interessante é que há sempre novos marcos técnicos que requerem soluções sofisticadas. ” Como o projeto que a empresa está trabalhando atualmente para um fabricante líder de aviões.  O novo, especialmente projetado t bend máquina de dobra com mandril da transfluid é capaz de dobrar titânio, alumínio e tubos de aço inoxidável com um diâmetro de até 60mm e uma espessura de parede de 0,5-1.5 mm.  Além disso, o projeto torna possível alcançar um raio de 1xD.

O outro recurso que o torna especial é a opção de controlar o afinamento da parede. Este é o lugar onde a segurança desempenha um papel fundamental no que diz respeito à posterior aplicação dos tubos processados nos aviões. A espessura da parede deve atender às especificações após a dobra também; o fluxo através da peça de trabalho e sua estabilidade devem ser preservados. É por isso que os engenheiros de transfluid desenvolveram a opção de flexão para o processo. A curva controlada é aplicada durante a última dobra através de um tubo interno controlado.

“Todos os eixos elétricos são equipados com motores servo-elétricos e seus acionamentos podem ser perfeitamente sincronizados”, explica Stefanie Flaeper sobre os detalhes técnicos. “Um dos principais benefícios é a sincronização completa de todos os eixos móveis em diferentes sequências, o que torna possível nosso novo controle sequencial.” Isso separa cada movimento de todos os eixos e move as diferentes unidades no momento certo. Dessa forma, é possível introduzir gradualmente uma curva com facilidade e empurrar ou desacelerar com a potência necessária.

Armazenamento personalizado de dados de produção e recuperação protegida

Todas as sequências nesta inovadora dobradeira de mandril são fáceis de programar. O operador pode alocá-los ao produto e recuperá-los como e quando necessário. Além do processo real, o sequenciamento também levará em conta o material, os raios e os processos de fabricação do produto.

Todos os aspectos de controle podem ser acessados através da rede. Isso permite que as geometrias desejadas sejam obtidas do software CAD e que os dados do teste de impacto sejam registrados da mesma maneira. A unidade de medição também pode ser conectada ao sistema, dependendo do tamanho dos lotes e lotes. O controle de sequência também armazenará os dados relevantes para a produção, conforme definido pelo cliente. Eles podem ser chamados e processados com uma senha e a autorização correta. Além disso, o software da máquina e todos os componentes de controle, bem como o painel de controle (MMI), são compatíveis com o Industry 4.0. Estas características particulares tornam possível configurar a máquina quase sem intervenção do operador. Melhoria do processamento de tubos que está no alvo da indústria de aviação e aeroespacial.

Acesse: www.transfluid.net

Fronius Lança Máquina de Soldagem de pequeno porte e mais resistente

A multinacional austríaca Fronius apresenta sua nova geração de máquinas de soldas Transpocket 150 e Transpocket 180 (foto abaixo).

Elas possuem um design mais moderno e ergonômico, quando comparada a anterior, além de serem mais eficientes e fáceis na operação.

Por ter uma construção elétrica do tipo inversora tem um aproveitamento de mais de 90% em relação ao extraído da tomada e entregue durante a soldagem. Por este motivo também pode ser ligada em qualquer tomada doméstica, industrial ou até mesmo de um pequeno gerador sem causar sobrecarga na rede.

Dentre inúmeros benefícios, por se tratar de um inversor, ela garante as características perfeitas de soldagem para diversos tipos de eletrodos, propiciando regulagem mais rápida e precisa. Como resultado, a máquina oferece maior facilidade na abertura de arco, menos respingos além um arco voltaico extremamente estável.

O equipamento possui grau de proteção IP 23, isso significa que está protegido contra água aspergida a um ângulo de até 45 graus e contra objetos sólidos com Ø maior que 12mm. Ainda tem proteção reforçada nos cantos contra abrasão e pequenos impactos. Por serem resistentes são indicadas para canteiros de obras; construções; oficinas; depósitos e etc.

Segundo o gerente da Unidade de Negócio de Soldagem da Fronius, Cláudio Sá, estas ferramentas são ideais para aplicações que requerem mais praticidade, mobilidade e precisão.

“ Ela é leve, portátil, robusta e única disponível no mercado que solda eletrodo celulósico. Pode ser usada com TIG também e possui tecnologia Arc Force (recurso para facilitar abertura do arco em eletrodo no qual somente máquinas grandes possuem esta função no mercado), ” explica.

Acesse: www.fronius.com.br

Primeira Garra Industrial Certificada para Operação Colaborativa

A SCHUNK Co-Act EGP-C já é protótipo em uma estação de trabalho colaborativa humano-robô (HRC), na Alemanha

A SCHUNK, empresa familiar multinacional alemã, líder em competência em sistemas de garras e tecnologia de fixação, está consolidando seu pioneirismo quando o assunto é garras para operação colaborativa, com a garra SCHUNK Co-Act EGP-C.

Com ela é apresenta pela primeira vez uma garra industrial inerentemente segura, certificada e aprovada para operação colaborativa pelo órgão DGUV (seguro social Alemão contra acidentes de trabalho). O certificado simplifica a certificação de segurança para aplicações colaborativas e reduz o tempo de implantação de um projeto seguramente certificado.

A garra paralela compacta de dois dedos, montada com uma capa com proteção contra colisão, abrange uma ampla gama de aplicações, desde montagem de componentes pequenos em produtos eletrônicos e de bens de consumo, até aplicações de montagem no setor automotivo.

Na SCHUNK, a Co-Act EGP-C já é protótipo em uma estação de trabalho colaborativa humano-robô (HRC) na montagem de garras. Nela, o trabalhador assume o controle de montagem e qualidade, enquanto o robô com a garra remove os resíduos de adesivo em uma placa de extração afiada. Isso melhora a ergonomia e minimiza o risco de ferimentos ao empregado.

A garra satisfaz os requisitos da norma ISO/TS 15066 e é projetada para que não possa ferir uma pessoa. Dessa maneira, é totalmente garantido que as aplicações colaborativas sejam confiavelmente seguras, satisfazendo as exigências da norma. A garra pode ser controlada de forma extremamente simples e por meio de sinal digital I/O. Também é adequada para aplicações móveis, devido a tensão de operação ser de 24 VDC.

Certificação de segurança simplificada para aplicações em geral

A Co-Act EGP-C é fornecida como uma unidade completamente pré-montada com a interface adequada para os cobots dos fabricantes KUKA, Fanuc ou Universal Robots. Interfaces para robôs de outros fabricantes podem ser fornecidas mediante solicitação.

Além disso, são previstos módulos de programação para todos os cobots convencionais que reduzirão ainda mais os esforços realizados na fase de instalação.

Toda a regulagem e eletrônica de potência são instaladas no interior da garra, o que significa que não ocupam espaço no gabinete elétrico. A garra é livre de manutenção, devido ao seu acionamento ser um servo motor sem escova, além disso, sua robusta guia de roletes garante um alto nível de eficiência e a transforma em um equipamento dinâmico e de alto desempenho para o manuseio exigente de peças pequenas e médias.

Os dedos da garra mantêm uma força de agarre constante e a mesma velocidade em todo o curso de abertura e fechamento. Para tornar a colaboração com o operador fluída e intuitiva ao máximo possível, a garra é equipada com iluminação LED em cores de semáforo, por isso o usuário consegue reconhecer a respectiva condição do sistema.

A garra certificada para pequenos componentes está disponível a partir do primeiro trimestre de 2018 no tamanho 40 com um curso por dedo de 6 mm e adequada para uma peça com peso máximo de 0,7 kg. A força de fixação pode ser ajustada por meio de um interruptor rotativo lateral.

SCHUNK apresenta sistemas de tecnologia de fixação 24 V

Com o slogan “inteligente, conectivo e sensível”, a empresa traz os últimos desenvolvimentos para produção inteligente.

A SCHUNK, empresa familiar multinacional alemã, líder competente em sistemas de garras e tecnologias de fixação, espera a mesma animação contagiante, com os lançamentos da FEIMEC 2018 no Brasil, que teve em torno de seu estande na feira internacional SPS IPC Drives no fim de 2017, na Alemanha. Com o slogan “inteligente, conectivo e sensível”, a companhia traz os últimos desenvolvimentos para produção inteligente.

A tecnologia 24 V para sistemas de montagem, em particular, provou ser um grande atrativo ao público. “As discussões com a nossa equipe do estande mostraram que o mercado está realmente contemplando as oportunidades oferecidas por um mundo universalmente de 24 V”, resume o CEO da SCHUNK,  Henrik A Schunk.

Ele está convencido de que ao lado das redes pneumáticas e > 400 V, a tecnologia 24 V será um forte terceiro pilar na automação de montagem. “Houve uma grande surpresa ao redor do stand quando os usuários experimentaram a facilidade com que os componentes são operados e com a flexibilidade e a fluidez que correm ao longo do processo”, informa o empresário.

Potência inteligente de 24 V com certificação PROFINET

Além de o programa 24 V ser o novo padrão de automação de montagem, os visitantes também terão acesso a garra SCHUNK EGL PROFINET.

A primeira garra universal certificada PROFINET com eletrônica integrada reúne potência, diversidade e inteligência. Sua interface PROFINET de alto desempenho cria os pré-requisitos ideais para a regulação do processo em tempo real e o máximo desempenho.

Com o controle integrado e a eletrônica de potência, a garra padrão de catálogo tem todas as características principais para moldar de forma flexível as cadeias de processo e, ao mesmo tempo, monitorar todas as etapas.

A garra SCHUNK EGP-C Co-act é outro destaque, como a primeira garra industrial certificada DGUV no mundo para operação colaborativa. Especialmente em montagem em pequenas peças, isso facilita a colaboração humano-robô e pode ser usada em todos os robôs comuns de aplicações colaborativas: como base, está equipada com a interface certa para co-bots KUKA, FANUC ou Universal Robots. Além disso, as interfaces para outros fabricantes de robôs estão disponíveis mediante solicitação.

Acesse: www.schunk.com

Novo Potencial na América Latina

A SSAB Special Steels tem o objetivo de alcançar 1,35 milhões de toneladas de volume de vendas até 2020. Parte disso virá do upgrade e também da expansão das vendas nos mercados emergentes, que também desempenharão um papel importante para alcançar esse objetivo. A América Latina é uma área geográfica com potencial para crescimento. Queremos manter e fortalecer nossa posição como líderes globais em aços resistentes a desgaste, estruturais, de proteção e aços ferramenta, bem como nos serviços relacionados de valor agregado.

“Em comparação com os mercados mais tradicionais, tais como os EUA e a Europa, ainda há muito potencial na América Latina no uso de aços de alta resistência. Em alguns casos, isso também significa desafios para nós, já que muitos OEMs (fabricantes de equipamentos originais) e usuários finais não têm experiência em aços de alta resistência e pouco conhecimento de seus benefícios ou de como trabalhar com os nossos aços premium”, afirma o diretor de vendas Luiz Monegatto da SSAB Special Steels.

“Fomos muito ativos nos últimos anos e estamos trabalhando muito para aumentar a nossa presença na área. O crescimento da rede Hardox Wearparts, gerentes de vendas regionais mais experientes e uma estreita cooperação técnica com os principais OEMs e usuários finais criaram demanda por nossos aços de alta resistência. Esse aumento no volume também nos permitiu aperfeiçoar a nossa logística e vendas internas, criando valor agregado aos nossos clientes”, prossegue Monegatto.

Suporte técnico, marcas fortes e programas de marketing para proporcionar o crescimento

Queremos desenvolver a nossa presença em segmentos e países menos tradicionais, ao mesmo tempo em que mantemos a nossa atual posição de mercado diante de alguns concorrentes tradicionais e algumas novas alternativas, como centros de serviços e siderúrgicas locais. Para isso, continuaremos falando sobre as vantagens de nossas fortes marcas e programas de marketing, tais como o My Inner Strenx e o Hardox In My Body.

A SSAB Services também é uma parte importante da nossa estratégia para a América Latina. A rede Hardox Wearparts cresceu de 8 centros em 2014 para mais de 30 centros em 2017, sendo que toda a região apresenta um bom potencial. O Centro Wearparts em Santiago, por exemplo, tem um papel fundamental no apoio ao nosso crescimento no mercado chileno e no fornecimento de um importante valor aos clientes. No Brasil, um novo centro Shape acaba de ser inaugurado e criará mais oportunidades de crescimento futuro.

Muitos países e mercados diferentes, mas também com muitas semelhanças.

Embora cada país tenha um perfil diferente, os setores de Mineração e Implementos Rodoviários são, de maneira geral, segmentos fortes na maioria dos países da América Latina. Mais recentemente, o aumento da participação do Brasil e do México no setor agrícola nos proporcionou a oportunidade de utilizar o nosso portfólio aperfeiçoado, incluindo as chapas de QT (temperadas e revenidas) e os tubos estruturais.

“Posso lhe dar um exemplo bem-sucedido do Chile, onde nossa equipe trabalhou por muitos anos para desenvolver a aplicação da chapa grossa Hardox 500, 550 e 600 para a SAG/fresa de esferas como uma alternativa às moldagens. Este projeto começou a transformar o mercado de moinhos de bola/SAG na região, expandindo-o para o Peru, Argentina e Brasil. Este fenômeno também está sendo apoiado pelo nosso centro Hardox Wearparts em Santiago, que investiu recentemente em uma terceira mesa de corte e também em um forno de pré-aquecimento, para melhorar a qualidade e a capacidade local”, conta Luiz Monegatto.

A SSAB México apresentou taxas de crescimento surpreendentes nos últimos quatro anos e, considerando os projetos atuais e as oportunidades que prevemos, a unidade continuará a superar as expectativas nos próximos dois anos. A Argentina e a Colômbia também apresentaram um grande crescimento, tanto em volumes quanto em números de clientes para a SSAB – adicionando mais de 120 novas empresas desde 2016.

Acesse: www.ssab.com.br

SSAB participa da Mec Show 2018

Marcando presença pela primeira vez na feira, siderúrgica sueca vai expor os aços de alta resistência Hardox e Strenx para o setor metalmecânico

A SSAB, multinacional sueca líder mundial na fabricação de aços de alta resistência, participa pela primeira vez da 11ª edição da Mec Show – Feira da Metalmecânica + Inovação Industrial, em Serra (Espírito Santo) – considerado o evento mais completo do setor por mostrar o que há de mais inovador dos mercados metalmecânico, mineração, siderurgia, automação, energia e petróleo e gás. A SSAB vai apresentar a linha de aços especiais para desgaste, o Hardox, e de aços especiais estruturais, o Strenx.

“O segmento metalmecânico é um importante mercado para o estado do Espírito Santo e com muito espaço para absorver novas tendências e tecnologias. A SSAB tem como objetivo ajudar o desenvolvimento desse mercado trazendo para as fabricantes e para o usuário final as vantagens do uso de aços de alta resistência, que proporcionam soluções mais leves, duradouras e sustentáveis”, afirma Diego Rigoletto, Gerente de Vendas Regional da SSAB.

A siderúrgica sueca levará ao evento o aço antidesgaste Hardox, que foi desenvolvido para proporcionar maior vida útil e melhor desempenho, tornando máquinas e equipamentos mais resistentes ao desgaste. Além dele, a SSAB também vai expor o aço de alta resistência Strenx, que possibilita a fabricação de máquinas e outras grandes estruturas mais resistentes, mais leves e mais eficientes.

Considerada a chapa antidesgaste mais resistente do mercado, as chapas Hardox® são de fácil processamento e permitem excelentes soldas, dobras e cortes, além de ser a chapa de aço de alta resistência mais indicada para aplicações que precisam suportar as mais severas condições, sem trincar ou deformar. Com diversas grades de durezas (350 a 650 Brinell), uma ampla faixa de espessuras e dimensões e com características próprias e únicas, as chapas de aço Hardox® oferecem ao mercado brasileiro opções para reduzir o desgaste de produtos ou equipamentos, assim como para reduzir o tempo de fabricação, aumentar a vida útil e aumentar a produtividade das operações.

O Strenx é projetado para os setores em que a alta resistência estrutural e a redução de peso são fatores competitivos importantes, especialmente na indústria de elevação de carga, movimentação, estruturas de máquinas de grande porte, transporte ferroviário, setores offshore e de construção. Com um aço como o Strenx, é possível reduzir o peso do equipamento, mantendo sua resistência por meio da utilização de chapas mais finas. O Strenx possui no mundo a maior variedade de aços estruturais de alta resistência, tanto em termos de resistência como em dimensões. Limites de escoamento que variam de 600 Mpa a 1300 Mpa tornam este o aço mais resistente do mercado.