domingo, setembro 20, 2026
Início Site Página 66

Impactos da terceirização num ambiente de competitividade empresarial

O assunto terceirização entrou na pauta da agenda corporativa no início da década de 90. O outsourcing, palavra em inglês que designa esta prática, já vinha sendo implementada, com sucesso, em meados dos anos 80, nos países desenvolvidos. São 25 anos de ativação no ambiente das organizações, que procuram alternativas estratégicas de ferramentas de gestão, buscando o aprimoramento das atividades e mais competitividade.

Alguns setores da economia utilizaram com bastante ênfase os serviços terceirizados, concentrando esforços principalmente no seu core business, isto é, no seu negócio principal e contratando empresas para atuarem nas tarefas ditas complementares.

Quando, recorrentemente, focamos a terceirização sob o aspecto da gestão, encontramos aqui elementos claros que permitem identificar a sua prática:

No aprimoramento dos processos da qualidade dos serviços prestados;

Na entrega dos serviços nos prazos ideais;

Nas atividades que permitem a otimização de recursos com redução de custos;

Na utilização constante de inovação tecnológica agregada à prestação dos serviços.

A 7ª edição da Pesquisa Nacional sobre Terceirização, realizada em maio deste ano pelo Centro Nacional de Modernização Empresarial (CENAM), envolvendo 2.810 empresas em todo o país, indica que 70% dos participantes avaliam como satisfatórios e atendendo às expectativas os serviços prestados por empresas terceirizadas. Além disto, consideram que 95% cumprem as bases do contrato, 86% empregam uma metodologia de trabalho e 39% tiveram redução de custo nas atividades terceirizadas.

No entanto, a pesquisa revela que em 78% das empresas participantes não há avaliação periódica e identificação dos índices de desempenho dos serviços terceirizados, 53% não atendem à qualidade dos serviços prestados, 69% não empregam tecnologia adequada e 34% já tiveram algum problema trabalhista com a contratação de serviços terceirizados. Mesmo assim, 96% acreditam que a contratação de serviços terceirizados continuará a ser utilizada na empresa nos próximos anos.

Por outro lado, quando abordamos o tema sob o foco dos contratos de trabalho envolvidos no registro da mão de obra junto às empresas prestadoras de serviços, percebemos que, ao longo destes anos, muitas distorções ocorreram, gerando ações trabalhistas e denúncias de irregularidades diversas. Este sinal de alerta contratual tem ocorrido nas relações das empresas prestadoras de serviços com a iniciativa privada e com o setor público. Este último, por decorrência da utilização da Lei nº 8.666, que determina a contratação dos serviços pelo menor preço, acabou sofrendo uma sequência enorme de denúncias.

Surge então, no cenário de discussão do tema, um fato relevante: a aprovação da Lei nº 13.429/2017 que dispõe sobre o trabalho temporário e definiu padrões legais para a prestação de serviços a terceiros. Com isto, estabeleceu-se uma nova premissa para a contratação dos serviços pelas organizações públicas e privadas, possibilitando fazê-la tanto para as atividades-meio quanto para as atividades-fim. Também, reforça-se as salvaguardas trabalhistas para o trabalhador da empresa prestadora de serviços, oferecendo mais segurança e resguardo no processo de contratação entre as partes.

A premissa principal contida no texto desta ação legislativa determina a subordinação das empresas às condições predeterminadas pelos sindicatos de trabalhadores e complementadas pela aplicação dos serviços terceirizados nas atividades-meio e atividades-fim das empresas. Neste particular, setores estratégicos de atividades no Brasil vêm utilizando serviços terceirizados desde o início da construção deste conceito moderno de abordagem.

Identificou-se, através daí, o enquadramento destas atividades, seja no âmbito administrativo, seja no âmbito operacional, irradiando estas ações de uma forma horizontal na maior parte das áreas das empresas.

Com o processo de privatização e concessão de vários setores estratégicos, por exemplo, nos últimos anos, estas empresas definiram um modelo de contratação dos serviços mais rígido, incluindo também indicadores de qualidade consistentes com os índices acordados pela agência reguladora e das práticas reconhecidas pelo mercado.

Com isso, o que se depreende é que os impactos da terceirização e o gerenciamento dos riscos da aplicação deste processo são fundamentais para o bom desempenho das empresas num ambiente de eficiência e de busca de resultados.

A terceirização, como ferramenta de gestão, se destaca assim como um modelo estratégico ou como um elemento decisivo no conjunto das atividades das organizações para atingirem indicadores de competitividade à altura das exigências do mercado.

*Lívio Giosa – Presidente do Centro Nacional de Modernização Empresarial (CENAM); Presidente Executivo da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB); Sócio Diretor da GLM – Assessoria Empresarial e autor do Livro: “Terceirização: Uma Abordagem Estratégica” – 9ª edição – Ed.Pioneira/Thomson/Meca.

 

Prysmian fatura R$ 1,3 bilhão no Brasil e tem crescimento de 80% no lucro

Expectativas para o exercício 2017 são de retomada nos mercados de telecomunicações e de distribuição de energia, contrapondo uma estagnação na construção civil e redução no setor de óleo e gás

No mundo, o Grupo Prysmian obteve um volume de vendas de 7,5 bilhões de euros em 2016, impulsionado pela inovação tecnológica, novos ativos e capacidade para execução de projetos

A Prysmian no Brasil, empresa líder global em cabos e sistemas para os setores de energia e telecomunicações, faturou R$ 1,3 bilhão no País em 2016 e obteve um lucro líquido, antes de efeitos extraordinários, de R$ 61,7 milhões no ano.

Prysmian fatura R$ 1,3 bilhão no Brasil e tem crescimento de 80% no lucroEmbora o volume de vendas tenha registrado uma queda de cerca 15% de um exercício para outro, com R$ 1,5 bilhão em 2015, influenciada sobretudo pela redução nos setores de óleo e gás e nos mercados de infraestrutura e construção civil, o lucro, por outro lado, apresenta uma forte melhora, antes de efeitos extraordinários de impairment e aumento de inadimplência, com montante 80% maior em comparação com o ano anterior.

O principal motivo desses resultados, segundo o CEO da Prysmian na América do Sul, Marcello Del Brenna, está relacionado às adequações de estrutura e processos dentro da realidade atual de mercado. “As expectativas para 2017 são de ligeira retomada nos mercados de telecomunicações e na distribuição de energia, contrapondo uma estagnação na construção civil e redução no setor de óleo e gás”, comenta Del Brenna.

Resultados mundiais

A nota de rentabilidade do Grupo Prysmian em 2016 foi a mais alta da história da companhia, com o EBITDA ajustado em 711 milhões de euros, um crescimento de 16,4% em relação ao exercício anterior, quando atingiu 584 milhões de euros. O volume de vendas também subiu de um ano para outro e chegou a 7,5 bilhões de euros, ante os 7,3 bilhões de euros verificados em 2015.

“O excelente desempenho nas vendas em empresas de maior valor agregado se refletiu em uma melhora significativa na rentabilidade, também fomentada pelo foco na eficiência operacional e na otimização do sistema de fabricação”, comenta Valerio Battista, CEO do Grupo Prysmian. “As inovações tecnológicas desenvolvidas, por exemplo, para projetos de energia, como o novo cabo P-Laser 600 kV e o cabo PPL 700 kV, representam hoje grandes marcos para toda a indústria”, acrescenta.

O executivo ressalta ainda que o Grupo passou por um avanço significativo no desenvolvimento das capacidades de engenharia e execução de projetos, com o objetivo de fornecer um serviço turn-key aos clientes. “Também investimos na expansão de nossa frota de navios lança-cabos, o que significou um alto ganho de desempenho e rentabilidade”, comenta Battista.

Segundo o CEO do Grupo Prysmian, as perspectivas da organização permanecem positivas, tanto para cabos submarinos como para sistemas. “Pretendemos conquistar novos projetos de interconexão de energia e em empreendimentos eólicos offshore, além de ampliar o negócio de Telecom, onde a demanda por cabo óptico permanece alta. O forte desempenho das vendas e a melhoria na rentabilidade ajudaram a fortalecer ainda mais a estrutura financeira do Grupo, com uma liquidez melhor do que a esperada”, conclui Battista.

*Este conteúdo foi divulgado em primeira mão no Clube de Imprensa.

Acesse: www.prysmian.com.br

Como identificar o verdadeiro Hardox, produzido pela SSAB

Siderúrgica sueca dá dicas sobre como identificar as verdadeiras chapas antidesgaste Hardox e se atentar às falsificações do aço de alta resistência

Pensando em como evitar possíveis cópias ilegais do aço de alta resistência Hardox no mercado brasileiro, a SSAB, siderúrgica fabricante de aços de alta resistência com unidades produtivas na região nórdica e nos Estados Unidos, reuniu algumas medidas para reconhecer o produto, garantindo segurança e qualidade para seus clientes e usuários finais e também, evitar prejuízos. As chapas de aço Hardox têm diversas grades de durezas (350 a 650 Brinell), ampla faixa de espessuras, dimensões e características próprias e únicas, e assim oferecendo opções para reduzir o desgaste de produtos ou equipamentos, reduzir o tempo de fabricação, aumentar a vida útil e aumentar a produtividade das operações.

Como identificar o verdadeiro Hardox, produzido pela SSAB“Todas as chapas Hardox são numeradas e contêm um certificado individual, o que demonstra a autenticidade do material”, afirma Diego Rigoletto, Gerente Regional de Vendas da SSAB.

É possível identificar o verdadeiro aço Hardox a partir de dois exemplos: pelas chapas grossas laminadas a quente, com dimensão padrão de 2500 x 6000 (fabricadas na Suécia e nos EUA) e pelas tiras laminadas a quente e a frio, com dimensão padrão de 1500 x 5800 (fabricadas na Suécia e Finlândia). Lembrando que outras dimensões disponíveis também possuem a mesma marcação.

Para a chapa grossa laminada a quente, Diego conta que toda chapa tem uma marcação puncionada indicando sua grade e sua identificação (número de lote e chapa) e uma pintura amarronzada, o que facilita a identificação pela cor. “Essa pintura refere-se a um primer de proteção contra corrosão atmosférica”, diz.

Toda chapa tem diversas informações impressas nas cores branca ou preta, com a dimensão impressa – no exemplo, 15 x 2500 x 6000, vem com a marcação da grade do Hardox: Hardox 450, 500, 550, etc., e estampa o nome da usina. “No nosso caso, SSAB significa Ssvenskt Stal A.B. – Aço Sueco S.A.” comenta. Além disso, o aço também tem o nome da cidade e estado onde a usina está localizada, como por exemplo, Oxelosund (Suécia) e Alabama (EUA). Todas as chapas são entregues com bordas aparadas também.

No caso das tiras laminadas a partir de bobina, o material vem em fardos embalados, que são identificados por meio de etiquetas alocadas em cada um, com as seguintes informações: a indicação da grade do Hardox, o nome da usina, que este material é produzido somente na Suécia (SSAB EMEA AB, Sweden) e sua dimensão – no exemplo, 4 mm x 1500 x 4020.

Os dois casos – chapas grossas e tiras laminadas trazem o número da corrida e o número da chapa. “Esta informação liga cada chapa a um certificado de qualidade”, conclui Diego.

Em resumo, todas as chapas ou bobinas da SSAB vêm com uma identificação com:

– Espessura;

Como identificar o verdadeiro Hardox, produzido pela SSAB– Largura e comprimento;

– Número de lote e chapa (nos casos de chapas grossas);

– Nome do material (Hardox);

– Grade: Hardox 400, 450, 500 etc.;

– Usina onde foi produzida.

Primer e bordas aparados são importantes neste processo também.

Acesse: www.ssab.com.br

Reforma Trabalhista: 10 mudanças que as empresas precisam saber

Para a especialista Mônica Gonçalves da Silva, sócia do BTLAW, alterações na jornada de trabalho, férias e teletrabalho são alguns dos destaques – 10 mudanças relevantes para as empresas. Veja abaixo:

1) Negociado sobre o Legislado

As negociações prevalecerão sobre a lei e as condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.

2) Terceirização

Liberação da terceirização na atividade-fim das empresas de forma expressa.

3) Jornada

Prestação habitual de horas extras não descaracterizará acordo de compensação e banco de horas. Fim do intervalo de 15 minutos antes do início da sobrejornada. Inserção da jornada 12 x 36 na legislação. Celebração de banco de horas também por acordo individual escrito. Intervalo intrajornada poderá ser de 30 minutos. Não será computada na jornada de trabalho o tempo gasto no percurso para se chegar no local e trabalho e no retorno para casa (horas in itinere).

4) Extinção da contribuição sindical

Contribuição sindical facultativa para participantes das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais.

5) Férias

Fracionamento em até três períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias e os demais não poderão ser inferiores a 5 dias cada.

6) Trabalho intermitente

Alternância dos períodos de prestação de serviços e de inatividade; trabalho determinado em horas, dias ou meses; prestação de serviços a vários empregadores.

7) Rescisão contratual

Realizada na própria empresa, com partes acompanhadas por seus advogados; equiparação de dispensas individuais, plúrimas e coletivas sem prévia autorização da entidade sindical; demissão em comum acordo, com saque de até 80% do FGTS e pagamento de metade da multa do FGTS.

8) Teletrabalho

Regulamentação da prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com utilização de tecnologias de informação e de comunicação; sem percepção de horas extras.

9) Arbitragem e acordo extrajudicial

Arbitragem possível para empregados com remuneração superior a 2 vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral da Previdência Social; possibilidade de submeter acordo extrajudicial à apreciação e homologação judicial.

10) Preposto

Preposto não precisará ser empregado.

Usiminas registra EBTIDA Ajustado de R$ 750 milhões

Resultado alcançado no 2T17 inclui o reconhecimento de R$ 205 milhões recebidos em julho pela Mineração Usiminas. Sem esse valor, o EBITDA Ajustado é o maior em 13 trimestres, atingindo R$ 551 milhões

A Usiminas confirmou a tendência de melhoria de seus resultados, iniciada no 3º trimestre de 2016, e encerrou o semestre com números positivos, que consolidam a trajetória de ascensão da companhia. O EBITDA Ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 749,9 milhões entre abril e junho de 2017, o melhor resultado em 28 trimestres. O número foi influenciado pelo reconhecimento de R$ 205,1 milhões recebidos, em julho, pela Mineração Usiminas (MUSA), após acordo firmado com a Porto Sudeste em junho deste ano. Sem considerar esse valor, a Usiminas alcançou, no período, um EBITDA Ajustado de R$ 550,8 milhões, o maior em 13 trimestres.

A margem de EBITDA Ajustado chegou a 29,2%, 6,5 pontos percentuais acima do registrado no trimestre anterior, de 22,7%. A empresa também alcançou lucro líquido de R$ 175,7 milhões no 2T17, um aumento de 62% frente aos R$ 108,3 milhões obtidos nos três meses anteriores. Deve-se destacar que o lucro líquido foi parcialmente impactado por efeitos cambiais negativos no período.

Para o presidente da Usiminas, Sergio Leite, os números do 2º trimestre de 2017 representam o novo momento da companhia, após a superação de complexos desafios ao longo dos últimos anos. “A Usiminas passou por três fases críticas até chegarmos à etapa atual, em que podemos voltar a construir o futuro da companhia. Tivemos uma primeira fase, em 2015, de deterioração de resultados, com enorme perda de valor da empresa. Em seguida, passamos para uma fase de busca pela sobrevivência, a partir do início de 2016, em que lutamos para eliminar o risco de falência da Usiminas, por meio de ações como a injeção de capital pelos acionistas e a renegociação da dívida. Nos meses seguintes, entramos na fase de construção de resultados, focando na redução de custos, na reestruturação do nosso quadro gerencial e no aumento da receita”, explica o executivo.

Segundo Leite, a Usiminas vive hoje uma nova etapa, com metas de gestão estabelecidas, voltadas, principalmente, para a geração de resultados, a busca pela excelência no atendimento aos clientes e a melhoria do clima organizacional. “Estamos trabalhando intensamente para reforçar a Usiminas como protagonista no cenário siderúrgico brasileiro e da América Latina. Os números que apresentamos hoje ao mercado, consolidados com os registrados a partir do 3º trimestre de 2016, servem como base para pavimentarmos o caminho que queremos seguir. Temos a nosso favor o DNA de qualidade, inovação e tecnologia, que coloca a Usiminas no estado da arte no segmento de aços planos.”

OUTROS DESTAQUES

Ressalta-se, ainda, nos resultados do 2º trimestre de 2017 o aumento de 9,3% da receita líquida da Usiminas, que subiu de R$ 2,4 bilhões no trimestre anterior para R$ 2,6 bilhões entre abril e junho deste ano. Os números refletem, especialmente, o maior volume de vendas e os maiores preços apresentados no período pelas unidades de siderurgia e pela Soluções Usiminas, empresa do grupo dedicada ao beneficiamento e distribuição do aço.

Contribuíram para esse aumento, portanto, as vendas totais de aço das unidades de siderurgia, que somaram 990 mil toneladas no 2T17, contra 930 mil toneladas nos três primeiros meses do ano, um crescimento de 6%. Do total comercializado, 840 mil toneladas (85%) foram destinadas ao mercado interno, enquanto 150 mil toneladas (15%) foram exportadas. As vendas para o mercado externo aumentaram 43% em relação ao 1T17, quando foram comercializadas 105 mil toneladas para o exterior.

Em termos de produção, 769 mil toneladas de aço bruto foram produzidas no 2º trimestre de 2017, um incremento de 4% na comparação com o trimestre anterior, e 1 milhão de toneladas de laminados foram produzidas nas usinas de Ipatinga (MG) e Cubatão (SP), o que representa, ainda, um aumento de 4% frente ao período de janeiro a março deste ano.

Quanto a investimentos, a Usiminas totalizou R$ 34,1 milhões no 2T17, valor 45,8% superior ao apresentado no 1T17, de R$ 23,4 milhões. Do total registrado no período, aplicado, em sua maioria, em CAPEX de manutenção, aproximadamente 75% foram destinados à Unidade de Siderurgia, 14% à Mineração, 7% à Transformação do Aço e 4% aos Bens de Capital.

SUBSIDIÁRIAS

Usiminas registra EBTIDA Ajustado de R$ 750 milhõesA Soluções Usiminas apresentou uma receita líquida de R$ 589,7 milhões no 2º trimestre de 2017, resultado 4% superior aos R$ 567,0 milhões registrados no trimestre anterior. O aumento deve-se ao crescimento do volume de vendas de produtos e serviços no período, na ordem de 1,2%, assim como o incremento de 2,8% no preço médio, em função do mix mais nobre de produtos comercializados. Já o EBITDA Ajustado da unidade apresentou uma queda no trimestre na comparação com o 1T17, passando de R$ 36,9 milhões para R$ 27,3 milhões, devido, principalmente, à redução das margens pelo aumento do custo das matérias-primas. A margem de EBITDA Ajustado foi de 4,6% no 2T17, contra 6,5% nos três primeiros meses de 2017.

Em função da redução nos preços PLATTS no mercado internacional, bem como da queda de 2,2% no volume de minério de ferro comercializado, passando de 643 mil toneladas no 1T17 para 629 mil toneladas no 2º trimestre, a receita líquida da Mineração Usiminas caiu 17,7% entre abril e junho deste ano, saindo de R$ 108,3 milhões para R$ 89,1 milhões. Por outro lado, em razão do reconhecimento do montante pago pela Porto Sudeste, o EBITDA Ajustado da MUSA registrado no 2T17 saltou para R$ 225,8 milhões, contra R$ 51,5 milhões no trimestre anterior, um aumento de 338,3%. A margem de EBITDA Ajustado foi de 253,4%, frente aos 47,6% apresentados no 1º trimestre do ano.

A Usiminas Mecânica segue impactada pela estagnação de projetos nos setores de infraestrutura no país e apresentou redução de 2,7% em sua receita líquida no 2T17, de R$ 80,4 milhões, contra R$ 82,7 milhões registrados no trimestre anterior. Ainda assim, a unidade conquistou um aumento do lucro bruto no período, chegando a R$ 5,3 milhões, número superior ao R$ 0,5 milhão alcançado no 1T17. O crescimento deve-se às maiores receitas obtidas no segmento de equipamentos industriais. O EBITDA Ajustado do 2º trimestre de 2017 foi de R$ 1,6 milhão negativo, ante os R$ 4,2 milhões negativo no 1T17, também em função das melhores margens do segmento de equipamentos industriais e da redução de despesas fixas no período. A margem de EBITDA Ajustado foi negativa em 2%, contra 5% negativa no 1T17.

Acesse: www.usiminas.com

TOTVS leva a Indústria 4.0 à nuvem

Companhia aposta em softwares por assinatura para ajudar as pequenas e médias empresas a vivenciarem a Manufatura Avançada

Aplicar o conceito de Indústria 4.0 na prática é um importante desafio para o segmento de manufatura no Brasil. Enquanto o mercado evolui para uma transformação digital, com produtos e processos cada vez mais inteligentes, as companhias nacionais, principalmente as pequenas e médias, buscam formas de se adequar a essa nova realidade. A TOTVS, que é líder em SMB (small and medium business), desenvolveu uma oferta para que essas empresas possam vivenciar os benefícios proporcionados pela Manufatura Avançada, de forma viável e adequada aos seus negócios: na nuvem.

A modalidade, chamada TOTVS Intera, é uma forma inovadora e descomplicada de contratar soluções na nuvem através de uma assinatura. Isto é, por meio de um valor mensal, o cliente usufrui de softwares de gestão e funcionalidades especializadas e em constantes evoluções sem nenhum custo com infraestrutura, como servidores ou data centers, manutenção e suporte próprios. Além disso, elimina a necessidade da aquisição de licenças e torna a tecnologia de ponta acessível às PMEs, inclusive aproximando-as da Indústria 4.0.

Ou seja, como cliente TOTVS, a empresa paga apenas a mensalidade correspondente ao número de pessoas que acessam (IDs) e recebe todo o portfólio de software e hardware da companhia na nuvem. Para as que estão começando, é disponibilizada uma oferta mais direcionada a esse perfil que, além do sistema de retaguarda, conta com quatro módulos especialistas e permite que seja escolhido o pacote de serviços de implantação que melhor se encaixa às necessidades daquela organização. O objetivo é permitir avanços na gestão, produtividade, redução de custos e elevar a qualidade da operação como um todo.

O modelo também contempla a plataforma fluig, que permite ao cliente gerenciar as suas tarefas, organizar documentos, automatizar processos, criar os seus próprios portais, acessar online os principais indicadores da empresa e, ainda, manter todos conectados e atualizados por meio de uma rede social corporativa. Tudo em um único ambiente e operando na nuvem, o que oferece um nível de segurança da informação extremamente confiável, e que, no contexto da Indústria 4.0, desempenha um importante papel na conectividade entre os elos da cadeia de suprimentos e entre as etapas da própria produção.

O cliente Intera conta ainda com um profissional de atendimento especializado no seu segmento, que faz um acompanhamento constante, chamado de Copiloto. “Dentro da estrutura industrial brasileira as pequenas e médias empresas desempenham um papel extremamente relevante. Por isso, pensamos em ofertas que se adequem perfeitamente a esses negócios e a resposta está na nuvem. Operar em cloud é a combinação perfeita entre praticidade e custo – com tecnologias de ponta, mas sem altos investimentos. Assim, o mercado SMB consegue vivenciar, na prática, o que parecia ser uma realidade apenas para as grandes ou multinacionais”, afirma Angela Gheller Telles, diretora dos segmentos de Manufatura e Logística da TOTVS.

TOTVS na Manufatura

O segmento de Manufatura é uma importante fonte de negócios para a TOTVS e representou 24,4% da receita total em 2016. A companhia focou na atualização e desenvolvimento de ferramentas e funcionalidades que permitem que as empresas brasileiras entrem nessa Era Digital. Dessa forma, é possível entregar recursos viáveis e aplicáveis, não apenas com olhar de futuro, mas ancorado no presente, para ajudar, hoje, as manufaturas nesse novo e denso desafio.

MES, RFID, Portal de Vendas do Cliente, Configurador de Produtos Web, e-Procurement e S&OP (ferramenta de planejamento de vendas), e-Kanban, APS e Gestão da Qualidade, são algumas das suas soluções vocacionadas para o segmento.

Acesse: www.totvs.com

TRUMPF está construindo uma Fábrica Demo para Indústria 4.0 em Chicago

Processos conectados em exibição – foco em material e fluxo de informações -transparência em vários níveis – abertura no verão de 2017

Indústria 4.0 na sua forma mais pura: a TRUMPF está construindo uma fábrica de demonstração em Chicago que é projetada desde o início como uma planta de produção flexível e conectada digitalmente. Toda a “cadeia de processo de chapa metálica” – desde a encomenda de uma peça até sua concepção, produção e entrega – está interligada de forma inteligente, de acordo com os princípios mais inovadores.

Ao contrário dos tradicionais showrooms do Grupo TRUMPF, onde a ênfase está em máquinas individuais, a planta de Chicago será focada no processo completo do cliente, com informações sobre o material e fluxo da produção. Abrangendo uma área de cerca de 5.500 m², o novo local destina-se a demonstrar a interação de pessoas, máquinas, equipamentos de armazenamento, automação, softwares e soluções da Indústria 4.0.

As soluções da Indústria 4.0 na TRUMPF são todas classificadas sob o nome de TruConnect. Todos os módulos-chave TruConnect estarão em operação na fábrica de Chicago, permitindo uma ampla demonstração da produção de acordo com os princípios da Indústria 4.0. A linha de produção foi concebida de tal maneira que todos os processos reais de produção possam ser realizados – ou seja, os clientes da TRUMPF em Chicago podem despachar seus próprios pedidos. A fábrica de demonstração, com cerca de 30 funcionários, inicialmente, destina-se a todos os que trabalham na conformação de chapas. O principal grupo-alvo são os pequenos e médios empresários estão apenas iniciando com conectividade digital. Seus requisitos e resultados da produção serão recolhidos nos escritórios de desenvolvimento no local e, em seguida, disponibilizados aos departamentos centrais de R & D do Grupo TRUMPF. Igualmente importante é a experiência de modelos de negócios totalmente novos da indústria 4.0, como o pool de capacidade, que pode ser sistematicamente coletada dentro da fábrica totalmente conectada.

Localização estratégica

Chicago foi escolhida para abrigar a nova fábrica de demonstração porque está no coração do mercado norte-americano de processamento de chapa metálica. Os estados diretamente adjacentes contêm cerca de 40% de toda a indústria de chapas do país. A proximidade do segundo maior aeroporto nos EUA também torna a nova subsidiária TRUMPF facilmente acessível, tanto em nível nacional como internacional. A TRUMPF Chicago é vista como um centro internacional de excelência para soluções da Indústria 4.0 e tem uma arquitetura projetada para este fim. O “Centro de Controle” – um centro de comando com grandes áreas de exibição – disponibiliza vários parâmetros de processo aos visitantes em tempo real.

Uma visão panorâmica da fábrica revela uma passarela, a chamada “Skywalk”: que abrange todo o comprimento do salão de 55 metros, com seu fluxo de material e informação, enfatiza o fato de que as instalações de produção formam um sistema único e geral. O Skywalk é parte de uma estrutura de teto escorada fabricada por um cliente da TRUMPF em Atlanta. Com custos de construção estimados em cerca de € 13 milhões, a fábrica de demonstração foi desenhada pelo escritório de arquitetura Barkow Leibinger, de Berlim, e sua abertura oficial está prevista para o final de 2017.

Em uma área de 5.500 m², a TRUMPF demonstra a interação de pessoas, máquinas, armazenamento, automação, software e soluções da Indústria 4.0

No “Centro de Controle”, os visitantes recebem informações em tempo real sobre fluxo de material, desempenho da máquina e outros parâmetros do processo.

Uma característica especial da nova fábrica de demonstração é o “Skywalk” de 55 metros de comprimento, que se estende no corredor.

A nova fábrica de demonstração não está apenas localizada em um lugar maravilhosoao lado de um lago, mas também está convenientemente perto do Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago.

Sobre TRUMPF

A empresa de alta tecnologia TRUMPF oferece soluções de fabricação nas áreas de máquinas-ferramenta, lasers e eletrônica. Oferece ainda conectividade digital na indústria de transformação através de consultoria, plataforma e software. TRUMPF é uma companhia líder de tecnologia no mercado mundial de máquinas-ferramentas utilizadas no processamento de chapa flexível, e também em lasers industriais.

Em 2015/16 a empresa – que tem mais de 11.000 funcionários – alcançou vendas de 2,81 bilhões de euros. Com mais de 70 subsidiárias, o Grupo TRUMPF está representada em quase todos os países da Europa, Norte e América do Sul e Ásia. Possui instalações de produção na Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Áustria, Suíça, Polónia, República Checa, EUA, México, China e Japão. A TRUMPF comemora,em 2017, 36 anos de presença no Brasil. Com sede em Barueri, a empresa possui uma operação solidificada e com abrangência para prover assistência técnica a seus clientes em diferentes regiões, sendo responsável também em dar suporte às operações na América do Sul. Em 2014, a unidade brasileira atingiu o marco de 1500 máquinas vendidas em território nacional.

Acesse: www.trumpf.com.

Fronius apresenta sistema de soldagem Arcing: A prova d´agua

A ÚNICA – União da Indústria da Cana-de-Açúcar – e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), concluiu no final de abril deste ano a estimativa para Safra 2017/2018 de cana-de-açúcar. A previsão indica 585 milhões de toneladas, queda de 22,14 milhões de toneladas em relação às 607,14 milhões de toneladas processadas na safra anterior. Esta queda resulta, sobretudo, da ligeira retração na área disponível para colheita e da diminuição esperada na produtividade agrícola do canavial a ser colhido no ciclo 2017/2018.

Um dos maiores problemas enfrentados pelas indústrias de cana é na hora da moagem. São poucas empresas que ainda dispõem de tecnologia para enfrentar as chuvas, sem contar, que há muitos equipamentos no mercado que tem danos irreparáveis quando molhados.

A Fronius – líder em tecnologia no setor de solda – dispõe de tecnologia de última geração através de seu sistema de soldagem Arcing: desenvolvido para revestimento em frisos dos rolos de moendas das usinas de açúcar e álcool.

Por possuir um sistema moderno e seguro, não necessita de um operário.

A máquina apresenta um desgin portátil e foi criada especificamente para a atuação em ambientes severos, como, debaixo de água e superfícies sujas devido ao esmagamento de rolos de moendas de açúcar durante a moagem.

O equipamento apresenta duas opções ao cliente: trabalhar com um ou dois arames. Com dois arames é possível otimizar ainda mais o tempo de produção, mas ambos proporcionam total segurança na operação. Por ter tochas refrigeradas, o consumo do bico de contato (que faz a solda) é menor, resultando em menos paradas e reduzindo a manutenção do sistema. Outra vantagem para o consumidor é que pode ser utilizado para realizar reparos nos frisos durante a safra, ou seja, onde há desgastes contínuos (linhas de desgaste localizadas entre o material do friso e a camada da lateral aplicada – veias de desgaste que geram a quebra de pedações do friso).

Duas fontes de soldagens

O Arcing utiliza duas fontes de soldagens reguladas e monitoradas pelo microprocessador de cada máquina. Oferece uma perfeita ignição que impede que o arame grude no rolo na hora de desligar o arco. Em caso de queda de energia, o equipamento não precisa ajustar ou ser programado novamente. Basta acessar o programa, referenciar e reiniciar a soldagem. Para facilitar sua manipulação, contém estabilizador de arco totalmente digital, faixa de entrada de energia estendida, multivoltagem compatível e um gabinete montado no carrinho da própria fonte de soldagem. É protegido pelo IP 67 ** (veja abaixo), ou seja, produto completamente protegido à prova de poeira e água. Ou seja, o sistema suporta por 30 minutos sua imersão dentro da água em profundidade de até um metro. A soldagem pode ser realizada de diversas formas: picote, solda lateral, solda base, solda de sobrebase e chapisco.

** Sistema de avaliação de proteção IP é um padrão definido pela norma internacional IEC 60529. O sistema de avaliação classifica o grau de proteção fornecido por um compartimento de equipamento elétrico contra objetos sólidos (poeira) e líquidos (água, óleo, etc).

Acesse: www.fronius.com.br

HORA DE TORCER PELO BRASIL

0

HORA DE TORCER PELO BRASILOs indicadores econômicos registrados nos últimos meses ainda estão longe de sinalizar o fim da recessão, mas já permitem acreditar que ‘o pior já passou’

Nem tudo vai mal no Brasil: em sua sétima vitória consecutiva, a seleção de futebol goleou a do Uruguai por 4 a 1 e praticamente garantiu sua vaga na próxima Copa do Mundo. O ótimo desempenho da seleção, porém, tem sido apenas um paliativo para a angústia provocada pela recessão que já se arrasta há três anos. Ao contrário do futebol, a economia teima em andar de lado e só agora começa a dar tímidos sinais de recuperação. Alguns indicadores, como índice de inflação, juros e de confiança, têm se mostrado positivos nos últimos meses, mas ainda estão longe de despertar entusiasmo. O sinal mais alvissareiro surgiu em fevereiro, quando a contratação de trabalhadores com carteira assinada superou o número de demissões, pela primeira vez desde março de 2015, segundo. Os 35.612 trabalhadores contabilizados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) estão muito aquém dos mais de 13 milhões de desempregados, mas não deixam de ser um sinal positivo.

HORA DE TORCER PELO BRASILSe no futebol tudo se resolve com 23 jogadores competentes, comandados por um técnico excepcional, a economia é um ‘esporte’ muito mais complexo, cujo desempenho depende da coesão entre uma infindável quantidade de fatores e interesses, que precisam ser coordenados com extrema habilidade política. E, neste último quesito, ainda não apareceu nenhum ‘técnico’ à altura de Tite. Assim, para os milhões de empresários e trabalhadores brasileiros, o panorama econômico tem mais promessas do que certezas. Por enquanto, só lhes resta continuar torcendo para que os indicadores econômicos reflitam vitórias mais palpáveis sobre a recessão.

Andando de lado

HORA DE TORCER PELO BRASILDentre os principais indicadores, a evolução do PIB – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é o que reflete de forma mais direta o estado de saúde da economia. O exemplo mais emblemático tem sido o crescimento do PIB chinês, num ritmo de duas casas percentuais por ano, nas últimas décadas, alavancando esse país à condição de segunda potência econômica mundial. O PIB do Brasil nunca chegou perto disso, mas vinha crescendo com índices positivos que oscilaram entre 0,4%, em 1996, e 7,6%, em 2010. O único ponto fora da curva foi uma queda 0,2%, em 2009, refletindo a crise internacional que começou no ano anterior.

A recessão veio com toda força a partir de 2014, com um aumento insignificante de 0,1%, que evoluiu para uma queda abrupta de 3,8% em 2015. Em 2016, essa queda manteve seu impulso, registrando uma nova redução de 3,6%. Em janeiro, tanto FMI quanto o Banco Central previram uma leve recuperação de 0,5% este ano, seguida de 1,8%, em 2018. Essa previsão tem sido confirmada por especialistas do mercado financeiro, que em março estimaram uma evolução de 0,48% para 0,49% –, ou seja, uma previsão próxima à anterior, só que com duas casas após a vírgula. Seja como for, depois de 7,4% negativos – apenas somando os percentuais de 2015 e 2016 –, uma recuperação de meio ponto percentual é pouco, muito pouco, mas pelo menos passou do vermelho ao azul.

Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA), a inflação também tem sido um dos vilões da economia, teimando em superar desde 2008 o patamar de 4,5% estabelecido como aceitável pelo Banco Central. Em 2009, até deu um alívio, caindo para 4,31%, mas daí em diante foi ficando fora de controle até atingir preocupantes 10,67% em 2010. No ano passado, caiu para 6,29% e, na última semana de março, o a previsão do BC já tinha caído para 3,9%, graças principalmente à redução dos preços dos alimentos. Vale lembrar que, no Brasil, o combate à inflação provoca duas medidas polêmicas: a manutenção da taxa Selic num patamar elevado e a política cambial, supostamente flutuante, mas que sofre constantes interferências do BC, para total desgosto dos setores exportadores.

Com PIB e inflação fora do vermelho intenso, o Comitê de Política Monetária (Copom) houve por bem determinar pequenas reduções na taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, mais conhecida como Selic, que define a remuneração dos títulos públicos. Utilizada para controlar a inflação, essa remuneração, tida como ‘estratosférica’ em comparação com suas congêneres de outros países, acaba inibindo os investimentos e atraindo capitais especulativos ao País. Depois de um período em baixa, na casa dos dois dígitos, em 2012 e 2013, voltou a subir até atingir obscenos 14,25% entre julho de 2015 e agosto de 2016. De lá para cá, foi sendo paulatinamente reduzida até atingir o patamar atual de 12,25%. Acreditam os agentes do mercado financeiro que, com o PIB em recuperação e a inflação sob controle, haverá condições para que ela chegue a 9,75% até o final deste ano.

HORA DE TORCER PELO BRASILResumindo, se tudo ocorrer como planejado, em dezembro de 2017, o PIB terá crescido 0,5%, a inflação deverá ser de, no máximo, 4,5% e a taxa Selic, de 9,75%, criando condições para que a economia brasileira, aí sim, comece 2018 com o pé direito, tendo recuperado a confiança dos empresários, que, por sua vez, deverão voltar a investir e, consequentemente, reduzir o desemprego a um patamar civilizado.

Mercado em recuperação

Taxas, índices e indicadores são apenas o lado técnico da economia. O lado real e perverso chama-se desemprego, aquela situação inesperada que deixa o trabalhador ‘sem chão’. Da mesma forma, a recessão também deixa o empresário ‘sem chão’. Assim como o bom empresário detesta demitir, ele detesta mais ainda falir. Todo esse processo indesejado está implícito nos números de cada segmento da economia.

Os dados coletados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) ilustram bem o impacto da recessão no mercado automotivo, que se contraiu 20,2%. O volume de veículos novos licenciados, nacionais e importados, caiu de 2.568.976, em 2015, para 2.050.317, em 2016. Para a indústria nacional, essa redução do mercado significou uma queda de 11,2% em sua produção anual, que caiu de 2.429.421, em 2015, para 2.157.379, em 2016. O único indicador positivo do setor foi o das exportações, que evoluíram 1,6%, em valor. Com os pátios lotados e menos produção, não houve como evitar as demissões, que reduziram em 7,1% o contingente de operários empregados do setor.

No entanto, 2017 já mostrou uma tendência de recuperação de alguns desses índices. No primeiro bimestre, o licenciamento de veículos novos manteve sua tendência de queda, mas tanto as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias quanto as exportações tiveram fortes recuperações em relação ao mesmo período do 2016: 49,9% e 73,1%, respectivamente. A produção nacional de autoveículos também cresceu 28,1%, refletindo a confiança do setor na recuperação do mercado, que prevê ampliar sua produção anual em 11,9% e as exportações em 7,2%. Outro sinal positivo tem sido o nível de emprego, que, embora tenha caído 6,8% entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2017, voltou a crescer 0,3% entre janeiro e fevereiro deste ano.

Aposta nas exportações

HORA DE TORCER PELO BRASILComo não poderia deixar de ser, a queda do PIB não poupou a demanda interna de aço. Em dezembro de 2016, a previsão do Instituto Aço Brasil (IABr) era de uma redução de 7,6% na produção anual de aço bruto sobre o ano de 2015, totalizando 30,7 milhões de toneladas. Da mesma forma, as vendas internas de produtos siderúrgicos teriam uma retração de 10,1%, atingindo a 16,3 milhões de toneladas, e o consumo aparente deveria totalizar 17,9 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 16,2% sobre o ano anterior. Ainda segundo a entidade, esses resultados significam um retorno aos padrões de 2009.

Por outro lado, as expectativas quanto ao desempenho do setor em 2017 eram positivas, prevendo um crescimento de 3,5% no consumo aparente e de 3,6% nas vendas internas. “A intensidade das quedas no desempenho dos indicadores da indústria brasileira do aço vem diminuindo, o que permite dizer que o pior talvez já tenha passado”, avalia o IABr na última edição de seu informativo em 2016. “Mas esse novo quadro não garante a recuperação vigorosa do setor num cenário ainda difícil devido à manutenção da convergência de fatores estruturais e conjunturais. Com o mercado interno ainda muito enfraquecido, o único caminho para o crescimento no curto prazo é a exportação. Para isso precisamos de isonomia competitiva, proporcionada pela compensação dos tributos não recuperáveis das exportações e redução dos custos de financiamento que elevam o custo Brasil.”

Segundo o IABr, a falta de competitividade da indústria brasileira do aço também tem sido responsável pela queda de 0,2% nas exportações em 2016. Além das assimetrias internas, outro fator a ser considerado é excesso de capacidade de produção de aço no mercado mundial. “Dos 780 milhões de toneladas de excedente de capacidade instalada de aço no mundo, mais de 400 milhões de toneladas estão na China. A concorrência é injusta, pois se dá com empresas que recebem fortes subsídios do governo desse país. As exportações chinesas de aço que, em 2015, atingiram mais de 110 milhões de toneladas, encontram-se, neste ano, num ritmo de 115 milhões de toneladas. Em 2000, a China participava com 1,3% das importações diretas de aço para o Brasil. Em 2015, atingiu 50,2%. É contra esta concorrência predatória que os governos de vários países estão lutando com diferentes medidas de defesa comercial. No Brasil não deveria ser diferente, sob pena de agravamento da situação da indústria”, afirma o boletim do IABr.

De olho nos mercados

HORA DE TORCER PELO BRASILNo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), os resultados referentes ao mês de fevereiro registraram uma queda de 11,1% nas compras sobre janeiro, com volume total de 222,2 mil toneladas. Frente a fevereiro do ano passado, quando as compras atingiram 224,9 mil toneladas, a queda foi de 1,2%. As vendas de aços planos contabilizaram uma queda de 9,8% sobre janeiro, atingindo o montante de 215,5 mil toneladas contra 239,0 mil toneladas. Sobre fevereiro do ano passado, quando foram vendidas 242,9 mil toneladas, registraram uma queda de 11,3%. Os estoques de fevereiro sofreram alta de 0,7% em relação ao mês anterior, atingindo 918,3 mil toneladas, sendo que o seu giro se ampliou para 4,3 meses, ou seja, acima do giro ideal, próximo a 3 meses. As importações encerraram o mês de fevereiro com queda de 52,4% em relação ao mês anterior, com volume total de 59,4 mil toneladas. Comparando-se ao mesmo mês do ano anterior, quando foram importadas 24,3 mil toneladas, registraram alta de 144,3%.

A expectativa da rede associada ao Inda para o mês de março é de que tanto as compras quanto as vendas cresçam aproximadamente 25,0%. “Nós trabalhamos em cima das expectativas dos nossos principais mercados, como o setor automotivo e o de máquinas e equipamentos. Neste setor, por exemplo, as vendas para o mercado interno têm caído, mas as exportações cresceram e, para nós, o que interessa é a produção, não só para o mercado interno”, explica o presidente executivo do Inda, Carlos Jorge Loureiro. “O setor automotivo também trabalha com a expectativa de crescer em torno de 11% por causa do aumento das exportações. Deve crescer 2% ou 3% no mercado interno, mas 30% ou 40% na exportação. A venda de aços planos por nosso setor corresponde a 35% do crescimento das vendas do setor automotivo. Então só com o aumento de 11% nesse setor, nossas vendas devem crescer 3,5%. No setor de máquinas e equipamentos, embora as vendas globais tenham caído, o segmento de máquinas agrícolas, que corresponde a algo entre 8% e 10% do total da Abimaq, está indo muito bem e estima crescer 20% este ano. Se essas duas previsões se concretizarem, nossa rede teria um crescimento em torno de 5% em suas vendas. Por enquanto temos trabalhado com esses números, que só vão ser revistos em maio, quando os números de abril estiverem consolidados”.

Sobre suas expectativas em relação ao desempenho do governo, Loureiro afirma estar surpreso com os resultados alcançados até o presente momento. “Dentro das condições existentes, acho que o governo está conseguindo resultados acima do esperado. Por exemplo, todo mundo estava prevendo que a inflação continuaria muito acima do teto fixado pelo governo, que é de 4,5%, e hoje está próximo disso. Ou seja, pelo menos na área monetária o governo está tendo resultados muito bons. E na área política, com toda essa confusão que está ocorrendo, conseguir passar uma reforma da Previdência – ainda que com algumas concessões em relação à proposta inicial – já é muito bom. Em função da situação política, eu acho que o que está se conseguindo na área econômica não é ideal, mas está acima, particularmente, da minha expectativa. A única restrição que nós temos é deixar o dólar correr do jeito que está correndo. Isso é algo que ainda vai custar caro lá na frente”, completa Loureiro.

Investimentos imprevisíveis

Neste momento é de incertezas, as projeções da indústria de máquinas e equipamentos seriam uma forma de preverá quantas anda a disposição dos empresários para investir. Representado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o setor tem contabilizado sistemáticas reduções em seus indicadores de desempenho, nos últimos anos. O consumo aparente de máquinas e equipamentos no Brasil caiu 22,4% só no acumulado entre os primeiros de 2016 e 2017. Da mesma forma, a receita líquida do setor também caiu 10,1% nesse período, bem como as exportações, que caíram, 3,6%, provavelmente devido à redução do grau de competividade dos produtos brasileiros devido à valorização do real frente ao dólar – queixa recorrente em todos os setores exportadores. Entre todos os números consolidados pela Abimaq, cabe destacar a evolução – ou, mais precisamente, regressão – do pessoal ocupado pelo setor, que atingiu seu pico em 2011, com 386 mil funcionários, mas caiu para uma média de 292 mil no último bimestre – uma assustadora redução de 25% em cinco anos!

Entre os levantamentos estatísticos divulgados mensalmente pela Abimaq não constam, porém, as previsões de vendas para este ano e para os próximos anos. Não se trata de um descuido da entidade, mas de uma característica intrínseca do setor, como explica o seu diretor de Competividade, Mario Bernardini. “Eu acho difícil fazer uma previsão plurianual no Brasil. Os budgets que os empresários fazem se baseia outras premissas, evidentemente. Mas o investimento– que é o que nós, da Abimaq ‘vendemos’ – depende de alguns fatores. Para investir, é preciso ter um cenário de crescimento e, além disso, uma previsão de rentabilidade nas vendas. Nestas condições, as empresas compram máquinas. E neste momento, nós não temos nenhuma dessas duas premissas, o que nos impossibilita de fazer previsões”, explica Bernardini. “O crescimento do PIB previsto para este ano é de 0,5%. Ora, depois de 50% de queda, 0,5% de crescimento é mais ou menos nada! Se olharmos as previsões da Focus e do mercado financeiro especificamente para a formação bruta de capital fixo, ou seja, para os investimentos deste ano, as previsões variam entre 0% e 0,2%. Portanto, apesar do início das concessões, não há previsão de crescimento dos investimentos este ano. Quem faz planejamento a longo prazo pode dizer que o ano de 2017 está parado, mas que em 2018 e 2019 vai crescer e precisa se preparar para isso. Acontece que a média das previsões de crescimento em 2018 é de 1,5% – e isso sobre um PIB já que caiu cerca de 10%. Ou seja, de 90, o PIB cresceria para 91 ou 91,5”, avalia Bernardini. “Neste quadro, falar em previsão de investimento é extremamente arriscado. Ainda mais porque o governo está obcecado em fazer o ajuste fiscal, que vai depender do tipo de reforma da Previdência que vai passar pelo Congresso. Se essa reforma não fechar as contas, ou seja, não sinalizar que a dívida pública vai se estabilizar, nada muda! Volta a crescer o ‘risco País’ e a instabilidade, e o apoio ao governo Temer, que se baseia num compromisso de sucesso, vai começar a se diluir – e nós vamos ter problemas”.

Estabelecida a possibilidade de se delinear esse quadro, Mario Bernardini não se arrisca a fazer previsões. “Para 2017, nós não estamos pensando em crescimento real, talvez ocorra um crescimento nominal. Não podemos esquecer que em 2016, a receita do nosso setor caiu quase 20% sobre 2015. Portanto, este ano, é possível que ocorra um crescimento nominal entre 3% e 5%, mas isso significa um crescimento real igual a zero, considerando a inflação prevista. Podemos dizer, então, que nossa previsão é de manutenção dos níveis de faturamento atuais, com pequenas variações para cima e para baixo. Tal como todo mundo e o próprio governo, estamos torcendo para que sejam antecipadas algumas medidas, as quais que possam incentivar o crescimento, como câmbio, retorno do crédito e forte redução dos spreads bancários. Há uma série de medidas que podem ser tocadas pelo governo simultaneamente com o ajuste e que não o prejudicariam – ao contrário, podem até ajudá-lo. Elas permitiriam um crescimento mais robusto do País e, portanto, um aumento da arrecadação, que é a única forma de fechar as contas”, completa o diretor de Competividade da Abimaq.

Características, gases e reguladores da Soldagem Oxicombustível

O processo de soldagem por chama consiste em efetuar uma fusão das bordas de uma junta utilizando o calor gerado na queima de uma mistura oxicombustível, com ou sem aplicação de material de adição.

O Oxicombustível é um dos mais antigos processos de fusão. A soldagem se dá pela fusão de um ou mais metais de base, com ou sem material de adição, que são aplicados na junta a ser soldada por meio de uma chama proveniente da queima de uma mistura de gases. Esses gases passam por um dispositivo cuja função é dosá-los na proporção exata para a combustão.

O dispositivo, chamado maçarico, deve ainda possibilitar que se produzam diferentes tipos de misturas necessárias para obter tipos de chama de acordo com os diferentes tipos de materiais.

Praticamente todos os metais e ligas comercialmente conhecidos fundem-se em temperaturas abaixo dos 4000°C. As ligas de aço, que são os materiais de maior utilização comercial, fundem na faixa de 1500°C. Assim, mostra-se viável a execução de soldagem por meio das temperaturas e poder calorífico desenvolvidos pela combustão dos diversos gases.

Gases utilizados

A mistura oxicombustível é formada por um gás combustível, que origina a chama e um gás comburente que abastece essa reação, por produzir uma chama de maior temperatura o acetileno e o oxigênio atualmente são os gases mais utilizados nesse processo. Recentemente outros gases e misturas desenvolvidos podem fornecer o calor necessário para esse tipo de solda e corte. O oxigênio é um gás comburente incolor e inodoro que pode ser obtido pela liquefação do ar, eletrolise da água ou reação química.

Para uso industrial é fornecido em cilindro de aço identificado pela cor preta, ou em estado liquido para grandes quantidades, o acetileno é um gás combustível incolor de cheiro característico, composto de carbono e hidrogênio, por não se encontrar disponível na natureza o acetileno e obtido pela reação química de carbureto de cálcio com água, o acetileno é fornecido em cilindros especiais preenchidos com uma massa porosa e acetona, para grandes consumidores agrupados os cilindros de acetileno podem ser fornecidos em cestas ou carretas.

Reguladores de pressão

Para reduzir a pressão do gás para os valores de trabalho e manter o fluxo constante utilizamos reguladores desenvolvidos para estas finalidades. Esses reguladores são compostos de 2 manômetros um que indica a pressão de gás no cilindro e outro de baixa pressão de informa o valor do fluxo de saída para o maçarico. O ajuste da pressão do gás é efetuado acionando-se o volante do regulador até atingir o valor necessário indicado na tabela do fabricante para cada aplicação.